Revelando, imortalizando histórias e talentos
4.4.13




O filme de Quentin Taratino Django Unchained (Django Livre - tradução no Brasil), vencedor de dois Oscar, é um dos poucos filmes de Hollywood que mostra um caubói negro. Porém, existiram muitos, cujas histórias foram usadas em filmes estrelados por atores brancos.

 




Via de regra a imagem mais comum que se tem do caubói é um homem branco usando botas e carregando uma arma nos westerns exemplo John Wayne ou Clint Eastwood. Mas o retrato de Hollywood de oeste americano é uma versão diferente da realidade. Acredita-se que um quarto de todos so caubóis eram negros. Jim, um homem de 45 anos até pouco tempo não sabia da existencia de negros no cinema. A descoberta inspirou tanto ele quanto a sua mulher Gloria a criarem o Museu Nacional da Herança Multicultural do Oeste em Fort Worth, no Texas. O museu homenageia alguns dos caubóis negros esquecidos.

 


Não tem outra jsutificativa que não o preconceito pois no Velho Oeste, ao contrário dos filmes, os caubóis negros eram comuns. Eles geralmente trabalhavam treinando cavalos que não tinham sido montados muitas vezes. Os caubóis negros também acumulavam a função de cozinheiros em vagões de comida e eram conhecidos por cantarem e ajudarem a manter o gado calmo. Mas, Havia rodeios separados para negros e brancos. Era difícil, muito difícil - eles só deixavam eu me apresentar depois que todos os brancos haviam saído da arena. "Ser um caubói negro era duro", diz Cleveland Walters, de 88 anos, que vive nos arredores da cidade de Liberty, no Texas.


Caubóis negros no cinema



Foram muitos os caubóis no cinema mas a grande maioria foram esquecidos. Herb Jeffries, chegou a pintar o rosto e braços para parecer mais escuro, para interpretar Spencer Williams em Harlem on the Prairie, de 1937. Woody Strode outro caubói negro foi aclamado em Audazes e Malditos , de 1960. Mais famoso como comediante, Bill Cosby atuou ao lado de Yaphet Kotto em Man and Boy, de 1971. Sidney Poitier e Harry Belafonte em Um por Deus, Outro pelo Diabo, em 1972, uma dupla de caubóis para ninguém por defeito. Já Cleavon Little em Banzé no Oeste, 1974, Danny Glover em Silverado (1985) e Morgan Freeman em Os imperdoáveis, 1992, mostram a qualidade do caubói. Porém, Hollywood não só ignorou os caubóis negros como usou algumas de suas histórias reais em seus filmes.

 


Acredita-se que O Cavaleiro Solitário, por exemplo, teria sido inspirado por Bass Reeves, um oficial da lei negro que usava disfarces, tinha um companheiro indígena e passou toda a sua carreira sem levar um só tiro.

 


O filme Rastros de Ódio (1956) de John Ford, baseado no romance de Alan Le May, foi parcialmente inspirado nas histórias de Brit Johnson, um caubói negro cuja mulher e filhos foram capturados pelos Comanches em 1865. No filme, John Wayne interpreta um veterano da Guerra Civil que passa anos buscando sua sobrinha, que havia sido sequestrada pelos indígenas.

 


Nos últimos anos, personagens negros apareceram em westerns como Posse - A Vingança de Jessie Lee, Os Imperdoáveis e Django Livre. Mas por que Hollywood representou mal a verdadeira diversidade real do oeste? Esta questão fica sem resposta por enquanto. Mas, se os negros também podiam ser heróis e ter todas as qualidades atribuídas ao homem, como seria possível tratar um negro como subserviente, ainda mais na arte. (Francisco Martins).

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:27  comentar

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