Revelando, imortalizando histórias e talentos
23.9.08

 
A capital paulistana ganha mais um memorial que além de sua utilidade não deixa de mexer com os curiosos. A mostra inaugural com registros de personalidades artísticas e literatos revela quem é quem na certidão.

Um memorial diferenciado foi inaugurado em São Paulo, o Memorial do Registro Civil, uma iniciativa da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), cujo objetivo é conscientizar a população sobre a importância do primeiro documento da vida do cidadão, o registro civil de nascimento, e assim demonstrar a importância da atividade registral que completou 120 anos de existência. Inaugurado dia 17 de novembro de 2008, com uma exposição que marcará a data de abertura do Memorial do Registro Civil. Na mostra são exibidos registros de nascimento de óbito e de casamento de personagens da história brasileira, como Ary Barroso, Alberto Santos Dumont, Villa-Lobos, Sérgio Milliet, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Cândido Motta Filho, e até de Ayrton Senna e Elis Regina, além de uma exposição completa dos registros de todos os Governadores do Estado de São Paulo e dos artistas que participaram da Semana de Arte Moderna, em 1922.

A inauguração do Memorial coincidiu com a abertura oficial da Campanha Nacional pelo Registro Civil, instituída pelo Conselho Nacional da Justiça, cuja intenção é erradicar o número de crianças sem registro de nascimento no País. Somente no Estado de São Paulo 5 mil cartazes serão distribuídos a todos os municípios, que contará também com realização periódica de ações itinerantes de registro, que percorrerá todos os municípios paulistas na busca de crianças que não possuam certidão de nascimento. De acordo com as estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final do ano passado, o Estado de São Paulo está entre as unidades da federação que possui os menores níveis de sub-registro, com apenas 0,4%. [Foto: divulgação Arpen SP}

Endereço:
Praça João Mendes, 52 - conj 1102 - 11º andar - Centro
São Paulo – SP - Fone: (11)-3293-1535
 
 
 
Museu do Futebol: Pacaembu

 
Esporte trazido por Charles Miller ganha museu e contará também a história de personalidades da pintura e literatura apaixonados pelo futebol.

O que antes era um restaurante para atletas agora passa a abrigar o Museu do Futebol, que contará sua história e aventura no Brasil, trazido pelo paulistano filho de ingleses, Charles Miller. Segundo o curador Leonel Kaz, o equipamento não tem peças raras, ou memórias antigas. Mas o museu pretende mostrar algo mais do que simples vídeos de clássicas jogadas, papel que cabe à televisão. A inauguração aconteceu com a presença de autoridades políticas na noite de segunda-feira, 29 de setembro de 2008, mas a abertura ao público será a partir de quarta-feira,1 de outubro. São 15 salas distribuídas em 7 mil metros quadrados, ao custo de R$ 32,5 milhões. A iniciativa do museu é do governo do Estado de São Paulo, Prefeitura e Fundação Roberto Marinho.São fotos e objetos doados por colecionadores e mais seis horas de gravações. O museu vai contar não somente a história do futebol mas de torcedores famosos como músicos, escritores e artistas plásticos. Traçando um paralelo entre grandes artistas e literatos e suas paixões pelo esporte mais popular no país. É uma viagem no tempo do futebol, aliada à interatividade e à modernidade diz Walter Feldman, Secretário de Esportes de São Paulo.
Uma exposição intitulada "As Marcas do Rei" , vai apresentar 100 objetos pessoais do jogador Edson Arantes do Nascimento, desde sua caixa de engraxate até a camisa 10 de Pelé. [Cícerio Silva]

Charles Miller - Perfil
 
Filho de pais inglese, nascido em São Paulo, no dia 24 de novembro de 1874, na rua Monsenhor Andrade [Brás] na casa de avós maternos Henry Fox e Harriet Mathielda Rudege-Fox. Miller tinha como pais John Miller e Charlote Alexandrina Fox-Miller, dados fornecidos por Charles Miller. Ele era ainda garoto, 9 anos, quando no ano de 1884 foi estudar estudar em Londres. Dez anos mais tarde e retornaria, e consigo duas bolas de futebol. Lá, ele jogou como atleta amador, no Southampton. Lá estudou na Bannister Court School, com apelido de Nipper, aos 19 anos fez sua estréia como centro avante do Southampton, onde jogou contra o famoso Corinthians da Grã-Bretanha. Em 1895, na Várzea do Carmo, região central de São Paulo, ele deu início do esporte no Brasil, com um grupo de inglêses do London Bank e São Paulo Railway [SPR], onde Miller trabalhava no almoxarifado. De 1898 até passaria a trabalhar no The London and Brazilian Bank. Os 'testes' seguintes do esporte popular aconteceriam na Chácara da família Dulley, considerado por muitos como o local onde tudo começou, pois foi lá onde fora instalado o São Paulo Athletic Club. A Chácara Dulley era onde hoje se situa o Bom Retiro/Luz [Centro]. Charles Miller morreu em 1955. [Fotos: Ciete Silvério]

Museu do Futebol:Praça Charles Miller_ Estádio do Pacaembu
De terça a domingo das 10h00 às 18h00.
Dias de jogos o museu não abrirá.
 

Museu do Piauí: sete salas e peças raríssimas

 
Objetos de todo o país e do mundo além de específicos do estado encontram-se no acervo e em exposição permanente no museu piauiense.

Denominado de Casa de Odilon Nunes, o Museu do Piauí, conta com exposição permanente da História do Piauí, do Brasil e do mundo. O museu abriga peças e objetos raros que não existem mais. Um exemplo disso, destacam-se peixes que datam de 65 milhões de anos, e troncos fossilizados que, segundo pesquisadores, possuem cerca de 200 milhões de anos. O prédio do museu foi construído em 1859, pouco tempo após a fundação de Teresina, capital piauiense, que data de 1852. "O próprio prédio é uma peça do Museu". Movimentos culturais lutam para que Teresina tenha seu Centro Histórico tombado, seguindo o exemplo de cidades como Recife, São Luís e São Paulo.
 
O Museu do Piauí é composto por várias salas que recontam a história do mundo, do Brasil e, sobretudo, a do Piauí, que se insere nos dois primeiros contextos mais amplos. As salas do órgão formam uma verdadeira exposição cronológica com cerca de 7 mil peças. Na Sala A Terra, encontram-se objetos de pesquisa nas áreas de paleontologia – fósseis-, geologia, zoologia e botânica. Lá, podem ser encontrados peixes e troncos fossilizados que contribuem para que a origem e a evolução do Planeta Terra sejam compreendidas. Ou seja, esse recorte da exposição oferece uma gama de informações sobre o espaço em que vivemos. Já a Sala O Homem, onde encontram-se os restos dos primeiros habitantes e artefatos, machados de pedras urna funerária com restos mortais de uma criança de 8 anos. Segundo estudiosos a urna aproxima-se dos 3 milhões de anos. Artefatos indígenas como flechas, cocá e tipiti, são parte do acervo do museu e de exposição permanente. Sendo esta última peça, tipiti, usada pelos índios para espremerem massa de mandioca.

A Sala Piauí Colônia

Esta resgata o final do século XVII, quando o Piauí era ainda colônia. Esse período vai de 1722 a 1822. Depois, sobressai a Sala Piauí Império que preserva peças do imobiliário, como mesas, cadeiras, cama, armários, prataria e leque, dentre outras. A Sala República Velha, preserva peças do período compreendido entre os anos 1889 e 1930, como medalhas e fardamentos militares. Em seguida, a Sala República Nova, que corresponde ao período do presidente Getúlio Vargas. Uma das mais belas a Sala Arte Sacra, é repleta de imaginários dos séculos XVIII e XIX, onde se pode observar pia batismal e instrumentos religiosos, como turíbulos - peça usada por autoridades religiosas para queimar incenso durante celebrações. Por último, a Sala Fazenda Piauiense, com ambientes que reconstrói ambientes típicos dessas propriedades no Estado. Nela, estão expostos peças de madeira, rádio antigo e bilheira, peça de madeira para encaixar os potes de barro, e também antigas cangalhas. Uma restauração aparelhou o órgão com salas climatizadas para oferecer mais conforto aos servidores e visitantes. O Museu do Piauí foi fundado em 1934, e tem exposição permanente.

Praça Marechal Deodoro da Fonseca s/n
Centro – Teresina
[86 / 3221-6027 ]
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 17:13  comentar

Bibi Ferreira, Doris Monteiro e Francisco Alves cantaram suas músicas.

 

Nascido em Jacareí, interior paulista, começou a compor quando tinha 12 anos, quando escreveu 'Hino Escolar', 1922. Sua iniciação musical foi com o próprio pai, o maestro Juvenal Roberto de Abreu, que lhe ensinou os rudimentos musicais no violão, piano, trompete e violino. Em 1917, mudou-se com a família para São Paulo / SP, e em 1921 para Itapetininga, interior paulista. Aos 15 anos fazia sua estréia no disco " Viver Sem Amar Alguém" e depois [Recordando - valsa] gravadas por Francisco Alves, para quem mais tarde iria escrever mais uma valsa "Boa Noite, Amor", em interpretação magistral do 'rei da voz'. Sua escalada de sucesso continuou, e em 1953, quando tinha 43 anos, conheceu a cantora Doris Monteiro que gravaria o samba, "Linguagem dos Olhos" com letra de Alberto Ribeiro. Apesar de ter preferência pela valsa, ele não queria ser rotulado como um compositor de compasso único: três por quatro. São mais de 400 composições com letras de Francisco Matoso, Osvaldo Santiago, Alberto Ribeiro, Saint Clair Sena e Lamartine Babo. Com a morte do parceiro Francisco Matoso em 1941, Abreu tornou-se parceiro de Jair Amorim em 1942, com quem, durante dez anos, compôs seus mais conhecidos sucessos, como ‘Um cantinho e você’ (1948), ‘Ponto final’ (1949), ‘Alguém como tu’ (1952) e ‘Sempre teu’, entre outros.

Exerceu atividades no rádio, de 1933 a 1938 atuou como pianista contratado da Rádio Mayrink Veiga Em 1938 ingressou na Rádio Clube (atual CBN) como pianista, tendo feito, nessa época, varias versões de música popular estrangeira. Mas, ele queria era se aventurar pelo teatro de revista - e fez tantas vez que até perdeu a conta -, por exemplo "Muié Macho, sim sinhô", um dos maiores espetáculos apresentado por Walter Pinto, no Recreio, Rio de Janeiro.

 
 

 
No cinema, ele musicou "Cidade Mulher", que apresentava uma jovenzinha de 10 anos chamada Bibi Ferreira. A marcha título do filme foi interpretada por Orlando Silva. Vale reforçar que 'cidade mulher' não é autoria de Noel Rosa como algumas vezes é erroneamente citada. Também são de autoria de José Maria de Abreu não só a faixa musical " Na Bahia" como todas as outras contendo no filme. José Maria foi considerado um dos primeiros a compor fora de 'grupinhos'. Sabia pegar na pena e sabia compor e produzir de verdade. Quanto ao seu parentesco com Zequinha de Abreu. Apesar de um traço em comum, José Maria de Abreu era parente de Zequinha, muito distante e nunca o viu, e sempre deixou bem claro nunca ter sentido nenhuma admiração pelas obras de Zequinha. José Maria de Abreu faleceu em 11 de maio de 1966. [FM} agenciafm@gmail.com
 
EDITORIAS:
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