Revelando, imortalizando histórias e talentos
12.3.09

Muntadar al-Zaidi condenado 3 anos de prisão

 
Muntadar al-Zaidi disse que ao atirar o sapato reagiu 'como qualquer iraquiano'

O jornalista iraquiano que atirou seus sapatos em George W. Bush durante uma visita do então chefe de Estado americano a Bagdá foi condenado nesta quinta-feira a três anos de prisão. Muntadar al-Zaidi, tido como um herói no mundo árabe, foi acusado de agredir um chefe de Estado estrangeiro em visita oficial, que prevê pena de até 15 anos de detenção. Ele se declarou inocente no tribunal em Bagdá, e disse: "Minha reação foi natural, como a de qualquer iraquiano". Seus advogados defenderam que ele estava simplesmente refletindo a opinião de um país ainda revoltado com a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, e ocupação que se seguiu.

'Beijo de despedida'

Os advogados também pediram que as acusações fossem rejeitadas, argumentando que o incidente nunca colocou Bush em sério perigo. Bush, que fez a viagem a Bagdá em dezembro antes de passar a Presidência para o seu sucessor, Barack Obama, havia minimizado o incidente.Ao lançar os sapatos em uma entrevista coletiva em Bagdá no dia 15 de dezembro, Zaidi gritou que Bush era "um cachorro" e que este era "um beijo de despedida" dos mortos, órfãos e viúvos do Iraque.

Bush abaixou-se quando os sapatos foram lançados e não parecia perturbado com o incidente, brincando pouco depois que tinha notado que os calçados eram do "tamanho 10". Zaidi foi preso imediatamente depois do incidente. Seus advogados dizem que ele foi espancado pelos guardas na prisão, embora aparentasse boa saúde ao comparecer às audiências judiciais. O governo do Iraque qualificou o ato de Zaidi como "vergonhoso". Na cultura árabe, agredir alguém com um sapato é considerado um insulto gravíssimo. Após o incidente, Zaidi ganhou fama e manifestações de apoio em vários países do mundo árabe e também em outras partes do mundo.
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:31  comentar

Vila na Barra Funda é tombada

 
Vila onde Castelo Ra-tim-bum foi gravado está protegida pelo Condephaat
 

SÃO PAULO 17/7/09- Um conjunto de 14 casas o Parque Residencial Savoia localizada na rua Vitorino Carmilo, Barra Funda, zona oeste de São Paulo, foi construída em 1939 como residência de classe média alta. Com seus tijolos aparentes e sua arquitetura eclética, ornamentadas com azulejos, colunas no estilo grego e gárgulas chamam atenção dos que passam pelas confluência das ruas Eduardo Prado e Alameda Ribeiro da Silva, que param e admiraram o casaril, que nos anos 80 entrou em degradação e virou um cortiço. Em um processo que durou 15 anos, fora tombada pelo Conselho de Desfesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, e o aparecer publicado em 16 de julho no Diário Oficial, para contentamento dos Iungano, os proprietários da vila.
Nos anos 1990 a vila tornou-se conhecida pelos inúmeros filmes publicitários e programas de TV's como Ra-tim-bum, TV Cultura. Várias campanhas publicitárias foram gravadas ali. Recentemente, Ivete Sangalo gravou a campanha da Avon Cosméticos. A Rede Record e Bandeirante também já se utilizaram da locação para gravar sua telenovelas. O filme "Amigo Secreto" {2004}, de Márcio Salem, foi rodado na vila também.

O conjunto residencial é um projeto do engenheiro Arnaldo Maia Lello, também autor do projeto do antigo Cine Teatro Paramount {no início: Avenida Brigadeiro Luiz Antonio}, atual Teatro Abril. {Foto: http://www.garapa.org/ }
 
 

 

 

 

 

ZALUAR

 

 

 

Sílvio Romero se recusou a dar-lhe o real valor e Afonso de Taunay carregou nas tintas. Zaluar foi o primeiro cronista viajante.
 


Português naturalizado brasileiro morreu em 2 de março de 1882. Augusto Emílio Zaluar, jornalista, tradutor e escritor, é autor do livro considerado clássico " Peregrinação pela Província de São Paulo" 1860, voltado para documentação de uma época da civilização paulista. Fez uma arguta reportagem sobre São Paulo em uma das fases mais significativas e interessante de sua história social. Em suas descrições sobre o interior paulistano como Santos, Campinas, Itu, Piracicaba e Vale do Paraíba, ele cansou de tecer comentários como por exemplo 'clima saudável', 'comércio florescente' população laboriosa e outras frases feitas. Outras vezes imbuído pelos impulsos românticos escreveu coisas estranhas como uma referencia feita a uma casa fazendeira de bananal que lembrava " os castelos da Escócia e os cantos de Ossian..." . Isso não invalida seus escritos ou depoimentos de viagem, que constitui um documento importante para o conhecimento da história paulista, tanto é que em 1954, quando do Quarto Centenário da Cidade, o livro foi reeditado pela comissão organizadora, para a Biblioteca Histórica Paulista.

Há quem diga que Taunay por algum motivo carregou nas tintas, pois Zaluar pode ser considerado o primeiro cronista visitante da cidade que registrou suas feições mais curiosas, a dualidade de sua população constituída de um lado por moradores permanentes e, de um outro, por estudantes. Em suas crônicas ele notou sobre os cursistas " Os habitantes da cidade e os cursistas da Academia são dois corpos que se não combinam se não produzindo um precipitado monstruoso. Formam uma mistura; porém, continuando a servi-nos de uma comparação química, nunca puderam realizar uma verdadeira combinação". Acrescenta também que, " A existência da Academia de Direito e a presença dos estudantes eram condições essenciais, naquele momento, à prosperidade da povoação". Fixando em sua obra 'Peregrinação' aqueles foram os últimos tempos de apogeu da vida acadêmica, aspecto destacado do burgo paulistano de meados do século XIX. Ele foi o último dos moicanos e inscreveu-se entre os inevitáveis cronistas de sua história, inevitável no bom sentido, é claro.


Amigo de Alexandre Dumas, pai
Durante vários anos ele foi colaborador de revistas literárias de Lisboa, mas a partir de 1849, fundou jornais e revistas no Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba fluminense, publicou vários volumes de versos e contos, biografias e romances. De sua atividade jornalística, publicava em um jornal carioca a tradução em capítulos do romance de Alexandre Dumas "Os Moicanos de Paris". A tradução era feita de acordo com os capítulos recebidos, e por algum motivo Dumas interrompeu o envio da novela por um longo tempo. Então, Zaluar perdeu a paciência e não teve dúvida: escreveu e publicou um desfecho. Isto é, de sua autoria. Mas, quando voltou a receber os originais de Dumas, continuou tranquilamente à publicação dos originais.


Talvez por episódios como este acontecido com "Os Moicanos" ele tenha sido menosprezado entre a aristocracia literária. Zaluar não conseguiu se inserir no quadro da história da literatura brasileira, ou luso-brasileira. Seu insucesso, afirmam, deve-se aos dois tradicionalistas da cultura paulista; os parcos comentários feitos pelo escritor Sílvio Romero, que em sua vasta obra literária brasileira dedicou-lhe magra ou invisível referência, no capítulo sobre poesia romântica. Outro que também não mediu esforços para desclassificar a obra de Zaluar, Afonso de Taunay que observou no prefácio na reedição do livro de 1954 que particularmente sobre São Paulo "Zaluar deixou rápidas páginas muito medíocres ", escreveu Afonso, Escragnole Taunay. Aproveita-se, para pedir licença e discordar de Taunay quanto sua colocação destemperada. {FM -
agenciafm@gmail.com }

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:28  comentar

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