Revelando, imortalizando histórias e talentos
26.2.08

Cercada de móveis claros, orquídeas, livros e uma ampla sala cheia de luz natural, Mônica Waldvogel não é muito diferente daquela jornalista séria que aparece na Tv.


Uma das mais conceituadas jornalistas-apresentadora do Brasil, ela está com 47 anos de idade e quase 25 de profissão, e somente agora comemora uma conquista inédita em uma carreira já cheia de êxitos: um ano de sucesso apresentando o programa “Saia Justa”, no canal GNT. Referência na tv por assinatura. O programa reúne, pela primeira vez, quatro mulheres de diferentes idades e profissões para discutir assuntos cotidianos como se estivessem batendo papo no sofá da sala de estar. “O Saia Justa”- projeto da própria Mônica divide espaço a cantora Rita Lee, a atriz Marisa Orth e a escritora Fernanda Young. Claro que entre os bate-papo sempre surge alguma polêmica, ambas tem atingindo em cheio as telespectadoras. Mônica concedeu uma rápida entrevista a Formas&Meios, com respostas objetivas, diretas e decididas como é de seu feitio, confira!


F&M - Como surgiu o jornalismo na sua vida?

 

Waldvogel: Eu tinha uns doze anos, uma prima ia prestar vestibular para jornalismo. Aí eu perguntei o que era isso, ela falou “Jornalista é alguém que vai nos lugares onde as coisas acontecem, vê tudo, volta e escreve para as pessoas saberem o que aconteceu”. Achei a definição sensacional. Pensei rápido, é isso que eu quero.


F&M - Você já tinha em mente televisão?


Waldvogel: Não, não tinha em mente. Eu queria ir para um lugar onde as coisas aconteciam (risos). Para quem eu ia contar, ou como, ou veículo, isso não tinha a menor importância.


F&M - A televisão ainda era um terreno muito masculino?

 

Waldvogel: Acho que ainda é. Claro, hoje existem muitas mulheres, elas são a maioria. As mulheres são boas jornalistas e tem tudo a ver com jornalismo.


F&M - Quantos filhos você tem?


Waldvogel: Tenho um filho de 28 anos. Ele é geógrafo. Hoje pediu para ir a minha dermatologista, porque está perdendo muito cabelo, está ficando como você, (risos).


F&M - Como nasceu o “Saia Justa”?


Waldvogel: Fui eu que levei o projeto para a GNT, alguns amigos tinham me dado idéia de fazer um programa, como o “Manhattan Connection”, só mulheres. Achei que o ideal seria com mulheres mais maduras, já tivessem alguma estrada.


F&M - O que você acha dos programas femininos existentes?


Waldvogel: Os programas femininos são muito previsíveis, e nem de longe falam com essa mulher, mulher parecida comigo, que enfrentou a terceira onda do feminismo. Mulher gosta de algo mais que fofocas e receitas de bolos.


F&M - E que mulher é essa?


Waldvogel: Aquela que tem de levar a profissão, e ao mesmo tempo estar pressionada com a agenda de beleza, de estética. Você ainda tem que ser bonita, magra e uma excelente profissional.

 

 

[francisco martins - franciscomartins@agenciafm.jor.br]
* Reportagem de final de 2002 para AgênciaFM e transcrita por Formas
&Meios.

 

 
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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 20:10  comentar

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