Revelando, imortalizando histórias e talentos
17.6.09

Arnaldo Estrela: Um desconhecido no seu País

 
Desconhecido na própria pátria, ele é um dos maiores pianistas do Brasil, Arnaldo Estrela, é um ilustre desconhecido entre os brasileiros, até mesmo entre seus colegas.
 
 
Dono de personalidade impar, Estrela era provido de uma concepção severa de interpretar. Extremamente competente, mas dono de estilo seco, sem sentimentalismo. Isso não o impedia de ser um grande tradutor de Chopin, Brahms, Rachmaninoff e principalmente, música brasileira.
 
Interpretava com entusiasmo a Sonata em Si Menor de Chopin, imprimindo ao último tempo poderosa dramaticidade. Muito ligado a Villa-Lobos, em discos foi o principal interprete. Porém, gravara uma antologia dos mais variados autores brasileiros, dos primórdios, até os anos 78, pouco antes de sua morte. Arnaldo Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1908, e nossos maiores mestres beneficiaram-se de sua autoridade e prestígio.
 
Foi elo de ligação entre a geração de Guiomar Novaes e essa que aí se encontra. Estrela, era o único pianista brasileiro verdadeiramente dotado de virtuosidade. Este atributo lhe foi dado pelo crítico musical Andrade Muryci, e alcançou-se fulgurância que justificavam os elogios superlativos a ele feitos no estrangeiro. Manoel Bandeira o considerava o nosso melhor pianista. Na década de 40 Estrela venceu o Columbia Concerts e lançou-o de vez nos Estados Unidos. Tocou com os maiores regentes, como Mitropoulos e Ormandy. De volta ao Rio, separa-se de sua primeira mulher, Maria Luisa, neta do poderoso senador -da Velha República -, Antonio Azeredo.
 
 
Estrela, era de ideologia esquerdista e isso aliado ao seu talento abri-lhe as portas para concertos memoráveis na Rússia e outros países do bloco socialista, mas na sua última temporada voltou totalmente desencantado, abandonando a ideologia. Sua maior meta era formar pianistas, e foi com essa proposta que ingressou na Escola de Música da UFRJ, e formou nomes como Antonio Barbosa, Vera Astrachan e Júlio Medaglia.
O ensino tomava todo o seu tempo, por isso passou a animar o quarteto com Frederico Stephany, Iberê Gomes Grosso e Mariuccia Iacovino - sua segunda mulher. Estrela foi grande pianista no Brasil e respeitado no estrangeiro. Poderia ter feito uma carreira internacional condizente com sua excepcional categoria. Não o fez por culpa daqueles que, tanto ontem quanto hoje, cuidaram dos destinos das artes neste país do Carnaval e do Futebol. Em 15 de março de 1980 Arnaldo Estrela falecia na cidade do Rio de Janeiro. www.formasemeios.blogs.sapo.pt
 
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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:09  comentar

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