Revelando, imortalizando histórias e talentos
22.2.13

Começa em março a temporada 2013 de música erudita 

Por: Lys Silva - Especial F&M

 

A música clássica ganha espaço na capital paulista e no mês de março começa a temporada de concertos deste ano. Vale conferir essa seleção com as principais apresentações da programação da Sala São Paulo, que chega a ter mais de 110 espetáculos por ano.

 

Março:

 

Dia 12: A Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP interpreta O Diálogo Ente Vênus, Azrael e Ogum, de Leonardo Martinelli, Concerto para Piano e Orquestra n° 22, K. 482, de Mozart (com o pianista Arthur Moreira Lima como solista), e Sinfonia n° 41 – Júpiter, de Mozart. Com ingressos somente para o balcão mezanino, plateia central e plateia elevada, o ingresso não passa dos R$ 20.

 

 

De 14 a 16: O maestro finlandês Osmo Vänskä (foto ) rege a Osesp em uma interpretação da Missa Glagolítica, do tcheco Leos Janácek.

 

Dia 17: Sob a regência do maestro João Carlos Martins, a Bachiana toca Concerto para dois Contrabaixos Bottesini, de Valéria Poles e Sérgio de Oliveira, Concerto 24 Mozart em dó menor K 491, de Vera Astrachan, e Sinfonia 94 Surpresa, de Haydn. Com ingressos somente para o balcão mezanino, plateia central e plateia elevada, o ingresso não passa dos R$ 20.

 

Dia 24: O Quinteto com Piano em Mi Bemol Maior Op. 44, de Robert Schumann, ganha versão do Quarteto Osesp, com participação do pianista americano Nicholas Angelich. Os ingressos variam de R$ 29 a R$ 67.

Abril:

 

Dias 2 e 3: A mezzo-soprano búlgara Vesselina Kasarova será acompanhada pela Camerata Bern, orquestra de câmara.

 

Dia 9: O violinista britânico Daniel Hope, acompanhado de Gaurav Mazudar (cítara), Simon Crawford-Phillips (piano) e Vishal Nagar (tabla), interpreta composições de Ravel, Béla Bártok, Toru Takemitsu, Manuel de Falla e Gaurav Mazumdar. Esse é o primeiro da série de concertos da Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer).

 

De 11 a 13: A contralto francesa Nathalie Stutzmann entoa o ciclo Wesendonck Lieder, de Richard Wagner, além de interpretar o "Prelúdio e Morte de Amor", deTristão e Isolda. Regência de Sir. Richard Armstrong.

 

Dias 13 e 14: Sob a regência do russo Vladimir Lande, a Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia se apresenta pela primeira vez no Brasil.

 

Dias 23 e 24: Com quase 80 anos de história, a Orquestra Sinfônica de Montreal faz parte da temporada do projeto Cultura Artística.

 

Dia 27: Com solo de Juliana D’Agostini, a Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP apresenta Divortium Aquarum, de Marsilio Onofre, e Concerto para Piano e Orquestra n° 20 em ré menor K. 466, de Mozart.

 

Dia 29: Programa do Mozarteum traz apresentação do Curtis On Tour, quarteto formado por alunos e professores do Instituto Curtis, da Filadélfia, nos Estados Unidos. Na direção e tocando viola está Roberto Diaz, ex-aluno do instituto e hoje seu presidente. Completam o grupo o violonista Jason Vieaux, o violinista Soovin Kim e John-Henry Crawford, de apenas 19 anos, no violoncelo.

 

Maio:

 

De 9 a 11: A pianista francesa Hélène Grimaud sola no Concerto Nº 5 em Mi Bemol Maior Op. 73 – Imperador, de Beethoven, regida pelo conterrâneo Stéphane Denève.

 

Dias 6 e 7: Vencedor de 15 prêmios Grammy e do Avery Fisher Prize, o violoncelista Yo-Yo Ma é um nome de destaque na cena erudita contemporânea. Nessa apresentação ele contará com a participação da pianista britânica Kathryn Stott.

 

Dia 19: A Filarmônica Bachiana conta com a participação do solista Jean-Louis Steuerman para interpretar Grená, de Valéria Bonafé e Concerto para Piano e Orquestra no. 21 K. 467, de Mozart.

 

Dia 21: Influenciado pelo trabalho de Nat King Cole, Joe Williams e Donny Hathaway, o vocalista de jazz Gregory Porter interpreta, entre outras canções, o hit Be Good, do álbum de mesmo nome.

 

Dias 23 e 24: Comemorando 50 anos de atividade, a Orquestra de Câmara Franz Liszt, sediada em Budapeste, fará apresentação no Brasil e contará ainda com o flautista principal da Filarmônica de Berlim, Emmanuel Pahud.

 

Junho:

 

Dias 2 e 5: O Quarteto Borodin é famoso pelas interpretações dos quartetos de Beethoven e Shostakovich. No repertório atual também é contemplada a obra de câmara de Tchaikovsky, Haydn, Mozart, Schubert e Brahms, além da literatura musical do século XX, de Barber, Stravinsky e Schönberg.

 

Dia 2: Sonia Rubinsky será a solista na apresentação da Filarmônica Bachiana na interpretação do Concerto Sem Título, de Edson Beltrami, e Concerto para Piano e Orquestra no. 23 em lá maior K. 488, de Mozart.

 

Dia 4: Regida pelo maestro João Mauricio Galindo, a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí interpreta a popular cantata Carmina Burana, de Carl Orff.

 

De 13 a 15: O pianista inglês Paul Lewis se dedica ao Concerto Nº 1 em Ré Menor Op. 15, de Brahms. Outro britânico, o maestro Frank Shipway, rege a Osesp na Quarta Sinfonia, de Sibelius.

 

Dia 16: O pianista inglês Paul Lewis toca, em recital solo, as três últimas sonatas para piano de Franz Schubert.

 

Dia 18: Acontece a apresentação do Menuhim Trio, composto pelo violoncelista alemão Leonard Elschenbroich, pela violinista escocesa Nicola Benedetti e pelo pianista russo Alexei Grynyuk.

 

Dias 24 e 25: Com mais de 120 anos e com o título de “Melhor Orquestra Sinfônica”, concedido pela revista Gramophone, a Orquestra Concertgebouw vem ao Brasil com apresentações na Sala São Paulo e com Denis Matsuev, um dos principais pianistas russos, como integrante.

 

 

Julho:

 

Dia 30: O maestro João Carlos Martins comanda a Orquestra Bachiana nas interpretações do último movimento da Sinfonia concertante, de Mozart, e do Concerto para Trompa, de Samuel Hanzem.

 

Dias 29 e 31: Reconhecido pela originalidade e intensidade de suas interpretações, Piotr Anderszewski, que teve sua última gravação premiada pela BBC Music Magazine, como a melhor do ano, vem fazer apresentações em São Paulo como parte do projeto Cultura Artística.

 

Agosto:

 

Dias 1º e 2º: Sob a regência do maestro Paavo Järvi, a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen executa, em quatro concertos, o ciclo das nove sinfonias de Beethoven.

 

De 22 a 24: Marin Alsop, maestrina americana, sobe ao pódio para reger uma performance da Sinfonia Nº 1 em Ré Maior – Titã, do austríaco Gustav Mahler.

 

Dias 31 e 1º de setembro: Apresentação do violinista Joshua Bell. Com mais de 40 álbuns lançados, ele já ganhou os prêmios como o Avery Fisher Prize e o Musical America Award.

 

Setembro:

 

Dia 3: A soprano inglesa Ania Vegry será acompanhada em sua apresentação pela Arte Ensemble, orquestra de câmara fundada por membros da NDR Radiophilarmonie.

 

Dia 14: A Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP encerra sua temporada 2013 tocando Rito de Evocações Ancestrais, de Matheus Bitondi, Concerto nº 1 Beethoven, de Caio Pagano, e Sinfonia 36 Linz, de Mozart.

 

Dias 18 e 21: A pianista venezuelana Gabriela Montero, vencedora do Rockfeller Award 2012, fará apresentações em São Paulo como parte da programação do projeto Cultura Artística.

 

Dia 22: Reunião do violinista austríaco Benjamin Schmid com o pianista croata Dejan Lazic. A dupla toca as três sonatas para violino e piano de Brahms.

 

Dia 24: A soprano sul-coreana Sumi Jo, acompanhada pelo pianista inglês Gary Matthewman, canta famosas árias de óperas que marcaram a história da música erudita.

 

Dias 28, 29, 30 e 1º de outubro: A Orquestra Sinfônica NDR, fundada em 1945 na Alemanha, vem ao Brasil para quatro apresentações, sob o comando de Thomas Hengelbrock. O grupo apresentará um concerto especial para crianças e outro na área externa do Auditório Ibirapuera, ambos gratuitos, além de dois espetáculos na Sala São Paulo.

 

Outubro:

 

Dias 19 e 20: Com 103 anos de história, a Sinfônica Finlandesa de Lahti é a mais importante orquestra nórdica. Faz parte da temporada 2013 do Cultura Artística.

 

Dia 22: A cantora, atriz e bailarina alemã Ute Lemper, apresenta um concerto em duas partes: a primeira com canções baseadas na poesia de Pablo Neruda e a segunda com músicas de Kurt Weil, Jacques Brel e Edith Piaf.

 

Novembro:

 

Dias 2 e 6: O grupo Combattimento Consort Amsterdam terá ao seu lado nas apresentações em São Paulo a violoncelista holandesa premiada pelo Quirine Viersen. Juntos, eles apresentarão produções musicais datadas entre 1600 e 1800.

 

Dias 4 e 5: A Orquestra Sinfônica de Bucareste, da Romênia, fará apresentações regida por Benoît Fromanger.

 

De 14 a 16: O compositor alemão Bernd Alois Zimmermann tocará seu Concerto para Oboé e Pequena Orquestra, com solos do brasileiro residente na Alemanha, Washington Barella.

 

Dia 26: Formado pelo pianista Vincent Coq, o violinista Jean-Marc Phillips-Varjabédian e o violoncelista Raphaël Pidoux, o Trio Wanderer comemora 25 anos com duas obras-primas: Trio opus 100, de Schubert, e Triplo Concerto, de Beethoven.

 

Dezembro:

 

De 12 a 14: Marin Alsop encerra a temporada da Osesp com A Sagração da Primavera.

 

Serviço:

 

Sala São Paulo

 

Horário da bilheteria: de segunda a sexta, das 10h às 18h.

Sábado, das 10h às 16h30 e domingo, das 15h às 17h.

 

End.: Praça Júlio Prestes, 16 – Santa Cecília.

Tel.: (11) 3367-9500.

 

www.osesp.art.br

www.ingressorapido.com.br

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:21  comentar

ESTREIA- 27 de março: Documentário apresenta os bastidores da trama que levou ao golpe de 1964

Próximo a completar os 50 anos do golpe de 1964, o documentário "O Dia que Durou 21 Anos", de Camilo Tavares, traz à luz diversos documentos inéditos, sobre os quais por vários anos pesaram cláusulas de sigilo, que comprovam o decisivo envolvimento dos EUA na derrubada do presidente João Goulart e na instalação da ditadura militar no Brasil. O documentário estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Salvador.
O então embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, via de regra negou a participação dos EUA,  é trazida à tona como um dos principais articuladores do golpe, por exemplo, em áudios da Casa Branca, em que é ouvido em conversas com o presidente John Kennedy  e com o subsecretário para Assuntos Interamericanos, Richard Goodwin. Uma destas conversas é de 30 de julho de 1962, evidenciando a longa gestação da desestabilização do governo Goulart.

O filme traz  raros materiais de arquivo, diversas entrevistas realizadas pelo jornalista Flávio Tavares - pai do cineasta Camilo Tavares - completam o documentário. Uma delas, com o brasilianista Thomas Skidmore, que define Lincoln Gordon (que morreu em 2009) como "um produto da Guerra Fria".
Ele e outros pesquisadores assinalam que os EUA viam Goulart como "comunista" por sua defesa de reformas de base, como uma lei de remessas de lucro que contrariava interesses das multinacionais norte-americanas. O medo era que o Brasil repetisse o exemplo de Cuba, que fizera sua Revolução em 1959.
Não faltam entrevistas com participantes do regime de 1964, caso do general Newton Cruz - que, curiosamente, faz reparos ao movimento que integrou.

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Atriz mirim Quvenzhané rouba cena em "Indomável Sonhadora"

Filme vencedor de dois prêmios em Sundance 2012: Grande Prêmio do Júri e fotografia e também do Caméra d'Or em Cannes 2012, "Indomável Sonhadora" estreia, e traz a atuação maravilhosa da atriz mirim Quvenzhané Wallis.
Apesar de ser uma película de um jovem diretor, que de principiante não tem nada, o nova-iorquino Benh Zeitlin, de 30 anos, conseguiu logo de cara quatro indicações ao Oscar: melhor filme, direção, roteiro adaptado e melhor atriz para a menininha atriz Quvenzhané Wallis, de 6 anos.
 
Durante as filmagens ela tinha 6 anos (agora está com 9), e escolhida entre 3.500 candidatas, Quvenzhané é o alicerce o ponto principal para que o filme funcione, dando consistente e muitas  vezes no  aterrador mergulho no universo selvagem do sul dos EUA, sob a visão de uma garotinha, cujo personagem é Hushpuppy.
 
Dwight Henry vive Wink, seu pai e vivem no sul da Louisiana, em lugar apelidado por seus poucos moradores como a "Banheira", um local sempre devastado, alagado em que o poder da imaginação, das crendices, e também as relações humanas são as únicas ferramentas à mão para resistir à pobreza e ao abandono. As catástrofes que abalam o local apontam um realismo, mesmo que não diretamente, ao recente furacão Katrina, o tom da história é firmado através de um realismo quase mágico movido por vários elementos.
Além da magistral interpretação de Quvenzhané Wallis, o elenco todo está em estado de graça, isso sem se estender muito sobre a excelente fotografia em super-16 mm, de Ben Richardson, que  extrai uma beleza bruta a cada fotogramautilizado, assim, compondo o ambiente essencial para os personagens façam sentido.
 
Os dois protagonistas da trama têm reações inesperadas, assim como alguns outros notáveis moradores da região, que apesar da insistência do governo em retirá-los de lá, eles insistem em ficar, apresentando um tipo de rebeldia. Vale cada centavo pago para assistir. (Francisco Martins).
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 01:17  comentar

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