Revelando, imortalizando histórias e talentos
3.9.08

Carlinhos Antunes inicia curadoria no Museu da Casa Brasileira com o quarteto de flautas doces Quinta Essentia. Carlinhos Antunes inicia curadoria no Museu da Casa Brasileira com o quarteto de flautas doces Quinta Essentia.

O músico multiinstrumentista Carlinhos Antunes inicia sua temporada como curador do projeto Música no Museu, que acontece todos os domingos, às 11h, no Museu da Casa Brasileira, com a apresentação no domingo, 7/9, às 11h, do único quarteto de flautas doces profissional do país, o Quinta Essentia. Com apoio da Gerdau, o projeto tem 40 apresentações musicais gratuitas ao longo do ano. Carlinhos Antunes é o curador da terceira temporada do projeto, com 13 espetáculos em setembro, outubro, novembro e dezembro. A primeira temporada teve curadoria de João Carlos Martins, e a segunda, de Antonio Nóbrega. “Convidei instrumentistas, compositores e arranjadores de diversos gêneros e culturas, dedicados à criação em sua plenitude e não às regras de mercado”, diz Carlinhos Antunes. “O público também poderá conhecer alguns artistas que vivem fora de São Paulo e do país. Em novembro, presto uma homenagem à cultura afro-americana, com enfoque nos ritmos variados do Brasil e de outros países latinos.” O Quinta Essentia, integrado por Alfredo Zaine, Guilherme dos Anjos, Gustavo de Francisco e Renata Pereira, fez uma seleção de músicas reveladoras de sua versatilidade, com obras originais e arranjos que percorrem as linguagens da música instrumental da Renascença, do Barroco, e da música brasileira colonial e contemporânea.

 

Repertório:
Sermone Blando à 4 (II), William Byrd (1543-1623); La Marca, Tarquinio Merula (1595-1665); Fantasia Cromática à 4, Diomedes Cato (1560/65–1618 c.a); Sonata V em Ré menor (1731) - Andante – Presto – Adagio - Allegro, J. B. de Boismortier (1689-1755); Variações sobre Mein junges Leben hat ein End, Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621); Chaconne em Ré Menor, Henry Purcell (1659-1695); Concerto em Fá Maior, G. Philip Telemann (1681 - 1767); Immutemur Habitu, Pe. José Mauricio Nunes Garcia (1767-1830); Descascando Uva (2007), Cláudio Menandro; Sonho Novo (2007), Julio Bellodi, Um a Zero (1946), Pixinguinha (1897–1973) e Benedito Lacerda (1903-1958). Formado em 2006, o Quinta Essentia explora as possibilidades de um único instrumento, a flauta doce. Faz pesquisa de repertório e interpretação através da proposta de divulgar a flauta doce, seu repertório e novas composições elaboradas especialmente para esta formação. Ganhou o prêmio do Júri Popular no 2º Concurso Nacional Jovens Cameristas Petrobrás 2007, em Londrina.
 
As apresentações musicais no MCB nas manhãs de domingo já se consolidaram como uma agradável alternativa de lazer ao reunir música de qualidade num cenário encantador: o terraço do Museu da Casa Brasileira, defronte a seu surpreendente jardim de 6.600 metros quadrados. São 40 apresentações, todas gratuitas, que atraem um público de mais de 15 mil pessoas sempre aos domingos, às 11h00. [Foto: Marcelo Oliveira ]
 
Serviço

 

Música no Museu – “Quinta Essentia”Domingo, 7 de setembro, às 11h -  Entrada franca

 Duração: 60 min -  Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço -
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano Site: http://www.mcb.sp.gov.br/  [Tel. 3032-3727 ]
 

 

Estacionamento: R$ 10,00

 

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18hIngresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00
 

Domingo sempre gratuito

 

 

Visitas monitoradas: 3032-2564

Classificação indicativa: livre
 

 

FONTE: Menezes Comunicação

 

Av. Pedroso de Moraes, 631 cj

 [11] 9305419-000 - São Paulo - SP

 tels. 11 3815-1243/0381

9983-5946     -       menezescom@uol.com.br
 
 

97 ANOS

Na noite de sua inauguração aconteceu o primeiro engarrafamento pelos belos carros da aristocracia paulistana.
 

Construído pelo escritório de arquitetura de Francisco Ramos de Azevedo [1851/1928] juntament o cenógrafo Cláudio e o arquiteto Domiciano Rossi. O teatro ocupa o terreno que era de propriedade do coronel Antônio Proost Rodovalho, que recebera 694 Contos de Réis pela desapropriação. O teatro foi inaugurado com toda pompa, com a ópera Hamlet - Shakespeare, pela Companhia italiana de Tita Ruffo em 12 de setembro de 1911. A primeira apresentação se deu às 20h15 e a segunda às 22h30. Naquele dia 12 acontecia o primeiro engarrafamento no trânsito paulistano: ‘chegou à civilização em São Paulo’, anunciavam as manchetes dos jornais. Para comemorar os 97 anos da instituição, o Teatro Municipal de São Paulo apresenta uma programação especial durante todo o mês. A ópera escolhida é Colombo que será encenada com regência do maestro José Maria Florêncio a frente da Orquestra Sinfônica. Colombo é de autoria de Carlos Gomes, o patrono do teatro. A estréia dar-se no dia 12 de setembro. A ópera foi encenada pela primeira vez em 2004, e para esta montagem foram convidados os solistas Sebastião Teixeira, Marcello Vannucci e Mônica Martinez. O evento tem preços de R$ 20 até R$ 40, e acontece nos dias 12 e 18 às 20h30.

Outros estilos
A série 'Outros Sons' também está comemorando 25 anos, e fazendo parte das comemorações, a Orquestra Experimental de Repertório convidou o compositor Arrigo Barnabé, que abriu o projeto em 1983. Outros artistas, nacionais e internacionais se juntarão à orquestra: Gal Costa, Hermeto Pascoal, e entre os internacionais os portugueses do Madre Deus e o norte-americano Winton Marsalis. Barnabé fará uma nova releitura orquestral de sua obra 'Clara Crocodilo' dessa vez para comemorar os dois aniversários, da série 'Outros Tons' e os 97 anos do Teatro Municipal, dia 14 às 11 horas. Ingresso entre R$ 10 A 15,00.

Teatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo, S/N
Centro - São Paulo
11/3397-0300 - 3397-0327
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:46  comentar

 Um dos mais prestigiados, e Prêmio Nobel, o escritor português José Saramago, lançou um blog para estabelecer uma nova forma de comunicação com seus leitores.

Segundo o autor, o espaço irá trazer "o que for, comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice". Intitulado O Caderno de Saramago, o blog está disponível dentro do site da Fundação Saramago e já conta com dois textos publicados pelo Prêmio Nobel de Literatura. No primeiro, de 15 de setembro, o escritor resgatou um texto antigo sobre Lisboa, segundo Saramago, uma verdadeira "carta de amor" à capital portuguesa. "Decidi então partilhá-la com os meus leitores e amigos tornando-a outra vez pública, agora na página infinita de internet, e com ela inaugurar o meu espaço pessoal neste blog", escreve Saramago, ao apresentar o texto.Na entrada desta terça-feira, o autor comenta o pedido de desculpas da Igreja Anglicana a Charles Darwin por não compreender sua teoria evolucionista.

 
"Nada tenho contra os pedidos de perdão que ocorrem quase todos os dias por uma razão ou outra, a não ser pôr em dúvida a sua utilidade", declarou o escritor em seu blog. Saramago terminou um novo livro, chamado A Viagem do Elefante, que será lançado em breve em espanhol, português e catalão. Um trecho da obra está disponível no blog da Fundação José Saramago (http://www.josesaramago.org/Entrada_Fundacao.aspx), onde também está hospedado o blog do escritor. [Francisco Martins / http://www.bbc.co.uk/ ]
 
16 /09/ de 2008

 

São Paulo vai usar TV Cultura para educar no horário nobre

 
O governo paulista selou uma parceria com a Fundação Padre Anchieta - mantenedora das rádios e TV Cultura - que permitirá a criação do programa Almanaque Educação.
 

Almanaque é uma revista eletrônica que será veiculada duas vezes por semana pela TV Cultura em horário nobre. O objetivo é educar por meio de entretenimento e diversão, com espaço para professores, estudantes, pais de estudantes e público interessado, sempre em dois horários semanais. O programa, totalmente pedagógico, será exibido em 24 edições, sempre às terças-feiras, a partir das 19h30. Cada programa terá 30 minutos de duração. Aos sábados haverá reapresentação, às 11h30. A expectativa é atingir pelo menos 400 mil pessoas por programa. Como o próprio nome indica, o Almanaque Educação irá explorar a linguagem de um almanaque, uma revista eletrônica que abordará temas relacionados à educação, arte, cultura, política, economia, biologia, internet, televisão digital, além de assuntos de interesse geral. "Queremos explorar uma nova forma de educar, por meio daquele que é considerado um dos meios de comunicação de maior apelo popular, a televisão. A idéia é atingir milhares de pessoas ao mesmo tempo. Todos os temas serão apresentados por atores, criando assim uma dinâmica divertida na abordagem dos assuntos", afirma a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Programação

O Almanaque Educação apresentará reportagens especiais, entrevistas com artistas, educadores, especialistas em educação. A cada edição será produzida uma ampla reportagem de abertura sobre um tema da atualidade. Ao longo do programa os telespectadores poderão responder um "quiz" sobre o tema proposto na reportagem inicial.
O programa será dividido em quadros, como Por Dentro, no qual o repórter mostra aos telespectadores como é vivenciar de perto situações inusitadas, como entrar na cabine de um avião. Outra atração é o Palavra de Mestre, quadro que contará com a participação de professores que irão desvendar os mistérios da física e da química. Pessoas que residem na cidade de São Paulo poderão participar do programa por intermédio de um game com desafios culturais.

"As paredes da sala de aula se alargam indo até o lar de cada um mostrando que jovens e adultos curiosos podem aprender em qualquer ocasião", diz Fernando Almeida, vice-presidente da TV Cultura e coordenador do Núcleo de Educação.
Assuntos que abrangem o universo da educação serão abordados por meio de uma linguagem leve, ágil e bem humorada, visando atingir o público-alvo: crianças, jovens, pais e professores da rede estadual.

"Educação tem de ser assunto constante da sociedade. As pessoas têm de discutir, opinar, propor. Levar um debate tão importante como este para a casa das pessoas é uma maneira de incutir o tema na rotina familiar. Além de ser uma rica e divertida oportunidade de conhecimento", reforça a secretária Maria Helena.
Alguns quadros

Por Dentro
- repórter mostra situações inusitadas, por exemplo: visitar cabine de avião, corpo humano, CPU de computador

Espaço Cultural - visitas a espaços culturais em várias capitais do Brasil
Ao Mestre com Carinho - exemplos de bons professores, que implementam projetos significativos nas escolas
Telejornal - notícias apresentadas com bom humor, expondo a notícias a diversas análises
Pequenas Histórias Particulares - conversas com ícones de diversas áreas e pessoas comuns sobre a escolha profissional

Minha Visão das Coisas - repórteres saem às ruas para ouvir a opinião das pessoas sobre temas diversos.

 

FONTE: direto Sala de Imprensa
http://www.sp.gov.br/
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:46  comentar

 
"Ensaio Sobre a Cegueira", baseado no livro do Prêmio Nobel português José Saramago estréia nessa sexta-feira, 12.
 
O filme tem direção do brasileiro Fernando Meirelles [Cidade de Deus], e [O Jardineiro Fiel] e gira em torno de uma doença misteriosa que tira a sua visão de pessoas. A doença faz as pessoas se sentir que tudo à sua volta é branco. Não demora muito e isso vira uma epidemia sem explicação. Todos ficam cegos, exceto uma mulher, personagem de Julianne Moore, que ironicamente, que é casada com um oftalmologista, interpretado por Mark Ruffalo, que é um dos primeiros a perder a visão.

O governo sem saber o que fazer coloca todos os cegos em quarentena em um antigo hospital. Entre eles um velho [Danny Glover] e uma garota de programa, a Alice Braga "Ensaio Sobre a Cegueira" é praticamente fiel ao livro de Saramago. Desde sua exibição no Festival de Cannes, em maio último o filme foi odiado e amado em doses praticamente iguais.
 
 
Mamma Mia" homenageia grupo suéco Abba
 
"Mamma Mia!", interpretada por Meryl Streep diz :"não quero falar pouco mesmo. Esta frase é somente o começo de uma das dezenas de músicas do grupo ABBA, que ela o elenco vão cantar no filme, que estréia em todo o Brasil, sexta-feira,12.

Os sucessos do grupo Abba soam ao longo das quase duas horas de "Mamma Mia!" a personagem de Meryl não tem boas condições financeiras, mas sabe cantar "Money, Money, Money", e assim sonhar com uma vida de rica.

Sophie [Amanda Seyfried] de 20 anos, se casará em uma ilha grega paradisíaca, mas não sabe quem é o seu pai. Após o ler o diário da mãe, Donna [Mery] uma ex-hippie, ela descobre que três homens podem ser seu pai, então convida-os sem contar o porquê. Pierce Brosnam, ex-agente 00 7 está na lista de um dos prováveis pais da garota; um arquiteto; Bill [Stellan Skarsgård], e um aventureiro pra lá de descolado; Harry [Colin Firth].

 
Faltando dois dias para o casamento e, a fim de passar o tempo, os personagens desfilam pela ilha gerga, e se encantam com a paisagem. A partir daí soltam a voz em músicas como "Dancing Queen "Super Trooper, "Our Last Summer" e "Voulez-Vous". "Mamma Mia!" é diversão pura. Apareça! [Na foto: Meryl Streep e Pierce Brosnam - divulgação]
 

'Canções de Amor' boa estréia de sexta-feira,5, 'Canções de Amor' tem como tema triângulo amoroso.
 


O diretor e roteirista Christophe Honoré é considerado uma das maiores revelações do cinema francês dos últimos tempos. Respeitado por saber reunir em suas películas os mais diferentes estilos cinematográficos francês. Suas histórias são bem contadas no melhor estilo de Jean-Luc Francois Truffault e Godadr. Sabe criar obras sensíveis sem aquela sensaçõa - já vi isso antes.

O filme se passa na belíssima Paris, e Honoré apresneta personagens fortes, que contrabalanceando ao romantismo e a tragédia. O filme foi Selecionada para o Festival de Cannes do ano passado, e mostra o cotidiano de um jornalista [Ismael] interpretado por Louis Garrel.
 

O Jornalista namora Julie, vivda por Ludivine Sagnier, com quem ele vive um romance à três com Alice, magistralmente vivvida por Clothilde Hesme. A película se passa em três atos: a partida, a ausência e o regresso. É um filme, até popular, com canções e descaradamente com influência de Jacques Demy. O filme ganha um claro tom homossexual com a relação entre os dois, o que será um divisor de águas para os espectadores.

» Para ver salas e horários no Rio,
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CLÁSSICOS A R$1,00
 
Comédias Americanas 2: Uma série de filmes com um dos melhores comediantes norte-americanos, Jerry Lewis, será apresentada na Avenida São João, 473, centro de São Paulo, Galeria Olido.
 

'O Professor Aloprado'


O professor mais atrapalhado da história do cinema se apaixona por uma aluna. E faz de tudo para chamar sua atenção. Parece que ele encontra a fórmula certa para conquistar a moça: inventa uma fórmula onde ele se transforma em um cantor. A partir daí segue uma série de confusões. Com Jerry Lewis e Stella Stevens. [Dia 7 de setembro]

MOCINHO ENCRENQUEIRO
Preocupado com a perda do dinheiro da Paramount, executivos de empresa cinematográfica decidem nomear Morty S. Tashman para realizar uma inspeção que aumente a eficiência da empresa e diminua seus gastos. Com Jerry Lewis e Brian Donlevy e Howard Mc Near.
[Dia 21 de setembro ]

O TERROR DAS MULHERES
Decepcionado com o fracasso de um relacionamento amoroso, um homem passa a rejeitar qualquer outro envolvimento amoroso. Então, decide optar pela vida de solteirão convicto. No elenco: Jerry Lewis, Helen Traubel, Kathlenn Freeman entre outros. [Dia 28 de setembro].

Mais informações:
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:45  comentar

 Um bom DJ vai muito além de simplesmente colocar discos para tocar. Os tempos atuais exigem que os DJ's entendam de música e também como animar uma platéia.
 

E Patife, um dos melhores representantes da classe e do Brasil através do mundo, sabe muito bem o que fazer com os bolachões. Sem se esquecer dos ritmos brasileiros ele faz a turma dançar com um drum'n'base. O DJ vai se apresentar em 28 de setembro às 15h00 no Centro Cultural da Juventude, quando é comemorado, desde 2005, como dia da música eletrônica.
Patife passou sua infância na periferia, era lá onde se trancava dentro de seu quarto ouvindo rádio e gravava centenas de fitas cassete. Iniciou animando festas juninas e de bairros, chegando a ser DJ residente no extinto Arena Music Hall, Interlagos, zona sul da cidade de São Paulo. Já fez abertura de shows para gringos importantes como The Chemical Brothers, tem parceria com Marky Mark, fez remixes para Fernanda Porto e Max de Castro. Tem uma boa passagem pelo exterior por exemplo na Suíça, Eslovênia, Inglaterra e Singapura. [Leia mais sobre Patife em http://www.djpatife.com.br/ ]


Praça do Cemitério de Vila Nova Cachoeira
Zona norte –
Dia 28 /09 às 15h00
GRÁTIS
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:44  comentar

 

Em 1798, no dia 26 de Abril em Charenton-Saint Maurice, nasceu Eugène Delacroix, o quarto filho de Victoire "ben, filha do famoso ebanista. Charles Delacroix, seu marido, é ministro dos Negócios Estrangeiros. Contudo, existem razões que levam a crer que o verdadeiro pai de Delacroix foi o famoso diplomata Talleyrand (1754-1838), com quem se dizia que Delacroix era muito parecido em personalidade e aparência. Charles Delacroix foi nomeado Prefeito da Gironde, e morreu em 1805. Na ocasião da sua morte, Mme. Delacroix regressou a Paris para viver com a sua filha, Henriette de Veminac. Eugène tornou-se interno no Lycée Impérial, atualmente Louis-le-Grand. Em 1814, a sua mãe morreu, deixando-o órfão aos dezesseis anos. No mesmo ano, Napoleão I abicou a 6 de Abril e Louis XVIII foi coroado rei.

Eugéne viveu com a sua irmã Henriette. Em 1815, completou a educação secundária. A partir de um conselho do seu tio, o pintor Henri-François Riesener (1767-1828), entrou para o estúdio do pintor neoclássico Pierre-Narcisse Guérin (1774-1833), e copiou Rafael e Rubens no Louvre. O ano seguinte passou-o na École des Beaux-Arts, onde travou amizade com Bonington e Pierret. Eugène e o seu sobrinho Charles de Verninac foram acarinhados pela atmosfera agradável da casa familiar de Riesener, mas foi na casa de sua irmã que conheceu o primeiro amor, a jovem inglesa Elisabeth Salter. O retrato que fez dela data de 1817.


 

Delacroix recebeu, em 1819, a sua primeira encomenda, a Virgem das Colheitas para a igreja em Orcemont; a influência de Rafael é evidente. Mas os seus gostos pessoais estavam mais perto dos de Géricault, do qual ele admirava A Jangada do "La Méduse". Géricault consegue-lhe uma encomenda: a Virgem do Sagrado Coração para a Catedral de Ajaccio. A morte prematura de Géricault em 1824 deixou Delacroix devastado. A sua situação financeira ficou cada vez mais precária devido a investimentos desastrosos, e era forçado a ganhar dinheiro desenhando caricaturas. Graças ao apoio de Antoine-Jean Gros, uma das suas obras foi aceite no Salon de 1822, e conseqüentemente adquirida pelo estado: A Barca de Dante. Delécluze descreveu o quadro como um "borrão", mas o jovem jornalista Adolphe Tiers falou em "gênio" e viu a promessa de "grandes obras", uma promessa que Tiers ajudou a cumprir quando lhe foi atribuído um Ministério após a Revolução de 1830. Começaram a aparecer os primeiros sintomas de laringite tuberculosa da qual Delacroix viria a morrer.

Delacroix viveu por uns tempos na casa de um colorista inglês, Thales Fielding, que o introduziu na escola inglesa da paisagem, em particular John Constable, cuja influência é clara na Natureza Morta com Lagostas. No Salon de 1824, Delacroix apresentou o Massacre de Quios, uma reação pessoal ao genocídio praticado por Sublime Porte contra os gregos. Este tinha exigido vários estudos preparatórios. Este trabalho situou Delacroix numa posição firme entre os pintores Românticos, contra os quais se organizavam os clássicos liderados por Auguste Dominique Ingres. As aspirações foram elevadas pelo exaltado Romantismo dos poetas que ele mais admirava: Victor Hugo e Lord Byron.

Em 1825, através de Bonington, Delacroix conheceu uma antiga bailarina da Ópera, Mme. Dalton, que se tornou sua amante. Delacroix passou os meses de Verão em Inglaterra, entrando em contacto com a literatura inglesa; o que deu frutos nas suas ilustrações litográficas para Macbeth e Hamlet. Também desenhou os heróis de Sir Walter Scott e Byron. Alguns anos mais tarde, o Fausto de Goethe viria a inspirar uma série de dezessete litografias, que foram publicadas em 1828. A irmã de Delacroix, Henriette de Verninac, morre. Bonington morre em 1828. No Salon de 1828, Delacroix exibiu A Morte de Sardanapalo, uma obra altamente controversa, e a Execução de Marino Faliero. Em 1829 foi morar para o 15 quai Voltaire. Trabalhava muito: estudos para a Batalha de Nancy, para a Batalha de Poitiers e muitos retratos. A Revolução de Julho de 1830 trouxe a abdicação ao trono de Charles X e a coroação de Louis-Philippe. Na sua Liberdade Guiando o Povo, Delacroix pintou um reflexo das lutas políticas que ocorriam em seu redor. A controvérsia em torno da peça de Hugo, Hernani, acabou com o triunfo do Romantismo. Entretanto Delacroix continuou a freqüentar a alta sociedade. Enumerou Stendhal, Merimée e Alexandre Dumas entre os seus amigos. Na Revue de Paris, publicou artigos sobre Miguel Ângelo e Rafael. Todos os Verões ficava em Valmont com os seus primos. Em 1831 foi condecorado pela Légion d'honneur.

O ano de 1832 trouxe consigo um grande acontecimento. A partir de uma recomendação de Mlle. Mars, Delacroix conheceu o Conde Charles de Mornay, embaixador do sultão de Marrocos, Abd er-Rahman. Delacroix foi escolhido para acompanhar o Conde numa viagem que começaria com uma estadia em Tanger, depois Meknès, Cádis, Sevilha, Oran e Argélia; regressou a França no dia 5 de Julho. Estes cinco meses preencheram os blocos de apontamentos de Delacroix com desenhos, esboços e aquarelas. A vida e os costumes árabes fascinaram-no e viriam a inspirar vários quadros. Manet nasceu em 1832. A partir de 1833, Thiers encarregou Delacroix de fazer a decoração do Quarto do Rei no Palácio de Bourbon. Apesar das recusas do Salon e da rejeição da sua candidatura para o Institut de France, Delacroix recebeu muitas encomendas e pedidos de retratos. Ele sentiu profundamente a morte do seu sobrinho, Charles de Veminac, mas foi recebido calorosamente na casa das famílias Pierret e de Villot, cuja mulher deste último, Pauline, veio a ser sua amante e posou para ele na propriedade de Villot em Champrosay. Também nesta altura começou a sua amitié amoureuse com George Sand, embora os seus sentimentos mais ternos estivessem reservados para a sua prima, Joséphine de Forget, que foi sua amante por muitos anos. As suas Mulheres da Argélia nos seus Aposentos foi um grande sucesso no Salon de 1834.

Recebeu importantes encomendas. Decorou a biblioteca da Chambre des députés, em 1840 a da Chambre des pairs no Palais du Luxembourg, e depois a Capela do Santo Sacramento em Saint-Denis. Para executar estas obras necessitou da ajuda de assistentes do seu estúdio, Pierre Andrieu era o mais fiel de todos. Apesar de tudo continuou a expor nos Salons: O Casamento Judeu em Marrocos, O Naufrágio de Don Juan, Medeia Prestes a Matar os seus Filhos e A Entrada dos Cruzados em Constantinopla. Também viajou: em 1839 foi para a Holanda com Elisa Boulanger; ficou muitas vezes em Valmont; em 1842, visitou Nohant, aproximando-se bastante de Sand e Chopin. Cézanne nasceu em 1839; e Rodin, Monet e Zola em 1840.
Para aliviar o seu problema de garganta, Delacroix passou uma temporada nos Pirinéus. Trouxe desenhos e aquarelas da paisagem da montanha. O seu irmão Charles morreu em 1845. Eugène permaneceu mais algum tempo em Bordéus devido ao testamento. A subida ao trono de Louis-Napoleon em 1848 trouxe a esperança de mais encomendas do estado, mas a sua candidatura para o Institut foi repetidamente recusada. Em 1849, ele foi encarregado de pintar a Capela de Saint-Sulpice, embora o trabalho fosse adiado durante vários anos. Jenny Le Guillou, sua amante durante vários anos, permaneceu no centro da sua vida até ao fim. Delacroix conheceu Corot e escreveu um artigo sobre Gros.

Foi responsável pela decoração do teto da Galeria de Apolo no Louvre que terminou em 1851. Antes de aceitar o trabalho, fez uma viagem à Bélgica para adquirir a inspiração de Rubens. Também decorou o Salon de la Paix no Hotel de Ville em Paris (esta obra foi destruída durante a Commune). Delacroix passava a maioria dos Verões em Champrosay e em Dieppe; as vistas marítimas e os quadros de flores que pintou em Dieppe exerceram uma grande influência no impressionismo. Em 1855, exibiu quarenta e oito quadros na Exposição Universal de Paris. Na oitava tentativa, tornou-se membro do Institut. No ano anterior, tinha sido nomeado Commandeur da Légion d'honneur. Em 1857, Delacroix saiu do quai Voltaire para o nº 6 da place de Fustenberg, onde ele tinha um estúdio que estava constantemente sob altas temperaturas devido ao seu problema de garganta. Em 1857, a França concluiu a conquista da Argélia. Houve muitos escândalos; Flaubert foi processado devido à sua obra, Mme. Bovary e Baudelaire devido à sua obra, As Flores do Mal. Em 1859, teve lugar o último Salon, no qual Delacroix participou; apesar da sua assiduidade, já não conseguia trabalhar continuamente e foi forçado a fazer curas de descanso no campo. Em 1861, completou os frescos de Saint-Sulpice e começou a decoração da sala de jantar do banqueiro Hartmann. Em 1863, o seu estado agravou-se; tencionava iniciar O Chefe Marroquino Recebendo um Tributo e Tobias e o Anjo, mas morreu a 13 de Agosto, só e afastado da fiel Jenny Le Guillou. No mesmo ano, foi inaugurado um Salon des Refusés destinado aos artistas rejeitados pelo Salon oficial. Manet gerou um grande alvoroço em torno do seu Déjeuner sur l'herbe, enquanto Cabanel foi aclamado pelo seu Nascimento de Vênus.

O estúdio do artista foi vendido ao hotel Drouot. Fantin-Latour apresentou a sua Homenagem a Delacroix. Mesmo após a morte de Delacroix, "o príncipe dos Românticos", a homenagem de Fantin-Latour foi considerada escandalosa.

* Este quadro foi exibido no Salon des Refusés em 1864, um ano depois do Déjeuner sur l'herbe de Manet ter causado um tumulto considerável. Uma das razões para isto foi à justaposição em redor de Delacroix de pessoas com ideologias muito divergentes: críticos românticos como Baudelaire, críticos realistas como Champfleuri e Duranty, e artistas contemporâneos com estilos e simpatias deferentes, tais como Whistler, Manet e o próprio Fantin-Latour. Assim, Homenagem a Delacroix tomou a forma de um verdadeiro manifesto para a geração futura com toda a sua diversidade, todos reconheceram em Delacroix - o mestre romântico e exponente do "puro classicismo" - a liberdade que pretendiam para eles próprios. [ AgênciaFM ]

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:43  comentar

 Dois jovens pianista se apresentarão no dia 6 de setembro no centro de São Paulo, grátis.
 

 
 Ivan Teixeira e Vitor Araújo se apresentam no centro de São Paulo, sábado, dia 6 de setembro. Ivan Teixeira é arranjador, compositor e acompanha artistas como por exemplo Luiza Possi. Em sua apresentação o repertório transita entre o jazz e MPB.
Vitor Araújo [foto], é pernambucano e tem apenas 18 anos, e apresenta ao público sua forma nada ortodoxa de interpretar clássicos, improvisando em música erudita, principalmente, sobre seu autor preferido, Villa-Lobos, Cláudio Santoro. O jovem pianista envereda também por um repertório popular, fazendo releituras de músicas de ícones do tropicalismo como Tom Zé.

IVAN TEIXEIRA:
Praça Dom José Gaspar S/N
Centro - São Paulo
Dia 06 /09 às 15h00

VITOR ARAÚJO
Praça Dom José Gaspar S/N
Centro, São Paulo
Dia 06/09 às 16h00
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:42  comentar

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