Márcia Marques informa > Carlos Zilio: Gabinete de Arte Raquel Arnaud
O artista plástico Carlos Zilio abre exposição no dia 16 de setembro de 2008 no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo. “A questão central de sua obra (...) é a necessidade de, ao mesmo tempo, assumir e libertar-se da imensa carga histórica que acompanha as decisões do pintor diante da tela. Desde o fim da década de 70, sua poética vai aderir ao silêncio eloqüente de uma pincelada que vive da luta agônica entre o excesso e a escassez de sentido. (...) A história da pintura está sendo, simultaneamente, apropriada e rasurada em nome de um desejo de arte que viria de um sobressalto da intencionalidade”. Jornal O Globo – 1/05/2008 – Luiz Camillo Osorio Carlos Zilio, carioca nascido em 1944, foi aluno de Iberê Camargo no Instituto de Belas Artes da Guanabara (atual Escola de Artes Visuais do Parque Lage). Até 1978 sua produção foi bastante marcada pela Nova Figuração, movimento que participou ativamente e pela Arte Conceitual. Nesse período participou da exposição Nova Objetividade Brasileira MAM/Rio, em 1967. Uma grande mostra realizada em 1996 e 1997 nos Museus de Arte Moderna do Rio, São Paulo e Salvador: Carlos Zilio: Arte e Política 1966-1976 abordou amplamente esta fase do seu trabalho.
Em 1978 a obra do artista ganhou um novo rumo que iria definir sua produção até o momento atual, caracterizado pela opção de fazer da pintura o seu meio principal na investigação artística. Esta escolha, num contra fluxo das tendências dominantes, representou uma tomada de posição em relação à arte e a sua história, na qual a pintura passou a ser um veículo privilegiado para estabelecer um elo produtivo entre o presente e o passado. Desde então, a investigação proposta foi a de realizar uma pintura que refletisse sobre a própria pintura. Ao longo destes anos e, sobretudo nos anos oitenta, o seu trabalho parece conter uma certa descontinuidade que, de fato, foi produto de uma falta de compromisso com estilos e, ao mesmo tempo, afirmação de um engajamento com determinadas questões pictóricas que eram analisadas e respondidas. O importante neste processo foi o embate com as obras de artistas que lhe eram significativas e que eram revistas por uma ótica pessoal. Com o passar do tempo, as referências externas foram diminuindo e a investigação se fechando sobre si. Em 2008, completam-se 30 anos da decisão do artista de privilegiar a pintura em suas obras.
Carlos Zilio: Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h. Grátis.
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