Revelando, imortalizando histórias e talentos
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Uma figura de contornos singulares, Paschoal Carlos Magno, se envolveu em atividades voltadas para a mocidade estudantil e para o teatro. "Se não receber ajuda vou tocar fogo na Aldeia Arcoverde" ameaçou o teatrólogo.

 

 

 

 

Escritor, poeta, teatrólogo, político, diplomata. Ele destacou-se em todos os setores em que militou, sendo o teatro e os estudantes seu foco. Entre suas bandeiras culturais figuram a criação do Teatro do Estudante do Brasil (TEB), 1938, no Rio de Janeiro, e a manutenção do Teatro Duse, que funcionava no porão de sua própria residência, no bairro de Santa Teresa, na mesma cidade, a partir de 1952.

 

 

 

Nascido em 13 de janeiro de 1906, no Catete, bairro da cidade do Rio de Janeiro, filho dos italianos Nicolau Carlos Magno e Dona Filomena Campanella Carlos Magno, em 1918, quando tinha 12 anos, escreve o livro de poesias 'Templos', prefaciado pelo Conde de Afonso Celso, renomado poeta e crítico literário. Aos 16 anos, lança Tempo que Passa, com prefácio de Leôncio Correia e, no ano de 1925, 'Chagas de Sol', com estudo do poeta Luiz Carlos; daí ser chamado de “o poeta de Chagas de Sol”. Sua estreia no romance deu-se em 1926, recebendo da Academia Brasileira de Letras menção honrosa pelo livro 'Drama da Alma e do Sangue'. Quatro anos mais tarde, a Academia Brasileira de Letras lhe concederia o primeiro prêmio teatral pela peça 'Pierrot', apresentada pela Companhia Jaime Costa, no Teatro João Caetano, em 1931.

 

No ano de 1929, Paschoal e Ana Amélia Carneiro de Mendonça fundam a Casa do Estudante do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, para estudantes sem recursos. Quando Carlos Magno cursava o último ano de ciências jurídicas e sociais percorre sozinho, em oito meses, o norte do país, e promove feiras de livros, conferências, visita prefeitos, governadores, intelectuais e o povo, convidando-os a ajudarem a Casa do Estudante do Brasil.

 

Em 1933, torna-se vice-cônsul, em Manchester, indo após para o Consulado Geral em Londres. Já em1938, funda o Teatro do Estudante do Brasil (TEB), estreando Romeu e Julieta, de Shakespeare, com ressonância nacional. Nela, impõe a presença de diretor artístico para o espetáculo; exclui o ponto; valoriza o cenógrafo e o figurinista e introduz a fala brasileira no palco, onde ainda imperava o sotaque lusitano. Durante a Segunda Guerra Mundial, na Inglaterra, ele publicou o romance 'Sun Over the Palms', com entusiástica acolhida e elogios de Wells, Gilbert Murray, Clement Dane, Priestley, Macaulay, Robert Lind, Neumann, Yolanda Foldes, Edith Sitwell entre outros.

 

Na Europa

 

No ano de 1946, ainda em Londres, no Lindsay Theatre, sua peça 'Amanhã Será Diferente' é representada, e o crítico W.C. Darlington, do conceituado jornal Daily Telegraph, classifica-a como “peça brasileira de qualidade”, enquanto Beverley Baxter dá-lhe três colunas na Evening Standard. O livro foi publicada pela editora Constable, que tinha entre seu cast o escritor Bernard Shaw e John dos Passos.

 

No Brasil,1946, ele assina a coluna teatral do Jornal Democracia, e depois a do Correio da Manhã. 1947, 'Seremos Sempre Crianças' peça encenada no Teatro Ginástico, Rio de Janeiro, pela Cia. Alma Flora. Já no ano de 1948, o TEB apresenta no Teatro Phenix, Hamlet, de Shakespeare, onde lançou Sérgio Cardoso neste papel. A montagem foi considerada pelos críticos como o maior acontecimento artístico dos últimos cinquenta anos.

 

Paschoal Carlos Magno produziria depois Inês de Castro, de Antonio Ferreira, e em 1949, o TEB apresenta no Phenix o Festival Shakespeare, com Romeu e Julieta, Macbeth e Sonho de uma Noite de Verão, revelando atores, diretores, cenógrafos e figurinistas. Inovadoramente, alunos de canto de grupos oficiais e particulares cantam La Bohème, Madame Buterfly, La Traviata, Sóror Angélica e Serva Padrona. Patrocina o Coral Bach, coro misto, na Cantata da Ressurreição. À frente, os estudantes Roberto Regina e Dante Marti

 

O princípio do Teatro Duse

 

Eleito veredaor em 1950 pelo Distrito Federal com expressiva votação, na Câmara, é respeitado pelos pares, devido à ação moralizadora que impõe à Casa como Primeiro Secretário. Em 1952, o TEB percorre o norte, nas capitais apresenta repertório de Sófocles, Eurípedes, Shakespeare, Ibsen, Gil Vicente, Martins Pena, sem ajuda oficial. Inaugurou na casa em Santa Teresa, em 1952, o Teatro Duse, com 100 lugares, onde ia-se lá somente por convite. Nos intervalos havia coleta para a cantina dos estudantes do grupo de teatro que atuava. O teatro lançou atores, diretores, cenógrafos, figurinistas, eletricistas, autores, obtendo prestígio dentro e fora do Brasil.Em 1957, fecha o Teatro Duse, então confessa: “É uma pena. Era o único teatro-laboratório do Brasil. Poucos o ajudaram materialmente”.

 

Recebe o prêmio Apolo, da Sociedade Teatro e Arte, em 1958, como figura principal do teatro. Em 1957, Paschoal Carlos Magno organiza e dirige o I Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Recife (PE), com 800 participantes. Promove o primeiro “Julgamento de Personagens”, Hamlet e Otelo, encarnados por Sérgio Cardoso e Paulo Autran. No ano de 1962, realiza o IV Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Porto Alegre (RS), com mil presenças. Organiza o I Encontro das Escolas de Dança do Brasil, em Curitiba (PR). Torna-se um dos patronos da Nova Jerusalém, em Pernambuco.

 

Aldeia do Arcozelo

 

No ano de 1965, ele inaugura a Aldeia de Arcozelo, em Paty do Alferes (RJ), criando a Fundação João Pinheiro Filho, onde monta o anfiteatro Itália Fausta, com 1.200 lugares e o teatro Renato Viana, com 400 lugares. Então, dirige, em 1968, o V Festival Nacional de Teatro de Estudantes, no antigo estado da Guanabara. No ano de 1969, escreve mais um texto para eatro 'Não Me Acuso, nem Me Perdoo', livro de memórias.

 

Em 1971, organiza e dirige o VI Festival Nacional de Teatro de Estudante, na Aldeia de Arcozelo, realizando espetáculos ao ar livre e no Renato Viana, com a participação de 32 grupos. Em 1972, publica Poemas do Irremediável que recebeu da crítica os mais belos comentários. Em 1974, Paschoal cria a “Barca da Cultura”, que visita 57 cidades do norte, nordeste e centro-oeste. Nos 45 dias do Rio de Janeiro-Belém do Pará, 200 artistas participam. O ônibus e a barca visitam cidades do Rio São Francisco. À frente da Orquestra Jovem do Theatro Municipal, o maestro Prates. Participa o Ballet Stagium, com Décio Otero e Marika Gidali, entre outros.

 

Em 1975 reabre o Teatro Duse, e somente uma peça é apresentada. A Aldeia de Arcozelo lhe consome os bens, deixando-o pobre. No ano seguinte, organiza o VII Festival Nacional de Teatro de Estudantes, abrindo-o Ney Braga, Ministro da Educação e Cultura. Paschoal comemora 70 anos e Carlos Drummond de Andrade assim se expressa no Jornal do Brasil: “Por sua vida curtida e generosa, hoje deveria ser feriado nacional”. Em 1978, Paschoal vende a casa de Santa Teresa para pagar dívidas da Aldeia. No ano seguinte, endividado, ameaça: “Já que não me ajudam os poderosos, vou tocar fogo na Aldeia”. O Brasil inteiro enviou notas de um cruzeiro para salvar tão maravilhoso espaço cultural. Paschoal Carlos Magno morre em maio de 1980.

 

O escritor, autor teatral e jornalista cuja melhor fase foi no jornal Correio da Manhã, não viu publicada a peça Depoimento escrita em 1961, nem o livro de poesias Cantigas do Cavaleiro, sendo os originais entregues aos amigos Moacir Lopes e Eduarda Zandron, em fevereiro de 1980.(Francisco Martins - em memória de Fausto Visconde).

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 23:47  comentar


 
Rede Record se utiliza de chantagem pagando torcida organizada para protestar contra Ricardo Teixeira
Ricardo Terra Teixeira
A Rede Record de Televisão quando o assunto é jornalismo se intitula a última coca-cola do deserto. Durante meses bateu no presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Terra Teixeira como se pedisse punição para seus atos. Em todas as edições de seus telejornais Terra Teixeira era o prato frio predileto da emissora. Como diz o antigo ditado: quem desdenha quer comprar, e a TV Record sabia exatamente o que intencionava. Não comprar, mas vender um espaço publicitário para CBF. Melhor, vender o silêncio ao presidente da CBF. Aparentemente, o telespectador menos informado poderia até pensar: nossa, a Record está realizando um serviço de utilidade pública. Só em tese.
 
A ideia era bater cada vez mais forte até que ele se sentisse incomodado a fizesse uma contra-proposta. Não tardou e a negociação de uma peça publicitária a ser veiculada na TV Record entrou nos planos de ambos em forma de um "cala-boca". Mostrando-se sem nenhuma ética moral e profissional, a direção da TV do famigerado bispo Edir Macedo, fizeram o que Terra Teixeira estaria fazendo, meteram a mão na grana do povo brasileiro sem dó e sem piedade escancarando o vendalismo na televisão de uma vez por todas. A chantagem feita pelos telejornais surtiu, então, o efeito esperado a peça publicitária "CBF, cuidando da nossa paixão".
 
Então, esperar o que de uma emissora de televisão e de uma figura espúria como seu proprietário Edir Macedo ! Esperar o que de jornalistazinhos de meia pataca com o rei na barriga que atuam como meros colaboradores em jornalismo de cunho estelionatário. Apesar de ser esta prática frequente nas TV''s e grandes jornais impressos, uma mídia prostituta e jornalistas idem com ultra-mega-rara excessão poderia tomar alguns cuidados e não, além do golpe no erário público, colocar carimbo de idiota na testa dos cidadãos.
 
Enquanto as suspeitas de que Terra Teixeira teria desviado dinheiro público para seu patrimônio pessoal, objeto de discussão judicial, uma certeza já existe: a Rede Record meteu a mão no erário público de forma tão desonesta quanto teria feito o diretor da CBF. Enquanto parecia clamar por justiça, a Record estava interessada deliberadamente em colocar torcedores do seu lado. Para isso pagou torcedores para fazerem manifestações durante alguns jogos de futebol exemplo Rio Grande do Sul, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro atuando como figurantes de suas ridículas novelas. Os manifestantes receberam cachê através de suas lideranças. Cadê o ministério público? De braços cruzados atestando sua tradicional conivência. (francisco martins - agenciafm@gmail.com ).
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 12:58  comentar

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