Revelando, imortalizando histórias e talentos
17.3.09

O estilo hilariante do santista Edson Cury mais conhecido como Bolinha, o fez um dos pioneiros na diversidade cultural na TV brasileira.


Filho de imigrantes sírios, Bolinha começou a carreira como locutor esportivo, depois de fazer ‘bicos’ como feirante, engraxate e balconista. Na TV Excelsior, começou como o responsável pelos flashes esportivos do programa ‘Últimas Notícias’. A estreia como apresentador de programa de auditório deu-se quase por acaso, em janeiro de 1967, quando fora convocado a substituir o apresentador Chacrinha, que havia se desentendido com os diretores da Bandeirantes. Bolinha não apenas levou o programa adiante, como aumentou o superou o Ibope alcançado por Chacrinha.
 
 
 
Clube do Bolinha
 
O apresentador ficou conhecido mesmo como ‘Bolinha” no Clube do Bolinha, programa que ficou no ar por quase 20 anos na Band TV. O modo descolado e carismático do apresentou o levou a alcançar até oito pontos no Ibope fazendo-o um dos líderes de audiência da emissora do Morumbi. Algumas das marcas registradas do programa eram as bailarinas, quem chamadas de "boletes"; sua caricatura distribuída pelo palco; foi um dos pioneiros na diversidade cultural haja vista que o quadro "Eles e Elas", onde travestis e transformistas se apresentavam. Vários artistas passaram por seu programa e alguns deles mesmo depois de famosos voltaram para agradece-lo, Arnaldo Antunes [ex-titãs] foi um desses que recebeu apoio no início de carreira. Sem esconder sua influência pelo programa do Chacrinha, ele criou um elenco próprio de ‘boletes’, que também era composto por ex-chacretes. Entre suas dançarinas estão: Zulu, Edna Poncell, Delma, Inês, Valquíria, Norman, Raquel, Sonia Lírio, Sonia Rangel, Isná, Gracinha Japão, Eduarda, Carla, Audrey, Sandra Lee, Silvana, Míriam Bianchi, Rose Cleópatra, Ana Maria, Verônica, Leda Zepellin, Índia Amazonense, Laura, Julia, Gina Tropical, Neide, Sandra Janete, Olívia, Fábia, Lúcia, Vanderléia, Marli e Tânia Bang Bang. [Abaixo a cantora Cynthia]

Afastamento da TV

 

 Edson Bolinha Cury se afastou da TV em 1994, quando a TV Bandeirantes resolveu tirar do ar o programa, que ia ao ar durante as tardes de sábado. O apresentador tinha planos de voltar à TV, e dar continuidade ao seu estilo hilariante e irreverente. Despojado propositadamente, ficou marcado pelo visual de camisas de seda coloridas. Ficou uma grande lacuna não só na emissora como na TV brasileira em geral, pois Bolinha foi uma das figuras mais marcantes da televisão do Brasil. Debilitado pelo câncer no aparelho digestivo, o apresentador nascido Edson Cabariti em Santos, interior paulista, aos 16 de julho de 1936 e morreu no dia 1 de julho de 1998, aos 62 anos. O apresentador estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, para tratamento da doença, que havia sido descoberta havia três anos [Bolinha na foto com Jerry Adriani e nas mãos um disco de Paulo Sérgio] [Fotos Maurício Cardim - saiba mais sobre o fotógrafo neste site]

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:47  comentar

Ele acha a vida um grande chiqueiro; não faz concessões, é radical quando perguntado se é celebridade. Esse é Steven Patrick 'Morrissey'.


Ícone pop em várias partes do Morrissey se mantém arredio musicalmente sem fazer concessão ao modismo. Em plena era do downlouds ele faz shows instigantes e se recusa ao revival com a antiga banda. Morrissey é um recluso em pleno século XXI. Vocalista de uma das bandas mais cultuadas, The Smiths, fundada em 1982 na cidade de Manchester, ao norte da Inglaterra por ele e Johnny Marr [Maher - bateria] e posteriormente Andy Rourke no baixo e Mike Joyce na bateria. Aos 10 anos foi levado por seu pai, um maqueiro de hospital, para ver um show do T. Rex no clube Belle Vue, e ficou impressionado com o líder do grupo Marc Bolan. Morador do bairro de Hulme, ele não dispensa as leituras de livros de Oscar Wilde e Virgínia Wolf. Em 1983 os The Smiths lançam o primeiro single e já direcionavam que, a sonoridade e as letras da banda explorariam diretamente a miséria humana. Perto de completar 50 anos, 22de maio de 1959, está melhor ainda no álbum "Years of Refusal". Acompanhe um chat bacana com britânicoInglês.
 
 
F&M - Você ainda é ou se considera antissocial ?
Morrissey
- Sou antissocial, mal; sou intolerável.

F&M - O título de seu mais recente álbum " Years of Refusal" vem do seu comportamento: mais na recusa do que na aceitação ?

Morrissey
- Essa é minha posição artística perante à música. Sempre recusei e vou continuar a recusar todo tipo de pressão.

F&M - Mas você se integrou muito bem na sociedade apesar das recusas ?

Morrissey
- Você está equivocado. Os valores que a sociedade fornece não são os meus. Não vou me integrar aos clichês ou formar um belo casal. Não vou fingir que a vida é doce.

F&M - Mas você frequenta festas vez ou outra ?

Morrissey
- Não. É algo muito entediante. A presença das pessoas e a necessidade de ter de falar me desequilibram.

F&M - Por que essa posição arredia na música e na vida ?

Morrissey - Bem, eu acho que é o único meio de continuar a fazer arte.

F&M - Você não se considera uma celebridade ?

Morrissey
- No meu vocabulário não consta esta palavra. Meu status nada tem a ver com isso.

F&M - Mas o Morrissey tem o status de ícone pop como por exemplo Mick Jagger, Michael Jackson ou Madonna que se divulgam como hiperssexuado, mas você recusa-se sempre fazer o que eles fazem. Por que ?

Morrissey
- Talvez seja meu maior desafio superar isso. O tema hiperssexuado de certo modo fascina. Ainda mais quando se trata de uma pessoa como eu que não tem o mesmo discurso os citados.

F&M - Mas queira ou não você é um mito vivo. Ainda tem algo pra provar ?

Morrissey
- Sim. Começando por não decepcionar meus seguidores que há tanto tempo me acompanham e ainda vão continuar a ouvir minha música.

F&M - Quando assistiu T. Rex o glam rock lhe fez sentir-se vivo, isso é verdade ?

Morrissey
- Exatamente isso. Mas David Bowie e a faixa " The Man Who Sold the World" colaborou muito para mudar minha vida.

F&M - Você achava a vida um chiqueiro, ainda acha ?

Morrissey
- Claro. A vida é um chiqueiro, um calvário que só finda quando se morre.

F&M - E o gênero indie que você criou com os The Smiths, o que significa ?

Morrissey
- Atualmente é apenas um 'look' mas na década de 80 era algo como profissão de fé.
 
 
 

ENTREVISTA KRAFTWERK

 

 

 

 Vovôs da música eletrônica veem ao Brasil mais uma vez. Estamos falando de Ralf Hütter e o seu maravilhoso Kraftwerk que já esteve aqui em outras datas.
 

 

O grupo alemão inicialmente formado por Ralf Hütter e Florian Schneider que mudaram os conceitos até então utilizados na música eletrônica, viram música em obras de ficções de George Orwell e de pintores de vanguarda como Mondrian. Juntando-se tudo isso, uma música de qualidade que influenciou várias gerações. O disco Autobahn [1974], é o marco da carreira do grupo, e motivados pela colchas de retalhos eletrônicos, muita gente importante foi influenciada por exemplo Brian Eno, David Bowie, Afrika Bambaata e o produtor Giorgio Moroder entre outros. Todo o conceito musical do grupo foi desenvolvido por Hütter nos estúdios Kling Klang, em Dusseldorf.
O grupo que se utiliza de parafernália eletrônica para reproduzir sons das ruas e do meio-ambiente, já esteve por outras duas vezes no Brasil, 1998 e 2004. Não são chegados à entrvistas. É muito mais fácil se arrancar algumas palavras dos músicos por e-mail do que pessoalmente. De suas passagens pelo Brasil eles guardam poucas recordações, especialmente Hütter se lembra muito do sol carioca. O Kraftwerk se apresentará na Praça do Jockey, dia 22 de março, no Rio de Janeiro. Acompanhem um bate papo digital realizado no inicio de fevereiro pelo correspondente espanhol David Sanchez.

F&M - O grupo é conceitual e foi criado por você e por Florian. Com a saída dele a quem pertence o conceito ?

Hütter:
- A visão de cada artista é única. Por vários anos trabalhamos juntos dando a visão artística e técnica; porém, ele não está mais no grupo.

F&M - O grupo aumentou o número de turnês, pois nos anos 1970 pouco excursionavam. O que houve ?

Hütter
- Simples. A parafernália tecnológica que usávamos nem sempre funcionava ao vivo. Era muito complexa e tínhamos de usar tapes, por isso decidimos dar um tempo. Agora, com a tecnologia digital podemos criar novas imagens, compor e desenvolver nosso trabalho.

F&M - A imagem faz parte do conceito do grupo, música e vídeos são integrados e remetem aos pintores de vanguarda ou livros de ficção cientifica, por que ?

Hütter
- Gostamos de arte, e essa é uma referência forte do Kraftwerk. Você tem razão, utilizamos o conceito de arte Minimum e Máximum. A pintura para nós são como notas musicais. Nós tentamos trabalhar a tecnologia de forma construtiva, como se fosse medicina social. É assim que vejo o funcionamento social dos computadores.

F&M – O grupo tocará pela terceira vez no Brasil. O que você mais se lembra das apresentações anteriores ?

Hütter
- O sol escaldante do Rio de Janeiro que contrasta com o tempo frio e cinza que faz na Alemanha. Tocávamos de paletó debaixo daquele sol pensei que fosse derreter.
F&M - o que você acha do Radiohead ?

Hütter
- É um bom grupo e estamos ansiosos para dividir novamente o palco com os caras. Vamos tocar na mesma noite que eles no Brasil, dia 22 de março. Já estivemos juntos no palco há alguns anos nos Estados Unidos, na Costa Oeste.

 

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:42  comentar

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