Revelando, imortalizando histórias e talentos
6.9.06

Instituto do Ceará ganha acervo documental

Instituto do Ceará Muitos sabem das belezas naturais, do bom humor e da arte dos cearenses. Mas o legado e a importância histórica do estado ainda são temas pouco conhecidos entre os brasileiros.

O Instituto do Ceará, criado há 119 anos, de lá para cá, a organização conseguiu muitas vitórias. Cerca de 40 pessoas passam diariamente pelos corredores do casarão de estilo neoclássico em Fortaleza, onde funciona a sede do Instituto, para fazer pesquisas, estudar em uma das três bibliotecas e aprender mais sobre a cultura cearense.Na segunda-feira, a quinta mais antiga instituição do gênero no país comemora mais uma façanha: o término do projeto de organização do acervo documental do Instituto. ‘‘Foi um trabalho grandioso, que vai culminar na distribuição de 10 mil CD-ROMs para organizações culturais e bibliotecas universitárias do país’’, destaca o presidente da instituição, Eduardo Campos. Dividido em dois volumes, o material contém edições digitalizadas de 127 revistas editadas entre os anos de 1887 e 2005 pela instituição. Os 3 mil artigos feitos por sócios e estudiosos da região falam sobre assuntos históricos, antropológicos e geográficos do Ceará. ‘‘Considero que as publicações contém o supra sumo da história do estado. São aproximadamente 1 bilhão de palavras e 50 mil páginas que revelam toda a caminhada desse lugar tão rico’’, afirma Campos. O material também estará disponível na próxima semana na página do instituto na internet. ‘‘É uma maneira de tornar o conteúdo acessível às pessoas de todas as regiões do país. Mesmo assim, basta entrar em contato conosco que enviamos o material do CD ROM por correspondência para qualquer lugar do Brasil, sem custo algum’’, garante o presidente.

 O trabalho de digitalização das revistas foi feito em parceria com alunos do curso de história da Universidade Federal do Ceará. ‘‘Eles se apaixonaram pelo serviço. O sentimento de realização invadiu todos ao término da missão. É muito emocionante sentir que o nosso trabalho contribuiu para a perpetuação da história’’, diz Campos.Os estudantes também contribuíram para organização de 56 pastas com documentos do Barão de Studart, que permaneceram por 40 anos inacessíveis ao público. ‘‘Quando assumi a presidência do Instituto, em 2003, me deparei com esse importante acervo trancado em uma sala. Como o objetivo da nossa organização é aproximar a história do Ceará das pessoas, criei o projeto com a intenção de resgatar os documentos do Barão, um dos fundadores do Instituto’’, conta Campos. O Barão Guilherme Stuart era médico, historiador e vice-cônsul do estado do Ceará. Participou ativamente do movimento abolicionista do estado e dedicou-se à caridade e filantropia. ‘‘Tudo o que sabemos sobre a história é resultado dos esforços e do trabalho do Barão’’, afirma. Além do acervo de documentos, o material histórico conta com 5 mil cartas escritas pelo vice-cônsul.ResgateUm dos maiores estudiosos da história do Ceará, Capristano de Abreu também mereceu destaque no projeto de organização do acervo documental. Foram catalogados, por assunto, 1.200 livros e 800 cartas, a maior parte inédita. ‘‘O ponto alto do trabalho foi, sem dúvida, a ordenação, seleção e agendamento do material por assuntos, providência que torna mais fácil a localização dos temas de maior interesse’’, destaca Campos. Seis livros de ata da Província do Ceará, referentes aos séculos 18 e 19 foram fotografadas e armazenadas em CD, para uso nas bibliotecas do Instituto. O acervo estará disponível a partir do dia 15 de outubro. ‘‘São atas que relatam reuniões e podem nos acrescentar muito em conhecimento sobre o Ceará provincial’’, garante o presidente, responsável pela coordenação e desenvolvimento do projeto.Para ele, o trabalho feito no Ceará deve servir de exemplo aos outros estados. ‘‘A gente precisa valorizar o que temos de interessante na comunidade onde vivemos. É um trabalho de resgate, que pode ser usado como modelo para outras pessoas dispostas a colaborar para a perpetuação da história’’, afirma Campos, pela segunda vez presidente do Instituto Ceará. ‘‘Nosso empenho foi tão grande que, após a aprovação do projeto pelo Ministério da Cultura (Minc), terminamos o trabalho em 6 meses’’, conta. A disposição parece ser a grande amiga deste cearense de 83 anos. Apaixonado por leitura (garante que lê 3 livros por semana), Eduardo Campos trabalha com comunicação social desde 1944. Começou como locutor de rádio, foi presidente da Associação Cearense de Letras por 10 anos e o primeiro diretor de televisão do Ceará. Como escritor publicou 68 livros, entre romances, peças de teatro, ensaios, biografias, memórias e livros de folclore. Sua peça A rosa do Lagamar foi representada mais de 500 vezes. Orgulhoso do projeto de organização do acervo, Campos está ansioso para iniciar um novo trabalho: a instalação do Museu de História Barão de Studart. ‘‘Já conseguimos apoio financeiro. Agora, é só esperar a aprovação do Minc e colocar a mão na massa’’, diz o presidente.O projeto, feito pela cubana Lídia Sarmento Garcia, é de um museu iconográfico, onde o visitante pode interagir com o acervo. ‘‘Inaugurar o museu é o meu grande sonho. Será algo inovador e moderno, que vai agregar ainda mais valor ao Instituto’’, garante Campos.
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Câmara lança site sobre José Bonifácio


Câmara lança o sítio www.obrabonifácio.com.br, com, 10.178 páginas de documentos e manuscritos deste personagem histórico que moldou as instituições políticas do Brasil, foi tutor do príncipe regente Pedro de Alcântara (Dom Pedro II) e é também considerado "o Patriarca da Independência" do país. Os eventos fazem parte do projeto "Os Construtores do Brasil", uma galeria de 22 personalidades fundamentais no processo histórico da formação da nação brasileira. A galeria foi inaugurada em abril e fica localizada no gabinete do presidente da Câmara. Cada um dos "construtores" vai receber, ao longo dos próximos meses, destaques especiais como exposição de imagens e textos biográficos. Em outubro, serão destacados o Padre Manoel da Nóbrega e o ex-presidente Getúlio Vargas. Os 14 painéis da exposição sobre José Bonifácio de Andrada e Silva mostram, cronologicamente, a atuação deste brasileiro nascido em Santos no dia 13 de junho de 1763 e que morreu no Rio de Janeiro em 1838. A Independência do Brasil, ocorrida em 7 de setembro de 1822, foi possível, segundo o historiador Jorge Caldeira, que organizou o sítio de Bonifácio na Internet, "porque estava em vigor um acordo político costurado por ele: os republicanos aceitariam a monarquia comandada pelo herdeiro do trono português e, este, o poder de um parlamento". Jorge Caldeira é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo.

De cientista a político

O Sítio eletrônico contam a vida de José Bonifácio, que deixou o Brasil aos 19 anos para estudar em Coimbra, Portugal. Aluno brilhante, tornou-se membro da Academia de Ciências de Lisboa, ganhando bolsa de estudos do governo português para se aperfeiçoar, durante dez anos, à partir de 1790, em vários países da Europa. José Bonifácio viu de perto o início da Revolução Francesa. Esteve na Alemanha e na Escandinávia, onde realizou pesquisas minerais. Voltou a Portugal em 1800 e lá dirigiu instituições técnicas e comandou a instalação de siderúrgicas. Retornou ao Brasil em 1819. Em 1822 foi nomeado ministro pelo regente Pedro de Alcântara, início de seu trabalho político. Bonifácio leva para a corte a idéia de um poder de fonte popular. O resultado das iniciativas políticas foram a instalação de uma Assembléia Constituinte, a nomeação de embaixadores, a reunião de forças militares e o afastamento do poder de pessoas que eram leais a Lisboa. José Bonifácio preparou, desta maneira, a rápída separação do Brasil da Coroa Portuguesa. Parte do plano funcionou, mas a divisão do poder com parlamentares eleitos - Bonifácio tornou-se deputado para a Assembléia Constituinte - não foi simples. D. Pedro I resistiu ao Parlamento. Sua atuação parlamentar foi marcada pela apresentação de propostas para a inclusão de índios e escravos na cidadania. Esta opção pelos excluídos lhe valeu seis anos de exílio na França. José Bonifácio voltou ao Brasil em 1829, a tempo de ver o imperador ser derrubado pelo Parlamento, em 1831. Foi, então, nomeado tutor de Pedro II, papel que exerceu entre 1831 e 1833, sendo afastado do poder para uma prisão domicilar que durou até 1835. Morreu três anos depois. www.obrabonifacio.com.br
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:16  comentar

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