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29.7.12

Argentinos lembram 60 anos da morte de Evita Perón aliado a uma história macabra

 

BUENOS AIRES - ARGENTINA - Tão macabro quanto a noite de 22 de novembro de 1955, seria o capítulo que ocorreria três anos após a morte de Eva Perón. Começava o capítulo  envolvendo o furto e o destino do corpo embalsamado daquela que foi o maior mito político da Argentina. Os restos mortais de Evita desapareceram, meses após o levante militar que derrubou o governo do general Juan Domingo Perón, seu marido.

 

Para os partidários de Perón, a remoção do corpo de Eva era uma tentativa de apagar o peronismo e seu símbolo mais forte na Argentina. Quando viva, ela acumulou uma grande popularidade, sobretudo por causa de seu trabalho junto às classes trabalhadoras.

 

Investigações direcionavam que o corpo foi mantido em um veículo estacionado nas ruas de Buenos Aires e chegou a ser alojado dentro do sistema de abastecimento de água da cidade portenha, sendo que, antes o cadáver tinha ficado escondido atrás de uma tela de cinema. Outras fontes dão conta de que o corpo de Evita também passou um tempo dentro dos escritórios da Agência Secreta Militar. Pouco importavam-se os argentinos, para onde quer que o corpo fosse levado, velas, flores eram enviadas e, por isso, as autoridades precisavam dar uma solução. O corpo da primeira dama e mãe dos argentinos, Eva Perón, percorreu vários países antes de ser sepultado definitivamente em Buenos Aires

 

No anos de Em 1957, com a ajuda secreta do Vaticano, os restos de Eva Perón foram levados para a Itália e sepultados em um cemitério de Milão, com um nome falso. Assim que foi veiculada a notícia do desaparecimento do corpo, apareceram frases pichadas nos muros de Buenos Aires exemplo: "Onde está o corpo de Eva Perón?".

Evita e Perón

 

Já em 1970, os Montoneros, os guerrilheiro peronista, sequestraram e mataram o ex-presidente Pedro Eugenio Aramburu. Uma das razões foi o fato de o general Aramburu ter coordenado o roubo do corpo. Em 1971, o Partido Justicialista (Peronista) foi legalizado, o corpo de Evita foi desenterrado e transferido da Itália à Espanha, onde Perón vivia no exílio com a terceira mulher, Isabelita.

 

Um dos dedos da mão estava faltando. "Acredita-se que os militares o tenham removido depois do golpe de 1955 para verificar se era mesmo de Evita" disse o empresário e testumnha sobre o furto do corpo de Evita, Spadone.  Findada a restauração, o cadáver foi novamente mostrado ao público, ao lado do caixão de Perón. Em 1973, Perón, retorna para Argentina com a esposa Isabelita,  foi eleito presidente e Isabelita, vice. Evita Perón morreu  aos 33 anos, vitimado por um câncer de útero.

 

 

Paz no cemitério Recoleta

 

Quando Juan Perón morreu, corpo de Evita voltou à Argentina. Em 1976, outro levante militar sacudia a Argentina. O governo de Isabelita Perón foi deposto e o país mergulhou em uma nova era de violência, com a morte e o desaparecimento de milhares de opositores. Isabelita partiu para o exílio em Madri, onde vive até hoje. Já o corpo de Evita foi levado, em outubro de 1976, de Los Olivos para o mausoléu de sua família no cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, em uma operação supervisionada pelos militares. O corpo foi colocado em uma cripta a cinco metros de profundidade, semelhante a um abrigo nuclear, para que ninguém voltasse a perturbar os restos da mais célebre personalidade argentina.

 

Honrarias

 

O aniversário de 60 anos da morte de Maria Eva Duarte Perón (que casou-se com Perón em 1945) foi lembrado nesta quinta-feira, dia 26, abriu o debate sobre o legado polêmico dessa ex-primeira-dama amada e ao mesmo tempo odiada na Argentina. A data foi marcada por homenagens organizadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner.

 

Musa inspiradora de filmes e peças teatrais ao redor do mundo,

aqui a mega  star Madonna como Evita

 

 

 

No dia 25 de julho,  a atual presidenta argentina apresentou uma nota de 100 pesos que passará a circular com o rosto da ex-primeira dama. Nesta quinta-feira, ela deve inaugurar um programa habitacional em homenagem a Evita Perón. Em julho do ano passado, um mural com o rosto da ex-primeira-dama foi montado no edifício do Ministério de Desenvolvimento Social, em Buenos Aires, local em que Evita realizou seu um discurso antes de sua morte, no ano de 1952. Da Broadway a West End londrino não  há dúvidas de que ela é nos quatro cantos do mundo fonte de inspiração para filmes, livros e manifestações artísticas.  (Marcelo Contreras \ Francisco Martins).

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 04:30  comentar

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