Revelando, imortalizando histórias e talentos
1.3.12

No outono o espaço lúdico nos faz sentir dentro de uma tela de Monet, o que faz do SK um programa obrigatório em Nova Iorque, em matéria de Fram Marthins para Boston Globe.

 

 

 

 

Localizado há uma hora de Nova Iorque em um grande descampado de mais de 2 mil hectares, o Storm King Art Center, foi inaugurado em 1960 e reúne 130 obras a céu aberto em Mountainville, no Hudson Valley. Fundado por Peter Stern, Ralph Odgen, o Storm King, é visita obrigatória não somente pelas obras de arte, mas também pelo agradável passeio ao ar livre, recomendável nos meses de abril a novembro pois no restante o espaço fica fechado devido a neve.

 

Um espaço comobras pensadas pelos artistas, principalmente pelas intempéries, mudanças climáticas, uma missão bem complicada para quem se propõe exibir obras de arte a céu aberto. Porém, no árduo inverno algumas obras maiores ( 6 metros de altura) são levadas para um espaço coberto e outras são cuidadas com materiais de proteção, segundo conselheiro do espaço Anthony Davidowitz. O Storm não tem finalidade lucrativa, e seu rico acervo começou a ser adquirido em 1960 com obras do escultor norte-americano David Smith, que contribui com quase cem obras para a instituição.

 

Área lúdica

 

Oa se entrar na lúdica área verde mais parece que se está dentro de uma tela de Van Gogh ou Monet. Esta alusão se acentua ainda mais no outuno quando a natureza dá seu show contribuindo com a beleza do museu por causa da folhagem em tons amarelos, vermelhos e roxos. Seria uma homenagem aos grandes nomes que ali estão ! exemplo Kenneth Campbell e Henry Moore (inglêses), a francesa Louise Bourgeois, Mark di Suvero e Roy Lichtenstein (norte-americanos) entre outros.

 

 

 

Apesar da valorização da arte contemporânea, obras negociadas por valores estrondosos, o Storm King, recebe como presente a maioria das obras expostas. As exposições temporárias realizadas, com grande visibilidade, influência muito na hora de uma doação pelo artista. Mas, o curador do instituto deixa bem claro que, o SK não é pautado pelas cifras de mercado das artes plásticas.

 

 

 

 

Bem consolidado por um grupo de generosos doadores e membros que sempre estão apoiando as atividades e os programas, o grupo traduz a compreensão da importância de proteger e promover a apresentação da arte no centro.

 

 

 

Para o ano de 2012, o instituto tem como foco mais uma mostra " Luz e Paisagem" no Governors Island, que mesclará obras de artistas famosos e outros não tão famosos. Em 2011, pela primeira vez suas obras deixaram o campo e foram mostradas no Governors Island. A mostra foi vista por aproximadamente 500 mil pessoas.

 

 

 

O SK tem olhos bem voltados para as artes ao redor do mundo, entretanto, não existe nenhma obra de produção brasileira em seu acervo. Não é por falta de avaliação, tanto do curador David Collens, quanto do comitê da instituição, que sempre estão interessados em dar visibiliadade a novos talentos. O Storm King reabrirá dia 4 de abril, encontra-se fechado por causa do inverno no hemisfério norte. (Francisco Martins - publicada no Boston Globe, versão impressa, domingo, 26 de fevereiro). http://www.bostonglobe.com/

 

 

 

Serviço


 

Storm King Art Center - 1

Road new Windsor, NY, 12553

Phone: (845) 534-3115

Valor: de 8 a 12 dólares

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 23:04  ver comentários (1) comentar

 

Cansaço, a longa estação, de Luiz Bernardo Pericás

Luiz Bernardo Pericás, historiador e autor do elogiado Os cangaceiros: ensaios de interpretação histórica (Boitempo, 2010), o qual recebeu menção honrosa do Premio Casa de Las Américas, de Cuba, retorna às livrarias com o romance Cansaço, a longa estação, lançamento na terça-feira, dia 6.
Ambientado em um sertão imaginário, mágico e mitológico, em algum momento entre o final do século XIX e o começo do XX, o livro conta a história do único encontro entre Punaré e Baraúna, dois rapazes apaixonados pela mesma moça, Cicica. A partir daí, uma mudança radical ocorrerá na vida desses três personagens cansados do calor sufocante, da rotina de imobilidade, da falta de perspectivas, da opressão e do ambiente à sua volta (o próprio inferno). Em duas narrativas paralelas que aos poucos vão se enovelando uma na outra, Punaré e Baraúna comovem com suas inquietações e fantasias, um triângulo amoroso e dois olhares diferentes sobre a mesma realidade.
Pericás presenteia o leitor com uma narrativa e linguagem próprias do sertão, cobrindo de estranheza e mistério a realidade. O vocabulário, explicado em um extenso e instigante glossário, é também um protagonista na ficção do historiador, que, imerso na experiência sertaneja e cangaceira, traz à tona um rico repertório de “palavras reunidas num fraseado melódico ao mesmo tempo fluido e truncado como, de resto, é a vida no sertão”, conforme explica no texto de orelha o professor de literatura brasileira e pesquisador da USP Flávio Aguiar.

“É uma viagem no espaço e no tempo, e também nos vários registros linguísticos de nosso país, em particular do seu mundo rústico.”O universo sertanejo de Pericás está no agrume (aquilo que é agre, amargo), na garrucha (arma de fogo que se carregava pela boca) e na girumba (cachaça), entre tantas outras palavras de raiz popular que revelam a cultura e a história regionais. “Ao final, se o leitor quiser, poderá comparar texto e glossário. Mas primeiro se deixe envolver pela prosa original e segura de Luiz Bernardo Pericás”, aconselha Aguiar.
Trechos da apresentação e da orelha
"Toda a literatura anterior de Pericás já nos deixava diante de um dos maiores do Brasil, e agora surge esse novo autor, para o qual tenho de segurar pelo menos uns vinte qualificativos elogiosos."– Antonio Abujamra“Três são as vidas que protagonizam essa melodia exasperada, enovelando-se umas nas outras: o caboclo esperançoso num amor distante, o renegado que também almeja um amor para si e a moça desejosa, que gostaria de viver num mundo onde o amor-próprio fosse possível.” – Flávio Aguiar
Trecho do livro
“Se decidir alguém procurar, nas antigas lendas do passado ou nos fatos esquecidos de outrora, a verdadeira história de João Baraúna, conseguirá desentranhar o fio das tradições perdidas do velho setentrião, pois ouvirá da boca dos sertanejos mais do que apenas a saga de um homem terrível, assassino e sorrateiro. No torvelinho dos acontecimentos, em meio a verdades e desditas, será possível encontrar a epopeia de toda uma geração de homens e mulheres que viveram naqueles confins, muitos lustros atrás. Baraúna, bandido! Daquele monstro, assim davam a descrição... Testa larga e franzida na grimaça de caburé; os poucos dentes que lhe restavam, podres e acuminados, escurecidos pelo tabaco, despontando como puas nas grossas gengivas escarlates. Um cavaleiro do apocalipse, soltando fogo pelas narinas e vomitando gafanhotos da bocarra bafienta: levava a peste por onde passava.”Sobre o autor
Luiz Bernardo Pericás é escritor e historiador formado pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela Flacso (México). É autor de Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Nova York, Atropos Press, 2009) e Mystery Train (São Paulo, Brasiliense, 2007), entre vários outros. Recebeu menção honrosa do Premio Literario Casa de las Américas 2012, de Cuba, com seu livro Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica (Boitempo, 2010), que será publicado ainda este ano naquele país. FONTE:
Ana Yumi Kajiki
Ficha técnica
Título: Cansaço, a longa estação
Autor: Luiz Bernardo Pericás
Apresentação: Antonio Abujamra
Orelha: Flávio Aguiar
Páginas: 96
ISBN: 978-85-7559-192-5
Preço: R$ 26,00
Editora: Boitempo
Mais informações:
Ana Yumi Kajiki
55 11 3875 7285
55 11 8777 6210
 
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