Revelando, imortalizando histórias e talentos
2.5.13

Conheça alguns estilos de artesanato do Estado do Tocantins: Indigena, Buriti e Babaçú, Ouro e Cristal.

 

 

A produção artesanal dos povos indígenas do Tocantins é rica, diversificada e se mistura ao cotidiano. É uma das mais belas e significantes expressões da nossa arte tradicional. O povo Iny é excelente artesão de arte plumária (confecção de haretôs, colares, brincos, braçadeiras e tornozeleiras), cerâmicas (potes, pratos, tigelas e bonecas ornamentais – ritxòò) e cestaria, que serve para transporte e armazenamento de mantimentos.

 

Foto: Gustavo Sá

 

Artesanato Indígena: Cerâmica Karajá

 

O Xerente (Akwê), considerado o povo do traçado, utiliza a seda do buriti e o capim dourado para a confecção de cestaria, bolsas e enfeites com sementes do capim tiririca (capim navalha), mulungu e sabonete. Os timbira se destacam com o trabalho de brincos e colares feitos de sementes nativas e do bambuzinho; utilizam nos adornos as cores básicas – vermelho e preto – e confeccionam cestos com palha de babaçu. Os motivos dos adornos são representações do que existe na fauna, flora e no cotidiano. Os conhecimentos tradicionais recebidos dos antepassados são transferidos para as gerações através da oralidade e da observação.

 

 

 

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Artesanato: Buriti e Babaçu

 

Foto: Emerson Silva



Da palha do babaçu e do buriti, duas espécies de palmeiras comuns na região Norte do Brasil, surgem esteiras, chapéus, cestos e uma infinidade de produtos utilizados há muito tempo pelos indígenas e pelos sertanejos tocantinenses, mas que somente agora vem ganhando status de artesanato decorativo.

 

Das fibras podem surgir as mais variadas peças. Como coadjuvantes de outras matérias-primas servem para amarrar peças em capim dourado ou surgem como detalhes de produtos em madeira. Largamente utilizadas pelos povos indígenas e difundidas em todo o Estado, as fibras demonstram toda sua versatilidade de acordo com os costumes de cada região.

 

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Artesanato: Ouro

 

 

Do ouro, surgem belas peças conhecidas pelo mundo

 

Foto: Tharson Lopes

 

Na primeira metade do século XVIII teve início a exploração do ouro no antigo Norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins. Em 1723, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva anunciou a descoberta de ouro na região. A partir daí, a corrida em busca das áreas de mineração levaria à criação de povoados como Natividade (1734), Traíras e São José do Tocantins (1735), Porto Real (hoje, Porto Nacional, 1738), Arraias e Cavalcante (1740), Santa Luzia (1746) e Cocal (1749). As minas goianas produziram, entre 1750 e 1754, 37,31% do ouro brasileiro, número superado somente por Minas Gerais.

 

Importante fator de desenvolvimento de uma região até então pouco habitada, o ouro deixou importantes raízes no Tocantins, especialmente em Natividade, onde até hoje é desenvolvido um tipo de artesanato herdado dos portugueses e praticamente abandonado em outras regiões brasileiras: a confecção de jóias artesanais em filigrana. A arte é repassada aos jovens da cidade através de oficinas de ourivesaria.

 

A arte

 

Mestre Juvenal é um dos mestres mais respeitados em seu ofício. Além de peças tradicionais, como o peixe articulado, cria com seus alunos jóias de rara beleza, não apenas pelo design, mas especialmente pelos detalhes feitos manualmente em fios de ouro ou prata. São corações, flores de maracujá e capim dourado, entre outros, reproduzidos para pingentes de colares, pulseiras, brincos e anéis.

 

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Artesanato em Cristal

 

Foto: Adilvan Nogueira

A região no estado que trabalha com o artesanato de cristal está entre as cidades de Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia e Duaré, que com a descoberta de jazidas do cristal de rocha (quartzo) em 1940, fez manar nessas localidades muitos garimpeiros, fazendo com que ocorresse o desenvolvimento dessas cidades. No município de Cristalândia, conhecida como cidade dos cristais, foi construída uma beneficiadora com capacidade para até 600 kg de pedras; os maiores compradores dos cristais da região são a Alemanha e Portugal.

 

O quartzo é um mineral abundante e que pode ser utilizado como areia para moldes de fundição, fabricação de vidro, esmalte, saponáceos, abrasivos, lixas, fibras óticas, refratários, cerâmica, produtos eletrônicos, relógios, indústria de ornamentos; fabricação de instrumentos óticos, de vasilhas químicas e etc. É muito utilizado também na construção civil como areia e na confecção de jóias baratas, em objetos ornamentais e enfeites, na confecção de cinzeiros, colares, pulseiras, pequenas esculturas etc.

 

Hoje no Tocantins, o quartzo e o cristal podem ser encontrados em Paranã, Jaú do Tocantins, Araguanã, Xambioá, Dueré, Monte Santo, Ipueiras, Cristalândia, Pium e Araguatins. (Formas&Meios)

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:17  comentar

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