Revelando, imortalizando histórias e talentos
2.8.08

Cássio M’Boy – mestre da art déco

 

A tradição artística de Embu institucionaliza-se e ganha projeção dentro e fora do Brasil em 1964, com o 1º Salão das Artes. Cássio M’Boy é o autor da façanha que colocou a cidade em projeção artística.


EMBÚ- 20 DE AGOSTO [AgênciaFM] Cássio M’Boy iniciou sua formação artística com Georg Elpons, e por alguns meses freqüentou a Academia Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Em 1920, passa a morar em Embu, então adota o nome M’Boy. Durante duas décadas,1920 e 1940, utilizou-se de diferentes técnicas, como vitral e a escultura. A partir de 1940, passou a trabalhar exclusivamente com pintura, desenvolvendo sua temática rural. No ano de 1950, fez sua primeira exposição individual no Museu de Arte de São Paulo. Na seqüência outras exposições como por exemplo Galeria das Folhas [1958], Galeria São Luís [1960], no MAM, Rio de Janeiro [1961], e no Paço das Artes ,1970. Um ano antes de morrer realizou exposição na Galeria Encontro das Artes,1985.


Cássio M’Boy foi um dos mais importantes nomes da art déco no Brasil. Este santeiro e tapeceiro recebia em sua casa importantes personagens expoentes da Semana de 1922, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Alfredo Volpi e Yoshiya Takaoka, todos tiveram sua técnica aperfeiçoada com M’Boy. No ano de 1937, o artista ganhou o Primeiro Grande Prêmio na Exposição Internacional de Artes Técnicas em Paris, dando notabilidade para Embu das Artes. Lecionou para o amigo ceramista e escultor, Sakai, que se destacou internacionalmente em sua arte. Embu parecia fadado às artes, em 1962 Solano Trindade aportaria também por lá, e traz consigo a cultura negra, congregando um grupo de artistas em seu redor, e introduzindo a tradição dos orixás. Ao conhecer o escultor Sakai, que o apresentaria a M’Boy, fundaram mais uma representação artística e pictórica, que norteariam a cultura de forma ampliada na cidade.


Como legítimos representantes da arte daquele local, começaria em 1964 a projeção artística do Embu tanto dentro quanto fora do País com o 1º Salão das Artes. No final dos anos 1960, a cidade seria elevada a pólo dos hippies, que vendiam seus artesanatos nas praças da cidade, dando assim início na feira de artesanato nos finais de semana, desde 1969. O nome do artista é uma homenagem ao município paulistano, que teve início já em 1554, quando um grupo de jesuítas fundaram o aldeamento de Bohi, depois M'Boy. Cássio M’Boy nasceu em 1896 e morreu no ano de 1986, no Embu das Artes.


Exposição


Uma mostra sobre Art Déco apresentada na Pinacoteca de São Paulo [Praça da Luz, 2 - Até 5 /10 de 2008 ] apresenta tapetes e duas cadeiras do mobiliário Cássio M’Boy, que está rodeado por outros dois nomes importantes como John e Regina Graz, os maiores representantes do gênero no país.

 

Bel Bernardes – Engravieren

 

Através da arte Engravieren ela se expressa, e liberta uma linguagem expressiva em seus design.

 

[One of the best Engravieren artist on Brazil, Bel Bernardes studied on Berne – Swisse where lived several years. To exposition or buy the products see contact below].

SÃO PAULO/BRASIL [Agência FM] 30 de julho - Isabel Cristina Bernardes dos Santos, artista plástica e artesã nasceu em Suzano, grande São Paulo. Sua carreira teve início em 2000 quando residiu na Suíça, e tomou conhecimento da técnica Engravieren, especificamente na cidade de Berne. Participou de curso no conceituado Instituto Hildebank, e é artista plástica credenciada pela Sutaco, São Paulo, em 2003. A técnica Engravieren [gravura em vidro] é muito difundida na Suíça. No Brasil a arte ainda é pouco conhecida e reconhecida, e até mesmo ferramentas como o Proxxon se tem dificuldade de encontrá-lo. É com esta ferramenta [broca] diamantada que acoplada a um buril eletrônico permite a realização da técnica ENGRAVIEREN. Porém, Bel Bernardes é uma de suas melhores representantes não só no Brasil, mas seu trabalho é reconhecido em loco, na Suíça onde morou. Sua técnica apurada e 'traços' originais faz dela a mais legítima representante dessa arte no Brasil.

São muitas as possibilidades de tipos de design que a Engravieren permite ser feito em objetos de vidro. Desde um quadro, uma tela ou até um brasão de família. Segura, conhecedora em sua arte, ela é consciente de que é preciso trabalhar usando proteção certa proteção, pois o vidro ao ser raspado emite pequenos fragmentos que se aspirado pode causar ferimentos e sangramento do nariz. Bel Bernardes se liberta mostrando uma linguagem muito expressiva, apurada. O trabalho da artista pode ser visto e adquirido no Show Room do Shopping Casa & Móveis.
Bel Bernardes participou de várias exposições no exterior e no Brasil como por exemplo: Coletiva de artesanato - Suíça 2002, I Exposição Negra de Suzano – 2005, I Salão de Artes Plásticas de Suzano – 2005, Exposição 'A Leveza do Universo Feminino' de Suzano, 2006, II Salão de Artes Plásticas de Suzano, 2006 - Concurso 'Copa Cultura' Brasil Alemanha – 2006 e Feira Mega Artesanal - São Paulo - 2006 entre outras.

Casa & Móveis
Rua Teodoro Sampaio, 1400
Pinheiros - Zona Oeste de São Paulo
Contato: to contact Miss Bernardes
[55 11 / 8452-6385
bellbernardes@bol.com.br

 

Adeus a Athos Bulcão

 

Artista sensível soube como poucos integrar artes plásticas e arquitetura. Sua parceria com Lelé mostra a intimidade da arte com a arquitetura.

 


BRASÍLIA /DF, [Agência FM] 31 de julho - O artista carioca que além de ter adotado Brasília para morar também foi um dos responsáveis pela transformação de uma utopia em realidade, a cidade planejada de Brasília, Distrito Federal em realidade. Ele morreu na quinta-feira, 31 de julho aos 90 anos e sofria de mal de Parkinson desde 1989. Seu trabalho nem sempre é notado pelos transeuntes, as vezes passa despercebido para milhares que circulam como por exemplo o relevo do Teatro Nacional de Brasília, os painéis no interior do Palácio do Itamaraty, a parede externa da igreja Nossa Senhora de Fátima feita em azulejos ou o painel para o Memorial JK. Ele sabia conciliar caráter público e coletivo em seu trabalho. Artista completo, transitava pela fotografia, escultura e desenho com a mesma liberdade e talento. Segundo Bulcão, suas influências vieram de mestres como Paul Klee, Delacroix e Cézanne e a portuguesa Vieira da Silva. Entretanto, se definia como um autodidata.


Athos Bulcão nasceu em 2 de julho de 1918, no Rio de Janeiro, e no final dos anos 1930 abandonaria o curso de medicina para se dedicar somente às artes. Em 1940 conheceu Oscar Niemeyer, e nascia uma duradoura parceria. Foi com Niemeyer que Bulcão aprendeu tudo sobre escala arquitetônica. Trabalhou como assistente de Cândido Portinari sendo o polêmico painel São Francisco de Assis, para a Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte/MG um dos mais reconhecidos. Sempre atento as transformações na arte, desenvolve fotomontagens e flerta com o concretismo e abstracionismo. No ano de 1958, muda-se para Brasília onde tem sede a fundação Athos Bulcão, criada em 1992, e funciona na Secretaria de Cultura. Segundo o artista o que fez morar em Brasília foi o anonimato e o silêncio. Impossível viver no anonimato depois de obras como as realizadas para unidades da rede de hospitais Sarah Kubitscheck em todo o Brasil.


Bulcão foi a peça mais útil na integração da arquitetura com as artes plásticas. Como artista plástico é ele o detentor da mais extensa obra em lugares público, a consagração para qualquer artista. Athos Bulcão é um daqueles raros fenômenos; tudo o que a vertente construtivista imaginava, relação a arte, sociedade, arquitetura e indústria, ele transformou em realidade. Levou a processo construtivista às últimas conseqüências. Bulcão foi velado no Palácio Buriti /DF, não era casado e não deixou filhos. Mas deixou uma herança para todos os brasileiros admiradores da arte. {Fotos:
www.brasiliaemdia.com.br }

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 21:37  comentar

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