Revelando, imortalizando histórias e talentos
10.9.12

Colecionadores de arte de todo o mundo já passaram pelo dilema de duvidar da autenticidade na hora de adqüirir uma obra de arte.

 

 

Pintura atribuída a Frans Post

Especialistas como o experiente Pietro Maria Bardi, do Museu de Arte de São Paulo [Masp] já teve a desagradável surpresa, quando especilistas de um museu da Holanda afirmaram não ser verdadeiro o retrato de Rembrandt constante de seu acervo. Bardi recusou-se a acreditar no laudo dos especilaistas, e continuou a exibí-lo como se autêntico fosse. Com os aprimoramentos tecnológicos que podem precisar a idade do material, computadores com capacidade de analisar traços e levantar ser ou não falso o quadro auxilia os amantes das artes buscarem estes cuidados antes de fazer um alto investimento na aquisisção de uma escultura, um quadro ou em uma peça arqueológica. Quanto mais antiga é a obra, mais se deve tomar cuidados na hora de adqüirí-la.

 

 

Casas famosas de leilões, como Christie's e a Sotheby's, só garantem a autenticidade de uma obra se tiver sido realizada a partir de 1870, provavelmente porque além da documentação, também é mais fácil detectar a obra de cada artista. Se em relação às obras originais, por exemplo pintura ou desenho já há uma dificuldade de definir autenticidade. O problema é muito mais sério em relação à gravuras. É até muito comum circular por lojas de molduras, principalmente nas grandes cidades, gravuras atribuidas ao espanhol Salvador Dali. Volpi, devido simplicidade de muitas de suas telas permitem que sejam alvos de falsificadores. Para se livrar de obter uma obra falsificada, o mais adeqüado é procurar um "expert" e solicitar uma análise sobre peculiaridades do artista. Já com o artista contemporâneo, este caso se simplifica pois eles se preocupam em catalogar cada obra vendida, algo que controla o destino da mesma. Uma outra sugestão quando não se compra quadros diretamente do autor é buscar informações em galerias ou com organizadores de exposições que tenham realizado trabalho com artista.

 

 

Post não é o autor

 

 

Recentemente um catálogo referente ao holandês Frans Post nega autoria de uma tela que encontra-se exposta no Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro. Neste caso, o gato é a tela Paisagem Rural. Quem garante que o quadro não é do holandês é uma editora carioca que lançou Post, Obra Completa, e que descreve detalhadamente 150 obras atribuídas a ele, onde as confirma ou não como seu autor. Participaram da organização do catálogo especialistas como George Gordon, diretor do Departamento de Mestres Antigos, da Sotheby's - de Londres, e Frederic J. Dupac, diretor da Casa Maurício de Nassau e Léon Krempel, curador do Museu de Arte, Munique - Alemanha.

 

 

O livro recusa quarenta obras atribuídas a Post. Segundo especialistas, a referida obra distoa dos traços originais do artista pois a cópia [falsificação], apresenta traços mais leves, grossas palmeiras inclinadas e as figuras também muito diferentes das construidas por Post. Apesar da temática ser a mesma, as diferenças são óbvias. O halandês foi um dos que mais fez retratos do Brasil no século XVII, teve sua obra valorizada a partir dos anos 1990, quando começaram dizer que seu trabalho era dotado de qualidade artística. Em 1997, uma de suas telas - A Cidade e o Castelo de Frederik na Parayba, alcançou 4,5 milhões de dólares, adqüirida pelos venezuelanos Gustavo e Patrícia Cisneros.

 

Miudezas

 

Feiras de antiguidades oferecem pequenos prazeres para colecionadores devido farta oferta de objetos. É preciso redobrar os cuidados; caso esteja à procura de algo valioso e autêntico. Pois é muito mais difícil afirmar autenticidade em miudezas. Um teste infalível é tentar perfurar a peça com agulha quente. Porém, esbarra-se em duas situações: a primeira é o vendedor permitir e a segunda é estar com uma agulha. Se for marfim verdadeiro, a agulha quente não penetrará. Enquanto uma peça feita com osso ou plástico cederá facilmente. As dificuldades existem porque a própria noção de antiguidade é bastante nebulosa. Guardar uma peça há vários anos não significa que estás a guardar um tesouro em casa, quando ela não passa de uma peça velha. Quando se tratam de peças de decoração - pois seu valor depende da moda -, que por sua vez gera uma procura desenfreada. Aliás, esta mania teve início em Nova Iorque, salientado em reportagem do "New York Times", onde os decoradores nova-iorquinos se utilizavam de acessórios domésticos do período art-déco. Tudo por causa da realização de uma exposição no Brooklin Museum intitulada de "The Machine Age in América" - 1941, que contribuiu para o fenômeno.

 

Peças africanas

 

Arte pré-colombiana e africana tornam-se bem mais complicado atestar sua autenticidade fora de suas regiões. Dá arrepios quando alguém mostra uma máscara Dan que cheira à falsificação, provavelmente, encontradas nos aeroportos da Costa do Marfim, achando ter comprado uma verdadeira raridade. As boas peças africanas são esculpidas artesanalmente e com requintes que nenhuma máquina consegue copiar. Ou seja, há imperfeições nas originais, e é daí que vem sua beleza. As peças mais valiosas são aquelas que datam do início do século XX produzidas apenas para rituais. Depois disso, houve um interessse meramente comercial do ocidente pela cultura africana.

 

 

Não é fácil concluir que uma peça seja realmente anterior ao período. Já nas peças pré-colombianas, os principais dados a serem testados são: o eco emitido pela peça tem de ser muito sutil, e não surdo; e marca de raizes, tudo guardadas as proporções e forma, o peso deve ser leve. A arte Chimu é valiosa, mas a Mochica é ainda mais valiosa, é até comum alguém pintar uma Chimu e tentar passá-la por Mochica. Com uma boa limpesa, projeção de luz ultravioleta se pode revelar adendos à pintura original. Também é comum uma peça ter apenas um caco original e todo o resto ter sido remendado, dando-lhe forma. Para os especilaistas, tanto a peça remendada quanto o caco não torna menos valiosos. O que vale é ser autêntica. Muito cuidado e boas compras. [Francisco Martins]

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 02:28  ver comentários (1) comentar

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