Revelando, imortalizando histórias e talentos
16.2.13
“Mulher mais feia do mundo” esperou 150 anos por um funeral digno

No ano de 1860 morria Julia Pastrana, uma mexicana que sofria de duas doenças raras. Durante sua vida e em morte foi exibida em espectáculos de aberrações. Um século e meio depois, foi sepultada com honras na sua terra natal.
SINALOA de LEYVA -  MÉXICO - A mexicana Julia Pastrana só terá sido assim chamada pelos que lhe eram mais próximos. Para o mundo foi sempre a  “mulher mais feia do mundo”, ou a “mulher barbuda” ou ainda a “mulher macaco”.  Os adjetivos pejorativos foram muitos devido a duas doenças raras de que sofria. Ela era um chamariz para os espectáculos. Morreu aos 26 anos, e seu corpo embalsamado foi exibido em feiras até ir parar à Universidade de Oslo. Cento e cinquenta anos depois uma mulher quis dar-lhe um funeral digno.
Julia sofria de hipertricose lanuginosa, uma doença que cobria a sua cara e corpo de uma pilosidade densa, e de hiperplasia gengival, que lhe desfigurava também a boca e o maxilar. Não se sabe como conheceu durante os anos 1850 aquele que viria a ser não somente o seu marido mas também aquele que a levaria pelos Estados Unidos e Europa. Seus dons de cantora e bailarina, eram reconhecidos por onde passava.  Mas Theodore Lent, um empresário norte-americano, não escolhia prestigiadas salas de espectáculo. Julia, que se tornaria sua mulher mais tarde, era exibida em “freak shows”, como se designavam os espectáculos de aberrações humanas ou animais que atraiam multidões naquela época.
Júlia engravidou, e com problemas de saúde semelhantes aos da mãe e que morreria no dia do parto. Theodore Lent decidiu embalsamar os corpos da mulher e do filho e mais tarde usá-los em feiras em que participava. Após a morte do empresário norte-americano, os dois corpos passaram de mãos durante décadas até chegarem a um parque de diversões norueguês no início da década de 60.
Em 1976, os corpos foram roubados do armazém onde eram guardados, indica o The New York Times, e foram encontrados pela polícia. Os restos mortais de Julia e do filho acabariam por ser adquiridos em 1996, pelo departamento de anatomia da Universidade de Oslo, na Noruega, onde permaneceram até aos dias de hoje. Em Abril de 2012, a história da vida de Julia teve mais um capítulo, quando a universidade aceitou que os seus restos mortais fossem levados para o México, o seu país natal.
A decisão foi tomada depois da artista mexicana Laura Anderson Barbata ter lançado uma campanha em 2005 para que os corpos fossem enterrados no país. A paixão de Barbata pela história de Julia começou com uma peça de teatro que a irmã Kathleen Anderson Culebro produziu sobre a vida da mexicana que viajou pelo mundo como uma aberração. “ Julia teve direito a uma cerimônia fúnebre na terça-feira,12, em Sinaloa de Leyva, no México. (AgênciaFM com O Publico).
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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:54 

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