Revelando, imortalizando histórias e talentos
17.12.11

Morre Sérgio Brito, o último dos moicanos

 

 
Morre ator Sérgio Brito e governo do Rio de Janeiro decreta luto de três dias. O ator assumiu a homossexualidade no final dos anos 90 e confirmou em sua autobiografia.
Sérgio Brito/Divulgação TV Globo
Morreu na manhã  deste sábado, 17, no Rio de Janeiro, o ator e diretor Sérgio Britto aos 88 anos, ele  estava internado havia um mês no Hospital Copa D'Or com problemas cardiorrespiratórios.
O ator Brito foi uma das maiores personalidades na história do teatro brasileiro, atualmente apresentava na TV Brasil, o programa 'Arte com Sérgio Britto'. Brito foi o criador, diretor e ator do Grande Teatro Tupi, que foi ao ar por mais de dez anos na extinta TV Tupi.O ator também foi responsável pela direção de Ilusões Perdidas, primeira telenovela produzida e exibida pela TV Globo. Sua consagração chegou através dos palcos onde recebeu diversos prêmios. Em 2010, lançou a autobiografia O Teatro e Eu.
Sérgio Pedro Corrêa de Britto, nasceu no Rio de Janeiro, 29 de junho de 1923, era filho de Lauro e Alzira, seu pai era funcionário público e sua mãe, dona de casa. Sérgio vivia com eles e o irmão, Hélio. Uma típica família da Vila Isabel daquela época: todos religiosos, tradicionais e conservadores. A idéia de ser ator não passava por sua cabeça, tanto é que chegou a cursar até o sexto ano de medicina, na Faculdade da Praia Vermelha. Mas foi no teatro universitário amador, fazendo o papel de Benvoglio em Romeu e Julieta, que Sérgio descobriu que o teatro seria sua vida. No ano de 1945 abandonou a medicina para se dedicar à sua paixão, o teatro.
 
 
 
 
 
O começo
 
 
Sua estreia profissional deu-se em 1953, no Teatro de Arena atuando em Esta Noite é Nossa, de Stafford Dickens, direção de José Renato. Em 1959, formou sua própria companhia teatral, o Teatro dos Sete, com Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando Torres, e apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a histórica montagem de O Mambembe, de Artur Azevedo. No ano 1960, especialmente para o Teatro dos Sete, Nelson Rodrigues escreveu O Beijo no asfalto. Ainda nos anos 60, com Líbero Miguel, dirigiu a primeira novela da Rede Globo, Ilusões Perdidas, e no elenco estavam Emiliano Queiroz, Leila Diniz, Miriam Pires, Norma Blum, Osmar Prado, Reginaldo Faria.
Nos anos 70 mantinha a qualidade de sua arte e fez em 1971, ao lado de Fernanda Montenegro, a peça O Marido Vai à Caça de Georges Feydeau. Dirigido por Amir Haddad. Em 1974, destaca-se como um dos intérpretes de A Gaivota, de Anton Tchekhov, dirigida por Jorge Lavelli. Já em 1975, interpreta o Dr. Facchini, grande sucesso da novela Escalada de Cassiano Gabus Mendes. A novela tinha no elenco Tarcísio Meira, Renée de Vielmond, Suzana Vieira, Ney Latorraca e Nathália Timberg.
Em 80 e 90 realizou trabalhos como a novela Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa. Ao lado de Tereza Rachel e Ary Fontoura. Ainda em 1982, juntamente com fonoaudióloga Glorinha Beutenmuller, ajuda fundar a CAL(Casa de Arte das Laranjeiras), que hoje é considerada uma das escolas mais conceituadas na preparação do ator no Brasil. Em - 1985, está em Assim É...(Se Lhe Parece), de Luigi Pirandello, com direção de Paulo Betti. Em 1985, atua ao lado de Rubens Corrêa e Ítalo Rossi em Quatro Vezes Beckett, que marca o início da trajetória do diretor Gerald Thomas no Brasil. Em 1986, atua com Tônia Carrero, na peça Quartett, de Heiner Müller e sob direção de Gerald Thomas.

Em 1989, assume a direção artística do Centro Cultural do Banco do Brasil - CCBB. 1990, Sérgio interpreta Antero Novaes, na novela Pantanal, da extinta Rede Manchete. O personagem era viciado em pôquer, morre no 15º capítulo da novela, quando está jogando com o neto e no jogo faz um royal street flash e morre de emoção. Em 1993, na Globo, participou de Olho no Olho, onde interpretou o Padre João.

Na televisão atuou em quase uma centena de novelas entre as quais "Espelho Mágico", 1977, Anjo Mau,76, 1974 Supermanoela - Jorge (Rede Globo),1984 Caso Verdade, Esperança - Genaro (Rede Globo),1991 O fantasma da ópera - Antônio Medeiros (Rede Manchete), 1997 A Indomada (Rede Globo), 2000 Vidas Cruzadas - Teodoro (Rede Record), 1996 Xica da Silva - Conde Valadares (Rede Manchete), 1989 Kananga do Japão - Teodoro (Rede Manchete).

No cinema, em 2006 - O maior amor do mundo - Dirigido por Cacá Diegues, 1965 - Society em baby-doll - Dirigido por Luis Carlos Maciel, 1953 - Esquina da ilusão - Dirigido por Ruggero Jacobbi, 1951 - O Comprador de Fazendas - Dirigido por Alberto Pieralisi e 1973 - Caingangue - Dirigido por Carlos Hugo Christensen. O velório do corpo de Sérgio Britto ocorrerá na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no início da tarde. (Francisco Martins).
 
 
 
 
LEIA TAMBÉM: morre cantora Cesária Évora, mairo nome da música cabo-verdiana: http://agenciafm.blogspot.com/2011/12/morre-maior-nome-da-musica-cabo.html#links
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:42  comentar

"Nunca pensei que minha história tivesse alguma importância", diz Luiz Lugado, que desde que deixou os palcos jamais falou com alguém sobre o assunto. Entretanto, confiou à Agência FM seu legado histórico.

 

Lugado em "Almas do Outro Mundo"

 

 

Para alguns a vida parece florescer mais enquanto para outros aparentemente, só aparentemente, não florece tanto. Porém, basta uma análise imparcial com uma pitada de boa vontade para se descobrir pessoas no meio da multidão que, de alguma forma, foram de suma importância não somente em sua época, mas para se chegar a um lugar concreto por exemplo as artes cênicas. Este pré-ambulo é para se contar a história de um ator, fotógrafo e colorista fotográfico, cinéfilo, o paulista Luiz Lugado.

 

 

Nascido em Itatiba, interior paulista, no ano de 1924, mudou-se com a família ainda jovem para capital, onde ficou encantado com o charme e o glamour da época. Tudo isso talvez tenha aflorado sua veia artística e contribuido para uma incursão às artes entre as quais o teatro. Lugado, atuou na época em que o artista era um ser inferior sendo conferido a eles todos os adjetivos pejorativos imagináveis. Até mesmo no seio familiar os atores e atrizes recebiam tratamento diferenciado. A bem da verdade, ele nasceu em uma família onde quase todos tinham dons artísticos pois uma irmã cantava ritmos latinos como a rumba. Outra foi atriz ao seu lado (Maria Montefusco - veja convite) e um irmão era cenógrafo. Mas isso não aliviou a situação não. Ele não deu ouvidos e começou uma carreira onde abriria portas para gerações de atores.

 

 

 

 

Lugado, primeiro à esquerda, "Doente Imaginário, de Molière

 

 

 

 

Luiz Lugado, primeiro da esquerda, em "Cautela com as mulheres"

 

 

TEATRO

 

Apesar de ser apaixonado pelo rádio, sua chance viria mesmo no teatro, onde atuou nos 1950. Trabalhou em cinco peças teatrais ao lado de nomes importantes como do conceituado diretor Osmar Rodrigues Cruz (1924 - 2007) e atores que mais tarde se destacaram na televisão. Encenou textos de cunho social à comédia. Em "Rosas de Nossa Senhora" texto do português C. Silva, representada no Teatro dos Carmelitas (Rua Martiniano de Carvalho, 156 - SP), ele interpretou o Carrapicho, personagem que defendia a honra de uma jovem assediada. No mesmo teatro ele atuou em texto clássico do francês Molière "O Doente Imaginário" e "Cautela com as Mulheres". Já, "Que Trapalhada" foi representada no famoso Teatro Colombo", no bairro do Brás, SP. Seu último trabalho no palco foi em " Almas do Outro Mundo", onde interpretou uma personagem complexa, algo entre o trágico e cômico, papel aferecido somente aos atores dotados de grande talento.

Ingresso/convite da peça "Rosas de Nossa Senhora"

Devido instabilidade da carreira,  responsabilidades familiares, ele teve de sacrificar o ator passando a axercer a função de bancário até se aposentar. Mas, nos tempos vagos passou a exercer duas atividades ligadas a fotografia, chegando a fotografar casamento e vedetes do teatro, cujo temas serão abordados em outra matéria sobre o ator, cidadão cuja contribuição na profissão ator foi fundamental. Fotos: Acervo do artista. (Francisco Martins)

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:04  comentar

 

 



Formas&Meios, AgênciaFM, Anael Lopes, deputado federal Carlos Grana e vereador Claudinho apoiam show com  artistas populares como Célio Roberto, Pik Massaru, D'Carlo & Eryk, Luciana Soler, Negro Cosmo entre outros.

Compareça ao lançamento da Coletânea Vol. I , da Caravana de Anael Lopes, o radialista "abraçarinho" do Brasil.

Serviço:

Avenida Nossa Senhora do Ó - Freguesia do Ó -SP
Local: Pisero Shows e Biles
Horário: dia 14/12 a partir das  19h45
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:03  comentar

 

 

Jane Lago interpreta à capela e em francês, Carinhoso, composição de Pixinguinha e João de Barro) para deleite do público presente no evento da OPESP, presidida por José Leonel Aguiar. A apresentação aconteceu nesta quinta-feira, 8 de dezembro de 2011. Registro raro da cantora que começou na Boate O Beco, tradicional casa de shows em São Paulo. Jane tem uma carreira bem expressiva na França e aqui no Brasil é empresariada por Vitoriah Cury. MAIS vídeos neste site ou em www.youtube.com/formasemeios

 

 

EDITORIAS:
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