Revelando, imortalizando histórias e talentos
17.11.08

Ele foi mais um injustiçado pelas 'panelinhas culturais' mas isso não impediu seu olhar livre de ajudar a construir o passado.

Mostra com produção do artista baiano Voltaire Fraga é um grande resgate visual. "Abundante Cidade Dessemelhante Bahia' faz parte das comemorações do dia da Consciência Negra. Voltaire é um dos melhores profissionais, mas é praticamente um ilustre desconhecido por muitos. O fotógrafo nasceu em 1912 e faleceu em 2006, iniciou sua carreira nos anos 1930. Em seu trabalho havia uma busca constante pelas imagens humanista o que ressalta o cotidiano de pessoas e da cidade.
Seu contato com a fotografia foi mero acaso. "Vi na vitrine uma máquina fotográfica VAG9x12", foi o que bastou para que se decidisse pela vida fotográfica. Em 1927 ele enviou algumas fotos para uma revista do Rio de Janeiro, e não demorou para vê-las publicadas na páginas centrais da revista O Cruzeiro com o seguinte título: As Fotografias da Bahia de Voltaire Fraga.
A mostra na pinacoteca do Estado apresenta sua produção entre os anos de 1930 a 1960. São fotos que influenciariam os turistas até os dias de hoje. Imagens que fizeram da Bahia objeto de desejo tanto de viajantes quanto de fotógrafos profissionais. Seu trabalho do início do século XIX, tem um ar de amador no tocante ao gostar do que faz. É como se ele mesmo estivesse descobrindo a Bahia em cada foto que fazia. Registra sempre o que vê com olhar atento. São imagens naïf que nos remetem ao saudosismo. É uma Bahia instigante que construiu à imagem e semelhança das várias representações pictóricas que dela fizeram.

Voltaire foi um profissional muito injustiçado. Comentam que por decisão ou desilusão, ele mesmo destruiu mais de 11 mil negativos, sobrando apenas algo em torno de 2 mil que preservou até o fim da vida, em 2006. É parte desse grandioso arquivo que a Pinacoteca apresenta, com curadoria de Diógenes Moura. [Foto: Prisciliano Athanagildo por Voltaire Fraga , 1940]
 

Voltaire Fraga
Praça da Luz, 02
[11] 3324-1000
Das 10h00 às 18h00
Sáb grátis -
Até 11/1/2009
 

 Exposição concebida dentro das atuais tendências colaborativas perante a interferência nas obras de alguns artistas, por eles mesmos ou, pelo público que visita a mostra.

 
 
Essa intervenção pode ocorrer diretamente sobre a obra ou, ao lado, acima, enfim; nas imediações da mesma.Essa 'quebra' da seqüência estilística do autor justifica a titulação da mostra que considera as possibilidades lógicas de combinação, entre o número de artistas participantes, como algo muito perto da infinita possibilidade combinativa. Nesse sentido é possível prevê certas possibilidades de 'fusão', e passível de subversões. As possibilidades combinatórias não acontecem pela óptica da sintaxe clássica. É uma exposição "viva" que foi planejada para pulsar de acordo com as intervenções propostas durante a permanência da mesma no recinto da exposição.Questiona princípios relacionados à seqüência lógica de um sistema qualquer. Ponto de Intervenção é uma oportunidade contingente que pode favorecer a formação do discusso estético/cultural em nossa cidade e região, respeitando suas singularidades e, ao mesmo tempo, levando em conta suas peculiaridades como grupo social. Essas características específicas, parece ser ainda um desafio a ser alcançado pelos diferentes profissionais que atuam em espaços que buscam atender ao público cultural.
 
 
Para saber mais sobre o Referencial Teórico que fundamenta a exposição visite: Referencial teórico : A exposição de arte é um evento que implica um percurso discussivo que pode contribuir edificar e elevar o ser em sua interpessoalidade. Um percurso de análise semiótica a faz imprimir aspectos como intersubjetividade, transtextualidade e intratextualidade. Aspectos híbridos e relações texto-contexto.Perante a realidade local, é necessário afirmar a existência sígnica de uma exposição em torno da sua importância social, desde que a mesma produza conteúdos com referenciais programáticos e desvende nichos de importâncias segmentadas ou gerais que beneficie a comunidade. Na condição de ser pensante, cada sujeito é único e atua conforme suas competências e sua história de vida. Faz-se referência às experiências pessoais de cada um e, principalmente, à forma como cada um percebe seu trabalho, o ambiente, suas necessidades, a organização. Este aspecto está estreitamenterelacionado com as questões relativas à natureza das tarefas, ao conteúdo simbólico do trabalho, e aos sentimentos de prazer e sofrimento no trabalho, pois referem-se à subjetividade e à intersubjetividade dos sujeitos. Questões com profundo viés filosófico podem ser um vocativo à natureza de uma mostra de arte consciente e planejada, somados à sua natureza semiológica, nesse caso , foco no interpretante – o efeito sobre alguém em virtude do qual a coisa em questão é um signo para esse alguém, o intérprete – o alguém.
 
Esse processo semiósico é o processo em que alguém se dá conta de uma coisa mediante uma terceira. Trata-se de um dar-se-conta-de mediato. (cf. Charles Morris) O "ponto de intervenção" define-se como designatum, alusivo ao arbitrário e diferenciando-se dos aspectos retilíneos, negando o propósito historiográfico e contribuindo para que os processos colaborativos expandam dentro das ações inclusivas atuais. Dentro dessa arena aparece os atores e dentre os atores que podem orquestrar estão os curadores. Esse trabalho é considerado aqui, como um dos fatores estruturantes dentro do contexto sociocultural, uma forma de satisfação, por proporcionar aos sujeitos a realização de si mesmo através de um ofício, de uma atividade. Essa função está vinculada ao reconhecimento social e à valorização do significado cultural do trabalhar. Esse processo laboral é entendido como propositor de um sentido e uma função, merecendo aproximação teórica satisfatória compatibilizada pela demanda reprimida e apartada das relações culturais com o interpretante e o intérprete. Nesse sentido sugerimos uma aproximação de proposta teórica compatível com a semiótica dentro dos seus campos: Sintaxe, Semântica e Pragmática que podem ser o referencial para se iniciar os estudos da realidade local e a adequação dela ao resto do mundo. Além do que, podemos alinhavar esse processo com Arte e Cultura como formas de fortalecimento do sujeito social e da identidade cultural. {Bibliografia: 1- Charles Morris, 1959, Foundations of the Theory of Signs, Chicago: University of Chicago Press. 2- Fidalgo, António – 1998, Semiótica, a Lógica da Comunicação (3ª parte)
 
 

Curadoria – Demétrius Cotta
Realização – Coletivo Tático Cultural -
Apoio – Rede aan! - http://www.redeaan.blogspot.com/
Dia – 1 de dezembro
Local – Casarão / Sete Lagoas – MG
Hora – Abertura da exposição partir das 20 h
Horários: durante a semana/ 8h às 17hSábado – 8 às 12h
Tel. Curadoria : 31 3772 2741Tel.:
Casarão : 31 3772 3878

 
 
Apresentação/ Desenvolvimento:
Artistas expositores: AFONSO CANEDOANDRÉ VALENÇADEMÉTRIUS COTTADENISE DUMONTEDGARD CASTANHEIRAERLEI PEREIRAFERNANDA CASTANHEIRAFRED OLIVEIRAGLADSTON MANSURGUSTAVO GOMESJOÃO DRUMMONDJUKA BOSSAN'ROLLEANDRO FIGUEIREDOLEONARDO COTTAMARIA LÚCIAMANOEL ROSÁRIOMARCO ANTONIORICARDO ALEXANDREPÃO E POESIA (BH)

bingo cultural beneficente no Casarão
Dia - 28 de novembro 2008
Hora - A partir das 19 horas
Várias atrações artísticas.
Cartelas podem ser adquiridas no local.
Vários artístas plásticos e artesãos estão participando com suas obras.
Informações: 31 3772 3878
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 18:27  comentar

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