Revelando, imortalizando histórias e talentos
1.2.17

 

Roma recebe primeira exposição do pintor brasileiro Cândido Portinari

 

Um dos nomes mais expressivos da arte moderna brasileira, Cândido Portinari terá, pela primeira vez, uma exposição individual na cidade de Roma, na Itália. A mostra "A mão infinita" levará à capital italiana 26 obras do artista, que fazem parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A exposição será de 7 de fevereiro a 22 de abril, na Embaixada do Brasil. 

 

A mostra, a ideia é levar um recorte que permeie a trajetória do pintor desde a década de 30 até os anos 60. "A escolha de Portinari é muito feliz, afinal ele é um dos maiores artistas brasileiros do século passado, reconhecido internacionalmente. Como a cidade de Roma não havia recebido nenhuma exposição dedicada somente a ele, incluímos obras emblemáticas, como O Café (1935), um quadro fundamental e estruturante sobre o realismo.

 

Entre as obras selecionadas pela curadoria estão desenhos, pinturas, matrizes e fotografias, ilustrações desenvolvidas pelo artista para livros do Machado de Assis e José Lins do Rêgo. Além disso, também alguns estudos que Portinari fez para o painel Guerra e Paz, que está em exposição na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque".

 

Portinari 

 

Nascido em Brodowski, interior de São Paulo, em 1903, Portinari era filho de imigrantes italianos e estudou posteriormente na Itália. Pintor e poeta, com forte inclinação a muralista, Portinari foi o único artista brasileiro a participar da exposição 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas (Bélgica), em 1958. Morreu no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava, quando preparava uma grande exposição com cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão (Itália).

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 23:38  comentar

 Este é o primeiro filme em língua inglesa do diretor chileno Pablo Larraín,  não tem intenção de ser, a rigor, uma cinebiografia, no caso, a da ex-primeira dama norte-americana Jacqueline Kennedy (1929-1994).

Natalie Portman like Jackie

 

Com roteiro de Noah Oppenheim, "Jackie" mostra com notável habilidade e ambição as camadas de uma personagem mítica -   construtora de seu próprio mito -, isso a partir do momento mais dramático de sua vida: o assassinato de seu primeiro marido, o presidente John F. Kennedy, em 22 de novembro de 1963.

 

Jackie” equilibra um notável rigor na reconstituição de época – recorrendo a diversas imagens documentais – a uma disposição de explorar as múltiplas facetas e contradições de sua fascinante protagonista, vivida com uma precisão ao mesmo tempo apaixonada e distante pela atriz Natalie Portman, que recebeu uma das três indicações ao Oscar deste filme (as outras duas são pelo figurino e a trilha sonora original).

 

Fica patente que “Jackie” não visa meramente reproduzir os acontecimentos daquele fatídico dia em Dallas, mas sim apropriar-se deles a partir do ponto de vista da mulher que os sofre de maneira mais direta e contundente do que qualquer outra pessoa, ao mesmo tempo vítima e testemunha ocular de uma tragédia que alterou drasticamente sua história pessoal e a de sua nação.

 

Recorrendo a um episódio real, a entrevista da ex-primeira dama a um jornalista (Billy Crudup) uma semana depois da morte do marido (Caspar Phillipson), mas permitindo-se a liberdade de imaginar seus bastidores, o enredo avança em sua intenção de revelar Jackie, ela mesma uma ex-jornalista, como uma das principais autoras da mística que sobreviverá àquela morte.

 

Dando a Natalie Portman a chance de interpretar Jackie em situações públicas e privadas – como na noite em que ela percorre os corredores da Casa Branca, experimentando vestidos, bebendo e ouvindo música, numa expressão de sua profunda solidão -, expõe-se as cobranças a uma mulher levada a abraçar o papel de esposa e mãe exemplar, suportando as falhas de um marido na intimidade não tão perfeito quanto sua figura pública.

 

Mas, ao mesmo tempo, apesar da fragilidade do corpo e da voz, uma mulher também capaz de discordar de figuras poderosas, como seu cunhado, Bob Kennedy (Peter Sarsgard), e assessores do governo quando se trata de decidir sobre o funeral de JFK.

 

Um grande trunfo do filme é transformar pessoas públicas tão midiatizadas, quanto Bob e Jackie, em criaturas de carne e osso, curvadas sob o peso de uma grande dor, tendo de atender a um número infindável de obrigações em pouquíssimo tempo mas igualmente capazes de empatia. 

 

Uma sequência particularmente eloquente é quando Jackie conversa com um padre (John Hurt), expondo com notável sinceridade seus sentimentos feridos por infidelidades do marido e mesmo conflitos de fé. Nesta conversa sem testemunhas ou holofotes, resguardada pelo compromisso de confidencialidade do interlocutor, é talvez o momento em que se vê mais da peculiar mistura desta encarnação notável da ex-primeira dama construída pela atriz.  (AgênciaFM\ br.reuters.com )

 

 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 23:36  comentar

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