Revelando, imortalizando histórias e talentos
8.6.09

O espetáculo premiado A Descoberta das Américas faz curtíssima temporada gratuita em São Paulo,informa Márcia Marques.

Vigor, ceticismo, humor e visão crítica: o ator Julio Adrião dá voz ao homem do povo

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Temporada popular na Caixa Cultural Sé, em São Paulo, entre 22/10 a 1º/11

Para usar um termo da reconhecida crítica Barbara Heliodora, o espetáculo teatral A Descoberta das Américas é uma “pequena obra de ourivesaria”. O texto elogioso da jornalista corrobora com outros tantos, colecionados ao longo da carreira da peça. Foi em 2005, ano da estreia, que Julio Adrião, ator do monólogo, ganhou um merecido Premio Shell de melhor ator.

Entre uma temporada aqui e outra acolá, Adrião faz uma rápida passagem de duas semanas (de 22 de outubro a 1º de novembro de 2009) na Caixa Cultural Sé para apresentar A Descoberta das Américas, com texto original de Dario Fo, Prêmio Nobel da literatura em 1997 e com direção de Alessandra Vannucci, ambos italianos.

Estreado pela cia leões de circo pequenos empreendimentos, da qual faz parte o  ator Julio Adrião, a peça acaba de voltar de Portugal onde esteve representando o Brasil no festival Mito, realizado na cidade de Oieiras. Lá foi apontado como um dos destaques da mostra, com casa lotada e aplausos ininterruptos durante dez minutos. Da cidade lusitana saiu com dois convites para 2010: o festival MindelAct em Cabo Verde e o FITEI, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, importante encontro das artes cênicas na cidade de Porto.

Segundo Adrião, ”A descoberta das Américas me levou a descobrir o Brasil e, mais recentemente, Portugal, abrindo nossas portas para Cabo Verde, Angola, Moçambique e Macau para 2010, fazendo agora o caminho de volta das grandes descobertas”.

Sinopse

Um Zé ninguém chamado Johan, rústico, malandro e fanfarrão, que se vira contando vantagens, sempre em fuga da fogueira da Inquisição, embarca em Sevilha numa das Caravelas de Cristovão Colombo. No Novo Mundo, o nosso herói sobrevive a um naufrágio, testemunha a matança, aprende a língua dos nativos, é preso, escravizado e quase engolido pelos índios antropófagos. Safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como Filho da Lua, ele treina e guia os índios num exército de libertação que acaba caçando os espanhóis invasores.

Concepção

Um ator só em cena, sem aparato (cenário, figurino, iluminação e até texto são reduzidos ao mínimo), atua num estado essencial, de emergência. O protagonista da Descoberta, acossado por uma cruel economia da fome que o faz engenhoso, quer sobreviver justamente para narrar sua história. Para dar vida a todos os personagens - índios, espanhóis, cavalos, galinhas, peixinhos, Jesus e Madalena - ele estabelece um pacto de cumplicidade com os espectadores. Cria com eles um código gestual, mímico e sonoro que substitui paulatinamente a fala. Cada detalhe provoca a lembrança do seguinte, como numa história contada de improviso e pela primeira vez. O desafio do ator é achar a forma, a cada noite, de jogar com a platéia e faze-la jogar junto. Jogar como? Decodificando cada imagem, cada som que o ator sugere. É o teatro em sua essência: uma ilusão de realidade que o ator projeta no espaço da cena e o público “vê”. Por isso, o espectador è indispensável nesse jogo.

Alessandra Vannucci, diretora

Dramaturga e diretora, Vanucci é formada pela Universidade de Bologna e tem doutorado pela PUC-RJ. Trabalha nos dois países: Itália e Brasil. Adaptou e dirigiu A morte da sacerdotisa, de Durenmatt (1999), Ruzante, de Beolco (com Sidnei Cruz e Cia. do Publico, 2002); Ludwig e as irmãs, de Th. Bernhardt (com Mauricio Parroni, 2003); A descoberta das Américas, de Dario Fo (2005), Pocilga, de P.P. Pasolini (2006) e Heroi (2007). Para o Instituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro realizou eventos multimídia, entre os quais Brasil Mediterrâneo (2004) e Infinitos universos e mundos (2005). Na Itália, para o Teatro Cargo, escreveu Partenze (2004), Sudore (2005), Vola colomba! (2006), Mercenari SPA (2006) e Il naso di Darwin (2007). Dirigiu I Magi (2005) para o Teatro dell’Opera Carlo Felice de Gênova. Para o Festival Mantova Teatro & Biennale de Veneza dirigiu Arlecchino all’inferno (2007). Ainda em 2007, dirigiu Herói (com Nicola Siri, Gênova-Rio de Janeiro 2007/08), A ronda (2009, com estreia no Festival de Curitiba). Vannucci dirige projetos de teatro e cidadania em presídios e bairros desfavorecidos de diversas cidades italianas.

Julio Adrião

Julio Adrião, 1960, é carioca, ator, produtor e diretor teatral. Formado pela CAL em 1986, trabalhou seis anos na Itália com o Teatro Potlach e outras companhias.  De volta ao Brasil, em 94, dirigiu o espetáculo de circo-teatro Roda saia, gira vida do Teatro de Anônimo - Prêmio Mambembe de melhor espetáculo 1995 - e a ópera cômica O elixir de amor, de Donizetti, na escola de música da UFRJ, com direção musical de Ernani Aguiar. Integrou o trio cômico Cia. do público desde a sua formação até 2002, quando realizaram Ruzante. Nesta ocasião, criou com Sidnei Cruz e Alessandra Vannucci o núcleo de produção leões de circo pequenos empreendimentos. Em 2005, com o solo A Descoberta das Américas, de Dario Fo, ganhou o Prêmio Shell/RJ de melhor ator. Desde então foram mais de 400 apresentações, para mais de 100.000 pessoas em 20 estados brasileiros, Portugal e Itália. Em 2007, participou da minissérie Amazônia, da Rede Globo, no papel de Távora – professor de Chico Mendes criança. Em 2008 participou do Filme Verônica, de Maurício Farias, no papel do traficante Rui e, em 2009, foi convidado pela NatGeo (Inglaterra) para o papel do traficante John, na série Locked up abroad – Brazil.

Ficha Técnica

Texto original de Dario Fo Tradução e adaptação de Alessandra Vannucci e Julio Adrião Direção Alessandra Vannucci Performance Julio Adrião Iluminação Luiz André Alvim Operação de Luz Wagner Leandro Figurino Priscilla Duarte Projeto Gráfico As Duas criação e produção de arte Fotografias Maria Elisa Franco Assessoria de Imprensa Canal Aberto Coordenação de Produção Thais Teixeira Produção Executiva local Alessandra Ferros e Alexandre Ferros Produção e  Administração Julio Adrião Produções Artísticas Ltda Realização leões de circo pequenos empreendimentos.

Serviço

Onde: CAIXA CULTURAL SÃO PAULO - Grande Salão - Praça da Sé, 111 - São Paulo (SP) Telefone para informações: (11) 3321-4400

Quando: de 22 de outubro a 1º de novembro de 2009

Dias e horários: Quinta a sábado, 19h30, Domingo: 18h

Quanto: Entrada Franca Lotação: 100 lugares

Recomendação de faixa etária: 14 anos Duração: 90 minutos

Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425

MSN: claramm@hotmail.com // SKYPE: canal.aberto  // http://twitter.com/canalaberto// www.canalaberto.com.br 

 

 

 

Clerouak & Maria Lulú


TEATRO DE BOLSO DO QUARTO MUNDO apresenta "O Blues de Todo Mundo" com os palhaços Clerouak & Maria Lulú


Um espetáculo musical sobre o Blues na visão dos palhaços Clerouak & Maria Lulú, que nos leva a uma viagem as origens do blues, desde o seu início na África até suas influencias hoje. Os palhaços fazem uma homenagem ao ritmo e ao estilo de vida dos bluseiros, mostrando através da música ao vivo, essa cultura musical que já passou por tantas histórias. Um espetáculo musical com humor suave e sofisticado que pulsa o tempo todo em blues. {Foto: Edilberto Lima}


 

Serviço:

 

Teatro de Bolso do Quarto Mundo

Praça Jesuino Bandeira, casa 124 -

Vila Romana - São Paulo

Ingresso: R$ 10,00 (1/2 entrada para estudantes e idosos)

Aos sábados, dias 6, 13 e 20 de junho, às 21h

Faixa etária livre - 25 lugares – Acesso para portadores de deficiência

 

Informações: Tels. (11) 3864 3830 / Cel. (11) 8252 8388

 

Ficha técnica:

 

os palhaços Clerouak e Maria Lulú são responsáveis por cenário, figurino, iluminação, maquiagem produção, direção e divulgação, isto é, cuidam de tudo, uma caraterística dos espetáculos circenses e mambembes.


 

Apoio: O AUTOR NA PRAÇA

Ass. Imprensa: Edson Lima – Tel. 3739 0208 / 9586 5577

 

 

 

Sobre os artistas

 

 

Clerouak & Maria Lulú - A dupla que já apresentou seus trabalhos em diversos estados do Brasil, tem como princípio manter sua identidade artística e suas pesquisas em torno da música e do palhaço, buscando sempre novas oportunidades de trocas e aprendizado com a população em geral. O principal objetivo do trabalho é alertar para o respeito às diferenças e o valor cultural da diversidade étnica.


Os espetáculos são apresentados através da linguagem circense, uma das mais antigas artes teatrais do mundo, nele os palhaços músicos Clerouak e Maria Lulú desempenham diferentes funções e narram de forma poética culturas e aspectos de um mundo atual. A figura lírica clássica do palhaço europeu com a força ancestral de palhaços pouco conhecidos na cultura ocidental é apresentada ao público com o intuito de retomar a essência e força desse arquétipo que habita o imaginário de diferentes povos.

 

Os artistas trabalham através da poética mambembe números que reavivam memórias e estimulam o imaginário, reaproximando à população para a linguagem do teatro, e dessa forma contribuindo para formação de público do teatro brasileiro, informando e educando com entretenimento e linguagem popular. Os espetáculos também proporcionam oportunidades de ver e ouvir um estilo musical totalmente inovador e diferenciado da dupla que vêm desenvolvendo em suas pesquisas recursos melódicos, timbres e ritmos de diferentes culturas do mundo.


 

Seus instrumentos variam, desde a clássica guitarra elétrica a um exótico banjo feito de forma de bolo de cozinha, com isso os artistas reutilizam objetos diversos criando instrumentos musicais reciclados e exclusivos com riquíssimos timbres e peculiar sonoridade. Fonte: Edson Lima - 3739 0208 / 9586 5577

 

Saiba mais: http://www.clerouak1.kit.net/

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:00  comentar

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