Revelando, imortalizando histórias e talentos
24.2.16

Hector Babenco lança filme autobiográfico "Meu amigo hindù" 

 

 

 O longa, que conta a história de Diego, um famoso diretor de cinema que sobrevive a um câncer, seria uma declaração veemente de amor ao cinema. Mas, na verdade é inspirado em sua luta contra o câncer linfático, é autobiográfico. 

 

O filme se passa em São Paulo, e com o elenco quase todo formado por brasileiros, mas é falado em inglês. Isso porque o diretor não conseguiu um ator brasileiro para fazer o papel principal. Depois de assistir à peça Old woman – a velha, estrelada por Dafoe, convidou o ator americano para um jantar e acertaram que seria ele a assumir o papel.  Por isso, teve de fazer todo o filme em inglês. Uma versão dublada em português, na qual os atores dublam a si mesmos, também será lançada.

 

Willem Dafoe, em atuação excelente, assume o posto de alter ego do diretor em cena. E ele o faz, criando um personagem egocêntrico e sem papas na língua, com uma certa liberalidade controlada. Se a esposa lhe diz que já o traiu, ele rebate na hora que não há problema algum nisto, por tê-la traído também. Tal característica torna o cineasta Diego uma pessoa bastante difícil, o que se manifesta no modo como trata todos à sua volta, da esposa (Maria Fernanda Cândido) aos amigos próximos e parentes. Como o brilho tem que caber sempre ao diretor, ou melhor, ao personagem principal, Willem Dafoe é quase onipresente na tela.

 

Apesar de tamanha grandiosidade, o maior problema de Meu Amigo Hindu é o roteiro. A começar pelo fato de que o personagem do título apenas surge por volta da metade da trama, servindo como conexão ao lado lúdico do cinema, e nem tem tanta importância assim.  Do avanço da doença ao tratamento, passando pela cura e a reabilitação à vida normal, tudo segue tintim por tintim o que aconteceu com o diretor, numa espécie de recriação de sua própria vida – é quando a ficção beira o documentário. É um filme com a assinatura de Babenco, cujo currículo  Pixote - A Lei do Mais Fraco, Carandiru e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, O Beijo da Mulher-Aranha. 

 

A película já fora vista, de forma discreta, na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro de 2015. Mas, pode comprar a pipoca sem medo, é um bom filme brindado com atuações de Willen Dafoe, Maria Fernanda Cândido. 

 

------------------------------

 

ESTREIA-“Como Ser Solteira” sai do trivial, dribla alguns clichês da comédia romântica

 

Dakota Johnson

 

Película “Como Ser Solteira” marca a estreia norte-americana do diretor alemão Christian Ditter (de “Simplesmente Acontece”). Protagonizada por Dakota Johnson, a comédia romântica escorrega algumas vezes em sua tentativa de fugir de convenções do gênero para logo entrar nos eixos.

 

 

Podendo mostrar seu viés cômico, apesar do material não oferecer muito, a estrela de “Cinquenta Tons de Cinza” encarna Alice, uma jovem que acaba de terminar a faculdade e pede um tempo ao simpático namorado Josh (Nicholas Braun), para poder viver, pela primeira vez, a experiência de morar sozinha. Sua jornada de autoconhecimento se inicia com a mudança para Nova York, onde encontra um emprego em um escritório de advocacia e rapidamente faz amizade com Robin (Rebel Wilson), que lhe apresenta a vida noturna da metrópole.

 

 

A atriz australiana interpreta a despachada colega como uma repetição do mesmo tipo, aquele da Fat Amy de “Escolha Perfeita”, mas com uma inegável eficiência em arrancar risadas em quase todas as suas piadas sexuais. A princípio, Alice divide apartamento com sua irmã mais velha, a obstetra Meg (Leslie Mann) que, em seus 40 anos, tem uma vida dedicada à carreira e um declarado pavor de crianças, que se dissipa quando se vê sua interação com o bebê de suas pacientes ultrapassar os limites da fofura.

 

 

Escrito por Abby Kohn, Marc Silverstain e Dana Fox, o texto do trio, cujo resquício de uma origem de autoajuda se faz sentir em diálogos explícitos, apresenta uma ligeira evolução na sua fuga dos chavões das comédias românticas. Algumas questões-tabus não são tratadas como obstáculo ou motivo de piada, só como elementos de construção do personagem. Ao mesmo tempo, as falhas das figuras masculinas os tornam mais reais do que meros estereótipos. Outro feito do filme é ter, entre o frescor de sua seleção musical, uma utilização tão renovadora e significativa narrativamente da clássica canção “Can’t Take My Eyes Off You”. (Francisco Martins\Br.reuters).

 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:23  comentar

Fevereiro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12

16
20

21
22
25
27



SITES INDICADOS
Buscar
 
blogs SAPO