Revelando, imortalizando histórias e talentos
12.2.09

Arte da América Latina no Instituto Tomie Ohtake

 
Femsa, empresa mexicana de bebidas apresenta seu acervo formado por nomes consagrados daquele país.
 

Uma coletiva com nomes consagrados das artes plásticas da América Latina está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, e tem como destaque a arte mexicana. São 40 obras do acervo da Femsa, empresa líder em bebidas no México, situada em Monterrey. "Latitudes: Mestres Latino-Americanos" toma como base a derivação dos grandes modelos de vanguarda. A mostra está organizada em núcleos centrais que representam as principais escolas e gêneros do século XX, como o muralismo, surrealismo e o cubismo, expressionismo e retrato.

A mostra apresenta o lado mais sensível da produção dessas regiões da América Latina, com destaque para os mexicanos [afinal a fábrica de bebidas está pagando]Diego Rivera [tela histórica cubista de 1914], Frida Kahlo, com a obra Mi Vestido Cuelga aquí, que tece uma árdua crítica a cultura norte-americana. Siqueiros, Orozco e Tamayo, Pedro Figari, Wilfredo Lam, Jesus Soto, Armando Reverón, Fernando Botero e Torres Gracia participam da mostra. Os brasileiros presentes a exposição Iberê Camargo e Arcângelo Ianelli. A curadoria é de Rosa Maria Rodrigues Garza.

 

Latitudes: Mestres Latino-Americanos
Instituto Tomie Ohtake - São Paulo
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros
Das 11h00 às 20h00 [Não abre seg].
De 11/02 à 5/04 - Grátis
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:27  comentar

 

 
Nada de obras sobre sexo ou ateísmo no momento em que o país se globaliza.
 

As artes plásticas contemporânea da índia vive uma explosão, tanto que é a convidada para a mais importante feira, a Arco, que começou na quarta-feira,11,em Madri. Nada mal para um país que realizou sua primeira feira de artes plásticas no ano passado, a India Art Summer, que levou 10 mil espectadores a Nova Delhi. São 13 galerias ocupadas por arte indiana, um país desconhecido até o ano passado. A arte indiana está representada de forma globalizada incentivada pela tecnologia que o país vive como fotografias, vídeos são os suportes mais apreciados pelos artistas indianos. Os trabalhos representam movimentos apressados, como as transformações em suas vidas, no desenvolvimento econômico e nas paisagens urbanas. Entre os nomes mais conhecidos estão Vivek Vilasini, Sutapa Biswas, Barthi Kher e Kanisha Raja e o mais conhecido deles, Onish Kapoor, com passagem pelo Brasil. São obras indecisas e cheias de censura e contradições. É como se travassem uma árdua luta entre o moderno e a tradição indiana.

O Brasil na Arco

A participação do Brasil na ARCO 2009 está mais modesta que no ano passado, quando foi o país convidado. Apesar da crise, tanto os artistas quanto as galerias Nara Roesler, Dan, Raquel Arnaud, Vermelho e Leme, ambas de São Paulo, apostam nas vendas para instituições. Todos acreditam que a feira ainda é um bom espaço para mostrar artista consagrado ou apresentar novos nomes, é o caso da Galeria Leme que aposta na arte do paulista Marcelo Moscheta. Nomes consagrados no Brasil como Iole de Freitas, Carmela Gross e Cássio Michalany [Reaquel Arnaud], Abraham Palatinik, Cao Guimarães e o português radicado no Brasil, Antônio Manoel [Nara Roesler]. Já a Galeria Dan aposta na arte construtiva de Almir Mavignier, brasileiro que mora na Alemanha e participou do movimento concretismo.
 
Números
 
A Arco 2009 tem 3 pavilhões, 238 galerias e 32 países participantes, e acontece no Parque Feiral , IFEMA. Madri.
 
A Índia: 13 galerias
Países Latino-americanos, 13 galerias
Brasil: 7 galerias
Espanha 79 galerias
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:25  comentar

Cildo Meireles - de Londres para Barcelona

 
O artista busca no momento nova visibilidade, um grande público por toda Europa.
 

O badalado artista plástico brasileiro Cildo Meireles leva sua mostra antológica para Barcelona, Espanha. A exposição ficou em cartaz de outubro de 2008 a janeiro de 2009, na Tate Modern, segue para o MACBA [Museu de Arte Contemporânea de Barcelona}. A retrospectiva apresenta trabalhos do artista desde 1967 até os dias atuais. Obras como "Como Construir Catedrais" 1987, " Desvio Para o Vermelho" 1967, " Através" 1989, " Babel" 2001 e "Blindhotland" série de 1970/1975. São telas pouco vistas no Brasil, e se encontram no mesmo espaço na ampla mostra, inaugurada para o público na quarta-feira,11 de fevereiro, e conta com programação paralela, como palestra sobre a Tropicália por Arto Lindsay, e sobre arte brasileira. A exposição ocupa todo o 2* piso do MACBA e parte da Capela do museu, por exemplo só a instalação Babel, tem torre circular de seis metros de altura construída com rádios de diversas épocas e tipos, e ligados em frequências diferentes.

O critério utilizado pelo curador inglês Guy Brett, crítico de arte, Vincent Todoli - diretor da galeria inglesa Tate Modern e Bartolomeu Marì, diretor do MACBA, foi o de reunir um denso conjunto de obras que em maioria ainda não tinham sido exibidas na Europa, tanto instalações quanto desenhos da série Espaços Virtuais: Cantos, de 1968, Ocupações, 1969 e Arte Física também de 1969. [Foto: http://www.tate.org.uk/


A exposição pode ser vista de 11/02 à 26/04
Museu de Arte Moderna de Barcelona /Espanha
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:23  comentar

Cineasta centenário homenageado em Berlim

 

 
Manoel Cândido Pinto de Oliveira, nasceu na cidade do Porto em 11 de dezembro de 1908, o cineasta português, atualmente é o mais idoso do mundo, com trinta e duas longas-metragens.
 
 

 
Manoel de Oliveira completa 100 anos lança novo filme e recebe prêmio e sem soltar as rédeas do seu presente. O cineasta português Manoel de Oliveira participa do 59* Festival de Berlim lança um filme e também é agraciado com o prêmio "Câmera de Ouro", tributo pelo conjunto de sua obra cinematográfica. O cineasta é partidário de um cinema mais simples com menos movimentos de câmeras, e usa como exemplo os irmãos Lumière pra justificar sua preferência pela câmera mais fixa. Segundo Oliveira, os Lumière deixavam suas câmeras paradas e esperavam que as pessoas se movessem para ela. Manoel Oliveira é um homem polêmico, e sempre afirma "eu filmo as almas. As almas tanto somos pobres como ricas".

Produção lançada em Berlim

Seu mais recente filme " Singularidades de uma Rapariga Loura", o longa foi lançado no 59* Festival de Berlim. Trata-se de uma trama situada no século XIX, de Eça de Queiroz trazida aos dias atuais, onde Oliveira adaptou o conto sobre uma decepção sofrida por um rapaz apaixonado. O filme tem como protagonistas Ricardo Trêpa, que interpreta Macário e Luisa é a personagem vivida por Catarina Walenstein. Segundo Manoel Oliveira "Imprimi ao filme um estilo de acordo com minha consciência".

 
 

 
Manoel de Oliveira é originário de uma família da média-alta burguesia, com antepassados fidalgos, o fato que muito influenciaria o teor e as temáticas da sua futura obra cinematográfica. O seu pai, Francisco José de Oliveira, foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal. Estudou no colégio de jesuítas da Guarda (Galiza). Na juventude dedicou-se ao atletismo e, mais tarde, ao automobilismo e à vida boêmia. Aos vinte anos ingressou na escola de atores de Rino

 
Lupo, um cineasta italiano radicado no Porto, um dos pioneiros do cinema português de ficção.
Quando viu o documentário vanguardista Berlim, Sinfonia de uma Cidade de Walther Ruttmann, ficou muito impressionado e decidiu fazer um filme inspirado naquele sobre a cidade do Porto, um documentário de curta metragem sobre a atividade fluvial na Ribeira do Douro: Douro, Faina Fluvial (1931). O filme suscitou a admiração da crítica estrangeira e o desagrado do público nacional.

 
Estudos

 
Adquiriu entretanto alguma formação técnica nos estúdios alemães da Kodak e, mantendo o gosto pela representação, participou como actor no segundo filme sonoro português, A Canção de Lisboa (1933), de Cottinelli Telmo. Só mais tarde, em 1942 , se aventuraria na ficção como realizador: Aniki-Bobó, um enternecedor retrato da infância no cru ambiente neo-realista da Ribeira do Porto. O filme foi um fracasso comercial e só com o tempo iria dar que falar. Oliveira decidiu, talvez por isso, abandonar outros projectos de filmes e envolveu-se nos negócios da família. Não perdeu porém a paixão pelo cinema e em 1956 voltou, com O Pintor e a Cidade.
 
Alguns longas
 
2007 - Cristóvão Colombo – O Enigma
2006 - Belle Toujours
2005 - Espelho Mágico
2004 - O Quinto Império - Ontem Como Hoje
2003 - Um Filme Falado
2002 - O Princípio da Incerteza
2001 - Vou para Casa
2000 - Palavra e Utopia
1999 - A Carta
1998 - Inquietude
1997 - Viagem ao Princípio do Mundo
1996 - Party
1995 - O Convento
1994 - A Caixa
1993 - Vale Abraão
1992 - O Dia do Desespero
1991 - A Divina Comédia
1990 - Non, ou a Vã Glória de Mandar
1988 - Os Canibais
1986 - O Meu Caso
1985 - Le Soulier de Satin
1981 - Francisca
1979 - Amor de Perdição (filme)
1974 - Benilde ou a Virgem Mãe
1972 - O Passado e o Presente
1963 - Acto da Primavera
1942 - Aniki-Bobó
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:20  comentar

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