Revelando, imortalizando histórias e talentos
18.6.08

Genéricos chineses ameaçam artesãos

 

Os produtos chineses e a crise global ameaçam supremacia da vidraria veneziana. Pelo menos 75% dos artistas-artesãos já perderam seus empregos na fábrica.


Artesãos italianos estão perdendo empregos não somente para a crise globalizada, mas também para a concorrência dos produtos chineses, segundo fontes do governo italiano. O baixo custo da mão de obra na China permite exportar produtos com preços acessíveis estaria ameaçando empregos ao redor do mundo. As vítimas dos genéricos seriam a fábrica e os artesãos que, perderam espaço nos lares italianos que estariam sendo ornados em tempos de vacas magras por produtos chineses, e não mais pela tradicional fábrica de vidraria e cristal da Europa, especificamente Murano, na Itália. Pelo menos 75% dos artesãos empregados da vidraria já perderam seus empregos. Segundo o órgão correspondente ao sindicato dos artesãos daquele país, a tendência é de que os outros 25% dos profissionais da artesania de Murano continuem com o ofício ameaçado. Até o momento nenhuma medida de proteção fora tomada pelas autoridades italianas, seja para a fábrica ou para os artistas-artesãos. A Itália está sentindo um pouco do canibalismo chinês, algo enfrentado por outros países, onde se inclui o Brasil, principalmente na tecelagem.

Um pouco de história  

 

A supremacia de Veneza em vidraria é antiga e data do século XII. A arte do vidro instalou-se definitivamente em Murano como atividade de manufatura organizada, a qual se havia aperfeiçoado, ao longo dos séculos, graças aos contatos comerciais dos venezianos com os fenícios, os sírios e os egípcios, os quais já possuíam uma antiga tradição na produção de vidros. No entanto, no século XVIII os vidros da Boemia {Alemanha}e da Europa Central conquistam a primazia. A qualidade do produto veneziano e a excelência executiva eram reconhecidas, mas estas qualidades estavam bloqueadas em uma produção histórica e estática nas formas e na criatividade. Somente no final do século XIX e, principalmente no início do século XX, a produção vivera um novo renascimento. Uma novidade extraordinária graças à qual Veneza se levanta de uma letargia secular, para voltar a ser o centro de produção de grande destaque e impor ao mundo, especialmente a partir de 1950, suas próprias obras. Desde seis milênios a.C. o homem utiliza um material vítreo natural, a obsidiana, que é uma rocha silícica encontrada em abundância no Mediterrâneo, em particular nas ilhas Eólias e Pontinas, em Pantelleria e na Sardenha, para extrair objetos cortantes e resistentes. Foram necessários vários milênios antes que se produzissem objetos em vidro não apenas para as necessidades cotidianas mas também para adorno. [Reportagem de Francisco Martins publicada na edição de março de Revista Contemporânea].  

 

MAIS ARTESANATO EM:
 

Artesanato:cascalho Ostras


FORTALEZA – CEARÁ [Agência FM] Elas se embrenham no mangue e buscam matéria-prima na lama e debaixo de um sol escaldante. Com o tempo aprenderam o intervalo em que a maré baixa para que possam buscar os mariscos. As marisqueiras da Mangabeira, localidade há 18 quilômetros de Fortaleza e com 39.697 mil habitantes, e um dos mais prósperos da Região Metropolitana de Fortaleza, elas vislumbram um mar de prosperidades através do trabalho diferenciado. Apesar das dificuldades já melhoraram suas vidas através do artesanato feito com cascalho de ostras e mariscos. O artesanato foi uma forma encontrada pela Fundação Alphaville, composta de seis mulheres que se revezam, ora no cultivo das ostras, ora na produção artesanal de vários objetos como colares e animais. Todas as mulheres do projeto Mangabeira viviam da ação predatória de mariscos e ostras às margens do Rio Pacoti. Uma parceria da universidade Federal do Ceará com a Lobomar, há três anos viabilizou o cultivo sustentável de ostras. Algumas das participantes, Lucimar Gomes, 51 anos, Marleide Soares, 35, e Maria José dos Santos, 45, estão no projeto desde o início. "Não tinhamos a menor noção ambiental nem mesmo de segurança. Nossos dedos eram cheios de cicatrizes cortados pela casca das ostras", dizem.


Problemas / capacitação

Algumas barreiras precisam ser vencidas pela comunidade, entre as quais às vendas e a opção dos comerciantes da capital, Fortaleza, que preferem comprar produtos mais baratos mesmo sem saber da procedência à um produto devidamente identificado. Assim, resta somente a opção de vender o artesanato na vizinhança ou para consumo próprio. Durante a entressafra o cultivo de ostra diminui, então, elas se dedicam ao trabalho manual. A partir daí se faz necessário o escoamento das peças que mesmo com qualidade aprovada pela Universidade Federal do Ceará passam por bloqueios a serem superados. A Fundação Alphaville vem se destacando também por desenvolver ações de recuperação ambiental nas áreas de entorno aos empreendimentos imobiliários. Os projetos de capacitação profissional, a geração de renda para as comunidades vizinhas dão notoriedade ao projeto. Desde 2002, data em que o residencial Alphaville se instalou no Ceará, no Porto das Dunas, vem beneficiando várias famílias que antes tinham a ação predatória de mariscos e ostras como atividade. A fundação aposta no empreendedorismo social e formação profissional. Além do projeto com as marisqueiras-artesãs, a Fundação mantêm os grupos da decoração, das sementes e das ´fuxiqueiras´, que trabalham com tecido. As peças podem ser encomendadas através do fone (85) 3229.8705.

 

 

16/07/08 - 35ª Feira do bordado de Ibitinga

 

 
 
A indústria e o comércio de bordados são os grandes responsáveis pelo desenvolvimento econômico de Ibitinga nos últimos anos. A Feira do Bordado acontece de 12 a 20 de julho, e a banda Biquini Cavadão foto, estarão fazendo o encerramento da feira no dia 20.

Nos anos 30, o bordado se propagou através das mãos mágicas de mulheres como dona Dioguina Martins Sampaio Pires, dona Maria Gonçalves Amorim Grilo, dona Marieta Macari Pires e dona Maria Braga. Elas ensinavam a arte do bordado em máquinas de costurar, conhecida como “maquininha”, para as moças e jovens senhoras ibitinguenses. O bordado era o complemento da renda familiar.A evolução na forma de produção e nas matérias-primas utilizadas foi rápida e as máquinas elétricas chegaram através da “Escola de Bordados Singer”, que foi montada por Gottardo Juliani, revendedor da marca, que projetou a máquina elétrica especialmente para atender o mercado de Ibitinga.
 
Neste momento, o bordado passava a se tornar fonte principal de renda.Hoje, a tecnologia aprimorou as máquinas e os produtos utilizados na fabricação das confecções bordadas, mas o grande ”segredo do sucesso” é a mão-de-obra, com acabamentos e processos artesanais, que se especializa a cada dia. Entre as atrações musicais Exaltasamba [17], Jota Quest [18] e Biquini Cavadão dia 20. [Foto> http://ego.globo.com/
 
 
[Fonte: http://www.ibitinga.sp.gov.br/
Localização: Vale do Médio Tietê, a 360 km distante da Capital - São Paulo.
 

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:42  comentar

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