Revelando, imortalizando histórias e talentos
19.10.08
Canal Aberto Assessoria de imprensa informa> Com curadoria de Cauê Alves, exposição abre dia 21 de outubro, mostra Entre o Plano e o Espaço.
Dia 21 de outubro de 2008, o Gabinete de Arte Raquel Arnaud abre a exposição Entre o Plano e o Espaço, uma coletiva com curadoria de Cauê Alves. A exposição traz, no total, 23 obras de 17 artistas como Elisa Bracher, Waltercio Caldas, Carlito Carvalhosa, Sérvulo Esmeraldo, Célia Euvaldo, Daniel Feingold, Iole De Freitas, Marco Giannotti, Carmela Gross [obra em destaque], Elizabeth Jobim, Geórgia Kyriakakis, Alberto Martins, Silvia Mecozzi, Cassio Michalany, Maria-Carmen Perlingeiro, Tuneu e Carlos Zilio.

 

As obras, dispostas numa nova formatação da galeria (todos os painéis foram removidos e colocados de forma pivotada), propõe relações espaciais que dialogam entre si. Sem um percurso linear, Alves afirma que “há um respiro entre as obras, os ângulos diferentes dos painéis podem sugerir e provocar relações distintas entre as obras escolhidas para a exposição”.No texto para Entre o Plano e o Espaço, o crítico escreve: “(...) A questão central da exposição é o termo “entre”, o intervalo entre o plano e o espaço, tanto as virtualidades do plano quanto a efetividade dos objetos, mas também o que se dá entre o sujeito e o mundo: a experiência. A seleção final da exposição evitou aqueles trabalhos de caráter ilusionista e enfatizou o terreno ambíguo entre pintura, fotografia, desenho, relevo e escultura. Os trabalhos apresentados, apesar da indeterminação que é própria da arte, não camuflam sentidos ou conteúdos e se oferecem à percepção revelando sua própria realidade.

 

”Exposição - Entre o Plano e o Espaço
Gabinete de Arte Raquel Arnaud

A partir de 21 de outubro (convidados), até 25 de Novembro de 2008.

Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h.

Grátis.Rua Arthur Azevedo, 401 - Pinheiros, São Paulo, SP - http://www.raquelarnaud.com/

 

Informações para a imprensa

Canal Aberto – 11 2914 0770/ 3798 9510 / 9126 0425 –

Márcia Marques

 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:47  comentar

Até hoje ele é um autor fora de classificação. Sua obra 'picaresca' Memórias de um Sargento de Milícias' teria sido prejudicado com o surgimento de "O Guarani".


Manuel Antônio de Almeida nasceu em 17 de novembro de 1831 na cidade do Rio de Janeiro. E até hoje é um caso que desafia os historiadores da literatura tupiniquim, quanto sua exata posição na evolução de nossas letras. Ainda mais sobre suas 'Memórias de um Sargento de Milícias' , onde até os dias de hoje, os críticos continuam hesitantes. Manuel Almeida iniciou nas letras em 1852 nos folhetins, especialmente em "Correio Mercantil", no suplemento dominical que não lhe atribuía maior significação aos contos de 'Memórias... . Poucos acreditavam em sua perenidade. Como autor de crônicas transmitia mais segurança nas poucas e fracas páginas do jornal. Em seu conto lírico em três atos ' Os dois Amores' ele iniciava em novo estilo e tipo de leitores. O conto viraria uma novela e, ele, não viveu para assisti-la pois morreu muito jovem. A vida parecia não sorrir para o literato que, ao escrever 'Memórias de um Sargento de Milícia', contou com o surgimento de 'O Guarani' [1857] de José de Alencar", e isso o teria feito ficar por muitos anos na obscuridade e sombra, não só o livro de Manuel Almeida, mas quase todos os outros livros. A definição razoável é do escritor Olívio Montenegro, autor de 'O Romance Brasileiro '.


Sílvio Romero, contra
Muitos anos se passaram para que 'Memórias de um Sargento de Milícias', tivesse suas virtudes atestada e reconhecidas como obra literária. Mesmo assim, o escritor Sílvio Romero, continuou a acha-lo um autor de segundo plano, não tinha qualidades apuradas para tal profissão. Mas, uma outra voz surgida anos mais tarde entre literatos se manifestaria de modo favorável ao estilo de Manuel Almeida, na década de 30, quando o escritor baiano Xavier Marques o propalou através de suas palestras e estudos. Em 1941 as obras de Manuel de Almeida já alcançava um outro patamar. Ele começava a ocupar o espaço que tem direito na história da literatura, graças a um texto escrito por Mário de Andrade, que prefaciou a reedição de Memórias de um Sargento de Milícia. Outro que saiu em defesa da ausência de Manuel Almeida, foi Astrogildo Pereira que assim o definiu " Ele era um retratista. Retratou um Rio de Janeiro tal qual debret o fez. Era como se um completasse o outro, ambos buscavam compreender a vida no Rio do começo do século XX sem nunca ter visto ou lido", finalizou. Quanto ao livro 'Memórias', é baseado em depoimentos do sargento de milícias Antônio César Ramos, um português que chegou ao Brasil em 1817.

Manuel Antônio não foi para o Brasil apenas o precursor do naturalismo. Foi principalmente o precursor do romance moderno. Ele se utilizou de um filão abandonado pelos autores da época. Ele era um autor muito controvertido, mas escreveu algo indiscartável. Ponto de referência literária no País. O escritor faleceu em 28 de novembro de 1861, aos 30 anos, no naufrágio do vapor 'Hermes' que o levava para Campos, interior do Rio de Janeiro. [Equipe Formas&Meios –
formasemeios@ig.com.br ]
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