Revelando, imortalizando histórias e talentos
14.3.07

Quinta-feira, Maio 24, 2007> Museu da EscravaturaExposição, teatro e música marcam reabertura do Museu da Escravatura

A exibição de uma peça teatral retratando momentos da chegada dos portugueses em Angola e da ida dos primeiros escravos à Europa, música e exposição de peças de artes plásticas de vários autores, marcam a reabertura pública do Museu Nacional de Escravatura. Presidido pelo ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, o evento inserido no programa comemorativo do 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, contou ainda com visitas guiadas às instalações do museu completamente reabilitadas e as exposições de quadros, esculturas e obras literárias. O museu passou por restauro que duraram cerca de um ano, e no seu interior fica à disposição dos visitantes uma exposição denominada "Caravanas dos Aferrolhados", onde se pode encontrar um mapa relativo a articulação de várias entidades históricas angolanas ao tráfico de escravos no Golfo da Guiné e no transatlântico.

A exposição é ainda constituída por fotografias de ruínas de fortes ou fortalezas da colonia escravagista de Angola. Peças de armas como por exemplo, zagais, flechas e espingardas estão à visitação, além de gravuras e esculturas miniaturizadas de caravanas de cativos. Também tem objetos como Pia baptismal, miniaturas de navios negreiros transatlânticos, desenhos da arrumação de escravos nos porões de navios, um mapa estatístico e um mapa sobre o negócio triangular fazem igualmente parte da exposição. Inaugurado a 7 de Dezembro de 1977, em quase 30 anos, o museu tem servido como aula-viva para ensinar às gerações jovens e às adultas os aspectos que caracterizaram a época da escravatura e o tráfico de escravos no mundo.

Serviço> Museu> localizado no quilómetro 23 da estrada que liga Luanda à Barra do Kwanza

 

Museu> Land of Lost

O Museu britânico Land of Lost guarda refugo cultural, e segundo sua proprietária e curadora a coleção teve início em 1970, adqüiridos em bazares e leilões.

Você se lembra daquelas calças conhecidas como "Teddy boy", moda nos anos 1950? não. E os sapatos de salto plataforma que você envergonhada você empacotou-o e jogou fora quando a disco music deixou de ser cool? saiba que você pode matar a suadade destes e outros produtos, pois eles ainda estão em existência em um museu britânico, na cidade de Crawen Arms, aproximadamente uma hora de Birmingham, o museu é criação de um casal britânico cuja paixão pelo passado é maior do que qualquer outro sentimento, e isso os levou a conservar resquícios que foram amadas e depois relegadas pelo país em seu avanço da austeridade do pós-guerra para a sociedade do consumo de hoje. O museu contém um grande eclétismo de roupas, móveis, brinquedos e outras parafernália. O chão, as paredes e as escadas são recobertos de anúncios de cigarros, serras manuais, uniformes de escoteiro e bicicletas. Os visitantes que percorrem seus três andares param para pedir à proprietária, Stella Mitchell, que conte histórias sobre os brinquedos etc. Segundo Stella, "Houve um momento em que as pessoas queriam tudo isso", enquanto apontava para um par de sapatos de salto plataforma entre uma pilha de capas de cadeiras. "Foi o início do consumismo", afirma. Stella continua seu desabafo "Todas essas coisas foram fabricadas neste país, ou durante a guerra ou depois dela", enquanto apontava parapara a etiqueta CC41 usada pelo governo britânico entre 1942 e 1952, para mostrar que a gama restrita de roupas e objetos domésticos produzidos na época era de qualidade razoável. Não é atoa que tudo o que é retrô, seja em roupas ou automóveis, é moda atualmente na Grã-Bretanha.

Porém, se não fosse o ato destes ex-funcionários dos correios, Stella e Dave, muitos dos objetos expostos nesse museu provavelmente estavam condenados ao esquecimento. Nas prateleiras super carregadas, burro de pilha, assentos de avião e sacolas de viagem, lembrando que já houve época em que tirar férias no exterior era algo muito exótico. Em um café recriado, um manequim usa as calças de cano estreito usadas pelos Teddy Boys, os jovens rebeldes dos anos 1950. Em um outro piso, o "congoleum", utilizado nos anos 1960 como revestimento imitando tapete. Televisores dos anos 1930 e a guitarra elétrica Burns "Black Bison" de Dave, que foi fabricada em 1961, uma de apenas 49 que foram produzidas, também está exposta no museu.

 

Recifenses ganham espaço cultural tem em plena rua

Inaugurado museu em pernambuco com conjunto de objetos arquelógicos

O Museu a Céu Aberto, inaugurado em Recife - PE, segunda-feira dia 19 de março de 2007, fica entre as ruas Alfredo Lisboa e Barão Rodrigues Mendes. A obra tem como objetivo dar proteção e visibilidade aos achados arqueológicos situados no local. O Museu inclui muro de arrimo, iluminação cênica, guarda-corpo e painel explicativo. O investimento foi da ordem de R$ 200 mil. Todo o trabalho foi acompanhado por técnicos do Departamento de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Tanto os turistas quanto os recifenses poedrão conhecer melhor parte da história local. No local, será construída a última parte do muro de proteção às muralhas holandesas, datadas do século XVII, com 5,12 metros.


A área terá revestimento interno com granito, rampas de acesso para deficientes, trecho de calçada na faixa de estacionamento da Alfredo Lisboa, instalação elétrica para iluminação cênica e guarda-corpo. Um painel de seis metros, com informações sobre os achados foi instalado pela prefeitura recifense. O Museu a Céu Aberto apresenta im conjunto de estruturas e objetos arqueológicos formado pelo trecho da muralha em pedra, datada do período de dominação holandesa; parte das bases do Arco do Bom Jesus; e parte do dique de contenção do mar, em pedra, construído no século XIX.

Museu a Céu Aberto
Praça do Arsenal - Cetro

 

Museu Casa de Portinari


Um dos mais conceituados artistas brasileiros e criativo de sua época oferece oportunidades para aqueles que não enxergam de conhecerem sua genialiade.

A Casa Museu de Portinari, em Brodowski, interior paulista - abre suas portas para oferecer aos que não enxergam, as possibilidades de sentirem a profundidade de suas obras. Os quadros e os murais da casa onde o pintor nasceu, tudo está adaptado para portadores de deficiencias físicas e visuais, as hitórias de várias obras estão em braile. Há reprodução em audio, também. O pintor acreditava que arte além de pedagógica, seria a única arma contra as desigualdades sociais. A Capela da Nona, é o único espaço limitado aos visitantes não portadores de deficiencia, mas já os portadores de deficiencias podem ver e sentir ainda mais através de suas grandezas de espírito ao ler reproduções dos afrescos da capela. Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de ão Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro , superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a anti-acadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.

Candido Portinari produziu mais de 4500 trabalhos, entre pinturas, murais, painéis, telas e gravuras. Ele soube registrar emocionadamente o homem - especialmente o homem brasileiro. A terra - trabalhada e sofrida - uma aguçada nostalgia da infância. O drama e a poesia, o trágico e o lírico nortearam suas obras.
Mestre em todas as técnicas Portinari se utilizou também do desenho, carvão, óleo com pincel seco e nanquim a bico-de-pena, até chegar a lápis de cor, o quadro e a aquarela. Na gravura a Água forte, a Ponta-seca, monotipia, a iconografia, litografia e a serigrafia. Portinari foi antes de tudo, um inovador. Em 1913, aos dez anos Portinari faz seu primeiro desenho conhecido, o “Retrato de Carlos Gomes”.Entre 1923 e 1924, pintou uma tela de grande dimensões, fugindo aos padrões de escola: é o Baile na Roça. O júri anual da Escola de Belas Artes o recusa. Com padrões comportados pinta o retrato de Olegário Mariano - ganha o prêmio de viagem para a Europa. A obra O Mestiço, de 1934, foi a primeira pintura de Portinari adquirida por instituição pública - a pinacoteca do Estado. Entre 1952 e 1956, Portinari realiza os painéis Guerra e Paz para a sede da ONU (Organização das Nações Unidas), nova York. Neles não há mais o Portinari da pequena aldeia de Brodósqui, Paris ou Rio de Janeiro, e sim o Portinari sem fronteiras, um Portinari Universal. Na obra O Descobrimento do Brasil, 1954 - a movimentação intensa dos grupos sugere o eminente desembarque para a posse da terra. Em 1944 e 1945, realiza os trabalhos para a igreja da pampulha em Belo Horizonte.


SERVIÇO

Praça Candido Portinari, 298
Brodowski - SP
CEP: 14340-000
FONE/FAX :(016) 3664-4284
museu@casadeportinari.com.br

Visitação pública
Terça a Domingo
9:00h às 17:00h

 

Masp: arte e arqitetura

Muito são os rumores sobre formas de obterem obras para o museu, o que gerou muitas críticas aos fundadores Chateaubriand e Bardi,[foto Bardi e busto de Chateaubriand]

O museu é uma instituição particular sem fins lucrativos e foi fundado na cidade de São Paulo, em 1947, pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand (1892 - 1968), proprietário dos Diários Associados. Aliado ao crítico de arte, marchand e antiquário italiano Pietro Maria Bardi (1900 - 1999), seu diretor desde a data de sua fundação até 1990. Os dois formam a mais importante coleção de arte européia da América Latina. O processo de aquisição de obras dá-se principalmente entre 1947 e 1960. Ao Bardi, ex-proprietário de galerias em Milão e Roma, coube a tarefa de procurar e selecionar as obras que deveriam ser compradas nas mais conceituadas galerias européias e norte-americanas. Chateaubriand se responsabilizaria por encontrar doadores e mecenas engajados em sua causa de ter no Brasil um museu de renome internacional. Muita obras foram conseguidas de forma muitas vezes criticáveis. A coleção, notabilizada pelo conjunto de pinturas italianas do século XIII ao XIX e pela coleção de arte francesa, a mais extensa do museu, tendo como destaque os impressionistas e pós-impressionistas. Após os primeiros anos de aquisição, o Masp aumenta seu acervo somente com doações espontâneas de artistas e particulares. Nos três primeiros anos de existencia, o museu funcionaria em uma sala de 1.000 metros quadrados na rua 7 de Abril, sede dos Diários Associados.

Projeto museográfico

O projeto museográfico ficou por conta da arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914 - 1992), que se casaria com Bradi. A instituição abre sua portas dividido em quatro ambientes: pinacoteca, sala de exposição didática sobre a história da arte mundial, com pranchas repletas de reproduções, documentos, textos e fotografias colocados em duas folhas de vidro e sustentados por tubos de alumínio, nos quais os visitantes podiam acompanhar uma síntese do desenvolvimento da arte; sala de exposições temporárias e auditório. Essa divisão reflete sua vocação de museu gerador de conhecimento e cultura, oposta à idéia de museu como simples depositório de obras de arte. No ano de 1950, o museu passa a ocupar quatro andares do mesmo edifício, um local bem planejado. Já de 1953 a 1957, é realizada turnê internacional com o acervo principal do Masp, que é elogiado e amplamente visitado em países como França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Itália e Estados Unidos. Em 1958 Lina Bo Bardi realiza projeto do edifício atual, da avenida Paulista, sede do museu, e foi inaugurado em 1968, e contou com com a presença da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. O projeto bem audacioso com estrutura de concreto e vidro, cujo corpo principal é sustentado por duas estruturas laterais sobre um vão livre de 74 metros. O prédio do Masp torna-se um marco da arquitetura moderna brasileira, e um símbolos arquitetônicos da cidade de São Paulo. Já no que diz respeito à museografia, Lina Bo Bardi inova também, ao utilizar lâminas de cristal temperado amparadas por um bloco de concreto aparente como base para as pinturas. A intenção é imitar a posição do quadro no cavalete do artista em seu ateliê. Essas bases, que atualmente não são mais utilizadas, traziam no verso dos quadros pranchas com informações sobre o pintor e a obra.

Obras nacionais e estrangeiras

Além do vasto acervo de pintura estrangeira, o Masp possui também uma seção de arte nacional cujo célula são as obras de Candido Portinari (1903 - 1962), da coleção pessoal de Assis Chateaubriand. As esculturas comparecem em número menor, sobressaindo o conjunto de 73 bronzes do impressionista Edgar Degas (1834 - 1917). Há conjuntos de arte africana e asiática, de gravuras - obras de Francisco de Goya (1746 - 1828) e Max Beckmann (1884 - 1950) -, de desenhos - Debret (1768 - 1848), Tarsila do Amaral (1886 - 1973), Flávio de Carvalho (1899 - 1973) -, de cerâmica e peças arqueológicas. Mas o destaque é a coleção de pinturas, com obras de: Andrea Mantegna (ca.1431 - 1506), Rafael (1483 - 1520), Ticiano (ca.1488 - 1576), Jacopo Tintoretto (1519 - 1594), Hieronymus Bosch (ca.1450 - 1516), El Greco (1541 - 1614), Diego Velázquez (1599 - 1660), Hans Holbein (ca.1497 - 1543), Goya, Claude Monet (1840 - 1926), Jean-Baptiste-Siméon Chardin (1699 - 1779), Peter Paul Rubens (1577 - 1640), Anthony van Dyck (1599 - 1641), Nicolas Poussin (1594 - 1665), Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780 - 1867), Eugène Delacroix (1798 - 1863), Gustave Courbert (1819 - 1877), Eduard Manet (1832 - 1883), Jean-Baptiste-Camille Corot (1796 - 1875), Henri Matisse (1869 - 1954), Pablo Picasso (1881 - 1973), Amedeo Modigliani (1884 - 1920), Vincent van Gogh (1853 - 1890), Paul Gauguin (1848 - 1903), Pierre Auguste Renoir (1841 - 1919), Joseph Mallord William Tuner (1775 - 1851), John Constable (1776 - 1837), e outros. [Francisco Martins]

SERVIÇO:
Avenida Paulista, 1578
[11] 3251-5644
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 21:34  comentar

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