Revelando, imortalizando histórias e talentos
24.12.07

29.1.08 Morre Rubens Gerchman

 

 

O artista plástico Rubens Gercham morreu em São Paulo, aos 66 anos

SÃO PAULO - 29 de janeiro – O artista faleceu na terça-feira,29, no hospital Albert Einstein, na capital paulista. Segundo informou a assessoria dele, o artista tinha um tipo raro de câncer. O corpo de Rubens será velado no próprio Albert Einstein. Gerchman foi diretor Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre 1975 e 1979 e ganhou prêmio do Salão Nacional de Arte Moderna, SNAM.O último trabalho de Gerchman foi em 2000, quando ele lançou um álbum com 32 litografias, da coleção ‘Cahier d'Artiste’. Gerchman era pintor, desenhista, gravador e escultor. Expôs em São Paulo a série Beijos (1989), numa individual em que lançou o livro Rubens Gerchman, sobre seus trinta anos de pintura. DesEnvolvendo uma intensa carreira tem participado de eventos em muitas capitais e cidades do Brasil e do exterior como Joinville, Porto Alegre, Curitiba, Caxias do Sul, Salvador, João Pessoa, Paris, Buenos Aires, Córdoba, Calí, Nova Iorque, Medellín, Bruxelas, Londres, México, Toronto, Washington, Lisboa, Berlim, etc. Modernista e ativista, alguns críticos chegam a lhe classificar como popular ou popularesco.

Ele começõu em 1957 cursando aulas noturnas de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e no ano seguinte começou a trabalhar como programador visual em revistas e casas editoras cariocas, atividade que desenvolveu por cerca de oito anos. Matriculou-se (1960) na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, onde estudou xilogravura com Adir Botelho, mas afastou-se do curso no ano seguinte. Com uma bolsa da The John Simon Guggenheim Memorial Foundation (1978), mais uma vez visitou os Estados Unidos, passando também por México e Guatemala. Expôs no Rio de Janeiro (1980) a série Registro policial e fez uma nova viagem ao exterior (1982), a convite do Deutsche Akademischer Austauschdienst Künstler Program, permanecendo cerca de um ano em Berlim como artista residente.

 

 

25/01/2008 - Manezinho: embolador pintor

 

Embolador famoso resolve se aposentar em 1944 e revela-se um grande arte primitivista com obras na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal.

Nascido na cidade do Cabo, Pernambuco, no dia 27 de setembro de 1910, Manuel Pereira de Araújo, mais conhecido como Manezinho Araújo, era filho de Joventina Pereira de Araújo e de José Brasilino de Araújo, um funcionário da Companhia Great Western. Sua infância foi toda passada no bairro de Casa Amarela, no Recife. Ainda adolescente, ele iria conhecer Minona Carneiro, um grande cantador de emboladas que foi seu professor e incentivador. Foi através dele, que Manézinho veio a se apaixonar pela música. Araújo seria um dos maiores divulgadores e intérpretes da embolada no País. Mas, o que vem a ser a embolada? Trata-se de uma das formas mais originais das músicas do folclore do Nordeste do Brasil, feita de maneira humorística, o embolador discorre sobre pessoas, temas e contando vantagens como se fosse um cronista. Alguns consideram que a embolada tem sua origem na literatura de cordel e, à ela, está sempre relacionada. O interesse dos sulistas pelo folclore e músicas nordestinas, se deve a Manezinho Araújo, que participou, também, de vários filmes brasileiros, cantando emboladas ou seja contando um caso, bem como de 22 cinejornais da Atlântida. Em 1945, quando gravou o calango Dezessete e setecentos, de autoria de Luís Gonzaga e Miguel Lima, o compositor obteve muito sucesso. Do final de 1930 até a década de 1950, Manezinho Araujo gravou mais de 50 discos 78 rpms e quatro LPs. Suas composições foram gravadas, ainda, por vários cantores brasileiros. Gravou com nomes conhecidos como Fernando: Cuma é o nome dele?, Maria roxa, Pra onde vai valente?, De jeito nenhum, Ai, ai, ui, ui, Carrité do coroné, Vatapá, Amô de rede, Tamanqueiro, Palmatória e Vapô de caragola. Já com Ismael Neto, ele compôs Suspiro que vai e vem; com Hervê Clodovil, Rua do sol, Tem dó e A saudade é de matar.

De Edith Piaff a Carmen Miranda

No ano de 1930 Manezinho Araujo ingressava como soldado no exército revolucionário, e quando o seu pelotão chegou à Bahia, o governo havia se rendido e a tropa, a título de prêmio, ganhou uma viagem para o Rio de Janeiro. No Rio, entretanto, ele chegou a passar fome e, para sobreviver, cantava em cabarés. Por sorte, ele conheceu alguns músicos e começou a se apresentar em programas de rádio, como cantador de emboladas. Ele era escalado para cantar na Rádio Mayrink Veiga, às segundas e sextas-feiras, e se apresentava em vários Estados, também. Com o passar do tempo, ficaria conhecido como "o rei da embolada". Também, no Rio de Janeiro, além de boates e cassinos, Manezinho trabalhou em outras rádios Tupi, Guanabara. Ao mudar-se para São Paulo, ingressaria na Record. Atuou como jornalista no rádio e na imprensa escrita, na Revista do Rádio a coluna Rua do Pimenta. Foi dono de restaurante, também. O seu restaurante chegou a ser freqüentado por inúmeras personalidades nacionais e internacionais, tais como Edith Piaff, Yul Brinner, Carmen Miranda, Villa-Lobos, Cacilda Becker, Raquel de Queiroz, entre tantos outros.

Trocando às artes

Em 1954, aos 44 anos de idade, no Tijuca Tênis Clube, o compositor abandonava a música e passaria à pintura. O início na pintura veio de modo inusitado, no começo da década de 1960 quando a sua esposa adqüiriu uma gravura inglesa para ornamentar a casa. Autodidata, e dizendo-se "ceguinho em técnica", Manezinho começou nas artes pintando aquarela e guache, tudo sem orientação alguma, e mais tarde passaria a pintar com tinta a óleo, quando sua esposa lhe presenteou com um conjunto de tintas, por ocasião do seu aniversário. Em estilo primitivo puro, ele passava para às telas cenas de sua infância, juventude e da maturidade, retratando as raízes do Nordeste do Brasil: pintava cidades, paisagens, palafitas, barqueiros, marinhas, pescadores e baianas. Então, o cantor famoso, Manezinho Araújo viria a se tornar um dos artistas mais conceituados do País, em se tratando do estilo primitivo. Roram mais de trinta exposições e os seus quadros sempre bem valorizados. Algumas de suas pinturas se encontram em museus regionais, como o de São Luís [MA], o de Araxá [MG], Feira de Santana [BA]. Duas de suas telas estão expostas no museu da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal. Manezinho Araújo faleceu em São Paulo, no dia 23 de maio de 1993.
[Leia mais sobres artes plásticas em http://www.formasemeios.blogs.sapo.pt/ o mais acessado em língua portuguesa na Europa]

 

 

 

2008/01/14 Graciela Wakizaka: perfil

GRACIELA INÊS WAKIZAKA YAMADA, nasceu em Araçatuba, interior paulista, aquarelista, tem técnica e estilo apurados, inclusive em pigmento mineral sobre papel sendo uma das poucas a dominar esta técnica no Brasil. Formada em contabilidade, e paralelamente desenvolvia o gosto pela pintura. Fez vários cursos com renomados professores no Brasil e exterior.

Em 2001, na Seian University of Art and Design fez estágio de 8 meses no Japão - de pesquisa na técnica de pintura no estilo Japonesa “Nihonga”, coordenado peloa mestre Toshiaki Ohno. Estudou pintura de Otsu-ê coordenado pelo mestre Takahashi Shozan. Em 1991, participa de mais um curso: Aquarela avançada, coordenado pelo artista plástico Ubirajara Ribeiro, no MAN -Museu de Arte Moderna. Buscando se aperfeiçoar ela realiza cursos na FARE Arte, teoria, gravura, desenho e pintura (aquarela, óleo e guache) sob coordenação da artista plástica Márcia Porto, em 1990. Já nos anos de 1988 e 1989, fez desenho e pintura (aquarela e óleo), e desenho em nankin sob coordenada pela artista plástica Márcia Porto. Entre 1995 e 2000, ela ensinou Teoria da Arte, desenho e pintura, nas técnicas em grafite, carvão e aquarela e óleo.

EXPOSIÇÕES:
Em 2005, juntamente com mais 64 artistas, entre os quais Fang, Keniche Kaneco, Mitsuo Nakano, Denise Prado e Jorge Gushiken entre outros, participa de coletiva [Biten], na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, com duas obras com pássaros guarás que habitam o mangue de Cubatào, Santos, e recebeu mensào honrosa.

2004: Shopping Center D - Coordenação da Galeria Cassiano Araújo, onde apresentou tema “Desenho do Sol Nascente” e depois uma coletiva de pigmento mineral sobre papel.

2004: Shopping Light - Grupo Atmã, Coletiva “Arte & Expressão” - aquarela e pigmento mineral sobre Papel. No VII Festival do Japão - sob Coordenação da Galeria Cassiano Araújo Produtora Cultural Ltda. realizou mais uma mostra “Brasil-Japão, inspiração nas gravuras japonesas. Shopping Eldorado - Coordenação da Galeria Cassiano Araújo, participa de coletiva acrílica sobre tela, - “São Paulo 451 Visões”

2003: participa de coletiva do 3º Salão de Pintura Figurativa Bunkyo pigmento mineral “Nihonga” sobre papel. Em 2002, faz individual no V Festival do Japão Série “Otsu-ê”.

2001: Shiga International Association for Globalization Individual - pintura no estilo japonesa, utilizando pigmento mineral; e pintura tradicional no estilo de Otsu-ê em forma de caricaturas,
utilizando “sumi” (tinta da China).

1991: Museu de Pinacoteca do Estado de São Paulo coletiva “série modelo”- carvão sobre papel 1990: 19ª Exposição de Artes Plásticas Bunkyo coletiva, prêmio acrilex - aquarela

1989: Galeria Senac de Araçatuba coletiva - aquarela sobre papel
1989: Galeria Senac de Araçatuba - Hotary Club coletiva - aquarela sobre papel
1988: Galeria Araçatuba coletiva - nanquim sobre papel.

J. Borges - o incomparável

Sua carreira deslanchou em 1970 quando realizou exposição por 20 países da Europa e segundo o organizador Ranulpho "Borges, lá em Madrid até os toureiros compraram suas gravuras". E qual é o nível destes toureiros? É tipo jogador de futebol.

São 246 os cordéis publicados por Borges,71, ao longo de 40 anos de profissão. Ele mesmo edita, escreve e ilustra seu trabalho em xilogravura que tem trânsito livre entre o erudito e o popular. Seu trabalho roda quase todo o mundo e ilustra as paredes de importantes museus. J. Borges vem de uma região onde o artesanato dá às cartas, Bezerros, a 100 quilômetros de Recife- PE. Ele seguiu inicialmente o cordelismo por falta de opção quando criança, pois tudo o que ele tinha ao seu dispor era essa literatura. Mesmo o rádio existindo Borges não se dava ao luxo pois era objeto de ricos da região. Então, seu pai comprava-lhe cordel. Segundo ele estes folhetos ensinaram muita gente a ler, e cumpria uma função social importante a de informar sobre guerras e cangaço, acidentes na região e até morte de personalidades como foi o caso do ex-presidente Getúlio Vargas. Mas com o passar do tempo as coisas vão tomando outros destinos e o cordel perdeu muito essa coisa da informação, porque hoje é a imprensa televisionada e escrita que cumprem este papel. Ele dá um exemplo concreto da função da literatura de cordel: os veículos de comunicação como a TV espalha o boato mas não mostra, por exemplo o chupa-cabra que repercutiu em todo o País, era uma coisa abstrata logo não poderia ser mostrada. Mas o cordel foi lá e mostrou por meio da gravura. Foi assim também com a Perna Cabeluda noticiada pela imprensa de Recife, e o povo "endoidou" até que apareceu um cordelista chamado Zé Soares que fez o cordel e vendeu mais de 130 mil exemplares em duas semanas.

O capeta é um grande personagem


Borges freqüentou à escola somente por dez meses, e sua intensão era de aprender e depois ler cordel para o povo. Segundo ele já fez de tudo, então, começou a trabalhar com compra e venda de cordel na feira até que um colega lhe deu a idéia de fazer sua própria literatura de cordel. Ele publicou então, em 1964, o bem-sucedido "O Encontro dos Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina", e não parou mais. Borges passou a ilustrar seus textos com sua xilogravura que agradava muito aos leitores. Na época a xilogravura era chamada de clichê de madeira e eram poucos os cordéis ilustrados assim, quase todos se utilizavam de postais ou fotos de revistas. Nos anos 1950 foi que a xilogravura começou ser mais usada. Até então ele ainda não sabia do valor de seu trabalho. "Quando o pessoal do Sul e da Universidade de Pernambuco começaram a pedir gravuras grandes foi que eu comecei ver que tratava-se de arte. A confirmação veio quando dois artistas plásticos, Ivan Marcheti e Zé Maria, respectivamente mineiro e baiano lhe encomendaram uma série de 20 gravuras. "Foram eles que mostraram meu trabalho ao Ariano Suassuna que passou a me divulgar nos jornais e TV's". Depois de uma semana começou a encher de carros na minha porta querendo comprar gravuras", diz Borges. Suassuna foi mais longe e o elegeu como melhor gravador do popular do Nordeste. Em suas gravuras ele mostra temas da região como o folclore, a alegria e a tristeza do povo do Nordeste e suas lendas. Também insere em seu trabalho imagem muito forte do capeta que tornara-se um de seus personagens.

Trabalho muito nas eleições

J. Borges continua trabalhando e agora está mais excentrico em seus cordéis e lançou "A Vida Secreta da Mulher Feia", cuja inspiração é uma professora que o visitou, e "A Chegada da Prostituta no Céu na Universidade Católica de Brasília". É categórico ao afirmar que ultimamente está escrevendo mais gracejos, algo menos sério. Porém, ratifica toda tradição do cordel, principalmente na política. "Na hora de decidir o voto sou muito procurado para escrever cordel para o pessoal que reside nos sítios e que não entendem muito a linguagem científica vinda dos jornais e das TV's"afirma J.Borges. Portanto, se Suassuna diz que ele é o melhor, porque discordar. Os interessados na obra deste mestre da xilogravura aconselha-se adqüirir a Coleção Biblioteca de Cordel, Editora Hedra ou diretamente com o autor. [francisco martins]

Contatos:
[xx 81] 3728-0364
www.lost.art.br/j_borges.htm
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:24  comentar

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