Revelando, imortalizando histórias e talentos
6.9.06

MUSEU REPUBLICANO DE ITU

 

O Museu Republicano "Convenção de Itu" é um museu histórico, dedicado ao período conhecido como "República Velha" (1889-1930). Oficialmente inaugurado em 18 de abril de 1923 como extensão do Museu Paulista, foi com esse museu incorporado à Universidade de São Paulo em 1963.

Situado na cidade de Itu e integrado à sua região, tem funcionado como um veículo universitário no interior do Estado, organizando exposições, cursos, seminários e publicações. O Museu oferece estágios a universitários, presta assessorias a instituições educacionais e culturais e realiza prestação de serviços à comunidade. O Museu Republicano foi organizado por Afonso de Escragnolle Taunay, e inaugurado pelo Presidente do Estado de São Paulo, Washington Luís Pereira de Sousa, a 18 de abril de 1923 e desde então subordinou-se administrativamente ao Museu Paulista (o popularmente conhecido Museu do Ipiranga) que, em 1934 tornou-se Instituto complementar da recém-criada Universidade de São Paulo, Lei No. 7.843, de 11 de março de 1963.
O INÍCIO
Instalado no sobrado de taipa de pilão e pau-a-pique construído em meados do século XIX pelos irmãos fazendeiros Carlos e José Vasconcelos de Almeida Prado. Nesse edifício, a 18 de abril de 1873, reuniram-se os paulistas partidários da derrubada do regime monárquico para discutir as bases do movimento republicano da Província. Eram na sua maioria fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. No encontro, cognominado "Convenção de Itu", foram propostos novos princípios políticos, econômicos e sociais para a organização do País e lançadas as bases do Partido Republicano Paulista, o famoso PRP. Nos primeiros anos da República Velha, logo após a Proclamação a 15 de novembro de 1889, representantes da oligarquia cafeeira manifestaram o interesse em preservar a memória do Movimento Republicano e, com apoio de ituanos, iniciaram campanha no sentido de interessar o governo na compra da Casa da Convenção, para transformá-la em Museu. Isso somente tornou-se possível quando Washington Luís assumiu a presidência do Estado de São Paulo. Estudioso da história paulista e apreciador da região ituana, facilitou o encaminhamento da transação. Assim, a 29 de dezembro de 1921, era promulgada a Lei No. 1.856 que, autorizando a compra do solar dos Almeida Prado, destinava-o a "guardar os objetos e documentos que se relacionem com a propaganda e a proclamação da República" (Artigo 1o.) O negócio custou aos cofres públicos a quantidade de quarenta contos de réis.
A CONSTRUÇÃO
O edifício do Museu Republicano foi construído em taipa-de-pilão e pau-a-pique em meados do século 19, para servir de residência à Carlos Vasconcelos de Almeida Prado, republicano de tradicional família de cafeicultores. Exemplar da "arquitetura do café", é um dos sobrados mais significativos do patrimônio arquitetônico da cidade. Ao longo do tempo, o edifício sofreu inúmeras intervenções de reformas. A primeira delas foi logo em 1867, quando perdeu o largo beiral da fachada principal, na ocasião substituído por platibanda, e recebeu o revestimento de azulejos portugueses, que conserva até hoje. A 18 de abril de 1873 o sobradão abrigara a célebre "Convenção de Itu", assembléia na qual foram lançadas as bases do PRP - Partido Republicano Paulista. Proclamada a República, um grupo de membros do PRP movimentou-se para transformá-lo em Museu. O projeto efetivou-se em 1922, e o edifício foi adaptado para o novo programa. No pátio interno construiu-se, então, um pequeno jardim, inspirado nos jardins franceses, no qual foi instalado o conjunto de esculturas "As Estações". O edifício e o acervo estão sob proteção jurídica federal e estadual, tombados como bens culturais de interesse histórico e arquitetônic
FORMAÇÃO DO ACERVO
O acervo do Museu é formado de objetos (de uso pessoal, de decoração de interiores, mobiliário, instrumentos de trabalho, armas, moedas e medalhas), documentos iconográficos (esculturas, pinturas, gravuras, desenhos, plantas, mapas e fotografias) e documentos textuais (manuscritos e impressos) que pertenceram ou estão associados aos "republicanos históricos" e aos "convencionais de Itu ", nome com o qual ficaram conhecidos os participantes da convenção republicana de 1873. "Festa do Divino", 1831. Aquarela de Miguelzinho Dutra (1810/1875). Acervo do Museu Republicano de Itu/MP-USP. Faz parte do acervo o mobiliário que reconstitui parte do ambiente original da residência dos Almeida Prado, inclusive a emblemática "Mesa da Convenção", utilizada pelos membros da mesa de coordenação dos trabalhos da famosa assembléia. A coleção de retratos a óleo, a "galeria dos convencionais", presidentes e ministros da República Velha, contém obras pintadas por José Ferraz de Almeida Júnior, Oscar Pereira da Silva e Tarsila do Amaral. São aproximadamente 350 metros lineares de documentação, cuja cronologia abrange desde o século 18 até o século 20, concentrando especialmente no século 19 e primeiras décadas do século 20. O acervo compreende documentos administrativo/científico, gerados pela própria instituição; as Coleções Washington Luiz, Paulino de Lima, José Álvares Lobo, Gabriel Prestes e Movimento Republicano Paulista; e os Fundos Prudente de Morais, Francisco Nardy Filho, Ermelindo Maffei e 3º. Batalhão de Caçadores Voluntários de 1932. Entre os de natureza pública estão o Arquivo Central da Comarca de Itu (1754-1969), o Arquivo do Primeiro Ofício de Porto Feliz (1760-1965) e Registros de Estrangeiros de Itu. Pela quantidade e abrangência temporal, essa documentação possui potencialidade temática significativa para a elaboração de pesquisas em Ciências Humanas. [Francisco Martins ]
*Reportagem publicada na Revista Clássicos Automotivos - 2004*

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:57  comentar

Setembro 2006
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10

17
21

24
29
30


SITES INDICADOS
Buscar
 
blogs SAPO