Ter um cabelo desse tipo realmente não é para qualquer pessoa, pois se deve ter consciência de todas as referências as quais um cabelo dessa natureza exótica e exuberante representa, como por exemplo: Música Negra Americana em Geral, Jazz, soul, blues, Gospel, Música Pop Michael Jackson, Corais Africanos, Moda Mundial Anos 70, Samba, Regaae, a Espiritualidade do Candomblé e da Umbanda, dentre outras representatividades.
Daniel: O Multimídia Nagô
Em entrevista a um certo telejornal de Buenos Aires, devido a seus trejeitos e seus biquinhos irreverentes, foi feito um comentário do jornalista sobre determinada campanha para uma marca de hidratante em que a top Gisele Bündchen aparecia fazendo biquinhos parecidos com as irreverências do nosso Multimídia. Em 23/06/2007 no Programa de Tv Viva a Noite(SBT) apresentado por Gilmelândia, Nagô explicou o comentário do jornalista em rede nacional para todo o Brasil. Bem, (risos) quem falou isso foi determinado jornalista, devido aos biquinhos irreverentes que lancei na publicidade, que ficou evidente na campanha mundial da Philip Morris, que fiz, então ele comentou que a Gisele estaria adotando meus trejeitos irreverentes também devido a certo desfile onde ela aparece em visual Black Power, tenho é muita vontade de fotografar com ela, (risos) quem dera, brincou Nagô. No mês de junho á outubro ele estará nas gravações da Série “Na Moda’’, sem títudo definitivo ainda, produzida pela Gullane Filmes, com direção geral de Karim Ainouz, que será veiculada no Canal a Cabo HBO em início de 2008, segundo a produtora. Na Série, interpreta a personagem Arturo Atanazzeta, que namora a personagem Heloísa Alencastro e Éder Santos. Juntos vivem um triangulo amoroso cheio de nuances e artificialidades. Essa Série também tem a participação de Ricardo Mansur. O que às vezes me incomoda no meio artístico são algumas pessoas que infelizmente ainda não acordaram para o real valor que o negro tem, não apenas para vender produtos, mas pela sua contribuição genuinamente cultural, pela sua história como um todo, disse Nagô. Creio que com toda essa versatilidade artística e cultural a imagem de O Multimídia Nagô hoje represente o Mix da Diversidade Cultural Paulistana. Nada mais justo que um cabelo com tantos atrativos e referenciaois esteja dentro do livro dos records, Guinnes World Records Limited. [FONTE: o artista]
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Francês fake virá ao Brasil
Chris Marker é apenas um operador de máquina fotográfica; transita entre o fake e o contraditório. É um sujeito idolatrado por sua ausência e não por trabalhos relevantes.
Fotógrafo e cineasta ermitão, o francês Christian François Bouche-Villeneuve,88, não sabe o que é modéstia e fala pelos cotovelos. Isso porque se diz um cara averso à entrevista, mas fala por duas ou três horas consecutivas. Realmente, Chris Marker, o pseudônimo que escolheu para se esconder atrás de óculos, bonés e janelas com insufilmes, nada mais é do que o estilo de marketing que ele escolheu. E para o bem dos verdadeiros fotógrafos daquele pais como Cartier-Bresson, ainda bem que ele mesmo não se considera como tal. Não gosta de ser fotografado, e sua imagem mais conhecida é através do sorriso de um gato chamado Guillaume, publicado em tiras de jornais franceses. Algumas retrospectivas vem sendo feitas, e ele também reclama das homengnes. Para o Brasil, algumas mostras estão programadas para julho "Bricoleur Multimídia" no CCBB {de 25/06 a 5/7} e no MIS, ambos em São Paulo. Segundo fontes, no CCBB serão apresentados 33 filmes e no MIS 200 fotografias feitas entre 1952 e 2000.
A reclusão do francês é faz dele uma pessoa não famosa, mas misteriosa e discutida quanto seu modo de viver. Suas atitudes transitam entre o lacônico, ierrverente; sua pucas declarações são milimétricamente pensadas para gerar polêmica. Se perguntado como se mantém informado ele logo responde que " mantenho-me informado pelo canal de TV Aljazeera", uma forma de provocar uma réplica. Chris também não se considera um cineasta, mas já arrebatou o prêmio Urso de Ouro, em Berlim, Alemanha, pelo filme " Descrição de um Combate, de 1960. Teve seu momento importante com o cineasta Aalin Resnais e Jean-Luc Godard.
O seu curta-metragem La Jetée, inspirou Os 12 Macacos, de Terry Gilliam. Filmou "Balada Berlinense" 1990; Gato Escutando Música", 1990, entre outros. Seja no cinema ou seja na fotografia, apesar de alguns catalogarem como um sujeito inventivo, na verdade seus trabalhos soam fake, falso. Como falsa e marqueteiro barato é sua forma de ser contra tudo. "Essas mostras são abusivas e absurdas", diz Marker. O fato é que se ele pensasse ao contrário disso, ninguém, a não ser muito bem pago aceitaria seu trabalho, haja vista que não tem nenhum atrativo, novidade em ângulos ou estética fotográfica.
Palácio do Horto recebe maquetes de templos japoneses


E sua arte tem um pouco dessas sensações únicas: o mestre Darel Valença pintou as mulheres e desenhou seus corpos; misturou o anjo com as máquinas; a multidão e as cidades – coisas que só a dança do olhar descobre. Ilustrou, também, as edições de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antonio de Almeida, e Poranduba Amazonense, de Barbosa Rodrigues. Como definir, então, esse artista plural, ora polivalente, muitas vezes multifacetado, mas de certo modo particular? Nós, do Espaço Cultural BM&F, escolhemos chamá-lo de um artista “fora de série” e homenageá-lo desde já com esta mostra. Até 4 de julho de 2008, o público poderá apreciar cerca de 50 obras do artista, entre elas Mulher da Máquina, Demolição, O Anjo e a Máquina, Ela em Amarelo, Tríptico e Praça 78. O que faz Darel ser fora de série é conseguir, em seus trabalhos, transformar cada obra em um grande mistério, que a escritora brasileira Clarice Lispector chamou de “o grande mistério de viver”. Na arte de Darel também há vida; há sonhos e ideais, há muita luz e cor. Como ele consegue transformar tudo em arte? É de novo a poetisa que nos dá a pista: “Darel vive seus sonhos, não como homem irreal, mas como um homem. Quem habita as enormes cidades senão o próprio Darel que sonha e idealiza? Em Darel, além da parte artística propriamente, há uma preocupação com a totalidade do ser humano em sua plenitude. O choque impotente do indivíduo diante da máquina. As cidades escuras em que uma ou outra janela de luz acesa atesta que elas são habitadas”, registra Clarice Lispector no álbum de gravuras editado por Júlio Pacello. Suas obras serão, elas próprias, essa janela de luz, que levará os visitantes para além da São Paulo cotidiana, como investigadores em busca Catalogo.indd 5 30/4/2008 12:23:35 6 de pistas, estas escondidas em cada obra, como normalmente estão também escondidas na rotina da cidade. O recorte da exposição feito pelo curador Antonio Carlos Abdalla proporciona ao público desvendar o artista plural em que Darel se transformou ao longo de sua carreira. Esta exposição é um convite ao conhecimento de algo que é artístico, novo, mas também real. Cada uma de suas obras pode ser um momento lúdico, um sonho ou a transformação dos pensamentos em algo sólido e palpável. Depende do modo que o público quer vê-lo e senti-lo. Um fio condutor? Seguir o roteiro indicado pelo próprio artista: partir de um único ponto, o desconhecido, pois é daí que a arte se transforma; que a cidade se modifica, que o homem se recria. Fora de série, na arte e no modo de fazer arte, Darel nos convida a viajar particularmente em cada um dos mundos que criou. Boa viagem a todos nós. [ 



