Revelando, imortalizando histórias e talentos
17.12.11

"Nunca pensei que minha história tivesse alguma importância", diz Luiz Lugado, que desde que deixou os palcos jamais falou com alguém sobre o assunto. Entretanto, confiou à Agência FM seu legado histórico.

 

Lugado em "Almas do Outro Mundo"

 

 

Para alguns a vida parece florescer mais enquanto para outros aparentemente, só aparentemente, não florece tanto. Porém, basta uma análise imparcial com uma pitada de boa vontade para se descobrir pessoas no meio da multidão que, de alguma forma, foram de suma importância não somente em sua época, mas para se chegar a um lugar concreto por exemplo as artes cênicas. Este pré-ambulo é para se contar a história de um ator, fotógrafo e colorista fotográfico, cinéfilo, o paulista Luiz Lugado.

 

 

Nascido em Itatiba, interior paulista, no ano de 1924, mudou-se com a família ainda jovem para capital, onde ficou encantado com o charme e o glamour da época. Tudo isso talvez tenha aflorado sua veia artística e contribuido para uma incursão às artes entre as quais o teatro. Lugado, atuou na época em que o artista era um ser inferior sendo conferido a eles todos os adjetivos pejorativos imagináveis. Até mesmo no seio familiar os atores e atrizes recebiam tratamento diferenciado. A bem da verdade, ele nasceu em uma família onde quase todos tinham dons artísticos pois uma irmã cantava ritmos latinos como a rumba. Outra foi atriz ao seu lado (Maria Montefusco - veja convite) e um irmão era cenógrafo. Mas isso não aliviou a situação não. Ele não deu ouvidos e começou uma carreira onde abriria portas para gerações de atores.

 

 

 

 

Lugado, primeiro à esquerda, "Doente Imaginário, de Molière

 

 

 

 

Luiz Lugado, primeiro da esquerda, em "Cautela com as mulheres"

 

 

TEATRO

 

Apesar de ser apaixonado pelo rádio, sua chance viria mesmo no teatro, onde atuou nos 1950. Trabalhou em cinco peças teatrais ao lado de nomes importantes como do conceituado diretor Osmar Rodrigues Cruz (1924 - 2007) e atores que mais tarde se destacaram na televisão. Encenou textos de cunho social à comédia. Em "Rosas de Nossa Senhora" texto do português C. Silva, representada no Teatro dos Carmelitas (Rua Martiniano de Carvalho, 156 - SP), ele interpretou o Carrapicho, personagem que defendia a honra de uma jovem assediada. No mesmo teatro ele atuou em texto clássico do francês Molière "O Doente Imaginário" e "Cautela com as Mulheres". Já, "Que Trapalhada" foi representada no famoso Teatro Colombo", no bairro do Brás, SP. Seu último trabalho no palco foi em " Almas do Outro Mundo", onde interpretou uma personagem complexa, algo entre o trágico e cômico, papel aferecido somente aos atores dotados de grande talento.

Ingresso/convite da peça "Rosas de Nossa Senhora"

Devido instabilidade da carreira,  responsabilidades familiares, ele teve de sacrificar o ator passando a axercer a função de bancário até se aposentar. Mas, nos tempos vagos passou a exercer duas atividades ligadas a fotografia, chegando a fotografar casamento e vedetes do teatro, cujo temas serão abordados em outra matéria sobre o ator, cidadão cuja contribuição na profissão ator foi fundamental. Fotos: Acervo do artista. (Francisco Martins)

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:04 

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