Revelando, imortalizando histórias e talentos
11.6.07

21/01/2008 O suicídio de Santos Dumont


Raimundo Menezes foi o primeiro a chegar "Magérrimo, pesando nada mais do que 35 quilos, o inventor morreu logo após o sobrevôo de aviões da ditadura em Guarujá. Ver o seu invento servir para destruir, o levou a uma profunda depressão culminando no suicídio".

O brasileiro nascido no Estado do Ceará Raimundo Menezes foi o primeiro a chegar no quarto do hotel onde estava o inventor brasileiro. Eram 17h30 do fatídico dia 23 de julho de 1932, quando Menezeso, então comissário de polícia em Santos, recebeu uma solicitação estranha de amigos de Dumont que descansava em um hotel no Guarujá, que pediam seu comparecimento ao local. O inventor trancara-se no quarto do hotel e não respondia ao chamamento dos amigos.



Menezes convocou alguns homens da guarda-civil e cruzou o canal chegando à noite no local. Após verificar o silêncio absoluto no interior do banheiro, ele autorizou que um dos homens verificasse por uma clarabóia o que estaria acontecendo. Viria a constatação: o corpo de Santos Dumont pendia, enforcado no cordão do roupão no cano do chuveiro. Segundo o biógrafo, Dumont morreu desgostoso pelos constantes ataques da aviação ditatorial às guarnições constitucionalistas costeira.

Vestido em um roupão de banho, foi esta a primeira visão que Menezes teve do mais célebre inventor brasileiro. Estava pálido, magérrimo e pesando não mais do que 35 quilos. Do Guaruja, o corpo foi levado para Santos onde a família o esperava. Uma das exigências da família foi que os policiais evitassem comentários com à imprensa e, se o fizessem, deveriam dizer que ele teria morrido de morte natural. O pedido foi submetido ao chefe de polícia paulista, Tirso Martins, que decidiu que o País não deveria saber a verdade, pelo menos enquanto durasse o luto. Por isso, um legista teve de elaborar um laudo especial para não levantar suspeita do enforcamento. Raimundo Menezes tomou depoimento de todos os que estiveram com Dumont nos últimos dias de sua vida. Um dos interrogados disse-lhe que o inventou estava vivendo uma crise de profunda depressão, e o limite foi quando da Luta Constitucionalista. No dia de sua morte, Dumont passeou na praia com seu amigo Edu Chaves quando assistiu o sobrevôo de um avião sobre a barra. Tal avião iria bombardear o Forte Itaipu. Isto teria sido a gota d'água. Dali, ele rumou para a morte no hotel La Plage, dia 23 de julho de 1932. O fato real só veio à tona quase dois anos depois quando um repórter carioca da Revsita "Eu Sei Tudo"o intrevistou.

Raimundo Menezes

Historiado, biógrafo e dicionarista nasceu em Fortaleza - Ceará, em 1903 e sempre foi um apaixonado por São Paulo. Chegou aos 24 anos, formou-se em advocacia e foi feito comissário de polícia aos 29 anos. Dono de um excelente currículo, entre os quais "Memórias de Sherlock Holmes" publicado na Folha d São Paulo, em 1970, assumiu a cadeira de Guilherme de Almeida na Academia Paulista de Letras entre outros.

 

Quinta-feira, Julho 19, 2007 Cândido Portinari: telas a 1 cruzeiro


No ano de 1953 o artista se envolveu em uma polêmica com o bispo d. Luis Mousinhos e o cônego Sarmento da Igreja matriz de Batataes, interior paulista.

Tudo aconteceu por causa das cláusulas e valores dos quadros que seriam pintados por Portinari, entre eles "Fuga para o Egito", e a Via Sacra", sendo um total de 14 obras, cujo valor simbólico de cada uma era de 1 cruzeiro, um total de 14 cruzeiros. A escritura assinada para doação das obras, continha cláususlas como por exemplo: 1- nenhum quadro deveria sair da Igreja, 2- que nenhuma das obras venham ser alienada, hipotecada ou transferida, seja a que título for. 3 - que sobre elas não caiam gravames de qualquer espécie ou natureza. 4- que ainda seja impenhoráveis, 5 - que outrosim, que os aludidos quadros número dois e cinco ao estipulador para antiga donatária. Uma outra, de nº 7, diz: que neste caso, passarão eles à exclusiva propriedade do município de Batataes como patrimônio comum de seu povo. O então padre, Ma'rio da Cunha Sarmento, era oposto à contratação do pintor para decoração da matriz, e não retrocedeu de imediato; continuou a combater sua tese até poucos dias antes da cerimônia. Segundo o Pe " quando os fiéis souberam que Portinari iria fazer as telas da Igreja todos ficaram revoltosos", disse Pe Sarmento. Nessa época, Portinari já era conhecido pelos críticos da capital, mas a população conhecia somente sua obra da Pampulha e pelos reclames políticos ao senado e que era um comunista.

A repulsa dos fiéis até que tinha procedimento; Portinari era acusado de inimigo da civilização cristã e materialista. O painél São Francisco, feito para capela da Pampulha - BH, fez com que a igreja o condenssse. Mas pouco a pouco os mal entendidos foram sendo desfeitos, disse o Pe. Sarmento. Suas paisagens muito estilizadas não eram também bem vistas, pois usava linhas rígidas, onde os rochedos davam impressão de serem cobertos com um pano. Porém, para finalizar este "mal entendido"o Pe.precisava reconhecer o talento de Portinari. Isso ele só fez depois que duas revistas norte-americanas lá estiveram para realizar reportagem das obras, onde ele foi cicerone. [Foto por Antônio Pirozelli]

Tinha outro segredo neste embrólio formado entre a Igreja e o pintor? aparentemente, sim. Na verdade as obras custaram 1 milhão de cruzeiros pelo conjunto. Os valores eram sigilo absoluto, mas o Jornal Folha da Noite, teve acesso em primeira mão e divulgou. [Francisco Martins / Fausto Visconde ]

NOVE DE JULHO

O 9 de Julho foi instituído como feriado estadual em março de 1997, a partir da lei 9.497 promulgada pelo governador Mário Covas. Na verdade, não é o orgulho de ter pego em armas, mas a convicção de que contribuiu para melhorias no País.

Todo dia 9 de julho, São Paulo relembra a data, que em 2007 completou 77 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. A população sempre comparece ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista no Parque do Ibirapuera - para prestigiar o desfile militar e homenagear ex-combatentes -, esteve em contato com um importante momento da história do povo paulista e do País. O 9 de julho de 1932 representa um marco na história de São Paulo e do Brasil. A Revolução Constitucionalista representou o inconformismo de São Paulo contra a ditadura do então presidente Getúlio Vargas e custou a vida de mais de 830 soldados do lado paulista e cerca de 400 aliados do governo. São Paulo não ganhou o combate mas as conquistas obtidas dois anos depois foram fundamentais para o País: em maio de 1933 foram marcadas as eleições para a Assembléia Constituinte. Em 1934, Getúlio Vargas promulga a Constituição Brasileira, o povo passa a ter direito ao voto, inclusive as mulheres, que até então eram excluídas. A importância de se passar em revista este fato histórico e propagá-lo para as novas gerações. As gerações mais novas não conheceram a revolução de 32. Esta data faz crescer o sentimento cívico, em se ressaltar os valores e princípios que nortearam a revolução. O Mausoléu em homenagem aos soldados é todo construído de forma ä lembrá-lo: nove degraus, salas etc.


Veteranos do nove de Julho:

Entre veteranos e pensionistas, atualmente 6.092 pessoas recebem benefícios do Estado em decorrência da Revolução de 1932. Um dos ex-combatentes da Revolução, Olegário Cravinhos de Paula e Silva,, disse que ele e toda sua família participaram ativamente da revolução fazendo capacetes de aço e na frente do combate, também. “Sinto saudades. Foi um momento muito importante de minha vida”, afirmou Cravinhos. Existem menos de 200 ex-combatentes vivos. Na época da Revolução, o número de combatentes chegou a 30 mil, dos quais 8 mil pertenciam à Força Pública, 14 mil eram civis que entraram em combate e outros 8 mil, entre homens e mulheres, atuaram na logística, e meninos corriam a cidade em busca de materiais para fabricação de armas.Do desfile militar sempre participam: Marinha, Exército, Força Aérea Brasileira e várias unidades da Polícia Militar, como cadetes da Academia do Barro Branco, Batalhão de Choque, Polícia Ambiental, Grupo de Ações Táticas Especiais, Regimento de Cavalaria Nove de Julho, Grupo Tático Ostensivo Rodoviário, Rota, Corpo de Bombeiros, entre outras.

Datas:

Em 25 de janeiro de 32, em comício na Sé, oradores exigiam a volta do País ao estado constitucional. O promotor público Ibrahim de Almeida Nobre, em seu discurso, lança a revolução. 24 de fevereiro, 32 entidades participam do comício da Liga Paulista-Pró Constituinte. 23 de maio - morrem Miragaia, Martins, Dráuzio, Camargo e Alvarenga, atingidos por disparos de tropas governamentais. 10 de julho: Pedro de Toledo é aclamado governador de São Paulo. 23 de julho, Carlos Nazareth transmite, via rádio, o Manifesto à Nação. 3 de agosto foi Criada a Campanha do Capacete de Aço. 9 de agosto Lançada a Campanha do Ouro para o Bem de São Paulo. 14 de setembro, o General Klinger propõe paz a Getúlio Vargas. 23 de setembro acaba a Revolução. Outubro: Líderes e personalidades envolvidas no conflito partem para o exílio em Portugal. Anistiados, voltam ao Brasil no mesmo ano. Em 1934 é promulgada a nova Constituição. * Reportagem publicada no Jornal São Paulo Centro em julho de 2003] [Francisco Martins]

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:43  comentar

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