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13.9.08

29/09/2008 - Wuthering Heights: amor, trama e ódio 

 
O Morro dos Ventos Uivantes é um eterno conto de amor, paixão e ódio de Emile Brontë.
 

O conto já fora levado às telas por três vezes, e a terceira releitura para Wuthering Heigts, com roteiro de Anne Devlin, tem no elenco Juliete Binoche, que interpreta dois papéis [Cathy Earnshaw e Catherine Linton]. Enquanto Cathy é amada, Catharine é odiada intensamente. Ralph Fiennes [Heathcliff], um cigano adotado é amado por Cathy e constantemente humilhado por seu irmão. A partir daí Heathcliff nutre um profundo ódio e procura destruir, tantos os Earnshow quanto os Linton. A releitura é mais abrangente tornando o romance de Emile Brontë ainda mais emocionante, empolgante. Os dois atores encontram-se irrepreensiveis nos respectivos papéis desenvolvem uma dinâmica única na interpretação. Toda a saga das famílias Linton e Earnshaw que, enquanto suas fortunas se entrelaçam em forma de trama, o relacionamento entre os dois amantes se torna ainda mais ardente. Alamdiçoados por suas famílias, os dois amantes - Heathcliff e Cathy, dão vidas para esta versão cinematográfica de "O Morro dos Ventos Uivantes", apesar de se tratar de uma produção recente, merece constar entre os clássicos em DVD de Formas&Meios. O filme retrata todo o poder clássico do romance de Brontë. [Para meu pai, Dr. José M. Carvalho em memória]
Especificações:
Direção: Peter Kosminsky
Gênero:romance
Duração: 106 minutos
Legandas: Inglês, Português e Espanhol
Classificação: livre - Colorido
Música: Ryuichi Sakamoto
NTSC: 4
 
 

O improvável amor entre um príncipe russo e uma anarquista é o tema desse musical romântico entre os cossacos.

 
Ilona Massey e Nelson Eddy estrelam este gostoso musical com base na peça teatral homônima de autoria de Eric Maschwitz. O príncipe Karagin [Eddy] um oficial do exército se apaixona pela bela anarquista Lydia [Massey] que canta no Café Balalaika, em São Petersburgo. O cenário é a pré rússia da Primeira Guerra Mundial. O romance acontece meio a um movimento revolucionário que pretende assassinar Imperador, pai do príncipe. Entre os conspiradores está o pai de Lydia, que descoberto, sua família foi enviada para a gelada Sibéria. Sobreviverá o romance ao frio intenso da região!
Nelson Eddy foi um dos mais famosos cantores da época, graças a sua voz de barítono e pelas duplas formadas com Jeannete McDonald. Já a húngara Ilona Massey, saiu de uma infância miserável e sentiu o gosto de carne quando tinha 8 anos. Ela se tornaria uma das mais belas atrizes do cinema. Politizada, atuou contra a premiação do primeiro ministro soviético Nikita Khrushev, nos anos 1950. No elenco aparecem Charles Ruggles, Frank Morgan, Lionel Atwil C. Aubrey Smith, Joyce Compton e Dalies Frantz, direção de Reinhold Schünzel.
 

Legendas: Português e Espanhol
Duração: 102 minutos
Gênero: Musical / P&B
Menus interativos;
acesso direto aos capítulos
Áudio: Dolby Digital 2.0 stereo
Classificação indicativa: 10 anos
 
EDITORIAS:
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Waldemar Henrique: o mundo gosta dele

 
"Me decepcionei com a escassez, a falta de conhecimento musical de certas figuras importantes do Rio de Janeiro como Joubert de Carvalho, Heckel Tavares e Ary Barroso. Escrevi muitas composições e dei para eles” disse Waldemar Henrique.

O compositor paraense entrou para a história da música brasileira como autor de canções, mas na verdade, é autor de canções de lendas amazônicas, escritas à moda e maneira do folclore da região. Ele é um dos melhores representantes de seu estado natal, o Pará, onde começou seus estudos em piano. Waldemar Henrique Pereira nasceu em Belém do Pará, no dia 15 de fevereiro de 1905. Filho de um português com ma brasileira de origem indígena. Seus estudos foram realizados na cidade do Porto, Portugal, onde morou por vários anos com os pais. Aos 19 anos, ao se apresentar para fazer o serviço militar, ele ficou preso por três meses por haver participado da Revolução de 1924. Bem jovem, foi diretor da Rádio Clube de Belém, um verdadeiro centro artístico da localidade. Mas, em 1933 abandonou o emprego que tinha no Pará, e viajou para o Rio de Janeiro, e deu seguimento aos estudos musicais, especificamente em piano. Lá foi orientado por Barroso Neto, Lourenzo Fernandes, Newton Prado e Arthur Bosmans. Trabalhou na Rádio Tupy, com Carmem Miranda, e desenvolveu sua carreira intensamente em rádios, cassinos e boates de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e em São Paulo. No ano de 1936, ele e a irmão Mara, obtiveram grande sucesso com show de folclore amazônico, no Cassino Copacabana. Influenciou a carreira de Dorival Caymmi, musicou filmes para Luiz Peixoto e Carmem Santos.

Sabor do sucesso
O primeiro sucesso foi 'Minha Terra', sendo que várias músicas carnavalescas se popularizam sem a citação do autor. Gravou em 1956, com Vasco Mariz [embaixador e autor de Dicionário Musical] ,o LP 'Sinter' com músicas de sua autoria. Em 1955 gravaria mais dois LP's em Paris, de lá viajou para os Estados Unidos onde ficou por três meses, a convite do governo norte-americano. A partir de 1960, passaria a ocupar vários cargos culturais em seu estado, entre os quais diretor do Teatro da Paz, inaugurado em 1874. Em 1958, obteve o primeiro Prêmio Jornal do Comércio, com a música-tema, de Morte e Vida Severina. Em 1981, foi eleito para Academia Brasileira de Música. Henrique sempre recebeu muitas honrarias como medalhas, embaixador cultural do Itamaraty. Em 1985 chegou a participar do carnaval, Escola Império do Samba - de Belém do Pará, e em junho do mesmo ano, também foi homenageado através do Festival Nacional de Danças, no Rio de Janeiro.

Lendas amazônicas

As canções e lendas amazônicas são o seu forte e gozam de grande popularidade. Os temas indígenas, folclore nordestino e afro-brasileiro e motivos mineiros. "Foi Boto Sinhá", Cobra Grande, Tambatajá, Martintaperêra, Uirapuru, Curupira e Manha-Ningara, lhe deram fama nacional da qual desfruta até hoje. Outros sucessos viriam como Boi-bumbá, Coco Peneruê, Farinhada, Dona Sancha e Trem de Alagoas. Mais recente, 1948, entre sua obras figura Essa Nega Fulô, uma longa canção abrangendo o poema de Jorge de Lima, que faleceu antes vê-lo musicados. Em 1955 foram editadas as canções Três pontos Rituais: Sem Seu - candomblé de Ilhéus, Abá-Logum - uma louvação pernambucana de Xangô, e no Jardim de Oieria - ponto ritual de umbanda, Rio de Janeiro, sobre temas colhidos por Henrique e Camargo Guarnieri. Estes foram considerados os melhores trabalhos de Waldemar Henrique, haja vista que há muito tempo não apresentava nada de novo, desde as Lendas Amazônicas. Mas, outros sucessos nada passageiros, tanto no Brasil quanto no exterior [Paris e EUA] estão registrados em discos: as chulas Rolinha e Morena, o acalanto 'Vento Leve', a cantiga " Violeiro da Estrada", e ' O Virado de Sá Emilinha'. Os discos foram gravados na voz de cantores famosos como por exemplo Ataíde Beck, Clara Petraglia, Inezita Barrozo, Clementina de Jesus, Vanja Orico, Estelinha Egg, Maria Helena Coelho, Maria Lúcia Godoy, Lia Salgado, Alice Ribeiro, Gastão Formenti, Jorge Fernandes, Francisco Alves, Alda Verona, Roberto Galeno e até Fafá de Belém. Ou seja, uma gama de intérpretes que vem desde cantores de óperas aos mais populares.

Miopia / homenagens

Waldemar sofria de glaucoma, e o glaucoma em nada favoreceu ao pianista, cuja música entrou em período de esquecimento na década de 1970. Logo cedo ele passou a sofrer de miopia, que atrapalhava seu trabalho de compositor, ainda o de pianista acompanhador. O artritismo atrapalharia ainda mais o músico, limitando sua função de interprete. A morte de sua irmã, Mara, em 1975, a mais suprema intérprete de suas músicas deixou-o muito triste também. No ano de 1978, a Embrafilme realizou um documentário sobre sua vida e obra, que deu novo impulso à gravação de mais discos com suas canções. Dois bons livros surgiriam sobre o músico, em 1978, de Claver Filho e um outro de 1985, de João Carlos Pereira 'Encontros com Waldemar Henrique', que tinha como base material retirados de fitas cassete. O musico faleceu no dia 28 de março de 1995. [Fale conosco: agenciafm@gmail.com

Outras gravações:
Radamés Gnattali e Waldemar Henrique, com Orquestra de Câmara de Blumenau e Joel Nascimento - Atração Fonográfica (ATR 32045), 1998 (relançamento ao vinil promocional da BASF - 006, de 1986).
Waldemar, com Nilson Chaves e Vital Lima (OBR- 003) - Outros Brasis, 1994.
Canto da Amazônia, Projeto Uirapuru vol. 2 - Maria Helena Coelho Cardoso, PA 0010, Secult-PA, 1997.
Amazônia é Brasil - Turibio Santos e Carol McDavit, Secult-PA, 1999.
O Poeta e seu Canto - João de Jesus Paes Loureiro, Secult-PA, 1999.
Pássaro da Terra - Peça de João de Jesus Paes Loureiro Musicada por Waldemar Henrique, Escritura, 1999.
Fiz da Vida uma Canção... - Andréa Pinheiro canta Waldemar Henrique, Secult-PA, 2001.
A Música e o Pará - Arthur Moreira Lima Interpreta Waldemar Henrique, Secult-PA.
 
EDITORIAS:
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Lasar Segall (1891 - 1957) nasceu na comunidade judaica de Vilna, Lituânia, tendo mudado para o Brasil em 1923 e posteriormente adquirido cidadania brasileira.
 

Durante sua carreira, seu estilo sofreu várias influências, mas alguns temas recorrentes em sua obra já aparecem desde as primeiras produções, como o universo judaico, a perseguição aos povos - em especial os judeus - e a ênfase na figura humana. Em seus primeiros trabalhos podem ser notadas inspirações cubistas e impressionistas. Entretanto, em 1910, tendo se mudado para Dresden, onde viveu até 1921, absorve a forte influência expressionista da cidade que havia sido berço do grupo Die Brücke (a Ponte), adotando a deformação e a síntese em suas pinturas. Durante esse período em Dresden, a Alemanha passa por grave crise e forte agitação social e artística. Segall toma parte na mobilização do país, priorizando em suas representações as figuras desprivilegiadas socialmente. Trata-se de uma geração expressionista mais desesperançada pela realidade social que aquela que dá origem ao movimento. As figuras humanas são perdidas, especialmente deformadas nos pés, mãos e cabeças. "Auto Retrato II", de 1919, com forte influência das máscaras africanas, é ilustrativo dessa fase. Cabe ressaltar que o expressionismo de Segall é considerado um expressionismo "construído", uma vez que a deformação nunca foi levada às últimas conseqüências e há uma inclinação para a busca de ordem.

 

Mudanças em sua arte

Após chegar ao Brasil, sua pintura vai progressivamente dando menor ênfase ao desenho e privilegiando mais as cores). São dessa fase em Dresden telas como "Aldeia Russa", 1912, "Eternos Caminhantes" de 1919 e o álbum "Bubu", de 1921. Após uma estadia em Berlim entre 1921 e 1923, muda-se para o Brasil em 1923, impressionando-o muito o cenário, as cores e o povo do país que marcaria, a partir de então, profundamente sua obra. Afirma ter descoberto a cor e a luz no país. Mesmo quando de sua curta volta à Europa, entre 1928 e 1932, realiza várias telas a partir das lembranças brasileiras, como os negros, as plantas tropicais, as favelas. É ainda durante esse período que começa a esculpir, misturando a pintura e a escultura em obras como "Duas Mulheres", de 1929 ou "Dois Nus", de 1930. Por outro lado, é por seu intermédio que o Brasil passa a ter maior contato com o expressionismo (suas obras são as primeiras telas expressionistas a serem aqui exibidas). Acaba por juntar-se aos artistas brasileiros que buscavam uma revolução na arte através do movimento modernista, atuando como grande influência para eles.

Experiências

Em 1932, já é um dos fundadores da Sociedade pró Arte Moderna (existente até 1935). Rapidamente passa a ser admirado por personalidades do modernismo brasileiro como Mário de Andrade e Oswald de Andrade (para quem inclusive realizou ilustrações de obras, como "Poesias Reunidas"). Continua suas experiências com a pintura e a escultura, principalmente utilizando-se de paisagens, retratos e naturezas-mortas. "Jovem de Cabelos Compridos", de 1942, é um exemplo da junção dessas técnicas. Com a Segunda Guerra Mundial, o artista, que sempre teve inclinação para a temática social, dedica-se ainda mais à produção de obras dramáticas, demonstrando o destino trágico de grupos humanos. São exemplos desse tipo de telas grandiosas "Pogrom", de 1937 e "Navio de Emigrantes", 39/41. Seus últimos trabalhos caracterizam-se por uma maior serenidade e forte presença harmoniosa e sutil da luz e da cor, como demonstram "Floresta Crepuscular", de 1956, ou "Rua de Erradias I", também de 1956. Livros e edições de revistas brasileiras e estrangeiras foram dedicados à sua obra, além de filmes e documentários. Após sua morte, sua casa e estúdio acaba virando sede do Museu Lasar Segall, dedicado ao artista.

[ Francisco Martins ]
 

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