Revelando, imortalizando histórias e talentos
29.4.08

 

 

3.6.08 - Kandinsky inspira espetáculo "Lúdico". O ponto, a reta e a curva são alguns dos personagens inspirados em Kandinsky que estão em cena, COM ENTRADA FRANCA

 

 

 


Está em cartaz até o dia 22 de junho no CCSP, Centro Cultural São Paulo- sala Jardel Filho, o espetáculo infanto – juvenil “Lúdico”, com concepção e coreografia de Miriam Druwe, que assina a direção junto com Cristiane Paoli Quito. Na equipe de criação estão Marisa Bentivegna, Marco Lima e Fabio Cardia, no palco, os bailarinos Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf e a própria Miriam Druwe. Esse espetáculo foi contemplado pelo 3º Fomento Municipal à Dança. “Lúdico” é inspirado nas obras do pintor russo Wassily Kandinsky e propõe de forma colorida e poética um passeio pelo universo da criação de uma obra de arte. Cores e formas se agitam em busca de um lugar.

Pesquisa e Montagem

Há tempos Miriam Druwe alimentava paixão pela obra de Kandinsky. Pintor reconhecido pelas cores e formas de suas obras, teve contato muito cedo com a música, aos 8 anos. Essa pequena incursão nas aulas de piano e violino deu noções fundamentais de harmonia e evolução, que depois seriam utilizadas. Como base para todo desenvolvimento e criação do espetáculo, Druwe pesquisou no livro Do espiritual na arte, publicado em 1912, a primeira grande obra teórica sobre pintura. Nela, o pintor desenvolvia uma investigação filosófica sobre as cores e as formas, às quais conferia valores psicológicos e morais e as comparava com a música, que, apesar de sua imaterialidade, era capaz de fazer “vibrar a alma”. Anos mais tarde, em 1926, o artista russo lança Ponto e linha sobre plano, em que elabora a teoria semelhante à utilizada pelos músicos para compor. Era a necessidade interior do artista em detrimento à forma, que sempre teve, para ele, importância secundária. Em suas obras, umas das preocupações era a busca de um equilíbrio instável entre elementos opostos. A partir dos elementos pesquisados, Miriam Druwe percebeu que o caráter lúdico sempre esteve à sua porta, rondando-a. Ouvindo o desejo interior de sua alma artista, juntou sua paixão pelo pintor russo, cercou-se de profissionais premiados e competentes das artes e percebeu que pela primeira vez em sua carreira falaria às crianças. Assim surgiu “Lúdico”.

O Espetáculo

No espetáculo Lúdico, a reta, a curva e o ponto são personagens que têm características e personalidades próprias. A curva, estilosa, assanhada e sinuosa tem um temperamento e mobilidade corporal que lembra a serpente, é elástica, pode ceder e evitar, porque é capaz de desviar... O ponto é o início de tudo! E por ser o princípio, a tela branca foge dele, porque ela se acha linda assim, e tenta convencer a todos que sendo o mais simples dos elementos é cheia de graça, mas também cheia de expectativa... A reta é determinante, mandona, indica caminhos (corporais), tem certeza que é uma junção de pontos (o que é verdade...). O círculo preto, circunspecto, sisudo, é meditativo e diz, va-ga-ro-sa-men-te: “Aqui estou”. O círculo vermelho, por sua vez, é troada e relâmpago, apaixonado, irradia para todos os lados e roda, roda, roda... O criador (ou pintor) ao se deparar com a reta, os círculos, o ponto, a curva e a tela, é engolido pela obra.

Ficha Técnica

Concepção, Coreografia e Direção: Miriam Druwe Co-Direção: Cristiane Paoli Quito
Trilha sonora: Fabio Cardia Cenografia e Figurino: Marco Lima Desenho de Luz: Marisa Bentivegna Produtora Executiva: Anne Pampolha Intérpretes Criadores: Miriam Druwe, Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf. Atriz Convidada: Luciana Paez Estagiários: Cristiana Uehara e Leandro Breton Foto: Rodrigo Netto Colaboração: Estelamare dos Santos Assessoria Cultural: Doble Comunicação Cultura + Social.

Serviço
17 de Maio a 22 de Junho de 2008
Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - R. Vergueiro, 1000 – Paraíso
Telefone: 011 3383-3400
Lotação: 324 lugares
Duração:
60 minutos
Aceita cheque/Acesso para deficientes físicos/ Ar condicionado
Temporada: Sábados e domingos às 16h00
ENTRADA GRATUITA- distribuição de ingressos uma hora antes

Informações para a imprensa
Canal Aberto – 11 6914 0770/ 9126 0425 – Márcia Marques - http://www.canalaberto.com.br/

 

 

 

Morre Zélia Gattai aos 91 anos

 

A escritora estava internada durante havia 31 dias no Hospital da Bahia.
 
 
Zélia Gattai é autora de 14 livros. A escritora não mais respondia ao tratamento para insuficiência renal, veio a morrer sábado [17 ]. A informação da morete a autora foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Bahia. Somente este ano ela já tinaha passado por cinco internações.
 
Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do hospital, e recuperava-se de pós-operatório de uma laparotomia para desobstrução intestinal. A família informou que cremarão o corpo da escritora e as cinzas serão espalhadas na antiga casa do Rio Vermelho, da mesma forma como foi feito com Jorge Amado. O corpo será velado durante todo o domingo - 18, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador - BA.

 
QUEM FOI ZÉLIA?
Filha e neta de imigrantes italianos, Zélia Gattai, memorialista, romancista e fotógrafa, nasceu em São Paulo, SP, no dia 2 de julho de 1916. É filha de Angelina Da Col e Ernesto Gattai, ambos italianos. Seu pai fazia parte do grupo de imigrantes políticos que chegou ao Brasil no fim do século XIX, para fundar a célebre "Colonia Cecília" - tentativa de criar uma comunidade anarquista na selva brasileira. O casamento a aproximou de renomados intelectuais: Oswald de Andrade, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Rubem Braga, Vinicius de Moraes, entre outros.
 
Em 1945, separou-se de seu primeiro marido e conheceu Jorge Amado, durante o I Congresso de Escritores. Após um período de trabalho, militância e flerte, Jorge confessou seu amor por Zélia e os dois decidiram viver juntos. No ano seguinte, mudaram-se para o Rio de Janeiro, após o ingresso de Jorge na Assembléia Constituinte. No ano de 1948, Jorge e Zélia foram exilados e viveram na Europa por cinco anos. Nesse ínterim, nasceu Paloma, segunda filha do casal, natural de Praga. Neste período, o casal participou intensamente da vida cultural européia, ao lado de personalidades como Pablo Neruda, Nicolás Guillén, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Paul Éluard, Picasso, Fréderic Curie. No início da década de 1960, o casal mudou-se para Salvador, Bahia, bairro do Rio Vermelho. Em 1978, Jorge e Zélia, após 33 anos de vida em comum, oficializaram a união. Em 1999, Zélia lançou A casa do Rio Vermelho, coletânea das memórias do casal e da casa em que viveram durante 21 anos. Neste período, freqüentaram a sala de visitas do casal Gattai-Amado os mais ecléticos convidados do Brasil, Europa e América, desde Pablo Neruda até Antonio Carlos Magalhães. Em 2000, lançou Cittá di Roma e em 2001 Códigos de família.
Em 7 de dezembro de 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Jorge Amado, na Cadeira nº. 23, que tem como patrono José de Alencar. Em Memorial do Amor, seu novo livro, Zélia resgata novas memórias de sua vida ao lado de Jorge Amado na casa do Rio Vermelho. Ao lado de Jorge, Zélia viveu 56 anos. Após morte de Jorge, Zélia achou que não fazia mais sentido ficar ali e decidiu abrir a casa para a legião de amigos e admiradores do escritor baiano. A casa do Rio Vermelho será transformada num museu. [FM]

 

 

Lançamento do Prêmio Umberto da Silva no dia mundial da dança

No dia 29 de abril, (terça-feira) dia mundial da dança, a Cooperativa Paulista de Dança, por meio de seu conselho administrativo composto pelos criadores-intérpretes Carmen Gomide, Raymundo Costa e Luis Fernando Bongiovanni, farão o lançamento do prêmio Umberto da Silva no TD – Teatro de Dança. Essa data comemorativa foi instituída pela Unesco em homenagem ao dia de nascimento de Jean Georges Noverre, considerado um dos primeiros teóricos da dança. Muitas de suas contribuições continuam sendo referência na criação dessa arte até hoje.
Nesse dia 29 de abril, para o lançamento do prêmio, teremos duas apresentações curtas: a bailarina e coreógrafa brasileira radicada na França, Denise Namura, com “un ange passe-passe ou entre les lignes il y a un monde” e o solo do bailarino Dielson Pessoa “Lugar Nenhum”.
Esses solos serão permeados por poemas de Santo Agostinho e João Cabral de Melo Neto e será apresentado, no início da noite, um videoclipe sobre a criação da Cooperativa Paulista de Dança. Umberto da Silva, o bailarino/coreógrafo homenageado (morto no último dia 27 de março) foi o precursor da idéia de reunir os artistas independentes da dança paulistana em torno de uma cooperativa.

Sobre o Prêmio Umberto da Silva
Serão premiados, anualmente, dois trabalhos em dança contemporânea, em duas categorias: grupo e solo. Para poder concorrer, os espetáculos deverão ter sido apresentados em pelo menos quatro sessões no circuito cultural da cidade e será contemplada a dança contemporânea ou outras linguagens que façam fusão com essa linguagem artística. Não haverá comissão julgadora, mas uma pré-seleção dos trabalhos, feita pelo conselho administrativo da cooperativa de dança. Os trabalhos escolhidos estarão para votação no site
http://www.coopdanca.com.br/.


Programação:
20h - Coquetel: Um brinde à Dança. Videoclipe com imagens do Movimento Dança 90, passando pela criação da Cooperativa Paulista de Bailarinos Coreógrafos até a atual Cooperativa Paulista de Dança.

21h – Abertura
Mestres de Cerimônias: Mariana Muniz e Luiz Fernando Bongiovanni.
Palavras de abertura: Carmen Gomide e Raymundo Costa - Lançamento do Prêmio Umberto da Silva - Instituído pela CPD - Cooperativa Paulista de Dança para homenagear o bailarino/coreógrafo que foi o precursor da idéia de reunir os artistas independentes da dança paulistana em torno de uma cooperativa.

Poema de Santo Agostinho: Eu Louvo a Dança

Extrato coreográfico dedicado a Umberto da Silva – Duração: 3 minutos, livre
Un ange passe-passe ou Entreles lignes il y a un monde
Interpretação: Denise Namura
Coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura
Música: Les Yeux Noirs

Poema de João Cabral de Melo Neto: Estudos para uma Bailadora Andaluza

Solo – Duração: 5 minutos, livre
Lugar Nenhum
Interpretação: Dielson Pessoa
(bailarino cedido gentilmente pelo Balé da Cidade de São Paulo)
Concepção, Luz e Som: Luiz Fernando Bongiovanni
Música: Colagem

Encerramento – Improvisação Coletiva – Duração: 10 minutos, livre

TD - Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura
APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte
Avenida Ipiranga, 344 -
mailto:inf.teatrodedanca@apaa.org.br http://www.apaacultural.org.br/
Telefone da bilheteria: 2189 2555 / Informações: 2189 2557
Capacidade: 278 lugares/Ar-condicionado/Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais/Cartões Redecard e Martercard/Estacionamento R$ 15,00 com manobrista.
 
FONTE: Márcia Marques - www.canalaberto.com.br

GRÁTIS – retirar ingresso com uma hora de antecedência, sujeito à lotação da sala
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 17:13  comentar

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