Revelando, imortalizando histórias e talentos
13.6.12

Simples anúncios em companhias televisivas que viraram febre, a publicidade influencia diretamente a cultura de um país, seja com slogan, música ou personagem.

 

 

 

Praticamente tudo começou com um anúncio de jornal " Quem quiser comprar uma morada de casas de sobrado frente para Santa Rita, fale com Joaquina da Silva, que mora nas mesmas casas". Publicado na Gazeta do Rio de Janeiro em 1808, faz parte da história do princípio da propaganda no Brasil. Esta frase inaugurou a propaganda no país. No século XIX se usava anúncios ilustrados sendo pouco sofisticada, mas tinham grande apelo visual e de sedução.

 

 

Os comerciantes não queriam anúnciar seus produtos pois entendiam que algo nunciado não era de boa qualidade, assim entendiam. No século XX, esta ideia mudou principalmente, quando em 1914, foi inaugurada a primeira agência de publicidade do Brasil, A Eclética, em São Paulo que tinha Menotti del Picchia e Guilherme de Almeida no elenco de criadores de textos. De lá para cá, se fortificou e diverte, dita costumes além de ajudar a vender, seu principal foco. Cheia de frases feitas, mas criativas como "Não basta ser pai, tem que participar", Bonita camisa, Fernandinho". " O mundo gira e a lusitana roda". Todas saíram da mente criativa dos publicitários. Vejamos alguns comercias que fazem parte do imaginário nacional em todas as épocas.

 

Adoniran

 

"Tocar na banda pra ganhar o que ! () Duas mariolas e um cigarro Yolanda". Este jingle cantado pelo renomado compositor paulista Adoniran Barbosa, fez da marca de cigarros uma das mais vendidas nos anos 1920. A diva que serviu de inspiração para o proprietário da empresa foi a modelo Yolanda D'Alencar. Por causa da foto sensual da loira seminua era normal chegar alguém no estabelecimento e pedir " me dá uma loira inferna".

 

Palmeiras 51

 

Fundada em Santa Cruz das Palmeiras, São Paulo, a marca mais famosa de cachaça, 51. Porém, como surgiu o nome da cachaça ! Uma das situações coloca o Palmeiras na história. Segundo informações, em 1951, época em que o time do Palmeiras foi campeão da Taça Rio ( um mundialito interclubes), então, um grupo de torcedores alviverdes lançou logo em seguida a pinga 51 em homenagem à conquista. Logo em seguida, a empresa Müller teria adquirido à indústria e mantido a marca, sem o palmeiras, cuja intenção seria convocar todos os torcedores a consumir ou seja, agradar a todos. Somente em 1978 seria lançado o slogan " 51, uma boa ideia".

 

Conversa de botequim

 

Conversa de botequim um jingle feito por Vadico onde Noel Rosa soltava a voz " Telefone ao menos uma vez para 3, 4,43,3,3 . O samba foi um sucesso, tanto que a companhia de telefone do Rio de Janeiro registrou o número para ser utilizado em publicidades da empresa.

 

Fusca

 

" Mulher no volante perigo constante". Com esta frase machista da década de 1960, usada na peça publicitária para o Fusca a volkswagen levou ao pé da letra o preconceito às tevês de todo o país. Na propaganda a montadora ressalta o baixo custo das peças do carro e solta mais uma " mais cedo ou mais tarde sua esposa dirigir".

 

Gérson - Levar vantagem

 

Quem não se lembra da propaganda estrelada pelo Tri Campeão Mundial de Futebol. No ano de 1976 ele apareceu para difundir a marca de cigarro Vila Rica, um dos mais baratos da época. " Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo o que eu quero de um bom cigarro ! () Gosto de levar vantagem em tudo, certo !(). Perguntava o jogador. A frase passou foi mal interpretada e passou a ser usada em condições onde alguém levava vantagem indevida sobre outra. O caso ficou tão sério que ficou conhecida por "A lei de Gérson". Corre boato que tanto o jogador quanto o criador da peça se arrependeram da repercussão negativa. Será !"(). Na verdade tentaram emplacar outra peça disfarçada de arrependimento " Levar vantagem não é passar ninguém pra trás", não colou, e caiu no esquecimento total.

 

O primeiro Jingle

 

Em 1932, o programa do locutor Casé estava em baixa, então ele resolveu se utilizar da propaganda para alavancar a audiência do Programa Casé. Para isso ele convocou o desenhista, compositor Nássara para implementar sua audiência. A missão seria convencer o dono de uma padaria anunciar na atração. O empresário não quis saber da proposta. Então, Nassara teve a ideia de oferecer um anúncio de graça. Somente se desse resultado satisfatório assinariam contrato. Para agradar o português, compôs uma canção no ritmo de fado. Nascia ai o primeiro jingle do país. "Ó padeiro desta rua  tenha sempre na lembrança  não me traga outro pão  que não seja o pão Bragança". Nem é preciso dizer que: a padaria tornou-se a mais conhecida do Rio de Janeiro, e o português, antes totalmente recesso assinou contrato por um ano.

 

Loterias paulistas

 

Nem sempre a moda impôs a ditadura das magrelas. Ao contrário disto, a Loterias Paulista, de 1945, usou gordinhos e gordinhas como sinal de distinção social. A ideia da empresa era que a pessoa gorda passava estabilidade financeira como pode se alimentar bem. Na peça publicitário os gordinhos diziam aos magrinhos que a bonança também poderia chegar para eles também, bastaria apostar na Loteria Paulista.

 

 

 

 

Boneco: Mug da Sorte

 

Sensação entre celebridades, o Mug da Sorte, um boneco feio foi uma das grandes sensações entre as celebridades nos anos 1960. A propaganda foi criada para aumentar a venda de uma confecção em São Paulo, cujos garotas propagandas eram Wilson Simonal, Chico Buarque, Hebe Camargo, Chico Buarque entre outros. Chico não muito afeito a propaganda, era corriqueiramente visto com seu Mug debaixo do braço. Seu fusca chegou a ter uma porta arrombada para fãs do Mug da Sorte, anunciou um jornal. Na verdade, o roubo não seria do boneco e sim do violão. Chico foi visitar um compositor amigo que se apresentava na Galeria Metrópole , Jorge Costa, e ao voltar notou a subtração de seu instrumento musical, o que rendeu uma letra "Que triste madrugada foi aquela, que perdi meu violão" composição de Jorge Costa falando do furto do violão de Chico Buarque.

 

Modelo: Neide Aparecida

 

As televisões também precisavam de propaganda, então, investiram em mulheres bonitas. A mais estonteante de todas, sem dúvida era Neide Aparecida, contratada pela TV Tupi. Ela estrelava as propagandas ao vivo da estação de TV. Quando aparecia na telinha, Neide abria seu magnético sorriso, ou falava pausadamente o nome do patrocinador " To...ne... Lux ". Era o bastante para fazer com que marmanjos fossem parar no sofá da sala.

 

Bombril

 

Não existem mais peças publicitárias com capacidade de divertir ao ponto de segurar alguém nos intervalos em frente ao aparelho televisor. O mais representativo data do final do século XX , Bombril. Estrelado por Carlinhos Moreno desde 1978, entrou para o livro dos recordes (Guiness Book), como o garoto-propaganda que mais atuou para mesma companhia. Protagonizou em torno de 350 comerciais para a Bombril quando era apenas de uma esponja. (Agência FM).

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:09  comentar

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