Revelando, imortalizando histórias e talentos
27.2.09

 A beleza de Bacon atraia homens e ele a usou para ser notado. Fez lua de mel com Harcourt-Smith, melhor amigo de seu pai.

 

Francis Bacon nasceu em Dublin, Irlanda, em 28/10/1909. Filho de pais ingleses Eddy Bacon, um veterano da Segunda Guerra dos Boêres e depois se tornou um treinador de corrida de cavalos. Pela parte materna, sua mãe Winnie, era herdeira dos segmentos de aço e de uma mina de carvão. Era uma mulher notável pela sua natureza saliente, um contraste em relação ao seu marido. Francis foi cuidado por uma enfermeira da família, chamada Jessie Lightfoot. Criança asmática e alérgica a cães e cavalos, várias vezes ele teve que tomar morfina para aliviar seus sofrimentos. A sua família mudou muitas vezes de casa, e durante esse período mudou-se entre a Irlanda e a Inglaterra, levando a um sentimento de displicência que permaneceu com o artista durante toda a sua vida. Após morar com a família na Inglaterra, retornam a Irlanda após a Primeira Guerra Mundial, e Bacon foi enviado para viver um tempo com sua avó materna, Winifred Supple, e seu marido Keery, em Farmleigh, Abbeyleix, no Condado de Laois. Em 1924 seus pais se mudaram para Gloucestershire, primeira para Prescott House em Gotherington, depois para Linton Hall, situado próximo a Herefordshire.

Francis freqüentou a Dean Close School, Cheltenham, de 1924 a 1926, isso foi sua única experiência com educação formal de pintura. Ainda em 1926 sua família voltou para a Irlanda, Stranffan Lodge, mas fora banido de Straffan Lodge, quando do incidente em que seu pai o viu se admirando em frente ao espelho usando as roupas de baixo de sua mãe. No final de 1926 ele passou em Londres, com a ajuda de 3 libras por semana que sua mãe enviava. Vivendo uma vida simples, mas se aprofundando na literatura de Nietzsche. Para ajudar nas despezas ele trabalhava como empregado doméstico, e apesar de gostar de cozinhar se tornou logo uma pessoa resignado. O mesmo aconteceu com o emprego de atendente telefonista, foi demitido do emprego em uma loja de roupas femininas em Poland Street, no Soho. Na verdade a demissão foi ocorrida por uma carta anônima escrita por ele ao dono do estabelecimento. Bacon, descobriu que atraia homens ricos, uma atração que ele estava tirando vantagem, tendo desenvolvido um bom paladar para vinho e comida. Um dos homens era um ex-militar do exército amigo do seu pai, um criador de cavalos de corrida, Harcourt-Smith. Francis teve uma difícil relação com seu pai, mesmo assim pediu que ele solicitasse a Harcourt-Smith que lhe fizesse ‘homem’. Indubitavelmente, Eddy Bacon [pai de Francis Bacon] sabia da fama de seu amigo de viril, mas não da sua atração por homens jovens.

Lua de mel com Harcourt-Smith

Na primavera de 1927, Francis Bacon recebeu um convite de Harcourt-Smith para ir para Berlim, decadente da República de Weimar, ficando juntos no mesmo quarto, no Hotel Adlon, e foi assim que Bacon viu o filme Metropolis de Fritz Lang. Ficaram dois meses em Berlim. Segundo Bacon "Ele logo ficou cansado de mim, claro, e foi embora com uma mulher...”. Bacon passou o próximo ano e meio em Paris, onde conheceu Yvonne Bocquenti, pianista e connoisseur, na abertura de uma exposição. Ele sabia que precisaria aprender francês, então, viveu três meses com a Madame Bocquentin e sua família na sua casa próximo a Chantilly. Através de Yvonne e foi ao Château de Chantilly - Musée Conde - e lá ele viu o quadro ‘O Massacre dos Inocentes’ de Nicolas Poussin. Tal obra impressionou tanto, Bacon se referiu várias vezes posteriormente em seu trabalho. Ainda em Chantilly ele esteve em uma exibição que o inspirou decididamente para pintar. A visita a uma exibição de 1927 com 106 pinturas de Picasso na Galeria Paul Rosenberg, despertaria o seu interesse artístico. A partir daí, Bacon frequentemente apanhava o comboio para Paris, cinco vezes ou mais durante a semana, para ver exposições de artes e de uma vez por toda seguir a carreira pictórica. O artista morreu em 28 de abril de 1992, em Madri, Espanha.
 
Em homenagem ao centenário uma retrrospectiva já aconteceu em Londres, na Tate Modern, atualmente está na  Espanha e seguirá para O Metropolitan Museum, de Nova Iorque.LEIA MAIS AQUI: EDITORIAS: expo-inter
EDITORIAS:
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Burle Marx: "A Permanência do Instável"

 
O paisagista, designer e pintor Roberto Burle Marx ganha exposição no Paço Imperial, como parte das comemorações de seu centenário de nascimento. "A Permanência do Instável" apresenta 335 objetos entre gravuras, pinturas, aquarelas e um jardim suspenso.
 
 

 
A exposição tem curadoria do diretor da instituição Lauro Cavalcanti, que realizou uma ótima pesquisa sobre o trabalho de Burle Marx, não somente em documentos mas também em paisagismo, ao vivo. A mostra apresenta também guaches, que estão dispostas no primeiro andar do museu, e mais parecem vistas aéreas dos jardins projetados pelo artista, como se tinta e plantas se transformassem em um único componente. Em outro ponto importante da mostra, vê-se a maior tapeçaria criada por ele, medindo 26 metros largura por 3,3 de altura, feita em 1969.

Já no segundo pavimento está disposta a produção mais conhecida de Roberto Burle Marx, como por exemplo o paisagismo do Parque do Flamengo, 1961, calçada da Avenida Atlântica, 1970,[destaque] ambas no Rio de Janeiro; os Jardins da Pampulha, 1942, em Belo Horizonte; Parque do Ibirapuera, São Paulo, 1953; Jardins da Unesco, em Paris, 1963 entre outras. A exposição oferece oportunidade única para se compreender não só uma obra de Burle Marx, mas como ele pensava e produzia. LEIA mais sobre Burle Marx: http://formasemeios.blogs.sapo.pt/?
 

Paço Imperial - Rio de Janeiro
Praça XV de novembro, 48, centro
[21]2533-4407
De terç. à dom, das 12h00 às 18h00
Até 22/03
Entrada franca
 

Hélio Oiticica: 'Os Penetráveis'

 
Exposição "Os Penetráveis" apresenta uma bela trajetória do pintor Hélio Oiticica a partir do período em que ele começa a criar espaços de convivência e rompe com a arte formal.
 
 

 
Um conjunto muito significativo de seu trabalho encontra-se em ‘Os Penetráveis’, que na verdade são seis com outros vários por exemplo 'Cannabis', Lololiana', Yemanjar ' e 'Eden', criados para serem penetrados ou vivenciados pelo espectador. Obras que tiveram grande visibilidade recentemente por exemplo 'Tropicália',de 1967', 'Rhodislandia: contact", 1971, feita para a Universidade de Rhode Island, mostra um Oiticica muito mais intimista, introspectivo. Outra obra majestosa ' Rijanviera' 1979, que foi apresentada apenas na galeria café des Arts, no Meridien Hotel, RJ. A obra é composta por uma estrutura de metal com várias plataformas com circulação de água. Outra obra na mostra é um convite à interatividade, um tipo de virtualismo do século XX. A exposição oferece uma visão ampliada sobre o trabalho do artista sem institucionalizar ou 'museificar' a arte de Hélio Oiticica [1937-1980].

Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica
Rua Luís de Camões, 68 -Rio de Janeiro
Ter. à sex., das 11h às 18h
Sáb. e dom., das 11h às 17h .
Entrada franca - até 21/06
[11] 2242-1012
 
 
 
Márcia Marque Assessoria de Imprensa
, informa: Geórgia Kyriakakis abre programação de 2009 de exposições individuais do Gabinete de Arte Raquel Arnaud.


Dia 07 de Março, sábado, às 12h, o Gabinete de Arte Raquel Arnaud abre sua programação de exposições individuais de 2009 com “Outros Continentes”, da artista Geórgia Kyriakakis, apresentando uma série de nove desenhos com medidas variáveis, feitos com lápis de cor sobre papel, alterados quando reproduzidos por meio digital. Geórgia Kyriakakis retoma o procedimento utilizado nos anos 30 por Torres García e posteriormente por Michael Heiser, Robert Smithson, Dennis Oppenheim e Anna Bella Geiser, entre outros. Tendo como matriz as coordenadas do mapa mundi, as figuras são compostas de várias partes, possuem formatos irregulares e tamanhos variados.

 

A cada conjunto, são justapostas reproduções fotográficas da linha do horizonte no mar em preto e branco. Na montagem geral, os desenhos e fotografias ficam alinhados entre si, tendo como referência a linha do Equador e a linha do horizonte. Desse modo, toda a imagem do mundo é também alterada e reordenada, como se fosse possível, de fato, e a partir do desenho, aproximar regiões como América do Norte e Países Árabes, e equalizar todas as diferenças climáticas, geográficas, políticas, sociais, culturais e raciais entre o hemisfério norte e sul. Kyriakakis conta que “O projeto faz parte de um núcleo de trabalhos, realizados a partir de 2006 (Arquipélagos e Forças e Fluxos) que, apesar de formados por meios distintos, nascem da idéia de poder tingir e reordenar o mundo: trata-se, naturalmente, de uma imagem mental, através da qual se manifesta a minha atração pelos limites entre a permanência e a transitoriedade, a instabilidade e o equilíbrio, a resistência e a fragilidade, o movimento e a inércia - elementos presentes nas transformações constantes das relações humanas, sociais, políticas e geográficas”.


Geórgia Kyriakais – perfil


Geórgia Kyriakakis nasceu em Ilhéus, Bahia, em 1961. É formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado, mestre e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo. Participou do projeto de formação ‘A Produção Refletida’, da Secretaria de Estado da Cultura (1991), e dos programas de residência artística 'Faxinal das Artes' (2002), e 'Brazilian Project' (1995), do European Ceramic Work Centre, na Holanda. Em 1991 e 1992 obteve o Prêmio Brasília de Artes Plásticas nos 12º e 13º Salões Nacionais de Artes Plásticas de Brasília.Em 1994-1995 participou da mostra ‘Espelhos e Sombras’, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

Em 1995 foi convidada para a Bienal Internacional de Santos, e em 1996, para a 23ª Bienal Internacional de São Paulo e para as exposições ‘Beelden uit Brazilie’, no Stedelijk Museum de Schiedam, e ‘De Huit Van Witte Dame’, ambas na Holanda.

Em 1997, participou da terceira edição do Projeto de Intervenções Urbanas ‘Arte/Cidade’, em São Paulo. Em 2001 foi premiada no projeto ‘O Artista Pesquisador’, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), e em 2002 recebe a Bolsa Vitae de Artes e participa da exposição ‘Caminhos do Contemporâneo’, no Paço Imperial (Rio de Janeiro). Em 2004 suas obras integram as mostras ‘São Paulo – 450 Anos’, no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), ‘Novas Aquisições: 1995-2003’, no Museu de Arte Brasileira (São Paulo) e ‘Heterodoxia’, na Galeria Artco (Lima, Peru). A editora espanhola Dardo lançou, em conjunto com o Gabinete de Arte, uma monografia sobre seu trabalho em 2008, por ocasião da ‘Arco 2008’, em que o Brasil foi o país convidado. O Gabinete de Arte Raquel Arnaud representa seu trabalho desde 2001.


“Outros Continentes”
Gabinete de Arte Raquel Arnaud
De 07 de março até 25 de abril –
Abertura dia 7 de março às 12 horas.
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h.
Rua Arthur Azevedo, 401 - Pinheiros, São Paulo, SP.
http://www.raquelarnaud.com/
Grátis

Informações para a imprensa: Márcia Marques
Canal Aberto – 11 / 2914 0770 / 3798 9510 / 9126 0425
http://www.canalaberto.com.br/

 
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