Revelando, imortalizando histórias e talentos
22.9.11

Cleyde Yaconis nasceu em  14 de novembro de 1923, em Pirassununga, interior de São Paulo, chegou ao Teatro Anchieta, também em São Paulo, para ser sabatinada por um seleto grupo de entrevistadores que incluía os atores Cláudio Correia e Castro e Paulo autran.

 

 


 

 Cleyde Yáconis, grande dama do teatro brasileiro, foi uma das atrizes a dar seu testemunho para a posteridade. As memórias dos dolorosos primeiros anos de vida prosseguem. Sobre o pai (filho de calabresa e de grego" diz ela), a atriz revela que usava roupas elegantes e procurava se cuidar, enquanto as filhas mal tinham o que vestir e ainda eram espancadas. Irmã da dama Cacilda Becker (1921-1969),  "Eu e Cacilda somos muito parecidas com ele, principalmente na mão. 

 

Através do teatro, a garantia do sustento familiar

 

O ingresso de Cleyde Yáconis no teatro não tardaria, primeiro foi trabalhar TBC (Teatro Brasileiro de Comédia)”, gurada-roupa. Cleyde já tinha, então, 24 anos, e logo seria chamada a substituir uma atriz, que ficara doente, no clássico Anjo de Pedra, de Tennessee Williams. Em seguida, o diretor Ziembinski a convidaria a participar de Pega-fogo, que seria o espetáculo das segundas-feiras. No ano de 1950, estreou em Espetáculos de Segunda-feira e, em janeiro, resolveu não prestar o exame da Faculdade de Medicina.

 

 

No ano seguinte, 1951, torna-se a atriz-revelação do teatro paulista, premiada pela Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT), por sua atuação em Ralé, de Maximo Gorki. De 1950 a 1964 participa de 35 montagens no TBC, entre as quais, Santa Marta Fabril S.A., de Abílio Pereira de Almeida (1955); Adorável Júlia, de Marc-Gilbert Sauvajon (1957); e A Morte do Caixeiro-viajante, de Arthur Miller (1962). Mas é em 1953 que ganha seu primeiro grande papel no TBC, a Senhora Flora, protagonista de Assim É Se lhe Parece, de Luigi Pirandello, quando abiscoita o Prêmio Governador do Estado como melhor atriz do ano. Em Maria Stuart, de Schiller(1955), também é premiada como melhor atriz: Prêmio Saci.

 

Em 1976 faz A Rainha do Rádio, de José Safiotti Filho, direção de Antonio Abujamra. Em 1988 dá início à parceria com o diretor Ulysses Cruz com Cerimônia do Adeus, de Mauro Rasi, em que interpreta Simone de Beauvoir. Em 1995, com o mesmo diretor, atua em Péricles, Principe de Tiro, de Shakespeare.

 

Televisão

 

 

Entra para a televisão em 1966, na TV Paulista, mas logo é levada por Cassiano Gabus Mendes para a TV Tupi de São Paulo, onde aparece nas novelas O Amor Tem Cara de Mulher (1966), Mulheres de Areia (1973) e Gaivotas (1979). Na TV Globo, faz Rainha da Sucata (1990), Vamp (1991) e As Filhas da Mãe (2001). Em 2006, na TV Record, trabalha em Cidadão Brasileiro.

 

Em teatro, brilha mais uma vez em 2002 ao lado de Sergio Britto, em Longa Jornada de um Dia Noite Adentro, de Eugene O’Neill, sob a direção de Naum Alves de Souza. Em 2003 conquista o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo conjunto da obra. Neste mesmo ano, recebe o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura & Arte do Governo da Bahia.

 

Em 2005 é agraciada com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Por sua interpretação na primeira montagem brasileira de Cinema Éden, de Marguerite Duras, com direção de Emílio Di Biasi, é indicada em 2005 para o Prêmio Shell de Teatro.

 

Em 2006 protagoniza A Louca de Chaillot, de Jean Giradoux, peça inédita nos palcos brasileiros, sob o comando dos jovens diretores Ruy Cortez e Marcos Loureiro.

 

Longe dos refletores e da metrópole paulista, é mulher de hábitos simples. Em contato com a natureza, em seu sítio a 28km da capital.  

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:01  comentar

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