Revelando, imortalizando histórias e talentos
6.9.06

1ª loja de artesanato de São Paulo  

 
Uma interessante e moderna loja Slevers e outros.
Oficialmente é a primeira de que se tem notícia, inaugurada em 1954, a primeira loja de artesanato na capital paulista, na rua Riachuelo 342, junto à Praça das Bandeiras. A loja pertencia à família Slevers: Lotte, Alice, Ortegren e Eloy. Destinada à divulgação do artesanato e arte folclórica artefatos manuais de todo o País. O estabelecimento apresentava peças de valor histórico, datando dos séculos XVI e XVIII, e também artesanato mais recentes, do norte e do nordeste do Brasil, e também objetos de confecção indígena. No sub-solo ficava um espaço para amostras permanentes de artesanato e folclore, e também um salão para exposições artísticas, uma iniciativa que não visava lucro, e tinha como alvo o artista jovem e desconhecido, que tinha apoio para divulgação da sua arte. Toda iniciativa era por conta do estabelecimento. Abrigava, também, um grupo de teatro amador, "Lotte Slever" cuja peças tinha enredos da cultura alemã e era mantido pela sócia majoritária da loja. Na época, Eloy Artigas disse: "As rendas do estabelecimento serão revertidos em benefícios daquele teatro e do artesanato. Durante inauguração, além de presentes, servido aos convidados um coquitel, e uma mesa de doces titpicamente brasileiros. No cliche: [E / D ], Dona Lotte Slevers, Alice Ostergreen e Elóy Artigas Slevers.apresentava peças de valor histórico, datando dos séculos XVI e XVIII, e também artesanato mais recentes, do norte e do nordeste do Brasil, e também objetos de confecção indígena. No sub-solo ficava um espaço para amostras permanentes de artesanato e folclore, e também um salão para exposições artísticas, uma iniciativa que não visava lucro, e tinha como alvo o artista jovem e desconhecido, que tinha apoio para divulgação da sua arte. Toda iniciativa era por conta do estabelecimento.
Abrigava, também, um grupo de teatro amador, "Lotte Slever" cuja peças tinha enredos da cultura alemã e era mantido pela sócia majoritária da loja. Na época, Eloy Artigas disse: "As rendas do estabelecimento serão revertidos em benefícios daquele teatro e do artesanato. Durante inauguração, além de presentes, servido aos convidados um coquitel, e uma mesa de doces titpicamente brasileiros. No cliche: [E / D ], Dona Lotte Slevers, Alice Ostergreen e Elóy Artigas Slevers.
 
 
 
 

ARTESANATO PAULISTA

O Estado de São Paulo ao longo dos anos desenvolveu um artesanato típico e muito peculiar, produzido basicamente com matéria-prima vinda da floresta tropical. Em seu artesanato, uma mistura de  técnicas trazidas pelo colonizador europeu juntou-as desenvolvidas pelos indígenas e negros e enriquecendo-se com a curiosa contribuição cultural das diferentes populações de migrantes e imigrantes. Porém, a    industrialização tem dado espaço para um novo tipo de artesanato: o artesanato urbano, onde  resíduos industriais são reciclados pelas mãos dos artesãos, transformando-se em objetos bem singulares. Ainda assim, algumas regiões do estado mantêm seu artesanato tradicional, como Apiaí - cidade do Vale do Ribeira-, que produz uma cerâmica figurativa, rústica, decorativa  e de grande valor histórico-cultural, sem  Já no Vale do Paraíba, desenvolve-se mais os trançados de fibras vegetais, entalhes de madeira, e a cerâmica de origem silvícola, e também a de alta temperatura, herança e influência do povo oriental. No litoral,  é muiot marcante o artesanato indígena, ainda produzido por alguns remanescentes dos guaranis, onde destaca-se, especialmente, a cestaria de cipó, taboa e bambu além dos artefatos de caça, pesca, os adornos e instrumentos musicais, que mescla a utilização de madeiras, fibras, cabaças e outros.  

A função da Sutaco 

O Governo do Estado de São Paulo, desenvolveu a Sutaco - Superintendência do Trabalho Artesanal das Comunidades -, cuja principal função é de preservar essa arte,  e sanear problemas ligados à absorção da mão-de-obra, orientar, executar e supervisionar essa política. A SUTACO é também o principal órgão de coordenadoria no Estado de São Paulo do Programa de Artesanato Brasileiro - PAB, criado pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, direcionado para apoiar os núcleos de produção e comercialização artesanal. Em fevereiro de 2005, segundo informações, a SUTACO atingiu a marca de mais de 36.400 artesãos cadastrados em todo o Estado de São Paulo, incluindo a Capital e os 350 municípios que mantêm termo de cooperação com o programa. A Lei 7.126, de 30/04/91, instituiu o dia 19 de março como Dia do Artesão. [Francisco Martins]

 

JORGE RUBICCE

 

Por: Cássius Gama e Francisco Martins

Além de ministrar cursos e palestras, Jorge Rubicce aproveito para fazer contato e conhecer melhor os artesãos brasileiros, entre eles Jonielson Araujo,[na foto:primeiro plano] artista plástico e artesão que o brindou com sua arte

Artista plástico, artesão e escultor, 53 anos, atualmente é o maior artesão argentino, desenvolveu técnica própria em porcelana fria, e, na próxima feira Hobbyart ele é convidado especial da empresa Polycol para fazer demostrações em seu estande. Rubicce nasceu em Buenos Ayres mas muito novo mudara-se para General Belgrano, distrito de La Matanza. Foi lá onde ele concluiu os estudos básicos. Mas foi ainda no ensino secundário que ele teve os primeiros conhecimentos com modelagem. Porém, ingressou na faculdade de medicina, mas o veio artístico falou mais alto e ele mudara de curso. Agora sim, fazendo arte, na Escola Nacional de Belas Artes, uma das mais tradicionais da Argentina. Após concluir seus estudos, não demorou para ministrar cursos e palestras, sendo que o início foi em domicílio mas logo seu talento chamou atenção de vários institutos portenhos entre eles o Souza Biscardi. Já suas técnicas como elaboração de flores ele estudou com um dos melhores do mundo, o chileno Fernando Saavedra Romero. Mais uma vêz Rubicce precisou sair da Argentina em busca de aperfeiçoamento, estudou técnica do "pincel seco" com a equatoriana Rebeca Acosta, e porcelana fria com Nora R. Miranda. Sua carreira começou como editor de artesanato da editora Bienvenidas, e apresenta um programa na televisão argentina intitulado "Bienvenidas", há mais de dois anos. [Entrevista e link no leia mais - Reportagem original Jornal Novas Técnicas edição 20 fevereiro de 2006]

JNT - Como que você tomou conhecimento da técnica de biscuit e por que escolheu o artesanato?
R - Tomei conhecimento da porcelana fria há quase vinte e dois anos, e me aperfeçoei tomando aulas com renomados professores, no Chile. Algum tempo depois desenvolvi técnica própria em peças de porcelana fria as quais transmito através de cursos nacionais e internacionais.

JNT - Sabe-se que estás vindo ao Brasil. Quando você vem e quem patrocinará sua vinda?R - Estarei no Brasil para o evento Hobbyart com apoio do senhor Fabrício Velloso, diretor da empresa Polycol.

JNT - Você poderia revelar o valor de sua contratação?
R - Considero isso confidencial, e por motivos éticos não gostaria de revelar.

JNT - Como surgiu a idéia de vir ao Brasil, já viestes outras vezes?
R - A idéia de ir ao Brasil para Hobbyart foi de Fabiana Simonetti. Há alguns anos atrás estive no Brasil [São Paulo] trabalhando para uma editora.

JNT - Ao confirmar-se a sua vinda, qual será a programação e o que vai ser ensinado? R - Deverei realizar duas demostrações, uma de manhã e outra ä tarde. Se tiver publico interessado poderei da cursos também. Eu ficaria encantado se acontecesse outros cursos.

JNT - Quais as diferênças básicas do ensinamento da técnicas de biscuit ensinada na Argentina e no Brasil? R - A técnica que eu desenvolvi é aplicada sobre diversos temas como flores, personagens animados famosos, modelagem infantil e infanto juvenil, e animais.

JNT - Aqui no Brasil, quem você acha que está no nível de Jorge Rubicce?
R - Ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente o trabalho dos artesãos brasileiros. O trabalho que conheço me foram dados por Fabiana Simonetti quando de sua visita ao meu ateliê. Gosto muito.

JNT - Você tem interesse de participar de outros eventos [feiras] de artesanato aqui no Brasil, tens conhecimento de alguma feira?

R - A única feira que conheço é a que estou indo participar. Mas gostaria de ser convidado para outras também.

JNT - O que Jorge Rubicce pensa do Brasil, dos brasileiros, e do mercado de artesanato? R - O Brasil é um país grande e belo. Seu artesanato é muito alegre. As pessoas que conheci me deixaram impressão de carinhosos e bondosos. E com muito interesse em intercâmbio cultural e conhecimento. Este é o sentimento que eu gostaria de transmitir também, e com a vontade de vocês poder ingressar num mercado tão grande como o brasileiro.

JNT - Quem quiser contratá-lo como deve proceder?

R - Geralmente trato disso pessoalmente. Mas assim como a Fabiana e o Jornal Novas Técnicas estão fazendo acho um meio seguro, também. Todos parecem-me de confiança.

JNT - Para encerrar, qual a mensagem que você manda aos brasileiros? R - Quero dizer a todos os brasileiros que estou muito agradecido por abri-me äs portas, e de forma tão sincera. Mas tenho em mente um projeto maior que é realizar cursos periodicamente, e com esse trabalho realizar uma grande mostra em Buenos Ayres. Estarei fazendo uma grande exposição no início de novembro de 2006, e desde já convido os distribuidores, artesãos e todos que queiram participar e mais informações é só acessar o site www.jorgerubicce.com [Francisco Martins]

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 Reportagem publicada na versão impressa  www.jornalnovastecnicas.com.br

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:12  comentar

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