Revelando, imortalizando histórias e talentos
1.5.11

 

 

Ernesto Sábato, vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura, 1984, é um dos maiores autores argentinos do século XX.
O escritor morreu aos 99 anos em sua residência de Santos Lugares, na província de Buenos Aires, informou  neste sábado a família do escritor ""Ele morreu durante a noite, é um grande que se vai. Há 15 dias teve uma bronquite e na idade dele isto é terrível", declarou sua esposa e colaboradora de 30 anos e Elvira Gonzáles Fraga.  "Vinha sofrendo há três anos. De alguma maneira se aproximava dos 100 anos, mas era doloroso de ver", confessou a mulher à rádio Mitre, que lamentou a morte do autor, neste sábado, 30 de abril.
Sábato escreveu obras essênciais da literatura argentina como "O Túnel", "Sobre Heróis e Tumbas" e "Abbadón, o exterminador". Entretanto, sua obra chave chama-se  'Homens e Engrenagens', que fala de maneira magnífica sobre a relação entre o homem e a tecnologia, algo que está acontecendo de forma contemporânea", afirmou o secretário de Cultura da cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi.
Ernesto Sábato, nasceu em 24 de junho de 1911 na cidade de Rojas, Sábato foi o penúltimo de 11 filhos e seus biógrafos acreditam que parte de sua atormentada personalidade foi consequência do fato de ter sido batizado com o nome do irmão imediatamente mais velho, morto pouco tempo antes.
Em 1984, presidiu um seleto conjunto de personalidades na Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep), que publicou o famoso 'Nunca mais', com relatos e depoimentos das vítimas e sobreviventes da ditadura, 1976/83.
O escritor seria homenageado no domingo na Feira do Livro pelo Instituto Cultural da província de Buenos Aires, a dois meses de completar 100 anos.(Marcelo Contreras- Especial Agência FM). Foto acervo do escritor.

 

 

 

Obra Completa

 

Os três romances são "O Túnel" (1948), no qual o autor submerge na alma humana com uma história de amor e morte; "Sobre heróis e tumbas" (1961), no qual mostra os últimos personagens de uma família da oligarquia e as obsessões do homem contemporâneo; e "Abaddón o exterminador" (1974), mais autobiográfico.

 

A obra completa de Sábato, um dos principais expoentes da intelectualidade argentina do século XX, inclui ainda ensaios, sobre temas filosóficos, científicos, culturais e políticos, além de sua constante preocupação com os direitos humanos.

O primeiro ensaio foi "Nós e o universo" (1945), seguido por "Homens e Engrenagens" (1951), "Heterodoxia" (1953) e "O caso Sabato. Torturas e liberdade de imprensa. Carta aberta ao general Aramburu" (1956).

 

Também escreveu "O outro rosto do peronismo (1956), "O escritor e seus fantasmas" (1963), "Tango, discussão e chave" (1963), "Romance da morte de Juan Lavalle" (1966), "Significado de Pedro Henríquez Ureña" (1967) e "Aproximação à literatura de nosso tempo: Robbe-Grillet, Borges, Sartre" (1968).

 

Sua obra se completa com os ensaios "A cultura na encruzilhada nacional" (1973), "Diálogos com Jorge Luis Borges (1976), "Defesas e Recusas" (1979), "Os livros e sua missão na liberação e integração da América Latina" (1979), "Entre a letra e o sangue" (1988), "Antes do Fim" (1998), "A Resistência" (2000) e "Espanha nos diários de minha velhice" (2004).

 

Além disso, convocado pelo então presidente Raúl Alfonsín (1983-89), o governante da transição democrática, encabeçou a comissão de notáveis que compilou centenas de depoimentos de familiares e vítimas da ditadura (1976/83) que figuraram no célebre "Nunca Mais. Relatório da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas" (Conadep), editado em 1985.

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:00  comentar

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