Revelando, imortalizando histórias e talentos
26.7.12

Uma verdadeira obra de arte produzida em 1962 tornou-se um divisor de águas no cinema nacional ganhando o prêmio Caravela de Prata, em Portugal.

 

Eliezer Gomes, Átila Iório e ao fundo Reginaldo Farias

 

Eliezer Gomes é protagonista ao lado de Átila Iório e Reginaldo Farias. O chefão, o temido Tião interpretado magistralmente por Eliezer, traz à cena um marco no cinema brasileiro sob batuta de Roberto Farias, O asslto ao trem pagador, 1962, tem como temática um caso real acontecido na cidade do Rio de Janeiro, em 1960. Tião e seu bando medonho atacou e roubou o trem pagador da Central do Brasil, entre Japeri e Paes Lemes, RJ.

 

 

 

 

A explosão dos trilhos com dinamite permitiu que Tião adentrasse ao trem com seu bando medonho armados de revólveres e metralhadoras. O assalto rendeu ao bando a quantia de CR$ 27 milhões de cruzeiros além de matar um homem que esboçou reação. Quase dois anos depois, com a prisão dos bandidos o caso foi encerrado, e o roteiro começou a ser desenvolvido por Farias.

 

Chica Xavier e Ruth de Souza

 

 

 

 

Com um elenco formado com o que de melhor existia na dramaturgia brasileira na época, o filme arrebatou prêmios no Brasil e no exterior. No Brasil recebeu o Prêmio Saci de 1962 -SP, de ator coadjuvante para Jorge Dória; Melhor atriz coadjuvante Dirce Migliaccio, Melhor Roteiro (Roberto Farias). Já o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, 1962 - foi entregue a Roberto Farias por Melhor Roteiro.

 

 

 

 

 

Como todo bandido que se prese, eles fizeram um pacto que consistia em não gastar mais do que 10% do valor arrecadado por cada um no assalto. Caso acontecesses uma gastança desenfreada chamaria atenção da polícia, e então, Tião precisaria entrar em ação, ou seja o mataria.

 

 

A trilha sonora é do excelente Remo Usai que apresenta cinco canções: O trem pagador, morre uma criança na favela, assaltantes em fuga, tentação e, o Fim. Todas composta e regida por Remo, e constam no DVD.

Luiza Maranhã e Reginaldo Farias

 

 

 

No Paraná, o V Prêmio de Cinema de Curitiba, 1962, nomeou como Melhor Atriz coadjuvante - Luiza Maranhão. Revelação o ator Eliezer Gomes. O Troféu Cinelândia, RJ, 1962 - entregou o prêmio de ator Revelação para Eliezer Gomes. Na Bahia, o Festival de Cinema da Bahia - 1962 - o elegeu como Melhor Filme, prêmio de Melhor Ator para Eliezer Gomes, Melhor atriz coadjuvante para Luiza Maranhão; Melhor Roteiro para Roberto Farias.

 

 

 

Jorge Dória

Na Europa, no Festival de Lisboa - Portugal 1963, recebeu o prêmio Caravela de Prata. No Senegal, 1963, no Festival de Arte Negra o filme recebeu o prêmio Especial do Júri. Na Itália, foi o representante do Brasil no Festival de Veneza, em 1963.

 

Elenco: Eliezer Gomes, Grande Otelo, Reginaldo Farias, Jorge Dória, Ruth de Souza, Chica Xavier, Helena Ignês, Luiza Maranhão, Dirce Migliaccio, Átila Iório, Miguel Rosenberg, Clementino Kelé, Cosme dos Santos, Osvaldo Louzada, Miguel Ângelo Ruas, Ambrósio Fregolente, Jorge Coutinho, Wilson Grey e Billy Davis.

 

O DVD praticamente esgotado no mercado nacional, apresenta menus interativos, versão comentada, seleção de capítulos, filmografia, depoimento de técnicos e atores, fotos de cena de bastidores etc.

 

 

 

 

 

 

Características do DVD

 

Legendas> inglês, espanhol e português

Idioma: Português

Áudio> 2.0

Formato de tela 4x3 fullscreen

Duração: 103 minutos

Preto & branco

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 04:42  comentar


Nascida Marion Pepper em Nova Iorque em 30 de maio de 1915 teve atuação magnífica em filme de King W. Vidor " O Pão Nosso" de 1934. 

 





Foi Vidor que sugeriu que ela adotasse o pesudonimo Bárbara Pepper. Muitos recordam-se dela a partir de seus trabalhos dos anos 1960, exemplo Eddie Albert e Eva Gabor na série Green Acres feita para  TV norte-americana em 1965. Bonita loira de olhos azuis, foi a preferida de Ziegfeld (uma espécie de Walter Pinto de Nova Iorque que agenciava vedetes) e Goldwyn. 

 


Seu sucesso na telona veio aos 19 anos na obra de cunho socialista  "Our Daily Bread" (O Pão Nosso), onde viveu a personagem Sally, dividindo estrelato com Tom Keene e Karen Morley. 



No ano de 1943 casou com o ator Craig Reynolds tendo o matrimônio durado até 1949, quando ele morreu em um acidente de motocicleta. Deprimida com a perda do marido e com dois filhos para criar, passou a sofrer de depressão e sucumbiu ao alcoolismo.



Ela pareceia ter nascido para viver nas Times Square (Broadway), tanto que, antes de se casar morava em um belo quarto no Astor Hotel, onde seu pai era o gerente. A propósito, tanto seu pai quanto sua mãe eram contra sua carreira artística. Imaginavam Bárbara usando um jaleco de médica. 

 

 

 


Bárbara Pepper em cena de "O Pão Nosso'


 

Entretanto, ao conhecer Lucille Ball, que lhe apresentou a Ziegfel, então, fora decidiu que queria mesmo ser atriz. Na Broadway fez uma das mais aclamadas produções da época " Scandal" pelas mãos de George White's, um produtor e excentrico milionário.

 

 

 

 

 

Com a influência de seu amigo George, ela foi contratada pelos Studios Fox. Bárbara não queria ser mandada pelo milionário e solto a frase " Milionários sabem como ganhar dinheiro sem muito trabalho. Vedetes sabem como fazê-los gastar".  A atriz morreu em 18 de julho de 1969, deixou um neto para seguir seus passos artístico, o ator Barry Pepper, mais recente trabalho foi em "Três Enterros" ao lado de Tommy Lee Jones. (Francisco Martins - em memória de Fausto Visconde)

EDITORIAS:
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