Filha de um saxofonista e clarinetista amador, em Rio Claro (SP), a menina gostava de acompanhar o conjunto do pai em bailes e serenatas. Com o falecimento do pai quando ela tinha oito anos, foi entregue a um orfanato e um pouco depois veio juntar--se à mãe em São Paulo, onde trabalhou como babá e arrumadeira de hotel e cozinheira. Arranjou um emprego de faxineira numa escola de dança, e lá constumava cantar e improvisar ao piano depois das aulas. Um professor a ouviu cantando e conseguiu que ela integrasse um grupo musical, com o qual viajou por algumas cidades do interior. O grupo acabou e, sem dinheiro, fez um teste para a Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e adotou o nome artístico que a consagraria. Mudou-se em seguida para o Rio de Janeiro e acabou arranjando uma vaga na Rádio Ipanema depois outras emissoras até parar na Philips. Na década de 30 formou o Trio de Ouro com Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem acabou casando. 
Jornal do Centro de Minas}
Geraldo Padrão
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Entrevista sobre a exposição "Praias da Bahia" em Sete Lagoas -MG
Nasceu, casou e faleceu em 8 de Dezembro, no dia da Imaculada Conceição. O número oito pontuou seu nascimento, casamento e morte.
Se a inquietude for uma virtude ela a viveu com perfeição. Nascida de uma relação entre patrão e empregada, o que lhe atormentara por toda a vida; além das dores de amores e imcompreensâo. Ela foi transgressora de seu tempo. Seu nome de batismo é Flor Bela de Alma da Conceição, nasceu em Vila Viçosa, aos 8 de dezembro de 1894 - e faleceu em Matosinhos, aos 8 de Dezembro de 1930. Ela foi a poetisa portuguesa que deu origem ao movimento feminista em Portugal. Vida tumultuada, inquieta, e transformava seus sofrimentos mais íntimos em poesia de qualidade ímpar, às vezes, sobrecarregado até por demais em erotização e feminilidade. Filha de Antônia Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha, mas resolveu criar como se filha a fosse. Florbela morreu cedo, e alguns anos depois de sua morte teve paternidade reconhecida. Sua primeira poesia que se tem conhecimento veio em 1903, " A Vida e a Morte". Como todo poeta, era romântica e preferiu se casar no dia de seu aniversário no ano de 1913, com Alberto Moutinho. Em 1917 concluiu o curso de letras, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, onde fora precursora sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.
Abortos e suicídio
No ano de 1919 sofreu um aborto involuntário, e neste mesmo ano publicaria um livro cheio de recentimentos " Livro de Mágoas". É também nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas ainda mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 aconteceu a separação de Alberto Moutinho, para no anos seguinte casar-se com Antônio Guimarães. O seu livro mais conhecido, Sóror Saudade é publicado em 1923 e causa um certo furor literário entre a casta portuguesa de literatura. Sua dificuldade em diferenciar o correto do errônea fez com que Florbela realizasse um novo aborto involuntário, o que causou o pedido de divórcio de Guimarães,. Sempre carente, em 1925, resolveu se arriscar em um terceiro casamento, com Mário Lage. Com a morte de seu irmão Apeles, em um acidente de avião, a deixa abalada mas, inspira-a para a escrita de "As Máscaras do Destino" Por duas vezes - em outubro e novembro de 1930, tentou o suicídio duas vezes, às vésperas da publicação do que é considerada sua obra-prima, "Charneca em Flor". Após ser diagnosticada com edema pulmonar, realiza sua intenção, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931. [Francisco Martins]
"Quem disser que pode amar alguém pela vida inteira é porque mente" {FE}.
Poesia:
A lembrança dos teus beijos
Inda na minh'alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
São treze anos de existência e cinco edições, o guia volta renovado e ampliado, consolidando-se como instrumento de educação e profissionalização da atividade cultural brasileira. 
Com 295 páginas e dividido em quatro seções principais, o Guia Brasileiro de Produção Cultural, que nesta edição traz o subtítulo Educar para a Cultura, foi planejado para atender aos profissionais da cultura, estudantes e gestores das áreas de comunicação e marketing, entre outros. Esta edição de 2007 traz informações fundamentais sobre planejamento, direitos do autor, projetos e incentivos fiscais, comunicação, produção gráfica, terceiro setor e questões jurídicas, financeiras e internacionais. Há ainda a seção Curta Linguagem, com entrevistas de personalidades do meio; o novo capítulo Idéias Soltas, com artigos de destacados profissionais dos diversos campos do conhecimento e um espaço especial destinado aos endereços virtuais de teatros, instituições culturais, gravadoras, secretarias de cultura, entre outros endereços úteis para a classe cultural. Os idealizadores, o músico e produtor cultural Edson Natale e pela advogada Cristiane Olivieri, especializada em consultoria jurídica para área cultural e de entretenimento, a nova edição é fonte de pesquisa que facilita a difícil tarefa de desvendar e superar os desafios enfrentados no dia-a-dia da produção cultural brasileira. No guia, o leitor encontrará ainda esclarecimentos importantes sobre detalhes de planejamento, produção, direito de autor, questões jurídicas, projetos e financiamento à cultura, questões financeiras, comunicação, questões internacionais e de terceiro setor. O livro foi lançado no dia 29 de novembro, no Sesc Paulista.
Autores: Edson Natale / Cristiane Olivieri
Editora: Zé do Livro
Valor: R$ 25,00
O autor de Esquinas e Luas, Antônio Scarpellini - ou Andó, como é bem mais conhecido, principalmente no meio musical. Compositor conceituado pois já compôs para grandes nomes da Música Popular Brasileira como Elizeth Cardoso, João Nogueira, Benito di Paula, Wando, Originais do Samba, Wilson Simonal, Dedé Paraízo, Agnaldo Rayol, Charlotte Church, Gilliard, Bebeto e J. Veloso - com quem tem parceria musical. Também é autor de temas de novelas da Rede Globo como "Plumas e Paetês" e Tormenta DÁmore, tema de abertura da novela Terra Nostra. "Eterno aprendiz, com o coração escancarado de sonhos, explorador de alma humana nas esquinas da vida" [Andó]. Esquinas e Luas é o seu quarto livro. Outros títulos: Sem nome se sobrnome - poesia 1974; Meu sonho é sono - poesia 1977 e Em mãos - poesia 1984. Scarpellini é italiano, nascido em Lucca, em 1947 e imigrou para o Brasil - São Paulo - juntamente com seus pais em 1949. www.simulassao.com.br
Título: Esquinas e Luas
Autor: Andó
Editora: Factash Editora
ernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dão cinco netos. Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio O Espírito Vitorioso, uma apologia do Simbolismo. Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se novamente, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo. De 1930 a 1931, mantém no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação. Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo. De 1935 a 1938, leciona Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ). Batuque, Samba e Macumba, com ilustrações de sua autoria, foi publicado também em Portugal. No ano de 1939 publicou Olhinhos de Gato, na Revsita Ocidente. Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ). Em 1952, torna-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho. Em Délhi, Índia, no ano de 1953, é agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhí. Recebe o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962. Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963. Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebe, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Ainda em 1964, é inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile. Em 1965, é agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denomina Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), torna-se nome de rua no Jardim Japão entre outros. Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner. [Reportagem de F. Martins publicada na versão impressa de www.jornalnovastecnicas.com.br de dezembro de 2006]