Revelando, imortalizando histórias e talentos
1.2.12

Em obras há mais de dois anos fomos dar uma olhada como anda o Teatro TBC, símbolo da cidade de São Paulo.

 

Painel histórico suporta peso de vidrosa e madeira

 

 

O Teatro Brasileiro de Comédia por onde passou as grandes personalidades do teatro paulistano como Tônia Carrero, Paulo Autran, Ruy Affonso e o italiano Adolfo Celi, encontra-se em transição cultural, e há mais de dois anos em reforma, sinaliza para um período ainda mais longo pra que se possa apreciar uma boa peça teatral neste espaço sagrado.

 

 

 

AgênciaFM entra no teatro que outrora abrigou espetáculos históricos que atualmente encontra-se em estado lamentável, principalmente, no tocante a falta de zelo dos operários para com os pertences deste monumento pois nada sabem do que se passou em seu interior, a luta contra a censura por exemplo. Tudo não passa de um monte de entulho na visão dos operários. Encampado pela FUNARTE, sugere-se que um perfil ou um funcionário especializado seja colocado no locaç caso contrário toda história vai parar no lixo.

 

 

 

 

Um exemplo é o célebre painel afixado na parede, à direita de quem entra, com fotos de Tônia Carrero, Otelo Zeloni, Paulo Autran e outros estão cobertos por tábuas, vidros e poltronas. Claro que não seria possível os marceneiros, pedreiros e serventes guardar todas as informações que seguem, mas poderiam guardar um aviso: cuidado que tudo o que tem neste prédio faz parte da arte e cultura de São Paulo e quiçá do Brasil.

 

 

História

 

 

Companhia paulistana, fundada em 1948, por Franco Zampari, um imprtador de diretores e técnicos da Itália para formar um conjunto de alto nível e repertório sofisticado, solidificando a experiência moderna no teatro brasileiro. Após a montagem de uma peça amadora de sua autoria, em 1945, o empresário italiano aproxima-se cada vez mais do movimento amador existente em São Paulo.

 

A estréia do TBC dá-se em 1948, com as apresentações de La Voix Humaine, de Jean Cocteau, por Henriette Morineau, em A Mulher do Próximo, de Abílio Pereira de Almeida, apresentada pelo Grupo Teatro Experimental (GTE). Outras produções seguem-se. Em 1949 o conjunto se profissionaliza e lançam Nick Bar... álcool, Brinquedos, Ambições de autoria de William Sotayan e direção de Adolfo Celi.

 

 

Adicionar legenda

 

A contratação do encenador italiano, formado pela Academia Nacional de Arte Dramática de Silvio D'Amico, é decisiva para o futuro da companhia. Com Celi, o elenco permanente inicia um longo aprendizado técnico e artístico, submetendo-se às exigências de uma montagem moderna, esteticamente sofisticada. O primeiro cenógrafo profissional a pisar no teatro foi Aldo Calvo, e Cacilda Becker foi a primeira atriz prossionalizada e à sua contratação seguem-se de Paulo Autran, Ruy Affonso, Elizabeth Henreid, Nydia Licia, Sérgio Cardoso e Cleyde Yáconis, irmã de Cacilda. Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, e Luz de Gás, de Patrick Hamilton, ambos dirigidos por Celi, exercícios que antecedem as montagens de Ele, de Alfred Savoir; e O Mentiroso, a primeira direção de Ruggero Jacobbi.

 

Em 1950, Entre quatro paredes (Huis Clos), de Jean-Paul Sartre, Um Pedido de Casamento, de Anton Tchekhov, Os Filhos de Eduardo, de Marc-Gilbert Sauvajon, dirigido por Ruggero Jacobbi e Cacilda Becker entre outras produções.

 

 

O trunfo de Celi

 

 

Lado  direito do palco atual, um monte de entulho

 

A montagem de Seis personagens em busca de um autor, de Luigi Pirandello, em 1951, registra mais um trunfo de Adolfo Celi; seguida imediatamente de outra produção ambiciosa: Convite ao Baile, de Jean Anouilh, encenação de Luciano Salce. Depois seguem-se Ralé, de Máximo Gorki, com Maria Della Costa à frente do elenco, única produção em que atua no TBC.

 

A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, grandiosa encenação de Luciano Salce, comemoração dos três anos de existência do TBC, que ocupa o Theatro Municipal, destacando Cacilda Becker como protagonista. Em 1952, a montagem mais bem acabada é Antígone, uma versão de Adolfo Celi que une a tragédia clássica de Sófocles e a versão moderna de Jean Anouilh num programa duplo. Em 1957, Rua São Luís, 27 - 8º Andar, de Abílio Pereira de Almeida. Ainda nesse ano, Cacilda Becker sai do conjunto, levando consigo Walmor Chagas, para fundar o Teatro Cailda Becker.

 

 

Em 1958 surge uma realização de sucesso: Um panorama visto do alto, de Arthur Miller. Em 1960, Franco Zampari entrega a direção da casa à Sociedade administradora e a direção artística a Flávio Rangel, e em 1961; A Morte de Um Caixeiro Viajante, de Arthur MiIler e A Revolução dos Beatos, de Dias Gomes, como também Yerma, de Federico García Lorca, conduzido por Antunes Filho, 1962; e em 1964, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, última produção da companhia. O antigo TBC agora é patrimônio federal, pertence à FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e não tem uma perspectiva de quando as obras serão finalizadas. (Francisco Martins).

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 22:36  comentar

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