Revelando, imortalizando histórias e talentos
8.11.08

Tina Modotti foi uma das mulheres mais fascinantes de todo o seu tempo. Como fotógrafa ou como revolucionária sempre fez questão de retratar a realidade da maneira complexa e concisa como via. Morreu solitária.

Nascida Assunta Adelaide Luigia Modotti Mondini, mais conhecida por Tina Modotti, nasceu em Udine, Itália, em 17 de agosto de 1896. Dona de forte personalidade, foi uma fotógrafa que atuou nos cenários artístico e político entre as décadas de 20 e 30. Era filha de Assunta Mondini Modotti e Giuseppe Saltarini Modotti, e viveu toda sua infância em uma família muito pobre. Por várias vezes teve de abandonar seus estudos para ajudar sua mãe cuidar de um novo irmão. Quando seu pai viajou para os Estados Unidos em busca de dinheiro para mantê-los, ela e sua família chegaram a passar fome. Com o passar dos tempos, a situação financeira de Giuseppe melhorou e acabou por mandar buscar primeiramente a filha mais velha e, anos depois, foi Tina quem desembarcou em São Francisco, onde teria uma vida promissora no novo país. Foi nesse período Tina começou a trabalhar como costureira. Sua incomum beleza fez com que fosse iniciada no mundo da arte. Sempre que aparecia em peças teatrais era muito aplaudida.

Também foi nessa época ao visitar uma mostra de arte moderna e fotografia que Tina se encantou com "Robo" (Roubaix de l’Abrie Richey), um jovem pintor e poeta que viria a ser seu amante por muitos anos. Alguns anos mais tarde ela conheceu Edward Weston, já renomado fotógrafo, e trabalharia como sua modelo fotográfica por muito tempo. Com a morte de seu pai Giuseppe, ela decidiu aprender a arte da fotografia com Weston, que jamais se negou a ajudá-la, e muito lhe ensinou. Tina e Edward viajaram para o México, e lá assumiram sua paixão mútua publicamente. Coincidência ou não, o trabalho de Tina passou a evoluir como fotógrafa, principalmente nos anos em que ficou trabalhando sozinha, quando Weston precisou voltar à Califórnia. Fez várias mostras de seus trabalhos, e o seu talento sendo igualmente comparado ao seu mestre Weston.

Política, crime e amor

No final dos anos 20 Tina teve o primeiro contato no mundo da política. Influenciada pelas idéias de liberdade propagadas pelo seu círculo de amizades, e recebendo incentivo por parte do jornal El Machete, também o próprio Partido Comunista, onde ela se tornaria sua ativista futuramente. A partir daí, no ano de 1929, Weston e Tina produziram 200 fotos sobre arte religiosa e folclórica mexicana para ilustrar o livro ‘Ídolos por trás dos altares’, de Anita Brenner. Devido ao longo e árduo tempo desse trabalho, o relacionamento dos dois veio a terminar, fazendo com que Tina se focalizasse na fotografia revolucionária. Passou então, retratar as desigualdades sociais e outros aspectos que emanavam essa mensagem. E era cada vez maior seu envolvimento com o Partido Comunista. Dentro do partido ela encontraria não só um novo amor, mas um grande problema.

Se envolveu amorosamente com Júlio Antônio Mella, um dos maiores e mais importantes ativistas revolucionários da América Latina, e conjuntamente tiveram ideais em comum. Mas a personalidade desafiadora de Mella, fazia dele um colecionador de desafetos, e ele veio a ser assassinado e o crime acabou por respingar por muito tempo na vida de Tina Modotti. Depois de falsas acusações e exageros por parte da imprensa, Tina acabou por ser inocentada. Isso a deixaria em profunda depressão, então, Tina passou a se envolver cada vez mais no meio ativista e do Partido Comunista, na tentativa de esquecer o que aconteceu em relação a Mella; e aos poucos foi abandonando a fotografia. Na década de 30 Tina foi banida do México, e mergulhou de cabeça nos ideais revolucionários. Trabalhou avidamente em missões para o Comitê na Europa fascista nos tempos do stalinismo e desempenhou um importante papel na Guerra Civil Espanhola. No anos de 1939 ela voltou ao México, e solitária, sem apoio da imprensa ou de membros do partido, morreu na Cidade do México em 5 de janeiro de 1942. [ formasemeios@ig.com.br
 
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Farmacêutico, escritor, jornalista e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tendo exercido cargos públicos.
 


Antônio Mariano Alberto de Oliveira, nasceu em Palmital de Saquarema, região fluminense - Rio de Janeiro, no dia 28 de abril de 1857. Diplomado em farmácia, cursou a Faculdade de Medicina até o terceiro ano. Publicou seu primeiro livro em 1877 ' Canções Românticas' e em seguida 'Meridionais' [1883], 'Sonetos e Poemas' 1886, ' Versos e Rimas' de 1894, e mais uma série em poesias em quatro volumes de belíssimas produções que o consagraram definitivamente. Foi nomeado Oficial de gabinete do presidente do Estado do Rio de Janeiro, em 1892, ocupou de 1893 a 1898 o cargo de diretor-geral da instituição pública fluminense.
Era doutor 'honoris causa' em filosofia e letras pela Universidade Nacional de Buenos Aires, sócio da Academia de Ciências de Lisboa - Portugal, membro correspondente da 'Hispanic Society of America'. Foi também professor da Escola Normal e Dramática. Atuou como jornalista tendo colaborado em vários órgãos da época, publicando trabalhos em versos e prosas. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, e criou a cadeira número 8, sob o patrocínio de Cláudio Manuel da Costa.
 
 
Elias Álvares
 

 

Adotado pelo padre Antônio Feijó compôs música sacra e ‘São Pedro de Alcântara’ foi dedicada a D. Pedro II e depois passaria a composição lírica.


 


Elias Álvares Lobo nasceu em Itu interior, paulista, em 1834. órfão de pai desde os seis anos, toda sua família, mãe e irmãos, passaram a viver às custas de um tio. Logo passou a ser protegido pelo padre Diogo Antônio Feijó, e pôde estudar latim, francês e aritmética, geometria e música. Com o falecimento do padre Feijó, viu-se impossibilitado de prosseguir em seus estudos, então, dedicou-se especialmente a musica sacra e de caráter regional. Em 1856, escrevia com sucesso a primeira missa.

Em seguida escreveu outras com idem sucesso ' São Pedro de Alcântara', 1858, dedicando-a a Dom Pedro II. Depois, passou-se para o gênero lírico, e sua ópera ' Noite de São João', extraída do livreto de José de Alencar, foi levada à cena sob regência de Carlos Gomes, em 14 de dezembro de 1860, no Rio de Janeiro. Foi um êxito sem precedentes sua composição. A Ópera Nacional o convidou a fazer uma viagem de aperfeiçoamento em seus estudos na Europa, porém ele declinou do convite. A necessidade de cuidar da família teria sido o motivo da não aceitação do convite. No ano de 1879 publicou um compendio que teve muita aceitação nos meios de ensino musical: "Arte de Música'. Deixou obra vastíssima. Dedicou-se ao magistério em seus últimos anos de vida.

Teixeira de Freitas - jurisconsulto

 
Fundador do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros e encarregado de codificar as leis civis do país.
 

Augusto Teixeira de Freitas nasceu na cidade baiana de Cachoeira, em 19 de agosto de 1816. Filho dos barões de Itaparica, concluiu o curso Humanidades em Salvador, BA, e terminou o curso de Direito em Recife, PE, 1836. Começou a trabalhar como advogado na terra natal e logo foi feito juiz, em Salvador, por ocasião do movimento rebelde chamado de 'sabinada'. Transferiu-se para o Rio de Janeiro aí decidiu-se ao culto do direito e a advocacia, tendo sido o fundador do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasileiros. Foi encarregado pelo governo federal de codificar as leis civis do País. Realizou trabalhos relevantes do qual resultaram a 'Consolidação das Leis Civis' e mais o 'Esboço do código Civil'. Tem em sua homenagem, a cidade baiana que leva seu nome Teixeira de Freitas.
 
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José Agripino de Paula nasceu em 1937. Foi um artista multifacetado e guru tropicalista [“Panamérica de áfricas utópicas”, diz a letra caetanesca de Sampa], um precursor. Também antecipou o movimento punk em uma única frase "Não ouça música bicho. Faça seu próprio barulho", disse Agripino. Isso anteciparia o lema 'Do it Yourself" o mandamento [ex] número dos punks.
 

Agripino teve sua produção focada nas artes visuais, cinema, literatura e, um pouco de música. Sua música é feita de improvisos circulares algo como a tradição Sufi ou mesmo como John Cage ou o grupo mineiro UAKTI. Seu som está também impregnado de candomblé, é um som cheio de premonição e de ousadia. Mas a sua música não tem chance de uma conexão com à Tropicália haja vista que está em outro patamar. Já sua literatura, pela estrutura se presta a isso, sim. Por exemplo PanAmérica, lançado na França em 2007, [Brasil 2001]. Tal obra é de vital importância para literatura da década de 1960.

A produção musical era bem artesanal. Produzia fitas cujas capas eram feitas por ele mesmo e, depois vendia para os amigos, assim bancava seus projetos. Entre esses seus trabalhos, uma fita/disco, gravada nas duas faces " Exu Encruzilhadas" datada de 1971acaba de ser descoberta e foi gravada por José Agripino e elenco: sua esposa e bailarina Maria Ester Stockler, Rosária, Belonzzi, Lola, Pedro, Filipo, Cidinho, Guilherme, Roguetti, Jimi, Rozana, Laís, Marcelo, Érica, Zé Luiz, Elúzio, Zé Eduardo, Gonzaga, Caldas, Sony Akay, e por último ele cita a entidade, Exu}. A viagem entre o psicodélico e o lisérgico volta a ser ouvida em www.estadao.com.br , com exclusividade. Não espere algo fácil de se ouvir. É um aglomerado de barulhos que parece não ter começo e fim. É como se as faixas fossem misturando-se organicamente, criando um efeito do improviso circular. É também um estilo que carrega espírito e o desregramento de uma época. Isso fica bem evidenciado nas faixas 'Funeral de Iansã e 'Veneno de Deus", onde a música maluca de Agripino ajuda a solidificar o mito. O formato que ele utilizava para suas fitas era o de um LP com 10 faixas onde ele se antecipava e recomendava " ouvir curtindo altíssimo", anotações constante no verso das fitas de Agripino.

Filmes / Teatro

Já entre seus filmes, o mais conhecido do público é " Hitler Terceiro Mundo" que tem no elenco Jô Soares, o 'Coisa' tem Agripino no papel título, e "O Céu Sobre Água", Candomblé no Togo. No teatro ele inventou um espetáculo " Rito do Amor Selvagem" [1969], uma grande bola que era pilotada por alguém no seu interior e que se joga para a platéia, e que o ator Stênio Garcia considera sua mais completa experiência cênica. Uma novela " Os Favorecidos de Madame Estereofônica" escrita em 173 cadernos universitários permanece inédita. Agripino viveu uma época conturbada porém criativa, os anos 60 e 70. Diagnosticado como um caso de esquizofrenia aguda, anos 70, passou a viver isolado no Embu, interior paulista. No ano de 2006, uma junta de psicanalistas foram até sua residência com um projeto médico-artístico e acabaram por produzir o documentário " Passeios no Recanto Silvestre" . Faleceu em 4 de julho de 2007, no Embu, de ataque cardíaco.

No exterior

O lançamento de sua obra literária, aguçou os franceses e holandeses No ano de 2009, mais precisamente em março, uma mostra com seus filmes será instalado no Beaubourg", na França, algo que se tornou necessário após o lançamento de seus livros por exemplo PanAmérica, lançado em janeiro de 2007. Aliás este livro tem influencias diretas do pop art de Rauschenberg e Andy Warhol, que levou ao paroxismo da obra literária. No mínimo uma vez ele se refere a este universo pop na composição 'Surfista Prateado' uma alusão ao personagem quadrinhos criado por Stan Lee por exemplo. Logo que a mostra se encerrar em Paris, seguirá para Roterdã, na Holanda. O SESC TV - Net Digital Canal 137, sempre a meia-noite exibirá um ciclo com seus filmes.

 

UNICAMP NO TD

 
Alunos do curso de Dança da Unicamp levam ao público suas pesquisas cênicas

{SÃO PAULO, 26/11 - } Dia 06 de Dezembro de 2008, às 20h, o Teatro de Dança - programa da Secretaria de Estado da Cultura, gerenciado pela APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) recebe a Mostra de Trabalhos do Curso de Dança da Unicamp, sob a coordenação da professora Angela Nolf. A Mostra, que está em sua sexta edição, tem como proposta levar ao público de fora da Universidade as pesquisas cênicas em andamento, desenvolvidas por alunos e apoiadas em diversas linguagens corporais.
Ângela Nolf é professora de técnica clássica na Universidade de Campinas (UNICAMP), membro titular da Comissão de Graduação e membro titular da Comissão de Estudos de Extensão e da Carreira do Magistério Artístico do Instituto de Artes (UNICAMP). Em sua formação, destacam-se cursos de aperfeiçoamento em Londres - Imperial Society of Teachers of Dancing, Royal Ballet e Coreologia Benesh.

A Unicamp e a Dança


Com 26 anos de pesquisa na área, a Unicamp oferece atualmente duas modalidades de formação em Dança: Bacharelado e Licenciatura. Mantendo foco direcionado ao futuro profissional intérprete/criador, o curso explora como área de conhecimento amplo espectro de atividades: atuação cênica, coreografia, ensino, pesquisa e ação social.

Ficha Técnica
Coordenação geral: Angela Nolf Produção e Divulgação: Camila Bronizeski, Isabela Cláudio Razera, Larissa Verbiski, Raquel Machado Pereira Assistentes de Produção e Divulgação: Camilo Janieri, Daniela Zuliane, Raiara Raiz Projeto Gráfico: Érica Tessarolo Concepção e operação de luz: Camilo Janieri Operação de som: Raquel Machado Pereira

Serviço
Mostra dos Alunos do Curso de Graduação em Dança
Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Coordenação: Profª. Angela Nolf
06 de dezembro – sábado às 20h
Duração 60 minutos, recomendação livre
Entrada Franca, retirar senha com uma hora de antecedência.

TD - Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura
APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte
Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, Brasil -
Metrô República -
Telefone da bilheteria: 2189 2555 / Informações: 2189 2557
Capacidade: 278 lugares/Ar-condicionado/
Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais/
Redecard e Mastercard/Estacionamento R$ 15,00 com manobrista
Bilheteria, abertura: Vendas para o dia do espetáculo - 4ª a domingo,
a partir das 14h http://www.apaacultural.org.br/ ///
Vendas online: http://www.ingressorapido.com.br/

Informações para imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425
http://www.canalaberto.com.br/
 
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