Revelando, imortalizando histórias e talentos
18.1.08

O Museu Hermitage

Organizado ao longo de dois séculos e meio, um acervo com mais de 3 milhões de obras maioria delas adqüiridas por Catarina II.

O Museu Hermitage é um dos maiores museus de arte do mundo e dono de uma coleção invejada além de possuir itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África. Distribuida em dez prédios, situados ao longo do rio Neva, dos quais sete constituem por si mesmos monumentos artísticos e históricos de grande importância. Cabe ao Palácio de Inverno o papel principal visto que foi residência oficial dos Czares ininterruptamente desde a sua construção até a queda da monarquia russa. O Hermitage foi organizado ao longo de dois séculos e meio, e possui um acervo de mais de 3 milhões de peças. Além do mais, o museu mantém um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. O núcleo inicial da coleção foi formado com a aquisição, pela imperatriz Catarina II, em 1764, de uma coleção de 225 pinturas flamengas e alemãs do negociante berlinense Johann Ernest Gotzkowski. Durante a I Guerra Mundial as salas estatais foram convertidas em hospital, e reorganizaram-se diversos outros espaços, que foram redecorados por Krasovsky numa original mescla de estilos históricos e as novas tendências do Art Nouveau. Mas estes aposentos não sobreviveram até nós. Com a Revolução Russa de 1917 a administração mudou drasticamente, e a coleção do museu sofreu perdas consideráveis. No fim de outubro daquele ano o Hermitage foi declarado museu estatal, foi aberto à visita gratuita. No verão de 1944, dois trens carregados de obras de artes foram levados para o interior do país. Enquanto o principal da coleção ainda estava no interior, foi organizada em salas danificadas uma exposição simbólica, com as obras que não haviam sido levadas. A mostra teve um impacto positivo no povo russo e deu novo alento à sua equipe técnica, iniciando-se a fase de reconstrução. Em 11 de Outubro de 1945 retornaram à cidade os dois trens vindos de Sverdlovsk com o acervo, e não foi assinalada perda de nenhum exemplar. No dia 14 do mesmo mês foram recolocados nas paredes os primeiros Rembrandts. Em novembro de 69, algumas salas já havia sido reabertas. Com o fim do conflito diversas obras foram incorporadas ao acervo trazidas pelo Exército Vermelho.

Palácio de Inverno

Construído por ordem da Imperatriz Ana Ivanovna pelo arquitecto Francesco Bartolomeo Rastrelli na década de 1730, utilizando partes de antigas construções como o palácio do Almirante Apraxin e mansões de oficiais de Pedro, o Grande. Ao assumir o trono, a Imperatriz Elisabeth considerou o palácio inadequado, e ordenou a Rastrelli erguer outro no local. Cujas obras iniciaram-se em 1754 e perduraram até 1762, já sob o reinado de Catarina II. O Palácio de Inverno foi erguido como uma glorificação da Rússia, em uma época em que os seus governantes desejavam tornar São Petersburgo uma das mais mais importantes capitais da Europa através de um plano de edificações magnificentes em toda a cidade. A sua construção empregou cerca de 4.000 pessoas e utilizou os melhores materiais disponíveis trazidos de diversos países. O que mais chama atenção é o estilo barroco em proporções imponentes e r fachada com elementos arquitectónicos, e com luxuriante decoração interna e externa. São 460 aposentos que segue uma ordem lógica, com as salas mais importantes - a Sala do Trono, a Igreja, o Teatro e o grande Vestíbulo - localizadas nas projeções das esquinas, interligadas por uma sucessão de saletas, dormitórios, galerias e depósitos. Alguns dos ambientes ainda preservam a decoração original da época de Rastrelli. Depois da morte de Catarina II o Palácio de Inverno deixou de ser a sede da monarquia. Seu filho e sucessor, Paulo I, decidiu mudar-se para o Castelo de São Miguel, não prestando qualquer atenção à obra cultural de sua mãe.

Aquisições

Após as guerras napoleónicas houve um novo acréscimo com a aquisição do acervo reunido pela ex-Imperatriz francesa Josefina, que incluía obras de Rembrandt, Andrea del Sarto, Rubens, Canova e Claude Lorrain. Outras aquisições se sucederam através da escolha directa do Imperador ou de seus agentes em vários países, especialmente de artistas russos. No período do reinado de Nicolau I, o Hermitage passou por sua primeira provação, um incêndio no ano de 1837, que durou mais de 30 horas, consumiu o palácio destruindo-o quase por completo. A parte interna foi bastante atingida e muitas obras de artes desapareceram nas chamas. Uma comissão foi institutida logo após o acontecido para providenciar o restauro, sendo que algumas salas não puderam ser restauradas, embora outras o tenham sido com notável fidelidade. A coleção depois desta tragédia começou a ser ampliada através da compra das colecções de arte espanhola de Manuel de Godoy - ministra da Espanha - e de Paez de la Cadena, embaixador espanhol na cidade. No ano de 1845 o diplomata russo Dmitry Tatishchev doou uma grande coleção de armas, mosaicos, esculturas, pinturas e gemas preciosas. Na década de 1850 foram adquiridas grandes quantidades de obras vindas de coleções particulares. Em 1885 uma enorme coleção de peças em metal dos séculos XI ao XVI, além de marfins, mobília, tapeçarias, cerâmicas, vidros e outros itens da coleção do diplomata Basilewski, em Paris, que junto com as armas e armaduras do Arsenal de Tsarskoye Selo e outros itens de artes aplicadas do Museu Golitsyn de Moscou, formaram um departamento inteiramente novo. No final do século XIX o museu já havia galgado tal reputação que os coleccionadores passaram a considerar uma honra oferecer doações. Além das parcerias entre os artistas russos franceses que por vários anos trabalharam em colaboração, assim, importantes pintores franceses mantém obras de referências no Hermitage por exemplo matisse e sua obra "A Dança".

Sierguéi

Na história mais recente, tudo se deve ao dinamismo do empresário e homem de cultura, Sierguéi Diáguilev, que reuniu artistas para criarem atmosfera que envolvia seus espetáculos "mágicos" de balés. Segue-se a vanguarda dos séculos X e XX, onde a vanguarada política e artística coincidem. Chagall, Kandinski, Maliévitch, Repin além das amazonas da nova arte como Exter, Popova e Rózanova estão em exposição no Hermitage. A coleção do museu pode-se comparar a um grande teatro com suas obras sempre parada, onde se recpnhece todos os gêneros teatrais: tragédia, drama e comédia. Também todas as formas literárias estão retratadas e reconhecidas: contos, romances, novelas e sonetos. É como se os pintores e os personagens se dirigissem aos senhores das profundesas dos séculos das artes plásticas. A plasticidade nos gestos e postura de personagens e a harmonia, cores e estruturas simples ou complexas de decoração e dos ornamentos faz dos pintores russos donos de uma das melhores estéticas na pintura mundial, que podem ser apreciadas no museu. Nem todos lá expostos se destacaram tanto quanto Marc Chagall, Vassíli Kandinski, Repin, Lev Samoilovitch, Filonov entre outros. [FM]
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:51  comentar

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