Revelando, imortalizando histórias e talentos
21.2.09

 

Andy Warhol e pop art no Gran Palis

 
Uma das maiores exposições sobre Andy Warhol chega a Paris.
 
A mostra é repleta de celebridades, retratos era sua marca registrada. A exposição "Warhol's Wide World", aberta no dia 18, traz cerca de 140 retratos de atores, atrizes e personalidades diversas do "jet set" mundial feitas pelo por Andy entre os anos 1960 e sua morte, em 1987. Tendo como base fotos existentes ou criadas com uma câmera Polaroid todas feitas sob medida para ele, os retratos criados por Andy Warhol [1928-77]com cores estridentes, imortalizou-se e imortalizou pessoas como Marilyn Monroe, Jacqueline Kennedy ou Saint Laurent e Mick Jagger [desatque], que viraram ícones no moderno culto às celebridades tanto quanto sua cria, Warhol. Seu trabalho mais comentado, latas de sopa Campbell's, estão entre seus trabalhos mais conhecidos. A restrospectiva está cotada como uma das maiores desse ano em Paris.
 
O grande espaço do Grand Palais, criado para a Exposição Mundial de 1900, está forrada de retratos de alguns dos rostos mais famosos desse e do século passado. A exposição também inclui vários retratos encomendados - ao custo de até US$ 25 mil cada. A série de retratos com Saint Laurent, 1974, não pode ser exposta por causa de pendencia judicial. A polêmica só apimentou a exposição, e atrairá multidões. A mostra fica no Grand Palais até 13 de julho.
albane@claudinecolin.com [Bureau de imprensa]
Tél. : 01 42 72 60 01
 
 
Mostra revela fotos inéditas de invasão dos Beatles e Stones nos EUA

 

Em setembro de 1964, o furacão Dora obrigou os Beatles a trocarem o plano de férias em um iate por mini-férias em Key West, na Flórida.Uma série de 50 fotos inéditas - que permaneceram guardadas em uma bolsa por mais de quatro décadas - mostram o lado mais íntimo e irreverente de duas das maiores bandas de rock na história, os Beatles e os Rolling Stones. As fotos foram tiradas pelo americano Bob Bonis, o tour manager que acompanhou as bandas em suas primeiras turnês pelos Estados Unidos, entre 1964 e 1966.


Foram essas turnês - e aparições no rádio e na TV - que acabaram consolidando o sucesso estrondoso das duas bandas no país e no mundo. Bonis era um fotógrafo amador e a maioria das fotos registram integrantes das bandas relaxando em hotéis ou nos camarins de locais shows.
Ele morreu em 1991 e nunca exibiu essas fotos. Elas foram encontradas em um sótão, pelo seu filho, que resolveu divulgá-las. Elas serão apresentadas em uma exposição na Not Fade Away Gallery, em Nova York, chamada "The British Are Coming: The Beatles and The Rolling Stones 1964 - 66" ("Os Britânicos estão chegando: Os Beatles e os Rolling Stones 1964 - 1966").
 

 
Em exposição no Louvre Mona Lisa 'chora' Pei-Ming: "suas obras representam a continuidade do quadro da Mona Lisa e seriam uma maneira de "responder ao convite de seu sorriso enigmático".


PARIS – FRANÇA - O Museu do Louvre apresenta desde a desta quinta-feira,19, a exposição O Funeral da Mona Lisa, do artista contemporâneo franco-chinês Yan Pei-Ming, e principal obra traz imagem de Mona Lisa com tinta escorrendo pelo rosto. Uma tela monumental em cinza e branca, composta por cinco telas com cerca de 3m de altura, cada, e um total de 17m de comprimento, apresenta a famosa imagem da Mona Lisa com uma tinta escorrendo pelo seu rosto e corpo, como se estivesse chorando e também ferida na testa. Ao lado da tela de Mona Lisa, que se encontra no centro da obra, crânios humanos espalhados. Já nas extremidades, o retrato do pai de Yan Pei-Ming, falecido recentemente, e do próprio artista que finge estar morto. Segundo o pintor "Todos os pintores expostos no Louvre estão mortos e por isso fiz meu auto-retrato fingindo que estou morto. É uma alusão à vida e à morte", diz o artista. A exposição faz parte da iniciativa do Museu do Louvre, adotada há alguns anos, de expor obras de artistas contemporâneos.

O Artista diz que se inspirou na popularidade da obra de Da Vinci. Também conta que os crânios humanos que integram as paisagens da obra foram feitos a partir de imagens de crânios reais escaneados. Ainda segundo o artista, foi a popularidade do quadro de Leonardo Da Vinci na China que o inspirou. "Na China, a Mona Lisa é a unica imagem da pintura antiga que é conhecida e por isso a conheço perfeitamente", disse Pei-Ming, que vive na França desde 1980. O artista é famoso por seus imensos retratos de Buda e Mao Tse-Tung, e mais recentemente, do presidente norte-americano Barack Obama e do republicano John McCain, rival de Obama durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos. MAIS http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp
 
 

"O Funeral da Mona Lisa"
A mostra fica em cartaz até 19 de maio
 
 

Francis Bacon - retrospectiva

 
Uma ampla retrospectiva sobre a obra de Francis Bacon está em cartaz no Museu do Prado, em Madrid - Espanha, em comemoração aos 100 anos do artista.
 

A mostra é quase uma ode ao isolamento, ao grito ou deformação. São 78 obras do pintor Irlandês e sua arte visceral fascinando os europeus. Mistura entre animais e humanos, bocas abertas e temas de guerras são figuras do cotidiano artístico de Bacon. O artista conseguiu a total deformação da figura e assim trazer às telas o horror em escala micro e macro. As 78 obras entre pinturas, documentos, desenhos e fotografias provocam filas para ver a mostra sediada no moderno anexo do Museu do Brado. A exposição não seria novidade para Bacon que teve sua consagração em vida, e completaria 100 anos em 2009. Ele mais ansiava pelo esquecimento, mas a cada dia suas obras geram um tipo de fascínio e ainda permanece incólume o artista.

Sob curadoria de Cris Stephens e Matthew Gale, a abertura da exposição começa com "Três Estudos Para Figuras ao pé de Uma Cruxificação", é um tríptico de 1944. No fundo laranja da tela figuras grotescas e deformadas como se os humanos tivessem bocas de animais. A retrospectiva também apresenta a obra rara "Estudos para Retrato de Van Gogh", de 1957. Em suas pinturas, quase sempre de grande formato, retratos e autorretratos em tríptico estão nessa que é mais completa mostra sobre Bacon. Cada uma das suas obras existem passagens intrigantes como por exemplo uma feita a partir das versões de telas do Papa Inocêncio X [1650], de Velázquez, onde mostra um olhar carrancudo do papa. Já o retrato de Isabel Rawsthorne mostra-a com pés de humano e de animal, figura distorcida em mais uma obra intrigante do irlandês.

Outro tema preferido e não menos intrigante de Francis Bacon é o tema da cruxificação. A partir de tiras de carne pendurada nos açougues, nas distorções, vislumbra a vulnerabilidade do corpo humano; segundo o próprio Bacon. Sua incursão pictórica é não somente influenciada pela história das artes plásticas, mas também pela história da fotografia e do cinema. Uma sequência fotográfica, com base no movimento de Eadweard Muybridge e os fotogramas do filme ' Encouraçado Potemkin', 1927, documentam o amplo legado do artista. Mas, na verdade, sua arte é um resumo das influências: Velázquez, El Greco e Goya. Francis Bacon nasceu em 1909, e faleceu em 28 de abril de 1992, em Madrid.
 
Exposição fica em cartaz até 3 de febrero – 19 de abril 2009
 
 

 
"Cerca de la Cerca" documenta vida na fronteira entre México e EUA
 
A instalação com cruzes também traz os nomes e procedência de imigrantes que morreram ao tentar passar para o outro lado. "Minha obra é um organismo vivo que evolui como a cerca fronteiriça", afirma a fotógrafa. ""As crianças crescem ao seu lado. Chegam a vê-la como uma jaula que fecha um grande jardim proibido", diz Fernández.

Maria Teresa Fernández é uma fotógrafa mexicana radicada nos Estados Unidos, e retrata vida na na fronteira entre o México e os Estados Unidos nos últimos 17 anos. A exposição encontra-se na Escola de Comunicação Annenberg da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, mostram o reencontro de familiares dos dois lados da cerca, e como os povos locais lidam com a separação física.
 
O México e os Estados Unidos dividem uma fronteira de 3 mil quilômetros, e a . barreira física cobre um terço desta extensão.
 
A cerca, na verdade, é conjunto impedimentos de localizadas em pontos estratégicas, onde o entorno urbano ou o fácil acesso tornam mais fáceis o cruzamento da fronteira. Em alguns lugares esses impedimentos não passam do que uma cerca de arame farpado ou uma barreira feita de placas de metal. Já em outros pontos, se trata de uma instalação tecnologicamente sofisticada, com uma série de muros paralelos, acessos para patrulhas motorizadas, torres com câmeras, refletores e sensores de movimento.

Entre os temas e personagens da obra da fotógrafa, estão um grupo de imigrantes prestes a cruzar a fronteira, os murais e instalações que lembram os milhares de mortos na tentativa. São famílias que compartilham o almoço de domingo pelas frestas da cerca, ou crianças que brincam de tocar o solo americano em frente à patrulha da fronteira. A mostra "Cerca de la Cerca", ou "Perto da Cerca", em tradução literal, reúne 80 fotos tiradas desde 1991, quando o obstáculo começou a ser construído. A fotógrafa se concentrou no extremo oeste da "cerca", onde ela encontra o Oceano Pacífico, separando a cidade mexicana de Tijuana do chamado "Parque de la Amistad", nos Estados Unidos.
 
 
Documentação
 
 
Por dois anos esta foi uma das únicas regiões da fronteira onde os membros de uma mesma família morando nos dois países podiam se re-encontrar para passar tempo juntos. Do lado de Tijuana, conta Fernández, "as pessoas aprenderam a viver com ela", a ponto de algumas casas serem construídas usando a cerca como uma das paredes. Dependendo de onde as fotos são exibidas, o trabalho de Fernández serve tanto para denunciar como para educar ou dissuadir potenciais imigrantes.
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 20:46  comentar

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