Revelando, imortalizando histórias e talentos
25.6.09

MAX: novo módulo de exposição itinerante

 

Exposição itinerante de museu sergipano conta pré-história da localidade e respectiva migração do restante do Brasil.


Desde a sua criação, 2000, o museu montou a exposição Itinerante “Xingó: 9000 anos de ocupação humana”, que percorre vários estados brasileiros, em diversos segmentos da sociedade, para levar o conhecimento sobre a Pré-História do Baixo São Francisco. Esse é o resultado de pesquisas arqueológicas desenvolvidas pelo Museu de Arqueologia de Xingó. Com um material expositivo mais compatível com a revitalização da exposição, no espaço museológico em Canindé do São Francisco, o MAX apresenta o mais novo módulo de exposição itinerante, com nova expografia e recursos tecnológicos mais modernos. A Exposição Itinerante tem apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio do Departamento de Museus.

Acervo

O acervo é formado de utensílios, esqueletos, réplicas de inscrições rupestres contam histórias milenares, do outro lado se vê a “monumental” construção da moderna Usina Hidroelétrica de Xingo, onde se percebe uma relação da usina com o museu não por acaso. Foi a partir da construção em 1988, que a Universidade Federal de Sergipe começou a desenvolver um grande projeto de salvamento arqueológico nas áreas que seriam inundadas pelo reservatório da usina. Após diversas pesquisas, coletas e levantamentos, o MAX foi então inaugurado em abril de 2000, e conta com um acervo arqueológico com mais de 55 mil peças, entre elas 240 esqueletos humanos. Parte deste material está exposto no museu e, com o auxílio de painéis, maquetes e réplicas vai sendo contada um pouco da história das migrações e o cotidiano daqueles que habitavam a área do baixo São Francisco há 9 mil anos. Apesar de serem poucas, assim mesmo as obras de artes dão uma beleza especial ao local com a escultura ‘Asa do Tempo’, um painel do sergipano Bené Santana, que fica logo na entrada do museu, e outros dois painéis do também artista plástico sergipano Elias Santos. Exposições de curta duração, laboratórios e atividades de pesquisa estão disponíveis no equipamento.


Grafismo /rupestres

O Museu vem mantendo uma significativa produção de publicações sobre as pesquisas e o acervo arqueológico referentes à Pré-História local. Em 1999, sob a coordenação da arqueóloga Cleonice Vergne, foram retomados os levantamentos de registros gráficos na região, a partir de uma prospecção mais detalhada no platô e em riachos, afluentes do rio São Francisco. Também realizou pesquisas nos povoados Lagoa das Pedras e Malhada Grande (BA), bem como na fazenda Mundo Novo (SE), onde há um expressivo afloramento granítico, formando matacões rochosos que tipificam, no solo árido da região, a paisagem sertaneja. Entre alguns desses matacões há registros rupestres, predominantes em pintura monocromática vermelha e com temática geométrica. Que razões levaram o paleoíndio entre outras, mas sendo a preocupação prioritária com o estudo do processo da cultura, isto é, como e por que se modificam as culturas humanas. O rico acervo de “Xingó: 9000, anos de ocupação humana”, encontra-se em cartaz no Museu de História Natural de Minas Gerais {av. Gustavo da Silveira,1035, Belo Horizonte}, até 23 de agosto e seguirá para Monte Alto, São Paulo.

 

{Reportagem de Agência FM publicada na Revista Contemporânea, edição impressa n* 19, junho de 2009 . Mais conteúdo em http://www.revistacontemporanea.com.br/ ou http://www.jornalnovastecnicas.com.br/ }{ Fotos: Foto{s}: site do museu} Negrito

MAX: Av. Marechal Rondon, s/n Jd. Rosa Elze
São Cristóvão – SE[79/2105-6448
max@usf.br - http://www.max.org.br/

 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 03:48  comentar

 

 

Patativa do Assaré é uma das principais figuras mais representativas da música do Nordeste do País do século XX, um sujeito regional e universal ao mesmo tempo.

Antonio Gonçalves da Silva, nasceu em Assaré, Caerá, em 5 de março de 1909. Nascido em uma família humilde que viviam da agricultura de subsistência. Logo cedo ficou cego de um olho por causa de uma doença e aos novo orfão de pai, ele passa a ajudar sua família no cultivo das terras. Quando fez 12 anos, foi pela primeira vez à escola, sendo alfabetizado por apenas alguns meses. Foi a partir dessa época que se interessou pelo repente, passando a se apresentar em festas.

O pseudônimo Patativa, surgiu quando tinha 20 anos, por ser sua poesia comparável à beleza do canto da ave. Foi no Crato, sul do Estado do Ceará, onde participava do programa da rádio Araripe, declamando seus poemas. Em uma de suas apresentações é ouvido por José Arraes de Alencar que, convencido de seu potencial, passa a lhe dar o apoio e o incentivo para a sua primeira publicação Inspiração Nordestina, 1.956, com reedição em 1967 dessa vez com título de Cantos do Patativa. Lança em 1970 a coletânea de poemas, Patativa do Assaré: novos poemas comentados, e em 1978, Cante lá que eu canto cá. Entre os anos de 1988 a 1994 foram lançados os seguintes livros: Ispinho e Fulô e Aqui tem coisa. Foi casado com Belinha, com quem teve nove filhos. Faleceu na mesma cidade onde nasceu. O poeta obteve popularidade nacional, e é detentor de diversas premiações, títulos e homenagens como Doutor Honoris Causa, pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, SBPC, em Fortaleza,1977 e Prêmio do Ministério da Cultura na categoria Cultura Popular entregue pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso e em Assaré, Ceará foi inaugurado o Memorial Patativa do Assaré, 1999.

Estilo


Seu trabalho se distingue pela marcante característica da oralidade. São poemas feitos e guardados na memória, para depois serem recitados. Vem daí o impressionante poder de memória de Patativa, capaz de recitar qualquer um de seus poemas, mesmo após os noventa anos de idade. Sua entonação, voz, ritmo, pausas e o pigarro além da linguagem corporal através de expressões faciais, perdem quando transcritas para parte gráfica. Patativa transitava entre todos os campos com facilidade camaleônica e capacidade.

Sua criação intelectual ainda está por ser totalmente compreendidas pelos acadêmico. É uma obra dimensionada tanto na estética quanto política. Aborda diferentes temas e outras vertentes, sempre com temática de um social-militante. Ele evoca a telúrica, filosofia, religiosa, o lirismo e um humor ácido. Tentar categorizar a obra de Patativa do Assaré não é missão fácil, pois muitas vezes são subjetivas e sem base teórica. Estes, em grande parte, baseados preconceitos e em pressuposições que direcionam a dois extremos; a idealizada do mito e a exclusão pela classe social, escolaridade entre outras. Vários eventos em comemoração aos 100 anos, entre eles um documentário “Ave Poesia” de Rosemberg Cariry. O poeta era casado com Belarmina Cidrão {Belinha} com que teve 9 filhos, faleceu em 8 de julho de 2002 em sua terra natal. {No alto, Patativa, Belinha e Rosemberg Cariry}.

 

REPORTAGEM de Francisco Martins, publicada na edição impressa de Revista Contemporânea edição n* 19 ano II. Mais conteúdo www.revistacontemporanea.com.br ou www.jornalnovastecnicas.com.br  }

EDITORIAS:
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