Revelando, imortalizando histórias e talentos
22.12.07

Lia Torá - uma brasileira em Holywood

 

Ela trabalhou com diretores como Michael Curtiz, Frank Borzage, mas por não dominar o idioma inglês teve sua carreira abreviada em Hollywood. Mas seu pioneirismo é exemplar.

Em uma época de glamour e gângsteres e de ambientes esfumaçados e neon em clubes noturnos, a barsileira Lia Torá, tornara-se pioneira no cinema e no automobilismo. Ela foi a primeira brasileira a filmar em Hollywood, a fundar uma companhia cinematográfica nos Estados Unidos da América [Brasilian Southern Cross Production] com sede no Tec-Art, da Actor Studio, também foi a primeira a escrever roteiros de filmes e seu pioneirismo continuou nas pistas pistas de corridas no país e no exterior. Tudo isso acontecia em um período de segregação feminina entre 1927 a 1931. Nascida no Fio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, aos 12 de maio de 1904, e batizada como Horácia Corrêa D'Ávila, filha de portuguêses e espanhóis, tendo ela cursado dança na Academia de Dança, em Barcelona. Logo foi convidada a participar do corpo de dança da Companhia Revista Velasco, de fama mundial. Aos 18 anos retorna ao Brasil juntamente com a companhia para uma apresentação, onde conheceu o piloto de automóveis Júlio Moraes, herdeiro do Visconde de Moraes, imigrante português que conseguiu uma das maiores fortunas no País. Apaixonaram-se e casaram contrariando os bons costumes da época pois Júlio era casado e pai de um menino, ela logo deu à luz aos gêmeos Mário Júlio e Júlio Mário. Mas tudo isso jamais fez com que ela deixasse de lado o sonho de ser uma estrela de cinema; e essa chance aconteceria no ano de 1927, ao participar de um concurso denominado "Beleza Fotogênica Feminina Varonil " , realizada pela Fox Film, na Esapnha, Brasil e Itália, cuja intensão seria formar um par de atores que seriam contratados pelo estúdio norte-americano. Olhos verdes, rosto bem feito e muito fotogênica só poderia resultar sua aprovação. Dois anos depois já morando na Suiça ao lado de Moraes ela recebe telegrama da Fox Film comunicando sua aprovação em primeiro lugar, juntamente com o repórter Olympio Guilherme, que estaria no bairro da Urca - Rio de Janeiro, realizando a cobertura do concurso para um jornal paulistano. Em princípio seu marido não gostou da idéia dela trabalhar com o repórter e a proibiu de entrar para o cinema.

De Horácia à Lia

Ao chegar em Hollywood adotaria o pseudonimo de Lia Torá. Em 1927 faria sua estréia na comédia "The Low Neck", um curta-metragem com diração de Walter MacDonald. O filme não foi exibido no Brasil. No ano seguinte interpretaria vários pequenos papéis em "Street Angels" [Anjos da Rua], de Franz Borzage e "Dry Martini", de Harra d'Abbadie d'Darrast. Somente em 1929 teve sua grande chance: estrelou 'The Veiled Woman' [A Mulher Enígma], escrito por ela e dirigido por Emmett Flynn. Apesar de ser um filme que poderia-se dizer água-com-açucar, cujo enredo tratava-se de uma jovem filha de militar e pai gostaria que ela se casasse com um colega de farda. Ele morre antes do casamento e a menina entra em desespero tentando o suicidio; um rapaz a salva e passa a explorá-la mais tarde em uma rede de jogos ilegais e viria a assumir também a morte de seu noivo. Mas, há quem diga que o filme foi feito apenas para dar uma chance ao irmão de Errol Flynn, Emmett Flynn. Em 1930, ela e seu partner Olympio Guimarães participaram como MC -Mestres de Cerimônia, em "King of Jazz" de Michael Curtiz e Evidencia / Media Noche" de David Woward. Em 1931 trabalhou em "Don Juan Diplomático, de Arthur Gregor e Soñadores de la Glária, de Miguel contreras Torres.

Idioma errado

Era época do cinema mudo e Hollywood se preparava para entrar na nova era, o cinema falado. Uma gama de estrelas, principalmente as que não dominavam a língua Inglesa estariam fadados ao ostracismo. Lia, dominava três idiomas: Espanhol, Português e o Francês; Inglês não era o seu forte. O resultado é que parte dos diretores e atores foram jogados ao ostracismo. E tudo isso coincidia com o rompimento do contrato da brasileira com a empresa norte-americana, Fox Film. Percebendo que seu espaço estaria reduzido a partir daquele momento Lia fundou sua própria companhia. O último filme de Lia em Hollywood foi "Hollywood Ciudad de Insueño" escrito e estrelado pelo chileno José Bohr. Este era o ponto final da carreira de Lia Torá, que voltaria a ser Horácia Moraes, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. A partir daí ela passaria a se dedicar as corridas automobilística, sua outra paixão. Chegou a correr e ficar conhecida no circuito da Gávea, RJ. Em 1971, um ano antes de morrer, participou por 48 segundos em uma produção de Brás Chediak, "As Confissões de Frei Abóbora". Pode-se dizer que sua carreira em Hollywood teve momentos ascentente. Até que provem contrário, ela foi legítima brasileira a fazer mais sucesso em Hollywood. Quanto ao marido de Lia, Júlio Moraes, faleceu em 25 de julho de 1956, aos 75 anos.
[fm]

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:43  comentar

 
Arte para amenizar os sofrimentos causados pela milícia ERS.

 
 
 
 
05/06/09 - Em Uganda, trabalhos de arte realizadas por crianças que foram sequestradas e forçadas a trabalhar como soldados em prol da milícia Exército de Resistência do Senhor, estão sendo expostos na sede da ONU em Nova York. As obras são o resultado de um recente projeto da ONU, idealizado pelo artista plástico e Embaixador da Boa Vontade da organização, Ross Blackner.

O objetivo do projeto é ajudar milhares de crianças do norte de Uganda, que estariam traumatizadas por terem sido forçadas a pegar em armas e lutar. Ross Blackner, passou uma semana naquele país para trabalhar com os adolescentes e crianças que sofreram nas mãos dos milicianos ugandenses, do Exército de Resistência do Senhor. Segundo Blackner, “a arte pode reabilitar crianças traumatizadas pela guerra”, acredita Ross Blackner.
 

Homossexual é indenizado

Homossexual agredido na Praça da República, região central de São Paulo - Brasil, por neonazista recebe indenização por danos morais e custas hospitalares.

Como se fosse raro a omissão e a ausência do poder público no Brasil, em feito inédito um juiz de Direito proferiu sentença favorável ao cabeleireiro Sérgio Carlos Pessoa, 32, um gay agredido por um grupo de skin heads em dezembro de 2006. A sentença foi do juiz Marcos de Lima Porta, da 5* Vara da Fazenda Pública, que condenou o estado de São Paulo, ou seja, os paulistanos a indenizarem a vítima em R$ 23.250 e mais o pagamento de pensão vitalícia de R$ 511,50. No dia da agressão nenhum policial se encontrava nas imediações e se quer foi socorrido, fora levado para casa por um amigo.A agressão aconteceu em 29 de dezembro de 2006 às 23h50 entorno da Praça da República, ao lado da secretaria de Educação do Estado. Segundo relatos de Carlos Pessoa ele caminhava de mãos dadas com um amigo quando foram cercados pelo grupo formado por oito neonazistas, usando coturnos e roupas pretas. Pessoa teve um rim extirpado com as agressões. Veja um trecho da sentença do magistrado " Sem falar da dor e no sofrimento relatado por ele [Sérgio Pessoa] em depoimento pessoal. Essa situação ultrapassa os limites de um mero dissabor. Essa dor sentida e doida de forma constante deve ser, pois, ressarcida " assevera Marcos Porta, juiz de Direito.
 
A defensora de Sérgio Pessoa concordou com o valor da indenização vitalícia mas não com a indenização moral, ela recorreu da sentença pois a quantia concedida está aquém do valor solicitado que é de 500 salários mínimos [R$ 232.500 ]. A procuradoria do Estado também se manifestou, irá apresentar recurso contra a decisão judicial alegando que não houve omissão do Estado. [ agenciafm@agenciafm.jor.br ]
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:38  comentar

29.12.07 O peração Condor

O dossiê foi organizado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

Reportagem nomeia os brasileiros desaparecidos na Argentina: são Francisco Tenório Cerqueira Júnior - 1976-, Roberto Rascardo Rodrigues [1977], Luiz Renato do Lago Faria [1980], Maria Regina Marcondes Pinto de Espinosa (1976), Sidney Fix Marques dos Santos - 1976- e Walter Kenneth Nelson Fleury [1976]. A notícia pegou muitos de surpresa na última segunda-feira,24, quando a Justiça italiana, que investiga a operação-- expediu 140 mandados de prisão contra os responsáveis pelas juntas militares e serviços de inteligência do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru. Entre os investigados, estão 11 brasileiros. Eles são acusados de participação na Operação Condor. Segundo o procurador italiano Giancarlo Capaldo, disse a Folha de São Paulo, que quer a colaboração do Brasil para o julgamento dos brasileiros na Itália.

Ainda que a Constituição não preveja a extradição de cidadãos brasileiros, como deixou claro o ministro da Justiça, Tarso Genro, Capaldo reiterou que o objetivo do pedido de prisão é interrogar e julgar na Itália os responsáveis pela Operação Condor. Ou, no mínimo, fazer com que sejam processados no Brasil. Os brasileiros foram denunciados pelo desaparecimento de dois ítalo-argentinos em território brasileiro: Lorenzo Ismael Viñas (26 de junho de 1980) e Horacio Campiglia (12 de março de 1980). Tarso afirmou que, se houver o pedido de investigação pela Justiça italiana, o caso será analisado e encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Mas ressaltou que o Brasil não tem tratado e tradição de extraditar brasileiro ao exterior para que seja julgado. Entre os citados, está o ex-presidente João Batista Figueiredo, já falecido.

Família de adolescente será indenizada

 

Estado vai indenizar família de adolescente morto em Bauru

O governador José Serra assinou, sexta-feira, 21, decreto que autoriza o Estado a pagar indenização à família do adolescente assassinado por policiais militares em Bauru no último dia 15. O decreto, que será publicado no Diário Oficial deste sábado, institui um grupo de trabalho que terá 30 dias para definir os critérios e o valor da indenização. O adolescente foi torturado e morto por um grupo de policiais que procuravam o autor do roubo de uma motocicleta. Os seis policiais envolvidos na ação foram presos em flagrante e, nesta sexta-feira. Eles sofrerão processo na Justiça. "Os eventos de Bauru foram\n de uma brutalidade inaceitável para o Governo, para a Secretaria da Segurança\n e para a linha que a gente segue no caso das ações de segurança: dureza contra o crime e respeito aos direitos individuais”, comentou Serra.
O grupo de trabalho instituído pelo decreto será coordenado pelo Procurador-Geral do Estado, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, e composto por quatro procuradores do Estado, além de um representante da secretaria de Segurança Pública e outro da secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. “É o mínimo que se pode fazer em uma situação de tragédia como essa”, afirmou o governador ao anunciar a medida. O adolescente foi torturado e morto por um grupo de policiais que procuravam o autor do roubo de uma motocicleta. Os seis policiais envolvidos na ação foram presos em flagrante e, nesta sexta-feira, tiveram sua prisão preventiva decretada. Eles sofrerão processo na Justiça comum.

“Os eventos de Bauru foram de uma brutalidade inaceitável para o Governo, para a Secretaria da Segurança e para a linha que a gente segue no caso das ações de segurança: dureza contra o crime e respeito aos direitos individuais”, comentou Serra. O grupo de trabalho instituído pelo decreto será coordenado pelo Procurador-Geral do Estado, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo [destaque], e composto por quatro procuradores do Estado, além de um representante da secretaria de Segurança Pública e outro da secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. O decreto determina ainda que o Estado exigirá, por meio de processo judicial contra os autores do crime, o ressarcimento do valor a ser pago à família. [Direto: Sala de Imprensa Palácio dos Bandeirantes]

100 mil reais pelas obras roubadas [PROCURADOS]

Estive com o diretor do MASP ele se mostrou bastante preocupado, diz Yunes

O emprersário Jorge António Miguel Yunes, 75, oferece R$ 100 mil por que devolver as obras roubadas e não por pistas. Segundo o empresário trata-se de uma oferta simbólica para que as obras retornem para o meseu visto que não podem ser vendidas. Morador da região nobre da cidade, os Jardins, e empresário na região do ABC, onde tem uma instituição de ensino e editora ele se diz apreciador de arte.

 

As obras de de Picasso e Portinari "O Lavrador de Café" (1939), de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso (1904), foram roubadas do Masp (Museu de Arte de São Paulo) na madrugada de quinta-feira 20 de dezembro. Câmeras do circuito interno de televisão do museu, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, registraram o assalto, que ocorreu entre 5h09 e 5h12, de acordo com o boletim de ocorrência registrado no 78º DP, dos Jardins. As obras estavam em diferentes salas do segundo andar do prédio, o que faz a polícia acreditar que os assaltantes eram especializados em arte. Segundo informações da polícia, no momento do assalto quatro vigias estavam no prédio. Um deles chegou pelo subsolo por volta das 4h50 e subiu depois que o arrombamento já tinha ocorrido. Vale ressaltar que o MASP tem uma dívida de R$ 10 milhões.
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:32  comentar

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