Revelando, imortalizando histórias e talentos
15.12.12

Argentinos celebram Borges, Cortázar e Fernando Pessoa em 'poéticos musicais'

 

 

Os "poéticos musicais" são cria do filósofo e poeta Santiago Kovadloff e dos músicos Marcelo Moguilevsky e César Lerner. No caso de Lo que Borges nos contó, eles combinam seleções de textos e histórias sobre o escritor com música, tocada por piano, flautas, acordeão e percussão.

 

 

 

 

BUENOS AIRES - ARGENTINA - Eles também realizam, separadamente, os espetáculos Informe Pessoa e Um tal Julio, de quase uma hora e meia. O trio, que está com a agenda cheia para 2013, esteve recentemente em São Paulo e no Rio de Janeiro, apresentando o show em português. Para Kovadloff, a plateia é diversificada porque atrai tanto os jovens que são "fãs" dos dois músicos - conhecidos na Argentina e em outros países - como leitores que "conhecem bem" os célebres escritores. "O espetáculo atrai igualmente aqueles que às vezes não sabem ler poesia e podem sentir a intensidade da palavra dita com apoio musical", disse o filósofo à BBC Brasil.

 

 

Casas de shows, teatros e museus argentinos ganharam uma nova forma de espetáculo, chamados de "poéticos musicais", que combinam música e leitura de textos dos escritores argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar e do português Fernando Pessoa. No mês passado, numa noite, mais de 300 pessoas lotaram o Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires (Malba) para assistir à apresentação sobre Borges, batizada de Lo que Borges nos contó. O mesmo espetáculo lotou a livraria, café e casa de shows Clásica y Moderna, também na capital argentina, durante mais de três meses.

 

Risos e lágrimas

 

Kovadloff, que morou em São Paulo durante a adolescência, traduziu livros de Pessoa, Mario Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meirelles para o espanhol. No show, ele se apresenta como "leitor" e muda os ritmos e cadência da leitura de acordo com cada texto.

 

 

O público ri, aplaude e se emociona com alguns dos textos selecionados pelo trio. Na apresentação sobre Borges, por exemplo, na Clásica y Moderna, alguns espectadores limparam as lágrimas quando ele leu o poema "As Coisas", que fala sobre objetos que vão perdurar no tempo mesmo após a partida de seu dono.

 

"Quantas coisas, limas, umbrais, atlas, taças, cravos. / Nos servem como tácitos escravos. Cegas e estranhamente sigilosas. / Durarão para além de nosso esquecimento. Não saberão nunca que partimos", dizem os versos.

 

O show sobre a obra e vida de Borges (autor, de O Aleph, entre outros clássicos) também provoca gargalhadas. Por exemplo, quando o filósofo conta como a mãe do escritor, Leonor Acevedo Suárez, reagiu quando já estava cansada de receber telefonemas anônimos ameaçando seu filho de morte.

 

"Borges era ameaçado e neste dia, ao telefone, ela disse: se o senhor está decidido a matar meu filho não terá problemas. Ele é cego e não é capaz de lutar. E se o senhor também quer me matar deve ser rápido porque já tenho oitenta anos", contou. Nas entrevistas que concedeu ao longo da sua vida (1899-1986), Borges costumava citar a mãe como grande apoiadora na construção da sua trajetória.

 

EmoçãoO filósofo observou que o público que assiste aos espetáculos reage "emocionalmente" à "intensidade" dos textos. No verão do ano passado, cerca de 800 pessoas lotaram os jardins do museu de Arte Espanhol Enrique Larreta, no bairro de Belgrano, em Buenos Aires, para assistir ao espetáculo sobre Cortázar (conhecido no Brasil principalmente pelo romance Jogo da Amarelinha).  "Em todos os casos respeitamos a estrutura dos textos. Como ocorre por exemplo com o fragmento 54, do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, que é uma ironia, ilusão sobre a identidade", disse o filósofo.

 

Livros do escritor português e de Cecília Meirelles costumam a ser expostos com destaque nas livrarias da capital argentina e são estudados por grupos de jovens poetas na cidade. Borges e Cortázar são nomes de praças e ruas de Buenos Aires e a Fundação Borges reúne, como disse sua viúva e herdeira universal, María Kodama, uma "infinidade" de textos, pois ele, mesmo quando já estava cego, lia e escrevia "o tempo inteiro". (Fonte: BBC \ Márcia Carmo).

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:25  comentar

Xilogravuras de José Francisco Borges, o J. Borges, podem ser visitadas a partir desta quarta-feira, 23, na Biblioteca Pública de Olinda, Pernambuco.

 

 

A questão de igualdade de gênero é um dos destaques do evento. Para J.Borges as gravuras escolhidas são especiais. Ao todo foram 17 imagens selecionadas, e logo na entrada, o visitante é recepcionado por duas figuras que resumem a exposição: a mulher em suas várias facetas. Uma delas, a Poetisa, a mulher altiva, em posição de poder. Ao lado, Rezando Para Casar, aquela que se ajoelha perante Deus e pede a companhia de um homem.

 

A mulher recebe uma atenção especial da parte do artista " Ela engana o diabo (A Mulher que Colocou o Diabo na Garrafa) e tem o amor de vários homens (Coração de Mulher)”. A diversidade de gênero e sexual está presente nas obras de J. Birges, fala sobre desrespeitos contra homossexuais por exemplo. A 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE é considerada o maior evento estudantil da América Latina e deve reunir em Olinda cerca de 10 mil estudantes de todos os estados brasileiros. A bienal ocorre de 22 a 26 de janeiro.

 

 

Mais sobre o artista:  http://formasemeios.blogs.sapo.pt/454601.html

 

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Mostra com acervo do Vaticano, RJ

Rio Janeiro recebrá acervo de arte sacra do Vaticano para da JMJ deste ano (AGENDADA)


 Pela primeira vez uma exposição com rico acervo de arte sacra procedente do Vaticano vem ao Brasil. A mostra  faz parte da Jornada Mundial da Juventude, e traz obras dos pintores Beato Angélico, Leonardo da Vinci, Bernini, Michelângelo e Caravaggio. A exposição abrirá suas portas no mês de junho no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Rio de Janeiro.
 
Nominada de "Nas Pegadas do Senhor"  apresentará uma centena de obras dos museus vaticanos e centros artísticos da Itália, e ficará em cartaz  de 11 de junho e 15 de setembro.

Serviço
Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia),
Rio de Janeiro, RJ - Cep: 20.040-008.
Telefones: (55 21) 2219-8474 - Fax: (21) 2262-6067
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 Exposição: história e cotidiano da Terra Firme

Registrar, preservar e divulgar a história e a memória do bairro de Belém sobre o qual trata.
Esse é o objetivo da exposição Terra Firme: De Tudo um Pouco, que abre as portas neste sábado (12), com o apoio institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC).
Realizada pelo projeto Ponto de Memória da Terra Firme, a mostra se soma a outros produtos de comunicação – documentário, jornal e cartilha – e tem por objetivo principal desvincular a Terra Firme da imagem de área violenta. O apagamento da imagem negativa construída em torno do bairro da capital paraense é meta principal do ponto de memória. A abertura da exposição será na quadra da Igreja São Domingos de Gusmão.
Segundo a coordenadora do projeto, Helena Quadros, a organização buscou atribuir um caráter político à mostra. “Queremos mostrar que a Terra Firme tem cultura, memória e história”, ressalta a educadora do Núcleo de Visitas Orientadas do Parque Zoobotânico (Nuvop) do Museu Goeldi. Além disso, o evento funciona como uma prestação de contas à comunidade das atividades que o Goeldi desenvolve há quase 30 anos na região.
O dia a dia, a cultura e a memória se juntam às abordagens relacionadas a ciência e educação e a ciência e comunidade no bairro, que abriga a Avenida Perimetral, conhecida também como a Avenida da Ciência & Tecnologia. Ali se localizam as principais instituições de pesquisa do estado: a Universidade Federal do Pará (Ufpa), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o Campus de Pesquisa do Museu Goeldi e a Embrapa Amazônia Oriental. Primeira mostra do projeto Ponto de Memória da Terra Firme, a exposição é realizada com vistas à criação de um museu comunitário.

Serviço:

Abertura da exposição Terra Firme: de tudo um pouco às 16h00, sábado dia 12, na quadra paroquial da Igreja São Domingos de Gusmão, à Avenida Celso Malcher, no bairro da Terra Firme, Belém, Pará.
 
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Quin: exposição Terra Madre
 
Exposição do fotógrafo profissional; Quin Drummond, encerra o ciclo expositivo da Galeria Myralda em Sete Lagoas desse ano de 2012. Trata-se de uma série de ensaios fotográficos realizados em cidades do interior do Maranhão. Foram cinco cidades, durante dez dias de expedição. O fotógrafo captou não somente imagens, mas o espírito da população que faz parte do Projeto Abelhas Nativas.
 
SETE LAGOAS (MG) BRASIL - Como um documentário “espiritual e artístico” da região; Quin resgata o olhar sensível, valorizado pelos melhores ângulos que documentaria a expectativa de ambos os olhares. Cada um dos quais expondo seus anseios pautados nos contextos em que vivem: - o Quin, como fotógrafo engajado em uma causa social, clicava por sobre cenas e rostos que que desnudavam uma realidade com baixo índice de IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano); em contrapartida a “ população modelo” posava meditativa e esperançosa de que a Caminhada da Colheita, poderá ser melhor esse ano.
Ao apresentar a mostra fotográfica em Sete Lagoas, Qui lança uma exposição – Viva!, composta por cenas cognicíveis a pessoas que se preocupam em desenvolvimento e não se esquecem de fatos que podem contribuir para esse progresso imanente, aproximando-nos de uma realidade que pode não estar muito distante das particularidades da nossa cidade e que também poderá ser assistida por uma versão do próprio projeto; já citado. Enquanto isso, façamos a viagem com o Quin e deixemo-nos levar por uma onda de humanidade pelos seus cliques que nos convidam a mobilização. A curadoria da mostra é do artista plástico Dmtrius Cotta.
Perfil QUIN DRUMMOND

Natural de Quixadá/ Ceará, iniciou sua carreira no eixo; São Paulo – Belo Horizonte, em 1976 ainda como funcionário do Banco do Brasil, registrando apresentações de ballet clássico e contemporâneo entre estas, o ballet Stagium no Teatro Municipal de São Paulo. Em Minas, realizou vários trabalhos como free-lancer para jornais, revistas e agências de publicidade. Em Sete Lagoas, já em 1982, fez registros políticos e culturais além de grupos de teatro e congado. Trabalha em diversos segmentos da fotografia, como: fotojornalismo, publicidade, artística, casamento, foto aérea, industrial e projetos socioambientais, destaque para o Projeto Abelhas Nativas, no Maranhão, hoje de dimensão nacional. Em 2012 comemora seus 36 anos de carreira.
Abertura da exposição:
Dia 17 dezembro 2012 (segunda feira), 20 horas - na Galeria “Myralda” e
Galeria “Fernandino Junior”, ambas funcionando na Casa da Cultura
“Francisco Timóteo Pereira”. Av. Getulio Vargas, 91 – Sete Lagoas/ Centro.
Horário de visitas: 8:00horas às 17:00horas de segunda a sexta feria
 
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Rock brasileiro dos anos 1970 ganha exposição

Banda Terreno Baldio
 
Rock brasileiro dos anos 1970 ganha exposição no Sesc Belenzinho, até 10 de março.
 
 
O Sesc Belenzinho promove o projeto “Sonoridades – São Paulo Rock 70″, uma exposição sobre as bandas e artistas que definiram uma estética que consolidou o rock no Brasil nessa década.
A exposição “SP Rock 70 Imagem”, com curadoria de Moisés Santana, abre no dia 19 de janeiro e segue até março. A mostra exibe fotos das bandas e capas de seus discos na São Paulo dos anos 1970. Entre os fotógrafos estão Ana Arantes, Antonio Freitas, Carlos Hyra, Flavia Lobo, Hermano Penna, Leila Lisboa, Márcia Rebello, Mario Luiz Thompson e Vania Toledo.

 
E capas de Apokalypsis, Arnaldo Baptista, Casa das Máquinas, Joelho de Porco, Made in Brazil, Mutantes, Odair Cabeça de Poeta & grupo Capote, Patrulha do Espaço, Sá, Rodrix & Guarabyra, Papa Poluição, Rita Lee &Tutti Frutti, Sindicato, Terreno Baldio, entre outros. Os fotógrafos, artistas gráficos e plásticos da exposição também viviam o momento de descobrir e inventar inspirados no rock’n'roll.
Serviço:
SP Rock 70
Data: até  10 de março.
Horário: de terça a sexta, das 10h às 21h. Sábados e domingos, das 10h às 18h.
Local: Sesc Belenzinho.
End.: Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho - zona Leste.
Grátis.
Tel.: (11) 2076 - 9700.
www.sescsp.org.br/sesc
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:23  comentar

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