Revelando, imortalizando histórias e talentos
26.9.09

Cassandra Rios:Paulo coelho de calças ou de saias


Ela era sempre confundida com as personagens dos seus livros. Terminou abandonada pelo mercado editorial, que faz imaginar que grande parte das editoras brasileiras não vão além do marketing; sem senso, e responsabilidade cultural ou social.

 

Odete Rios, nascida em 1932, durante as décadas de 60 e 70 foi uma das autoras mais vendidas. Devido seu linguajar literário foi perseguidas não somente pela censura, mas por todos aqueles que não toleravam o forte conteúdo erótico de sua obra, considerada pornográfica pelos setores conservadores da cultura. Em seus livros, Cassandra Rios falava com liberdade e muita sensualidade sobre assuntos polêmicos para a época, como o homossexualismo feminino, as relações entre sexo, religião, política e cultos umbandistas. Ou seja, tudo aquilo que "atentavam" contra a moral defendida pelos militares. Lésbica assumida, ela chegou a vender quase trezentos mil exemplares de seus livros por ano, tornando-se um dos maiores sucessos editorial que, somente bem mais tarde seria igualado pelo escritor Paulo Coelho.

 

No cinema

 

Sua estreia na literatura aconteceu com "Volúpia do Pecado" ,1948, um sucesso popular, ao lado da também considerada pornógrafa Adelaide Carraro. Com a abertura militar, um de seus livros, "A Paranóica", foi adaptado para o cinema, com título de "Ariella", personagem título vivido por Nicole Puzzi , uma menina rejeitada que vivia numa mansão e que descobre que seu tio fingia ser seu pai para ficar com sua fortuna. Para se vingar, Ariella passa a usar o próprio corpo, desintegrando a família.

 

Livros mais famosos

 

Autora de dezenas livros, a escritora brasileira por muito tempo escandalizou o país com seu estilo "pornográfico". Entre suas obras consideradas pornográficas ‘A Tara’, ‘Tessa, a Gata’, Volúpia do Pecado’, ‘A paranóica’,’ Muros Altos’, ‘Uma Mulher Diferente’, ‘Cabelos de Metal’ e ‘A Borboleta Branca’, entre outras dezenas de títulos. Breve História de Fábia, Nicoletta,Ninfeta, Crime de Honra, Uma Mulher Diferente, A Lua Escondida, As Traça entre outros. Seu livro mais vendido foi o romance ‘A Noite Tem Mais Luzes’ que atingiu a vendagem de 700 mil exemplares.

 

Abandonada

 

No ano de 1976, dos 36 livros da escritora que foram publicados e apreendidos e proibidos em todo o país 33 foram liberados. Desde então, Cassandra Rios desapareceu completamente dos noticiários escritos e televisivos. Seu final não foi dos melhores, abandonada pelo mercado editorial, terminou editando os últimos livros por conta própria. Cassandra Rios faleceu em São Paulo, aos 69 anos, em 8 de março de 2002.





Adelaide Carraro


Poucas foram as escritoras que souberam lidar com a libido em seus textos. Polêmica, a cada livro que lançava despertava a curiosidade em alguns e a ira em outros. Principalmente, os políticos e a alta sociedade que sempre apareciam biografados, e nem sempre da forma que gostariam.

 

 

Adelaide Carraro nasceu na cidade de Vinhedo, interior de São Paulo, em 30 de julho de 1936. Logo cedo ficou órfã com mais onze irmãos. As dificuldades eram grandes, e então, passou a viver em um orfanato. No decorrer de sua vida ela publicou cerca de quarenta livros sendo e seus maiores sucessos: O Estudante, O Estudante II, O Estudante III e Meu Professor, Meu Herói, lançados pela editora Global, e ultrapassam mais de trinta edições.

 

 

Estima-se que a escritora tenha vendido mais de 2 milhões de livros. Adelaide Carraro era solteira convicta, jamais cogitou se casar, porém, foi mãe adotiva de duas crianças. Muitos foram os adjetivos na tentativa de classificar sua obra, entre os quais ‘literatura pornográfica’, escritora maldita. Adelaide Carraro morreu em janeiro de 1992.

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:51  comentar

Voz grave de cantora folk aos poucos recebe leveza nos momentos mais agudos do novo disco




Ouvir o mais recente CD de Isabella Taviani " Meu Coração não Quer Viver Batendo Devagar" nos remete ao tempo em que cantor só cantava e compositor apenas compunha. Isabella é mais notada pelo estilo folk, mas vem, aos pucos, em um esforço louvável mostrando leveza na voz, principalmente nos momentos agudos, exemplo o mais recente CD é quase que unânime, com restrição às canções que ele insiste em compor, ponto baixo do disco. As faixas "Borboletas e Risos", e Sob Medida", de Chico Buarque estão magistrais na voz de Isabella Taviani.

Gravadora: Universal
Avaliação: bom
Valor: R$ 34




Perry Farrel

Perry Farrel e Dave Navarro apresentarão tradicional psicodelismo aliado ao punk que tornou Jane's Add, não somente ícone de uma geração mas sim reflete uma época.

Jane's Addiction na pele de Perry Farrel comparece ao país em novembro. O líder do Jane's Add e também fundador de Pornô For Pyros, ficou conhecido nos anos 80 à frente do vocal de Jane’s Addiction até 1991. Farrel é criador do festival Lollapalooza, e negocia franquia do festival ao Brasil. Nos dias 7, 8 e 9 de novembro ele tocará com sua banda no Maquinaria, em São Paulo. Ele explica como será sua primeira aparição em terras tupiniquins, com set list retirados dos discos "Nothing's Shocking", 1988, e "Habitual de Lo Habitual", de 1990, com os hits “Been Caught Stealing" e "Stpo".

Jane's Addiction surgiu na cola do Nirvana, que virou de ponta cabeça a indústria fonográfica, onde bandas independentes não só tiveram notoriedades como passaram a serem chamadas de "alternativas" e disputadas pelas majors. Assim, ao lado de Dave Navarro, Perry Farrel e sua Jane's Add, e as misturas de punk, grunge e metal obtiveram mais que um espaço na media. Tornaram-se ícones de uma geração. É uma das poucas bandas que soa original. As influências dos caras são soam discretas.

Também tocarão no Maquinaria Festival: Deftones, Faith No More, Panic At The Disco Sepultura entre outros



Maquinaria Festival

Dias 7, 8 e 9
a partir de 15h00
Chácara do Jockey –
rua Pirajussara s/n
[11] 4003-1212
Valores: de R$ 200 a 400
Classificação etária: 16 anos
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:51  comentar

 

O primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Influenciou muita gente. Mestre de seus alunos diretos. Teria sido ele um pintor? Um poeta sem versos? Um diretor? Um cenógrafo, Ele fora em verdade um artista plural.

Pintor, gravador, ilustrador, cenógrafo e crítico de arte brasileira nasceu em João Pessoa - PB, em 1909. Autodidata, iniciou sua carreira no Rio de Janeiro na década de 1930 como ilustrador. Realizou grandes trabalhos para as obras de Dostoievski, Graciliano Ramos e Gilberto Freire, Castro Alves, Jorge Amado e José Lins do Rego. Foi cenógrafo da revolucionária montagem de Vestido de Noiva, peça teatral de Nelson Rodrigues [1943], que marca o surgimento do teatro brasileiro moderno da década de 1940. Também foi professor de desenho e artes gráficas da Fundação Getúlio Vargas -RJ, da Escola Nacional de Belas Artes, e do Museu de Arte Moderna, ambos no Rio de Janeiro. Colaborou para diversos periódicos cariocas como crítico de arte. Foi integrante das companhias Teatro Experimental do Negro e Os Comediantes.

 

Sua carreira de cenógrafo teve início em 1937 na peça Ásia, de de Lenormand, na Companhia de Álvaro Moreyra. No mesmo ano, trabalha a equipe do do ator Jaime Costa, em Uma Loura Oxigenada, autoria de Henrique Pongetti, e em Anna Christie, de Eugene O'Neill. Foi pioneiro ao constituir o primeiro núcleo de ‘Os Comediantes’, em 1938, juntamente com a atriz Luiza Barreto Leite e o diretor Jorge de Castro. A companhia se organiza administrativamente, em 1941, e Tomás Santa Rosa assume a direção artística. Logo depois, assume a vice-presidência da companhia, e em1942, realiza a cenografia para Orfeu, de Jean Cocteau, e As Preciosas Ridículas, de Molière, sendo a primeira direção de Ziembinski para o grupo ‘Os Comediantes’,1943, incluindo os comentados cenários de Vestido de Noiva, que introduz a idéia da ambientação como parte da concepção, de maneira que a função do cenógrafo se insere na autoria do espetáculo. 

 
Colabora em alguns trabalhos do Teatro Experimental do Negro, TEN, de Abdias do Nascimento: Recital Castro Alves; Terras do Sem Fim - uma co-produção entre Os Comediantes e o TEN -, ambos de 1947; Aruanda, de Joaquim Ribeiro, 1948; e Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, 1949. Também a cenografia para Senhora dos Afogados, outro clássico de Nelson Rodrigues, dirigido com direção de Bibi Ferreira, para a Companhia Dramática Nacional, em 1954.


Teatro Municipal -RJ


Em 1952, ele fica responsável pela coordenação e orientação das montagens do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Lá, dirige o Conservatório Nacional de Teatro e ministra um curso de cenografia no SNT. É um dos fundadores de Sua Revista, A Manhã (jornal) e Rio Magazine. Assina a coluna de crítica de arte do Diário de Notícias. Colabora para a Dom Casmurro - periódico especializado em teatro. O talento artístico de Tomás Santa Rosa foi plural: das artes plásticas até o teatro e a literatura. Santa Rosa faleceu em Nova Delhi, Índia, em 1956.
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:50  comentar

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