Revelando, imortalizando histórias e talentos
26.1.12

 

Exposição em homenagem ao centenário de nascimento do ator, cantor e produtor cinematográfico Amácio Mazzaropi, no corredor da secretaria de cultural de São Paulo, na Galeria Olido, centro. Mostra inaugurou dia 25, quando se comemora os 458 anos da cidade. A mostra saiu de cartaz dia 25/01.

 

 

 

 
 

Centenário de Amácio Mazzaropi

 

 

Nascido em 9 de abril de 1912, filho de imigrantes italiano e português Bernardo Mazzaropi e Clara Ferreira, sua famí­lia mudou-se para o interior paulista, Taubaté, quando ele tinha apenas dois anos. O pequeno Amácio passa longas temporadas no municí­pio de Tremembé na casa do avô João Ferreira, um exí­mio dançarino e tocador de viola e animador de festas. Ferreira o levava sempre ao museu da cidade fazendo-o tomar gosto pela cultura caipira. No ano de 1919, volta com a famí­lia para capital paulistana, e cursa o primário no Colégio Amadeu Amaral, no bairro de Belém. Bom aluno, tinha facilidade de decorar poesias. Em 1922, morre seu maior incentivador, o avô. A família retorna novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Entretanto, Amácio Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo do circo. 

 

Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domênico Mazzaropi em Curitiba para trabalhar na loja de tecidos da famí­lia. Aos 14 anos, em 1926, retorna à  cidade de São Paulo ainda com o sonho de participar em espetáculos circense e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929, retorna para Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro. Com a Revolução Constitucionalista de 1932  segue-se uma grande agitação cultural no Estado, e Mazzaropi estreia em sua primeira peça de teatro "A herança".  Em 1935, convenceu seus pais a  seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Assim, em  1945, a Troupe de Mazzoropi percorre muitos municí­pios do interior de São Paulo. Porém, o dinheiro não dá para melhorar a estrutura da companhia.

 

Com a morte da avó materna, Dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim, estrear na capital com atuações  elogiadas por jornais paulistanos. Depois parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraí­ba.  Com a morte de seu pai, em 1944,  Mazzaropi estreia no Teatro Oberdan (São Paulo)  ao lado de Nillo Nello, sendo ator e diretor da peça "Filho de sapateiro, sapateiro deve ser", bem recebida pelo público. 

 

No ano de 1946, é convidado por Dermival Costa Lima (Rádio Tupi) e estreia programa dominical "Rancho Alegre", encenado ao vivo no 

auditório da rádio no bairro do Sumaré, zona oeste da cidade de São Paulo, sob direção de Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, o programa estreia na TV Tupi, desta  vez tinha  Geny Prado e João Restiffe como coadjuvantes.

 

Cinema

 

Convidado por Franco Zampari e Abí­lio Pereira de Almeida estreia seu primeiro filme, 'Sai da Frente' (1952), rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde realizou mais cinco longa metragens, até o fim da empresa, em 1958. No mesmo ano fundou a PAM Filmes, (Produções Amácio Mazzaropi), sendo o primeiro filme de sua empresa 'Chofer de Praça', que agora passa não só a produzir, mas distribuir também seus filmes em todo o Brasil. Em  1959, recebe convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, da TV Excelsior, a fazer um programa de variedades que manteve-se no ar até meados de 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, o Jeca Tatu, que vai aos cinemas no ano de 1963. 

 

Cinco anos depois, lança "O corintiano", recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1971, filma "Portugal, minha saudade", com cenas gravadas no Brasil e em Portugal. No ano seguinte, começa a construir em Taubaté, um grande estúdio cinematográfico, oficina de cenografia, um hotel para atores e técnicos. A partir dai produziu mais cinco filmes, até 1979. Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca seria terminado. O ator, produtor cinematográfico, cantor e radialista, depois de 26 dias internado, morre ví­tima de um câncer na medula ossea, no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos no hospital Albert Einstein, São Paulo. Mazzaropi foi enterrado em Pindamonhangaba, no jazí­go de seu pai. 

 

Jamais se casou, não teve  filho legí­timo, deixou um filho adotivo Péricles Mazzaropi. No ano de 1994, foi inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, com função de recolher a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema brasileiro. 

 

Filmografia completa: 

 



Sai da frente (1952)
Nadando em dinheiro (1952)
Candinho (1954)
A carrocinha (1955)
Fuzileiro do Amor (1956)
O Gato de Madame (1956)
Chico Fumaça (1956)
O Noivo da Girafa (1957)
Chofer de Praça (1958)
Jeca Tatu (1959)
As Aventuras de Pedro Malazartes (1959)
Zé do Periquito (1960)
Tristeza do Jeca (1961)
O Vendedor de Linguiça (1961)
Casinha Pequenina (1962)
O Lamparina (1963)
Meu Japão Brasileiro (1964)
O Puritano da Rua Augusta (1965)
O Corintiano (1966)
O Jeca e a Freira (1967)
No Paraíso das Solteironas (1969)
Uma pistola para Djeca (1969)
Betão Ronca Ferro (1971)
O Grande Xerife (1972)
Um Caipira em Bariloche (1973)
Portugal... Minha Saudade (1974)
O Jeca Macumbeiro (1975)
Jeca contra o Capeta (1976)
Jecão, um Fofoqueiro no Céu (1977)
O Jeca e seu filho preto (1978)
A Banda das Velhas Virgens (1979)
O Jeca e a égua milagrosa (1980)
Maria Tomba Hom
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 13:04  comentar

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