Revelando, imortalizando histórias e talentos
21.8.17

Jerry Lewis, uma das maiores lendas da comédia americana no cinema, na televisão e na rádio, morreu na manhã deste domingo aos 91 anos, em Las Vegas, de causas naturais. A notícia foi confirmada pelo seu agente.


 

Foi um dos ícones maiores do humor no cinema, na rádio, na televisão e nos palcos, com uma popularidade extraordinária cujo pico se deu nos anos anos 50 e 60, e que se também se notabilizou pela luta contra a distrofia muscular, à frente de maratonas televisivas de angariação de fundos que, ao longo de mais de 40 anos, conseguiram angariar mais de dois mil milhões dólares.

 

Nascido em 1926 no seio de uma família de artistas (a mãe era pianista numa estação de rádio e o pai trabalhava em espetáculos de "vaudeville"), Lewis começou a carreira artística logo aos cinco anos, e nunca mais deixou os palcos.

 

A popularidade nos palcos estendeu-se à radio e aos primordios da televisão, chegando ao cinema em 1949, com "A Minha Amiga Irma". Até 1956, com "Um Espada para Hollywood", a dupla protagonizou 16 filmes de imenso sucesso, quase sempre com a mesma fórmula, simples mas eficaz. A popularidade foi tal que a dupla até teve direito a protagonizar uma revista de BD, mas a subalternização crescente de Martin face às gargalhadas que gerava Lewis acabou por levar ao fim da parceria. A cisão não terá sido amigável e fez correr rios de tinta ao longo das décadas, e só em 1976 os dois se terão reconciliado, pela mão do amigo comum Frank Sinatra.

 

Nos anos que se seguiram, a carreira de ambos a solo foi um sucesso fulgurante em todas as vertentes (cinema, palcos, televisão, rádio e discos), com Lewis a prosseguir de imediato com o seu primeiro filme a solo, "O Delinquente Delicado" (1957), a que se seguiram outros sucessos como "O Herói de Regimento" (1957) e "Capitão sem Barco" (1959).

Fundamental foi a parceria que então fez com Frank Tashlin, que já o tinha dirigido com Martin em "Artistas e Modelos" e "Um Espada para Hollywood" e que era um dos mais notáveis realizadores de animação da Warner Bros. Tashlin soube injetar nos filmes com Lewis todo o "slapstick" desvairado dos "cartoons" em obras de grande sucesso, que, quase todas, se tornaram clássicas:  "Jerry Ama-Seca" (1958), "Jerry no Japão" (1958), "Cinderelo dos Pés Grandes" (1960),  "Dinheiro e Só Dinheiro" (1962), "Um Namorado com Sorte" (1962) e "Jerry, Enfermeiro sem Diploma" (1964).

Com um orçamento minúsculo e quase sem diálogos, "Jerry no Grande Hotel" (1960) foi uma aposta de risco para Lewis, que o financiou sozinho quando a Paramount não quis arriscar num filme quase mudo, e foi um sucesso. Os anos seguintes são os mais notáveis da sua carreira no cinema, com clássico atrás de clássico: além dos dirigidos por Tashlin na mesma época, Lewis realizou e protagonizou "O Homem das Mulheres" (1961), "O Mandarete" (1961), "As Noites Loucas do Dr. Jerryll" (1963, o seu filme mais mítico, que, com o título original de "The Nutty Professor", daria origem ao "remake" com Eddie Murphy), "Jerry 8 3/4" (1964) e "Jerry e os Seis Tios" (1965), em que interpreta sete personagens. (Francisco Martins \Sapo.pt). 

link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:32  comentar


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